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8 de jan. de 2026

Histórias extraordinárias, Edgar Allan Poe

 Amo que me esforço para trazer as resenhas aqui no blog e de certa forma conseguindo! Busco ler mais e melhor para aprimorar quem eu sou, a literatura é vida para mim, é como o ar que respiramos, essencial! Inclusive, uma anedota curiosa: eu reli alguns dos contos desse livro, então, além de ter lido em 2025, li também agora em 2026, e alguns dos contos famosos dessa edição, já li umas três vezes. 


26 de fev. de 2021

Dracula, Bram Stoker

 Finalmente estou retornando com mais um post, infelizmente não conseguir postar com tanta frequência que eu queria, a segunda fase da FUVEST sugou minha alma e  não tive mais tempo para absolutamente nada, e no fundo estou bem apreensiva e ansiosa com o resultado, espero ter passado! Ah, também estive reformando o quarto; bom daqui para frente espero conseguir postar com mais frequência, em cada post digo isso, eu sei. 

O livro que vamos conversar hoje é um grande clássico da literatura gótica e da língua inglesa, espero conseguir exprimir tudo o que senti e tudo o que amei nessa resenha. É um romance de horror gótico lançado em 1897, escrito pelo autor irlandês Bram Stoker, tendo como protagonista o vampiro Conde Drácula. Tornou-se a mais famosa história de vampiro da literatura.

 

A história é contada em formato epistolar, cujos narradores são protagonistas do romance, e, ocasionalmente, suplementadas com recortes de jornais referentes a eventos não diretamente testemunhados. Os eventos contados no romance ocorrem em ordem cronológica e em grande parte na Inglaterra e, no começo e fim do livro, na Transilvânia . Tudo ocorre dentro do mesmo ano, entre 3 de maio e 6 de novembro. Uma nota curta situa-se no capítulo final escrita sete anos após os eventos descritos na obra.

O romance começa com Jonathan Harker, um advogado inglês recém-formado, visitando o Conde Drácula nas montanhas dos Cárpatos, na fronteira entre a Transilvânia, Bucovina e Moldávia, para prestar apoio jurídico para uma transação imobiliária supervisionada pelo empregador de Harker. No primeiro momento o jovem advogado é atraído pelos bons modos de Drácula, no entanto Harker logo percebe que é prisioneiro ali e sua vida corre perigo. 

Outros detalhes tornam o anfitrião uma personagem excêntrica, não somente pelo modo de vida e cultura "exótica", mas por circunstâncias totalmente anormais, como não ter reflexo no espelho, não é visto de dia e nunca mostra ter fome, ou ao menos comer junto com Harker. Muitos acontecimentos culminam para Harker se vê preso, sufocado e sofrer diferentes 'abusos' no castelo e entender, não somente ele, mas os demais personagem, o plano do conde, posteriormente.

Algo que acho interessante que ocorre, assim como em Quincas Borba, o livro leva o nome do personagem que menos temos o ponto de vista e compreensão, ou ao menos mais falas ao longo do enredo. Por se tratar de um livro epistolar, apesar de termos diferentes pontos de vista de outros personagens, ainda sim são limitados, particulares e bem restritivos, afinal mesmo tendo o ponto de Mina e Sr. John Seward do mesmo fato, ainda continua fechado, ainda o leitor encontra-se limitado. É quase uma narrativa "apernada", todos são ingleses e possuem quase o mesmo ponto de vista...

O que mais me surpreendeu foi a narrativa extremamente fluida, em pouco tempo me vi lendo várias e várias páginas, além disso enquanto estava longe do livro, me pegava pensando nos personagens, na história e como seria o desfecho. Sim, não importa quantos filmes sobre Drácula você tenha assistido, nenhum deles foi um "spoiler" significativo do livro, afinal a obra original sempre carrega um peso e detalhamento que não cabem no espaço de tempo do cinema. 

É um livro que não somente trás uma ótima ficção, mas é um excelente recorte da história, reflete a sociedade da época, o machismo, o patriarcado e como a mulher branca e de certo recorte social era considerada pelos homens e por ela mesma (apesar de ainda ter a visão do autor, homem branco, falando).

Ora, vale salientar aqui que é um livro de muitos e muitos anos passados, lançado no século XIX, no qual não havia os conceitos e pautas sociais como temos hoje sobre a posição da mulher, o que é ou não politicamente errado etc, tudo isso é uma discussão atual, da nossa geração, além disso é uma discussão que não quero iniciar no post, não nesse momento e neste contexto. 

Drácula carrega um legado muito importante, portanto, para a literatura no geral, bem como para a cultura pop também, depois desse livro os vampiros foram remodelados, recontados, amados e cada vez mais fazendo parte do popular e imaginário, é até hilário pensar que o que a maioria das pessoas sabem sobre vampiros saiu desse livro. Uma leitura mais que recomendada, que você, caro leitor desse singelo blog, se deleite com essa literatura. 


23 de fev. de 2019

A outra volta do parafuso, Henry James

Esse livro me prendeu do inicio ao fim, não queria parar de ler, além da história ser envolvente e interessante , a narrativa é extremamente fluida. A resenha de hoje é de uma obra originalmente publicada em 1898, é uma novela de fantasma escrita por Henry James. Devido a seu conteúdo ambíguo, tornou-se um texto frequentado pelos acadêmicos que aderiram ao New Criticism.

O livro possui uma história dentro da história, temos um primeiro narrador que está com amigos em uma época fria, contando uma história de terror, ele lê o manuscrito de uma mulher que transcreveu os horrores que ela viveu como preceptora de certa família, a quarenta anos atrás. Narrado em primeira pessoa por uma protagonista inominável, que vai trabalhar como preceptora para a  propriedade me Bly, que é localiza nos arredores de Londres. Seu patrão é tio e tutor de duas crianças, Flora e Miles, cujos pais morreram na Índia. Mas, a narrativa começa a ficar mais densa quando a jovem percebe duas aparições, atribuídas a antigos criados já mortos, assombram a casa e influenciam as crianças.

Título original: The turn of the Screw
Autor: Henry James
Número de páginas: 165
Tradução: Breno Silvera
Editora: Abril editora
Onde comprar: A outra volta do parafuso

"[...] Uma outra volta do parafuso da virtude humana comum. Nenhuma outra tentativa, no entanto, exigia mais tato do que aquela se suprir, a gente só, toda a natureza. [...]"-Página 273
O interessante dessa obra é o seu caráter de possui diversas interpretações, geralmente excludentes, desde a possibilidade de se tratar de representação sexual, loucura por parte da protagonista ou apenas uma história fantasmagórica mesmo. Muitos críticos tentaram determinar a exata natureza do mal insinuado na história. 

leitor deleita-se nessa obra, tanto pela construção e desenvolvimento psicológico das personagens, quanto pelo cenário da literatura gótica. Esse é o tipo de obra que deve-se degustar, ler sem pressa de chegar ao final, para entender tanto o enredo que vai deixando muitos mistérios em abertos, quanto pelas sensações que o autor quer transmitir ao leitor. 

Esse é um dos pontos altos de A outra volta do parafuso, a construção não somente estrutural, mas também a sensação de horror sem de fato descreve-lo em ações ou falas das personagens, apenas descrevendo a aversão, ou  atos que iam de encontro com a sociedade inglesa e que são impronunciáveis de tão perplexa que as personagens ficavam. Algo que vai chamar a atenção do leitor, também, é como os pensamentos de uma sociedade altamente patriarcal estavam enraizados na protagonista, como em diversas passagens ela se auto menosprezava por ser mulher. 

A narrativa não é tão concreta nos fatos, haja vista que é narrado em primeira pessoa temos somente um ponto de vista dos acontecimentos, o autor brinca com essa incerteza e deixa o enredo cheio de dúvidas, deixando possíveis pistas nas entrelinhas, não sabemos ao certo o que realmente levou para  se desfechar com o final trágico,  encerando-se a história com mais dúvidas do que respostas. Do meu ponto de vista trata-se de distúrbios psicológicos e emocionais por parte da protagonista que levou ao final, assim como algumas atitudes questionáveis da protagonista.

10 de out. de 2018

Literatura gótica


Um dos gêneros literários que eu mais consumo, além de FC e alta fantasia, é a literatura clássica no geral, acho tão estimulante e impressionante a escrita de muitos escritores clássicos, que não cabem tantos adjetivos o quanto gostaria de colocar. Tendo isso mente, um dos "subgêneros" literários que gosto bastante é a literatura gótica. 

Em oposição à filosofia neoclássica, que é quase majoritariamente de procedência aristotélica, os autores góticos investiram na criação de imagens obscuras e representações simbólicas. O medo e o anseio pela morte foram temas centrais nessas narrativas cujos enredos oscilavam entre a realidade verificável e a aceitação de um mundo sobrenatural. Se você observar nos livros desses gêneros verá essas características muito presente. 

Leia esse post!

RECEBIDOS DE NOVEMBRO| livraria UNESP

 Cada livro que escolho sempre é bem pensado, sempre são livros que estou com muita vontade de ler, certamente são aqueles que sei o quanto ...