5 de abr. de 2021
Leituras de fevereiro 2021
28 de mar. de 2021
Casa de bonecas, Henrik Johaqn Ibse
Finalmente trago essa resenha, que posterguei uns bons dias dessa semana, li esse livro em uma sentada de tão fluida que a peça é, além disso têm 102 páginas, é um livro curtinho. Assim como Franz Kafka, são 100 páginas muito bem aproveitadas e cheias de significado. E se o leitor reparar...Toda a semana estou postando mais e mais resenhas, além disso quero trazer mais post sobre a cultura pop, como eu fazia à uns anos atrás.
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É um drama em três atos, em que Ibsen questiona as convenções sociais do casamento. A tragédia retrata a hipocrisia e convencionalismos da sociedade do final do século XIX. Na época, mediante as tentativas de emancipação feminina, foi uma peça revolucionária, com grande repercussão entre feministas, a Europa inteira a discutiu. Houve, inclusive, censuras violentas lançadas contra a personagem principal, Nora. Com essa peça, os críticos acreditam que Ibsen abriu caminho para a tragédia, tendo o final inesperado para época.
Henrik Johaqn Ibse foi um dramaturgo norueguês, considerado um dos criadores do teatro realista moderno. Foi também poeta e diretor teatral, sendo considerado o “pai" do drama em prosa e um dos fundadores do modernismo no teatro. Entre seus maiores trabalhos destacam-se Brand; Um Inimigo do Povo; Imperador e Galileu, Casa de Bonecas entre outras obras.
Muitas de suas peças foram consideradas escandalosas, como Casa de Bonecas, na época em que foram lançadas, mediante o fato de o teatro europeu estar sujeito ao modelo determinado pela vida familiar e pela propriedade, o verniz dos bons costumes e falso moralismo. Os trabalhos de Ibsen analisavam a realidade contida por trás das convenções e costumes, o que trouxe muita inquietação para seus contemporâneos.
Com toda a certeza é uma história que vai fazer a leitora (principalmente as mulheres) se questionar sobre absolutamente tudo, mesmo que você conheça e entenda o sistema patriarcal em que viva, ainda irá perguntar-se quão verdadeiro são seus gosto, personalidade, a relação que tem com os homens do círculo social em que pertence, até mesmo o que sente em relação a você mesma e ao que te cerca. Apesar de ser um livro de fácil leitura e rápido, por conta da extrema fluidez da peça, é uma história que deixará um gosto um tanto amargo e fará o leitor reler algumas passagens ao finalizar a história.
Ademais, Nora é uma personagens que pare tão irreal no inicio da trama, contudo as coisas vão fazendo sentindo, e repentinamente a personagem se mostra altamente sóbria e concisa de que sua vida está errada e que, de certa forma, foi manipulada e sua personalidade "mutilada", uma personagem que adorei de mais ter conhecido, embora no início eu tenha torcido o nariz para a sua personalidade.
Destarte, é um livro para todos os tipos de leitores, não somente os caçadores e amantes de clássicos, e também é um excelente teatro, talvez seja até um bom começo para que ainda não se acostumou com esse estilo de texto.
23 de mar. de 2021
Canto geral, Pablo Neruda
Trago finalmente, hoje, a reseha do livro que me levou mese, me incomodou por estar tanto tempo ao lado da minha cabeceira, não é um livro fácil de ser lido, por haver tantas palavras cruas para citar a desolazção causada pelos colonizadores as americas, por tanta brutalidade e caos deixados pelos ditadores sul-americanos durante o século XX. Vamos agora embarca à uma resenha satisfatória de Canto geral de Pablo Neruda.
Canto geral foi elaborada em circunstâncias adversas, quando Neruda, perseguido, foi obrigado a transpor os Andes e refugiar-se no estrangeiro. Testemunha um grande amor ao Chile e ao seu povo e, por extensão, a todos os povos latinos-americanos, frequentes vítimas do despotismo, considerado um livro de combate e de ternura. Consiste em quinze seções, 231 poemas e mais de quinze mil versos, lançados em 1950.
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Para ser sícera não sabia bem como começar essa resenha, tendo em vista os altos e baixos dessa leitura, e os diferentes impactos que esse livro me causou. Estou começando a ler escritores latinos americanos (além dos escritores brasileiros) e ao gênero poema/poesia, já que minha bookshelf estava muito defasada nesse sentido, você caro leitor pode pecerber que desde o ano passado venho me empenhando mais nesse gênero.
O livro trás uma crítica muito profunda a toda formação da america latina, ou seja, todo o processo de colonialismo, o escritor cita nomes importantes da resistência indígena contra os europeus, e também cita os principais massacres aos habitantes destas terras, e líderes responsáveis. Além disso tudo, as primeiras 200 páginas, também são dedicadas à exaltação da beleza da fauna e da flora de toda america latina, e lendas indígenas de cada região.
Para evidênciar esse fato, temos toda a segunda parte do livro, "Alturas de Macchu Picchu" o ato da valorização das mitologias pertencentes aos povos latinos, sempre citando a fauna e a flora, destacam a beleza e sua "antiguidade". Também há o uso da sexualidade para mitos, e crencas antigas, além de destacar a efemeridade da vida, tudo isso em uma história poetica com trechos voltado as questões sociais dos povos.
Ademais, o livro não é um memorial apenas ao passado colonialista, mas também a contemporaneidade do autor, então novamente há muitas críticas sociais as ditaduras, torturas durante essa época, a corrupção social e política, também refere-se a injustiças sofidas pelos amigos de Neruda, jornalistas, escritores e intelectuais no geral, os quais foram presos ou exilados, mas também à homenagens e exporessão de respeito e companherismo.
Canto geral é um livro mais profundo do que essa resenha possa expressar, tendo em vista que são um pouco mais de 600 páginas de uma ótica da história, seja de séculos passados ou do século XX, o eu lírico expressa sua opinião, deixa claro o quão repugnante foi muitas situações, e nos lembra que nas aulas de história são esquecidos de mencionar o quanto o povo desta terra sofreu e sofre.
Destarte, para fechar todo esse conjunto de poesisas, o final é voltado para Neruda e suas relações com o mundo e sensações, até mesmo há um momento de testamento, pode-se dizer que esta obra, nitidamente, é o que ele considerava A obra prima de sua vida, pois em cada verso vê-se o quanto o escritor dedicou-se como se fosse o último.
18 de mar. de 2021
Mulheres, autoras de grandes clássicos | Parte #1
9 de mar. de 2021
Leituras de Janeiro
Sim, eu sei... Esse post era para ter sido postado a um mês atrás, mas como diz o ditado popular antes tarde do que nunca, afinal! Hoje tem sido um dia daqueles, estou morrendo de cólica e tentando ser produtiva, fiz o planejamento mensal, e tudo o que quero fazer nas próximas semanas, já terminei dois livros, e ainda pretendo ler um pouco mais antes de assistir um documentário, que muito provavelmente vou falar dele aqui no blog, sinto falta de falar da cultura pop e documentários em geral.
✨Os livros com resenha aqui no blog estarão lincados
Ranger- A ordem dos arqueiros (Volume dois); 224 páginas
O pequeno príncipe, Antoine de Saint; 96 páginas
Para querer bem, Manuel Bandeira; 80 páginas
Homem-aranha Feroz (edição encadernada); 136 páginas
Drácula Bram Stoker; 580 páginas
Hegel em 90 minutos, Paul Strathern, (Biografia); 37 páginas
Coletânea de poemas de Paulo Leminski, 212 páginas
5 de mar. de 2021
Coletânea de Paulo Leminski
Desde 2019 estou lendo mais poesia, desde nacionais como é nesse caso, até contemporâneas como Rupi Kaur, ano passado li Claro enigma para o vestibular, contudo não falei dele ainda aqui no blog, talvez eu releia para fazer uma resenha. Neste post vamos falar de um escritor brasileiro muito talentoso e que deveria ser mais 're-conhecido' pelo grande público, afinal suas obras tiveram maior repercussão durante o século XX.
Destarte, esse foi meu primeiro contato com o autor e já amei a escrita e a maneira de abordagem e a forma que é transmitida, inclusive temáticas cotidianas como "Por um lindésimo de segundo", ou um pouco mais filosóficas com "O mínimo do máximo".
"A nós, gente só foi dada
essa maldita capacidade,
transformar amor em nada."
A baixo deixo uma entrevista do autor, caso você queira assistir, para conhecê-lo ainda mais, e sua visão a respeito da literatura, contudo, não deixe de ler o livro e se aventurar por águas desconhecidas.
3 de mar. de 2021
A garota das laranjas, Jostein Gaarder
Essa semana estou tendo uma crise de identidade, estou achando tudo uma loucura: algumas coisas que estou passando, nada grave sabe? Mas coisas curiosas da vida, que é um circulo maluco e sempre estamos conectados de alguma forma. Esse momento de devaneio coincidiu com minha leitura da semana, que foi agridoce, bem melancólica e com algumas discussões filosóficas, afinal um livro do Jostein Gaarder não seria por menos.
A história que o pai conta é do tempo em que ainda era um jovem estudante de medicina: a sua busca por uma moça desconhecida, que ele vê por acaso nas ruas de Oslo, sempre carregando um saco cheio de laranjas. Apaixonado, o rapaz persegue os diversos mistérios que cercam os seus encontros fugidios com a garota das laranjas, numa aventura que culmina numa grande revelação. Alternando entre a voz de Georg e a do pai, Jostein Gaarder constrói uma narrativa pontuada com perguntas filosóficas, que tratam de temas como o amor, a morte e a grandeza do universo.
Meu primeiro contato com essa história foi no ensino fundamental, sempre chegava aos 1/3 do livro e nunca seguia com a leitura, no entanto a oportunidade de relê-lo, de certa forma, apareceu quando minha irmã o adquiriu. E o gostinho da história, lembra muito Soul, o filme mais recente da Disney e Pixa.
Apesar da história ser interessante, a narrativa oscila entre o muito fluido, repetitivo e as vezes parece andando em círculos, dando tonturas com os rodeios filosóficos e crises existenciais, ora quando Jan Olav (pai do Georg) escreve a carta está prestes a morrer, o que é até certo ponto compreensivo, mas o irritante é quando alterna para o filho e ele continua com as mesmas "dores" filosóficos, embora seja um adolescente, Georg tem um olhar irritantemente minucioso e politicamente correto da vida. O momento do pai, por outro lado é outro, o qual ele tira diversas reflexões tristes sobre o viver e ser "retirado" a força desse plano no momento mais feliz de sua vida. Ou seja, o livro é duplamente angustiante.Ademais, o personagem mais profundo e interessante é Olav, não somente por sua forma questionadora e um pouco mística de ver a vida. mas a forma como foi construída também cativa o leitor. A garota da laranjas, personagem chave para toda a história, é misteriosa e ensina a Olav a ver os detalhes da vida. Agora, Georg é muito chato, é um adolescente, age como um e há cenas que não demonstra maturidade suficiente para a idade, ou talvez por ser jovem demais, ainda não tenha maturidade suficiente.
Um livro agridoce, portanto, ora doce, com as fantasias e delírios de um apaixonado em busca da garota das laranjas, ora azedo, com o amargor do fim da vida, isto é, o livro discorre sobre a efemeridade da vida, o quanto absolutamente tudo é líquido e inconstante, desde nossos contratos sociais até mesmo a vida em si. Considero como um livro profundo e muito, muito melancólico, o longo tempo que passamos vivendo em comparação com os longos anos do universo, a vida que passamos com quem amamos, em como a magia do viver está em coisas simples (sim, como em Soul), nos dando conta de que é lindo viver mesmo nas horas amargas.
26 de fev. de 2021
Dracula, Bram Stoker
Finalmente estou retornando com mais um post, infelizmente não conseguir postar com tanta frequência que eu queria, a segunda fase da FUVEST sugou minha alma e não tive mais tempo para absolutamente nada, e no fundo estou bem apreensiva e ansiosa com o resultado, espero ter passado! Ah, também estive reformando o quarto; bom daqui para frente espero conseguir postar com mais frequência, em cada post digo isso, eu sei.
O livro que vamos conversar hoje é um grande clássico da literatura gótica e da língua inglesa, espero conseguir exprimir tudo o que senti e tudo o que amei nessa resenha. É um romance de horror gótico lançado em 1897, escrito pelo autor irlandês Bram Stoker, tendo como protagonista o vampiro Conde Drácula. Tornou-se a mais famosa história de vampiro da literatura.
A história é contada em formato epistolar, cujos narradores são protagonistas do romance, e, ocasionalmente, suplementadas com recortes de jornais referentes a eventos não diretamente testemunhados. Os eventos contados no romance ocorrem em ordem cronológica e em grande parte na Inglaterra e, no começo e fim do livro, na Transilvânia . Tudo ocorre dentro do mesmo ano, entre 3 de maio e 6 de novembro. Uma nota curta situa-se no capítulo final escrita sete anos após os eventos descritos na obra.
O romance começa com Jonathan Harker, um advogado inglês recém-formado, visitando o Conde Drácula nas montanhas dos Cárpatos, na fronteira entre a Transilvânia, Bucovina e Moldávia, para prestar apoio jurídico para uma transação imobiliária supervisionada pelo empregador de Harker. No primeiro momento o jovem advogado é atraído pelos bons modos de Drácula, no entanto Harker logo percebe que é prisioneiro ali e sua vida corre perigo.
Outros detalhes tornam o anfitrião uma personagem excêntrica, não somente pelo modo de vida e cultura "exótica", mas por circunstâncias totalmente anormais, como não ter reflexo no espelho, não é visto de dia e nunca mostra ter fome, ou ao menos comer junto com Harker. Muitos acontecimentos culminam para Harker se vê preso, sufocado e sofrer diferentes 'abusos' no castelo e entender, não somente ele, mas os demais personagem, o plano do conde, posteriormente.
9 de jan. de 2021
Rangers Ordem dos arqueiros - Pontes em chamas (livro dois), John Flanagan
Sendo sincera, não sei como começar essa resenha sem dizer que comecei o ano muito, muito bem! Uma leitura certeira para quem quiser relaxar um pouco e se aventurar em um mundo medieval fantástico, com momentos de coragem, outros de medo, amizade e lutar pelos amigos.
A escrita de John Flanagan continua fluida, os personagens são um pouco mais desenvolvidos, principalmente aqueles que ficaram um tanto apagados no primeiro volume Como Gilan, que se mostra um excelente arqueiro, afinal foi treinado por um dos melhores; embora um dos personagens mais interessantes do enredo, Halt, tenha sido colocado um pouco de lado, o autor nos mostra como Will age sem a supervisão do mestre, no qual demonstra grande responsabilidade, senso de justiça e auto sacrifício pelo reino.
Todavia, mesmo gostando e recomendando de mais, saliento a todos que é um INFANTO JUVENIL, a trama foi um tanto previsível, salvo na luta com o Boss final, o que me deixou bem desgostosa, tendo em vista que desde o primeiro volume se faz tanto alarde pelo vilão principal, dizendo o quão poderoso O senhor da chuva e da noite é, ele me pareceu como uma caricatura de Kylo ren (analogia), só que beeeem mais fraquinho. O autor trás um texto simples, sem floreios e direto, contudo há momentos de repetição de fatos, ou retomada de explicações de ações dos personagens no mesmo capítulo, o que me incomodou um pouco, em contrapartida o "tom" que conta a história lembra LEVEMENTE o jeito que TOLKIEN fez em O Hobbit, a maneira que o narrador conversar com o leitor, envolvendo-nos ainda mais na leitura.
18 de dez. de 2020
Estrelas perdidas, Claudia Gray
Nem acreditei quando havia notado que não tinha feito a resenha desse livro, e olha que ele foi um dos primeiros lidos nesse ano turbulento de 2020. Tanta coisa aconteceu desde 1° de janeiro que fui deixando de lado as resenhas, algo que me chateada profundamente. Enfim, como disse no post anterior, toda semana terá post novo aqui no blog.
Ciena Ree e Thane Kyrell se conheceram na infância e cresceram com o mesmo sonho: pilotar as naves do Império, cujo poder sobre a galáxia aumentava a cada dia. Durante a adolescência, sua amizade aos poucos se transforma em algo mais, porém suas diferenças políticas afastam seus caminhos: Thane se junta à Aliança Rebelde e Ciena permanece leal ao imperador. Agora em lados opostos da guerra, será que eles vão conseguir ficar juntos?
Através dos pontos de vista de Ciena e Thane, você acompanhará os principais acontecimentos desde o surgimento da Rebelião até a queda do Império - como as Batalhas de Yavin, Hoth e Endor - de um jeito absolutamente original e envolvente. O livro relata, ainda, eventos inéditos que se passam depois do episódio VI, O retorno de Jedi, e traz pistas sobre o episódio VII, O despertar da Força!
"Era assim que o mal ganhava mais espaço: criava raízes nos jovens e crescia junto com eles. Cada geração elevava o abuso a outro nível. Estamos ensinando crianças a aprovar a escravidão. Estamos ensinando a elas que crueldade é uma virtude". -Páginas 177
13 de dez. de 2020
O último olimpiano (Parcy Jackson e os olimpianos), Rick Riordan
Finalmente estou postando novamente, quando penso que vou conseguir postar toda semana, vem a vida e diz "não". Enfim, estou mega feliz em estar fazendo essa resenha, que aproposito o blog terá uma enxurrada de post esse mês. Aos dois leitores que me acompanha...confia que vai ter hehehe
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Gosto de expandir os horizontes, sair um pouco da curva, ler outros gêneros literários, e por que não ler Tiger's curse, afinal adoro a ...
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Pela primeira vez trago uma tag para o blog, que a Dora do Toca da lebre, me convidou à responder. A Tag compõem-se em escrever 11 fat...
Leia esse post!
RECEBIDOS DE NOVEMBRO| livraria UNESP
Cada livro que escolho sempre é bem pensado, sempre são livros que estou com muita vontade de ler, certamente são aqueles que sei o quanto ...






















