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5 de jul. de 2026

Frankenstein, filme de Guillermo Del toro


Assisti essa obra pela primeira vez em dezembro de 2025, escrevi esse post durante uns dias e, finalmente, só nesse momento que consegui sentar e finalizá-lo. Enrolei demais para terminar esse texto, bem como para publicá-lo. Bom, vamos propriamente ao post de hoje...

Tanto o livro quanto o filme abordam as consequências das decisões que Victor Frankenstein toma, além do princípio antiguíssimo de "não tem como voltar atrás das escolhas e caminhos que tomados". Aqui vou focar no filme e as impressões que tive, inclusive, precisei reassistir por conta das impressões que os filmes do Guillermo Del Toro causam em mim; sempre os assisto mais de uma vez para ver se os "aproveito" bem, verificar se deixei algo passar e para entender o que sinto e refletir após assistir pela segunda vez.

 

Esse é um dos meus livros favoritos da vida! Já li duas vezes em edições diferentes, e esse ano estou com o objetivo de ler mais uma vez e em uma edição diferente das anteriores, inclusive aqui no blog tem duas resenha da obra em edições diferentes: Resenha: frankenstein, de Mary Shelley, e Segunda leitura (2022). Frankenstein é uma obra intrigante, instigante e extremamente profunda escrita por uma mulher extremamente observadora e perspicaz. Tanto no livro, quanto no filme vamos acompanhar Victor Frankenstein, um estudante de ciências naturais empenhado em descobrir o mistério da criação e que acaba por construir uma espécie de ser humano em seu laboratório. O livro é epistolar; a introdução é feita por cartas de um personagem fora da história de Victor, um viajante/aventureiro que está fazendo uma expedição para o ártico, no filme, Victor conta sua vida para o capitão do navio que o resgata. 

Certamente, como toda obra cinematográfica inspirada em um livro, há certa adaptações, ou seja, há cenas sintetizadas, modifica personagens, cria outros, ressignifica trechos, refaz diálogos etc. Todavia, isso não significa que a mensagem geral tenha deixado de ser passada, como mencionei anteriormente, por exemplo, na obra original, a família Frankenstein é mais numerosa, e seus membros compartilham uma relação marcada pelo afeto, pela proximidade e por um genuíno sentimento de união. 

O pai exigente e emocionalmente distante criado para o filme, portanto, não é um mero detalhe da adaptação, mas um recurso narrativo que busca enfatizar as ambições de Victor e evidenciar sua completa inaptidão para assumir o papel de criador. É justamente sob essa perspectiva que a mudança mais significativa acontece: enquanto, na adaptação, Victor tenta cuidar da criatura durante seus primeiros dias de vida, no romance ele a abandona no instante em que ela abre os olhos. 

À primeira vista, essas escolhas parecem opostas; no entanto, ambas conduzem à mesma conclusão: Em nenhuma das versões Victor compreende o verdadeiro significado do ato de criar. Ele apenas coloca seu "filho" no mundo, sem refletir sobre as responsabilidades que inevitavelmente acompanham esse gesto. Seu fracasso, portanto, não reside apenas na criação da criatura, mas na incapacidade de reconhecer que dar vida a alguém implica também acolhê-la, educá-la e assumir as consequências de sua própria escolha,  algo que, tradicionalmente, esperamos encontrar na figura materna.


Esse cuidado que Victor jamais consegue oferecer à Criatura acaba sendo encontrando, ainda que de forma breve, um reflexo na figura de Elizabeth. Na adaptação cinematográfica, ela é apresentada como noiva de William, enquanto, no romance, é irmã adotiva de Victor Frankenstein (edição de 1818, também é sua prima, e me lembro bem). Se, na obra original, Elizabeth é frequentemente descrita a partir de sua doçura e pureza, o filme amplia sua personalidade e a torna igualmente inteligente, perspicaz e curiosa, não por acaso, é justamente essa combinação de sensibilidade e intelecto que desperta o interesse de Victor, há, porém, um detalhe, o qual considero mais sombrio e que torna essa escolha ainda mais significativa: Elizabeth compartilha o mesmo rosto de sua mãe. Confesso que só percebi isso depois de reassistir ao filme e descobrir que Mia Goth interpreta ambas as personagens. Certamente a decisão de escalar a mesma atriz dificilmente parece acidental muito pelo contrário, ela dialoga de maneira bastante interessante com a narrativa de Mary Shelley, na qual o luto precoce pela mãe e a idealização da figura materna atravessam toda a trajetória de Victor, influenciando não apenas a forma como ele compreende o afeto, mas também aquilo que passa a buscar nas pessoas ao seu redor.

Para essa postagem não ser maior do que ela se sucedeu, vou encaminhar para um parágrafo de conclusão rematando com comentários que andei lendo pela internet...Muita gente achou que o filme foi muito mais positivo do que o livro, que falto algo, que deveria ter tais elementos etc. Porém, achei que, como adaptação, e como uma adaptação gótica para o cinema atual não se perdeu a verdadeira essência do enredo e do que muito provavelmente a autora quis passar para nós leitores. Temas como maternidade, objetificação, solidão, irresponsabilidade e abandonos paternos, criação versus criador, e a própria criação é independente de seu criador e vários outros temas, ainda estão no texto, ainda estão ali para serem observados e lembrados. 

4 de fev. de 2026

Senhor dos anéis: O retorno do Rei | Realizei um sonho!

Voltei a trabalhar CLT e infelizmente, por conta do último semestre da faculdade, estou em um horário bem complexo, o que me proporciona a (re)vivência de após o trabalho voltar direto para casa, sem a possibilidade de poder ir ao cinema ou outros eventos culturais noturnos, os quais gostaria muito de participar, por conta disso, não pude ir nas sessões que estavam passando no cinemark do Senhor dos anéis na quinta, sexta e consegui ir apenas no sábado com algumas amigas e meu companheiro. Foi incrível! Realizei um sonho de criança que tanto queria: poder assistir no cinema um dos meus grandes favoritos da vida!! Apesar de ter assistido apenas a versão estendida de O retorno do Rei, para mim foi mágico!! 

22 de jan. de 2026

Vampira humanista procura suicida voluntário

Acho curioso o quanto buscamos desesperadamente por conforto, por algo que nos traga a sensação de pertencimento e identidade. Eu, por exemplo, mesmo em meio ao caos estou separando um tempo para esse momento sagrado de ler e escrever por aqui, estou em uma fase de recuperação da minha saúde mental e tenho a necessidade de estar envolta de conforto/lugar seguro.

Enfim, entre os meus anseios e paixões, estava precisando de uma dose vampiresca, o que se traduz por conforto na minha perspectiva, ou seja, um bom filme com a temática de vampiros. Após assistir Salem's lot e não ter gostado em quase nada do longa, Vampira humanista procura suicida voluntário foi o que eu precisava. 

Gosto de filmes de vampiros com uma trama envolvente e que trás a paixão, a contemplação, a arte, a sedução por algo/alguém, o dilema de ser imortal e o preço que se paga por isso. Ou seja, quando tratamos a temática "vampiros" temos muitas possibilidades temáticas e narrativas. No post de hoje vamos tratar desse filme extremamente encantador e que beira a contemplação e possui alguns takes longos e com toda sua fotografia sombria, mas não deixa de ser convidativa e reconfortante em alguns momentos. 



Dirigido por Ariane Louis-Seize, acompanhamos uma jovem vampira que possui um problema muito pior do que os demais integrantes da sua espécie: uma sensibilidade aguçada que a impede de matar alguém. Cada vez mais desesperados com a situação, seus pais resolvem cortar o seu suprimento de sangue, assim colocando a vida de Sasha (Sara Montpetit) por um triz. No entanto, ao conhecer Paul (Félix-Antoine Bénard), suas perspectivas sobre vida e morte humanas, mudam. O garoto, solitário e com tendências suicidas, está disposto a doar sua vida para salvar a da vampira, mas o pacto entre os dois vira uma importante missão de realizar os últimos desejos de Paul antes do amanhecer chegar. 

Não há grandes complexidades abordadas no longa, mas trata temas interessantes e que com o olhar um pouco mais atento vamos observar um enredo mais profundo do que crises de pertencimento no ambiente dos personagens, seja Sasha não sentindo que se encaixa bem em sua família e na vida de vampira, e Paul um adolescente francês que não pertence a nenhum grupo da escola, do trabalho e nem possui amigos ou parentes mais próximos além da mãe. 

Sasha não se importa, necessariamente, com o ato de beber sangue, mas sim em matar um ser humano, no caso ela se preocupa com a ética da sua comida. Ao longo da trama ela mesma vai entender como "funciona" a morte para os humanos e como alguns buscam a morte (sem sofrimento), mas a buscam de qualquer forma, não importa o gênero, idade ou quais quer outras características...Ela descobre que a morte é muito bem-vinda para muitos humanos. O longa trata o tempo todo sobre o viver ou não. A relação dela com a família e principalmente com o pai são bem construídos e logo nas primeiras cenas conseguimos "sentir" a sinergia dos personagens e suas conexões, há muitos detalhes na atuação e a forma como tudo é conduzido. 


A prima da vampira também possui uma relação bem interessante, e a forma como vê e auxilia a prima em sua jornada vampiresca. Apesar dela ser bem expressiva, a forma como demonstra certos "sentimentos" possui um tom de não-saber-expressá-los-direito. Paul também é bem interessante, ele não aguenta mais viver a vida que está vivendo, porém não sabe como modificar ou lidar com isso, então a solução que ele busca é o suicídio, afinal em sua perspectiva a sua vida é extremamente miserável social e emocionalmente. Inclusive, as expressões e linguagem corporal dele são bem parecidas com a de Sasha,  é muito gosto ver a forma como possuem harmonia, como funcionam muito bem em conjunto e como ele traze conforto para ela.

O longa trás temas como ética, aceitação, busca pela própria identidade, o quanto para muitos o suicídio por ser visto como uma opção quando não há satisfação nenhuma em viver ou quanto há falta de conexão com a vida (algo que nos prenda à ela), além claro da contemplação, e a própria temática do suicídio. Antes que alguém moralizante possa falar algo, o filme não incentiva a desviver, mas a tratar da temática, a observar que há pessoas insatisfeitas e desesperadas por uma solução e também pessoas doentes emocionalmente que buscam por ajuda. Em suma, estava procurando um filme que me trouxesse conforto e abordasse o tema vampiros e essa obra conseguiu suprir essa necessidade. 

8 de abr. de 2025

Amantes Eternos | Preciso de doses vampirescas


Eu precisava desse filme! Sou intensamente melancólica e solitária que encontro refugio na literatura e filmes sombrios, densos, tristes e melancólicos. Amo vampiros, talvez eu me sinta tão atraída por eles por conta dessa tristeza sem igual. De alguma forma, histórias de vampiros e sua estética me trazem uma sensação de "completude", não sei bem definir direito. É um emaranhado de sentimentos e emoções.

Essa semana assisti um filme que a muito tempo venho "namorando", dirigido por Jim Jarmusch, Amantes Eternos é um drama romântico com toques de fantasia e melancolia. O filme acompanha a história de Adam (Tom Hiddleston), um músico vampiro recluso e desiludido com os rumos da humanidade, que vive em Detroit. Ele é casado há séculos com Eve (Tilda Swinton), uma vampira sábia e serena que vive em Tânger. Quando percebe que Adam está mergulhando em depressão existencial, Eve viaja para vê-lo, temendo que algo aconteça com seu amado, seu vínculo profundo e sua paixão.

O longa mostra como o casal precisa lidar com os desafios modernos de viver como vampiros em um mundo caótico, incluindo a escassez de sangue puro (pelo que dá a entender, seria um sangue sem muitas contaminações) e a presença incômoda da impulsiva irmã de Eve, Ava (Mia Wasikowska). Com uma estética sombria, trilha sonora docemente hipnótica e uma atmosfera contemplativa, o filme explora temas como amor, arte, imortalidade e a decadência cultural do mundo contemporâneo. A sabedoria de ambos, a forma como veem o mundo denunciam seus anos de vivência e tempo que tiveram para contemplar a existência. 

Ao  longo do filme fiquei com uma vontade tremenda de conhecer Tânger, toda a estética, os detalhes que compõem desde figurino, trilha e a própria interpretação dos atores torna tudo muito perfeito. Simplesmente amei cada minuto. 

A cada filme sobre vampiros, bem construído e que conversa de forma extraordinária com a literatura, me deixa sedenta por doses diárias de histórias vampirescas.  

Amantes Eternos é mais do que uma história de vampiros, é uma elegia à arte, ao amor e ao tempo que consome tudo.  Em sua cadência lenta e hipnótica, o filme nos convida a contemplar a fragilidade da cultura em um mundo que se esquece da arte, da literatura e das ciências, e a imortalidade como um fardo daqueles que assistem à lenta decomposição do que um dia foi sublime. Adam e Eve, amantes milenares, caminham por ruínas e bibliotecas, agarrando-se à música, à poesia e ao toque do outro como relíquias sagradas. Em um universo que se move rápido demais para sentir, Only Lovers Left Alive é um sussurro eterno dizendo que o amor e a arte ainda importam e possuem seu lugar, mesmo que seja apenas para aqueles que se recusam a esquecer.



22 de fev. de 2025

Tenet | A maior decepção cinematográfica para mim!

Esse ano também estou querendo trazer muito mais post sobre os filmes que assisto, então precisava hablar sobre Tenet, dirigido por um dos meus diretores e roteirista favoritos, porém foi extremamente decepcionante e vou explicar o porquê. 

Também sou fã do Nolan, então não venha se dar ao trabalho de escrever nos comentários que não entendi o longa, principalmente se for um comentário misógino. Eu achei simplesmente o enredo simples demais, e em vários momentos quer se complicar sem necessidade!



Trata-se de um filme de ação e ficção científica lançado em 2020, escrito e dirigido por Christopher Nolan. Estrelado por John David Washington, Robert Pattinson, Elizabeth Debicki, Dimple Kapadia, Michael Caine e Kenneth Branagh, o longa acompanha uma missão complexa para impedir a eclosão da Terceira Guerra Mundial.

Munido apenas de uma palavra, Tenet, o protagonista embarca em uma missão para salvar o mundo, mergulhando no obscuro universo da espionagem internacional. À medida que a operação se desenrola, ele descobre que está lidando não com uma viagem no tempo, mas com um conceito ainda mais intrigante: a inversão do fluxo temporal através da entropia. 

Fiquei bem frustrada, porquê esperava algo extremamente grandioso, filosófico e arrebatador. O enredo achei bem simples, além de não ser algo difícil de se entender, principalmente quando você já está mega acostumado com ficção cientifica e leituras muito mais complexas, como até os grandes clássicos e livros premiados. 

Os efeitos especiais são incríveis, insanos mesmo!! Os diálogos achei um pouco fracos em diversos momentos e falas meio obvias e outras até desnecessárias. Vários detalhes também são fáceis de pegar, detalhes do ziper da bolsa de determinado personagem, trilha sonora ao contrário quando está em inversão, detalhes dos cenários e atuações, fotografia e afins. Há muita coisa incrível, porém tive a sensação de que o filme quis se complicar demais para se pagar de cult.


Postando opiniões impopulares hoje nesse post, faz literalmente anos que não faço isso! Houve vários momentos incríveis, porém, também houve vários momentos com emaranhados de ideias, conceitos...Uma maçaroca para contar uma história simples. O final foi a pior parte para mim, a cena do conflito final, o climax, que na verdade ficou sem sentido e bem jogado e que não me prendeu, parecia apenas que tinham na cartela várias cenas bem editadas de efeitos e queria colocar em algum momento no filme (elas são bem feitas, mas só isso não basta para mim). Enfim, o filme é razoável, não achei uma obra prima da sétima arte e muito menos me capturou. 

16 de fev. de 2025

Nosferatu (1922) | Quando NÃO gosto de um clássico!

Por conta da nova versão de Nosferatu que está no cinema, decidi assistir finalmente a versão de 1922 na integra. Caso você, caro leitor, não conheça muito bem, em 1922 o cinema era mudo, as atuações eram um pouco mais "exageradas", assim como as caracterizações, pois isso servia de marcadores para o espectador. 

Esse filme é um marco, além disso, é faz parte da subcultura gótica. O roteiro é uma adaptação do clássico romance Drácula, de Bram Stoker (Tem resenha aqui no blog). No entanto, devido à ausência de autorização por parte dos herdeiros do autor para uma adaptação direta, os nomes de personagens e locais foram modificados, preservando, ainda assim, a essência da narrativa original. 


O filme narra a história do Conde Orlok, um vampiro oriundo dos Montes Cárpatos que, movido por uma paixão avassaladora por Ellen, semeia o terror na cidade de Wisborg. Nosferatu é amplamente reconhecido como um dos precursores do gênero de terror no cinema, tendo sua estética visual exercido profunda influência sobre a cinematografia subsequente. Além disso, com seu protagonista de natureza demoníaca e atmosfera inquietante, a obra é frequentemente citada como uma representação autêntica do cinema expressionista da República de Weimar.

Como é um filme baseado em um grande clássico com uma narrativa muito conhecida, atualmente muito explorada, adaptada e readaptada várias e várias vezes, fica em um lugar muito comum para leitores e amantes do cinema do século XXI. Eu gostei de ter assistido, mas não conseguia ver as nuances e sutiliza que a crítica da época viu, ou a discussão que as pessoas trazem sobre, certamente vejo muito do subtexto que está presente na obra original de Drácula, como o repúdio ao estrangeiro/diferente do europeu branco, ou seja, o repudio do "outro". 



É um clássico do cinema que, cometendo muitos anacronismos, eu chego à conclusão de não ter gostado muito do filme em si, porém acredito que também há muita coisa no subtexto e referências da época que eu não peguei. Acho incrível sim como a história foi condensada e como tudo foi transformado em uma narrativa "fabular" e mais fácil de ser assimilada, recontada e penetrar no imaginário. 

Enfim, cheguei no momento o qual me deparo com um clássico e não gosto, não foi algo avassalador, e nem teve um efeito de "explodir minha mente". O que me incomoda e muito mesmo são as características antissemitas no conde Orlock, a associação com os ratos e a doença instaurada na cidade portuária por conta da "doença" desconhecida, pode ter sido consciente ou não. Talvez, só talvez, atualmente não se tenha muito essa leitura, porém, devemos sempre ter um olhar crítico e tomar cuidado para não apagar a histórias e os terrores que acometem a sociedade. Vivemos tempos sombrios, os quais nos exigem ter cada vez mais atenção, crítica e firmeza em nossos posicionamentos! 

Nosferatu não envelheceu bem, não é como outras obras cinematográficas da época que consegui me conectar. Com toda certeza o filme conseguiu trazer os efeitos da estranheza, a desconfiança, ansiedade, dúvida e afins em mim, porém, não me cativou a ponto de amar ou defender a obra, a qual foi produto de uma época e imaginário alemão. Foi um filme que definitivamente foi uma experiência cinéfila e sei muito bem da sua importância para a arte e influencia posterior, todavia, como você está cansado de ler, caro leitor, posso até gostar da estética, entretanto não gostei da obra em si! 



3 de jan. de 2025

Blade Runner - O caçador de androides | Encontrei um lugar de conforto!

O último filme assistido em 2024 foi um dos meus filmes favoritos! Assisti com o meu marido, o qual nunca tinha assistido e me senti como uma testemunha da ficção científica, pronta para ser a fangirl a erguer uma bandeira! No entanto, dessa vez eu tive muito mais contemplação e uma sensação de quentinho assistindo esse filme do que imaginei que teria, ele me trouxe conforto em meio as necessidades emocionais de encontrar esse lugar comum e acolhimento no fim de ano. 

Uma das coisas que sempre me impressionou desde criança, quando foi a primeira vez que assisti com meu pai, foi a estética. Simplesmente o ambiente, a estrutura dos prédios, os carros, equipamentos, figurino e a predominância do retrô, mesmo se tratando de algo futurístico. 

O underground das cidades é levado ao extremo durante todo o cenário e construção do longa, com o exagero nítido em cores e intensidade, que contrastam entre classes sociais, comerciais e aspectos urbanos. O neon, o brilho dos lasers, as roupas extravagantes e algumas até bem espalhafatosas, uma mistura da famosa arte noir com o futurismo... Tudo isso são características marcantes dos exageros dos anos 1980, o que particularmente gosto bastante, além do consumo desenfreado sendo entrelaçado à forma de vida. Não é atoa que esse mundo distópico pertence aos grande conglomerados empresariais tecnológicos. 

Tudo é bem marcante e distinto. A marca sombria, melancólica e filosófica dão ainda mais intensidade a narrativa. O capitalismo em sua forma mais selvagem e bruta com ruas lotadas de lixo, gente de diferentes origens tentando sobreviver, comércios, vendinhas de ruas, desigualdade social no talo, e uma cidade pulsando vida e acontecimentos em meio ao caos e disputas de poder de diferentes espécies. 

E onde encontrei conforto nesse filme? você pode perguntar... Encontrei em sua narrativa que busca por vida, pelo sentido dela e do desespero por ver e sentir mais. Poder sentir e viver! Encontro conforto na sua poesia, em sua loucura e sanidade. É como se o ato de reassistir a um filme de ficção científica que tanto gosto me trouxesse uma sensação não só de familiaridade, mas como se por um momento essa obra me abraçasse e tirasse sombras da minha própria melancolia e realidade naquele instante. 

Sem dúvida nenhum é uma distopia que todos lutamos para não se tornar realidade em nosso mundo! Mas como obra de ficção, ela tem uma capacidade de tocar nossos seres em busca do nosso próprio sentido de vida e de realização. Em busca de algo confortável e melhor para todos! Enfim, não queremos ruas empilhadas de lixo, ar quase irrespirável e um sistema socioeconômico que consome absolutamente tudo à sua frente, pelo contrário, queremos mais humanidade! Encontrei mais um conforto emocional nessa tarde do dia 30 de dezembro de 2024, e talvez uma forma confortável para lidar com o fim de mais um ciclo anual.

 

18 de jun. de 2022

A ilha do medo e a repressão do consciente

 

O que você acha pior? Viver como um monstro ou morrer como um bom homem?

Finalmente retornamos a falar de filmes aqui no Exploradora!! O cinema é parte fundamental e indispensável não somente para o entretenimento, mas também para criticarmos e analisarmos o meio em que vivemos, principalmente a realidade em que construímos e acreditamos. A ilha do medo (2010) dirigido por Martin Scorsese, nos faz questionar a realidade, pequenos sinais de que tudo o que está à volta do protagonista é questionável, inclusive seus próprios pensamentos. 

O filme conta a história do agente federal Edward "Teddy" Daniels (Leonardo DiCaprio), que está investigando uma unidade psiquiátrica em Shutter Island depois que um dos pacientes desaparece. Juntamente com seu parceiro Chuck Aule (Mark Alan Ruffalo) se depara com uma investigação misteriosa e cheia de lacunas, que a primeira vista parece jogar o protagonista em um caminho circular.

Esse não é um mero filme de investigação ao estilo Holmes, mas sim um enredo muito bem escrito e que mexe tremendamente com o psicológico, não só do protagonista, mas sim do espectador. Um filme que prende a atenção do início ao fim, cheio de contemplação e com muito recurso visual que integra a perspectiva de Teddy.


Toda a história é sobre problemas psicológicos que se desenvolveram por conta de traumas, inclusive temos a perspectiva de como a segunda guerra mundial destruiu emocional e psicologicamente o protagonista, e o pós guerra é um momento de reabilitação. O filme também trata assuntos como culpa, dor da morte, raiva, indignação com o holocausto, e a importância de tratamento psicológico logo no início que vemos o quanto não estamos bem, que detectamos comportamentos estranhos ou tristeza excessiva, tudo isso antes que algo mais trágico aconteça. 

É um filme que não entrega o que esta acontecendo logo de cara, portanto, há momentos lúdicos, outros extremamente poéticos, a fotografia está maravilhosa e completa (certamente) com maestria a narrativa. Além disso, os efeitos especiais mais "drásticos" são usados para contrastar a mente do protagonista com a realidade em sua volta, também há tons e cores que nos mostram essa dicotomia de mente e realidade. Amei cada minuto assistido e é perfeito para conhecer a direção do Scorsese! Agora me conte leitor, o que você achou desse filme quando assistiu?  

25 de mai. de 2018

Han Solo: Uma história Star wars [Sem spoilers]

imagem de divulgação

Estreia: 24 de maio de 2018 (Brasil)
Diretor: Ron Howard
Música composta por: John Powell, John Williams
Roteiro: Jonathan Kasdan, Lawrence Kasdan
Duração: 2h15min.

O jovem Han Solo encontrá aventura quando se juntar a uma gangue de contrabandistas galácticos, incluindo um Wookie de 196 anos chamado Chewbacca. Endividado pelo gângster Dryden Vos, a equipe planeja um plano ousado para viajar ao planeta minerador Kessel para roubar um lote do valioso coaxial. Na necessidade de uma nave rápida, Solo encontrá Lando Calrissian, o dono da nave perfeita para a missão perigosa - a Millennium Falcon.

Antes de mais nada, esse filme não é para o fã conservador, esse filme é para quem está por dentro do universo expandido de Star Wars, para quem acompanhou a série animada Rebels, pois irá entender o aparecimento de um personagem específico, e também estará mais familiarizado com o ritmo inicial do longa, e terá algumas referências. Mas, isso não significa que a pesssoa que nunca assistiu s.w não vá se divertir, pois irá e muito. 

Ao decorrer do filme vemos situações que vão transformando o jovem Solo no que conhecemos em Uma nova esperança, seja devido a um diálogo com Beckett, seu "mentor", ou com outros personagens que cruzam o caminho do protagonista, situações que vão impactando-o de alguma forma.

O filme já começa com um ritmo de fuga e ação, com tomada de decisões rápidas e piadas logo de inicio. Os minutos iniciais lembram um pouco da segunda temporada de Rebels, inclusive a estética de cenário no espaço porto de Corellia. 

Pelo ritmo ser frenético, cenas que deveriam ter um pouco mais de tempo em tela, devido a carga dramática, não tem! sendo assim,  não passam o drama que deveriam, até mesmo algumas nuances passam um pouco despercebidas se o espectador não for atento.

Qi'ra (Emilia Clarke) e Han Solo (Alden Ehrenreich) [Via: Entertainment]
Han Solo: uma história star wars, não trás nada de tão extraordinariamente novo para a franquia, nem muita ousadia por parte do enredo, contudo a fotografia, figurino e efeitos especiais não deixam a desejar; me diverti bastante com esse filme, gostei dos novos personagens e amei ver os antigos com uma lente um pouco diferente.  Em contra partida, teve algumas piadas que não gostei muito, e teve momentos que senti que o filme ficou um pouco cansativo.

Quer conhecer mais sobre a história do contrabandista mais conhecido da galáxia? sobre  o percurso de Kessel, como Han conheceu Chewie e muita referência? então assista à esse filme. Todavia, se você é do tipo que só gosta dos filmes originais, e considera apenas os filmes e não se importa com o universo expandido, então esse filme não é para você.

Se você assim como eu, gostou de Beckett, prepare-se para o lançamento de uma Hq volume único  pela Marvel, que será  escrita por Gerry Duggan, contará as rixas de Enfys Nest contra o personagem e um pouco sobre sua origem.

18 de mai. de 2018

Oblivion

   

No ano de 2077, Jack Harper (Tom Cruise) trabalha como reparador de segurança em uma Terra deixada vazia e devastada após uma guerra com alienígenas. Jack tem duas semanas antes de sua missão terminar e ele se junta a seus companheiros sobreviventes em uma colônia distante.

Uma invasão alienígena, que ocorreu a dezenas de anos atrás destruíra a Lua, o que desencadeou uma devastação em boa parte do planeta, e resultou na morte de centenas de pessoas, os humanos remanescentes ganharam a guerra, mas perderam o planeta.

O conceito de realidade  desmorona após uma série de coisas inexplicáveis que perturbam a mente de Jack, como sonhos com  uma Nova York de 70 anos atrás, são memórias talvez? coisa que não deveria ocorrer, já que sua memória foi apagada para realizar sua missão. Somado a isso, temos  "aliens" destruindo as sondas de patrulha e comportamentos estranhos do próprio protagonista.

Aquela velha história de que o planeta está contaminado, desolado e precisa ser deixado, ou que o protagonista não tem memórias, além as da missão, é um dos pontos  que remeterá a  diferentes obras de FC, visto que Oblivion tem elementos que estão muito vigentes nos longas, e que também já foram bem explorados no livros de ficção científica, então algumas partes da trama fica fácil de deduzir, e o que não falta são referencias à cultura pop.




O longa é detentor de lindas imagens do planeta em ruínas, contrastes muito lindos entre floresta, deserto e gelo. Não tem o que reclamar da fotografia, com um cenário futurista pós invasão alienígena e avançada tecnologia, algumas não são muito estranhas e distante, outras totalmente insanas. Assim também como a trilha sonora, que é totalmente imersiva, maravilhosa, ligando o espectador com os personagens e a história.

Apesar do longa ter alguns problemas com o enredo, como a representação feminina e negra, e um triangulo amoroso clichê, etc. O filme vale a pena ser assistido e discutir com os amigos as partes incríveis e com alguns plot twists um tanto dedutíveis, já outros nem tanto.

É tão difícil  falar de Oblivion sem dar Spoilers enormes e estragar sua experiência,
por isso uma resenha um tanto vaga, então caso esteja interessado(a) assista ao trailer abaixo, já está disponível na Netflix.

Estreia: 12 de abril, 2013 (Brasil)
Direção: Joseph Kosinski
Box office: 286.2 milhões de dolares
Trilha sonora: M83, Joseph Trapanese, Anthony Gonzales

Classificação no Rotten Tomatoes
 

Ainda somos uma equipe eficiente? 

6 de mai. de 2018

Revolt


[Via: Adoro cinema]

Revolt é um filme de ficção científica, dirigido por Joe Miale. Foi escrito por Miale e Rowan Athale. É estrelado por Lee Pace (BO, o soldado com amnésia) e Bérénice Marlohe (Nadia) nos papéis principais. Estreou dia 17 de Novembro de 2017.

Um soldado das Forças Especiais Americanas que serve no Quênia sofre amnésia depois de ser deixado inconsciente durante uma batalha com máquinas alienígenas bípedes. Posteriormente, ele acorda em uma cela ao lado da cela de  Nadia, uma médica francesa que lhe diz que eles foram feitos prisioneiros por uma gangue de bandidos.

Revolt começa em meio ao caos da guerra no meio do continente Africano, que já era assolado por disputas politicas e ideológicas, agora tem uma invasão alienígena para lutar também. O protagonista é  um exímio soldado das Forças especiais americanas, que se encontra no meio de tudo isso, sem se lembrar absolutamente nada do seu passado, ou de sua última missão, muito menos do nome.

[Via: Adoro cinema]
O filme é muito vago, não conhecemos muito sobre o protagonista, que conforme a trama é desenvolvida vai tendo flashbacks do ataque e só, o personagem é linear, tem aquele espirito de soldado em busca da sua base. Nadia, é uma médica do exercito francês, que quer  sobreviver, contudo o que o filme transmite é o cliché da médica sexy, que logo de cara tem uma quedinha pelo protagonista e por isso embarca na "jornada em busca da base militar". Ela não é responsável por nenhum plano de fuga, um ponto de vista esclarecedor, nada que acrescente ao filme.

Ademais, muitos eventos não são explicados, são apenas jogados, o roteiro se perde mais ainda no meio do filme; tem um acontecimento em particular que me chamou atenção pela sua proporção [Não vou dar spoiler], mas é algo que pela lógica, não teria sobrado absolutamente nada,  nem mesmo a paisagem, muito menos as pessoas. É um somatório de coisas em que o torna massante, um cliché sem desenvolvimento com cenas repetidas.

Apesar do longa ter uma proposta  interessante de ficção científica militar, e ter bons nomes para os papeis principais, não trás nenhuma novidade, apenas mistura conceitos diversos da ficção, já bem conhecidos e explorados, tanto no cinema quanto nos livros,  faz uma salada temperada com romance instantâneo. Por não ter um bom desenvolvimento e lógica torna o filme um boring, para quem gosta de ficção científica vai se sentir em um constante Deja vu, mas caso esteja interessando(a) está disponível na Netflix.

Veja a classificação no Rotten Tomatoes 

1 de mai. de 2018

Vingadores: Guerra infinita [Sem Spoiler]



Thanos (Josh Brolin) enfim chega à Terra, disposto a reunir as Joias do Infinito. Para enfrentá-lo, os Vingadores precisam unir forças com os Guardiões da Galáxia, ao mesmo tempo em que lidam com desavenças entre alguns de seus integrantes.

Estávamos esperando por esse filme ha muito tempo, e finalmente ele saiu. Foram 10 anos, 18 filmes, e finalmente Thanos (um dos melhores vilões da Marvel) chega sem cerimonias, mostrando do que é capaz, ele tem um objetivo e fará o que for preciso para alcança-lo. Logo nos primeiros 20 minutos já nos deparamos com emoções fortes e cenas sombrias, vemos o quão poderoso é o vilão.

Guerra infinita é o tipo de filme que não se deve ser visto isoladamente, mas sim olhar para o MCU para entender o que está acontecendo em tela, e esperar pela continuação, visto que seu final obviamente é em aberto e precisa-se encontrar uma solução para tudo o que aconteceu e respostas para duvidas deixadas no ar.

Tudo nesse filme é espetacular, os personagens, já conhecido e outros que são introduzidos no filme, como Ordem negra, que faz estrago, mas tem pouco diálogo, e alguns nomes não são sitados, eles apenas estão lá fazendo o que deve fazer. Thanos é o personagem que está em todos os lugares, tem mais tempo de tela (como era de se esperar), ele é o personagem principal do filme, entendemos suas motivações, perdas e criamos um certo carisma por ele.

O alivio cômico, que ao decorrer do filme vai diminuindo, fica a cargo dos personagens que já tem essas características, como Guardiões da galáxia, Homem-aranha, uma cena cômica com a capa do doutor estranho. O potencial de alguns personagens é explorado, poderes que não tinham sido revelados nos filmes anteriores são mostrados; os romances  já conhecidos, são bem equilibrados e maravilhosos, como Wanda (feiticeira escarlate) e Visão.


Há momentos do filme que parece que os heróis vão triunfar e tudo vai ficar bem, como a batalha em Titan, há momentos em que é para se perder a esperança, há momentos de rir (efeito causado pelos Guardiões). As cenas em Wakanda são ótimas, a batalha é incrível e as cenas de alívio cômico é de maneira dosada, na medida do que se esperava para cada personagem. Thor, por exemplo, está surpreendente, divino como um deus do trovão deveria.

O final é desolador, destruidor de corações, pesado, é como qualquer fã já esperava, talvez com um fim  mais de desesperança e arrasador do que esperávamos. A cena pós créditos, muitos gostaram; no meu ponto de vista (baseado nos meus gostos e experiências) foi fraco, decepcionante, esperava algo há mais, todavia fiquei empolgada com a confirmação do personagem que aparecerá no próximo filme.


Se você já assistiu diga o que achou do filme.

30 de mar. de 2018

Resenha: The Terminator, de James Cameron, Randall Frakes e W.H wisher

[Imagem via: Culture north ]

O livro 
Mais mortal que qualquer outro ser vivo! O ano e 1984… mas ele vem do Ano da Escuridão, 2029. Ele foi criado para transformar o futuro destruindo o presente. Não sente piedade, dor, medo. Nao sente nada. Ele é uma maquina mortífera programada para matar e impossível de ser parada. O Exterminador do Futuro! Um ciborgue de aparência humana, indestrutível, e enviado de 2029 para 1984 para assassinar uma garçonete, cujo filho ainda não nascido vai liderar a humanidade em uma guerra contra as maquinas, enquanto um soldado dessa mesma guerra e enviado para protege-la a todo custo. 


O EXTERMINADOR DO FUTURO, foi lançado em 1984, e hoje um clássico da ficção cientifica, coescrito e dirigido por James Cameron , estrelando Arnold Schwarzenegger, Linda Hamilton e Michael Biehn.


"Quantas vezes já as ouvira? Mil, talvez? Em quantas vozes? E enquanto esbarrava nos feridos e se virava para fugir, as palavras surgiam sempre acompanhadas de outros sons atrás de você, sons que se aproximavam para matar." - página 24

Exterminador do futuro não é segredo para ninguém, pois todas as cenas de tirar o fôlego do filme estão no livro com excelentes detalhes, a diferença, fator que torna o livro excelente, é que conhecemos os pensamentos dos personagens, sentimentos, angustia, cansaço.

Podemos ver a perspectiva de Resse, o cara boa pinta que vem do futuro, é interessante a visão dele a respeito da época, considerando as pessoas fúteis, mesquinhas,  barulhentas e sem preocupações nenhuma, preocupações pequenas, ínfimas perante um soldado da resistência.  Pessoas nas ruas sorrindo, desperdiçando água e comida, um mundo surreal, diferente ao qual Resse não está acostumado, é como se fosse um paraíso utopico.

"Reese não conseguia nem começar a entender o ritmo da vida urbana pré-guerra; ele estava acostumado a uma escala de intensidade completamente diferente. Passear à vontade à luz do dia não era uma maneira de se continuar vivo no mundo dele."- página 37

Sarah é uma moça de 20 anos, como qualquer um de nós, desajeitada, que tenta equilibrar a faculdade, trabalho e vida social. Resmungona, que pensa no presente, em como vai se manter no dia seguinte. Ela não pensa em matar robôs e dar ao filho um treinamento militar para salvar a humanidade. Imagine a decepção do soldado, que deve protege-la e ajuda-la a manter a sanidade.  Não é a Sarah que ele queria/esperava.

"Desde que vira Sarah na rua, pela primeira vez Reese estava dividido entre admiração e desgosto. " -página 143

Autores: James Cameron, Randall Frakes e W.H wisher
Ano de publicação: 2015
Tradução: Dalton Caldas
Número de páginas: 200 (Na versão E-book)
Editora: Dark Side
Ler/baixar: Lê livros (PDF) 

Pontos positivos: Sarah, T-800 e mais detalhes sobre cada um 

Pontos negativos: Em algumas partes leitura lenta 

Considerações finais 
 Adorei demais o filme, quando assisti na minha infância, então gostei bastante do livro, visto que todos os acontecimentos do filme, do mesmo jeitinho, está no livro, apenas com mais detalhes. Não tem muito o que falar, a leitura flui bastante, sendo  assim é altamente recomendado, apesar de ter alguns capítulos um pouco mais lentos.



Cena do filme, [via:Tumblr]

Ufa! a Skynet ainda não tomou o controle. 

20 de fev. de 2018

As máquinas do tempo da ficção científica



O grande livro de H.G Wells, de 1894, originou o termo " máquina do tempo", que hoje é designado para qualquer dispositivo que seja capaz de transporta o personagem pelo Espaço-tempo, introduzindo o termo "viajante do tempo", também, hoje largamente usado por filmes e livros da ficção científica. 

A primeira máquina do tempo  
Desenvolvida por um viajante do tempo, com base em conceitos matemáticos, uma máquina capaz de se mover pela Quarta Dimensão,  a dimensão do tempo. Com ela, viaja até ao ano de 802.601 d.C. encontrando criaturas totalmente estranhas evoluídas a partir do ser humano.  Apesar de não ser o primeiro a escrever uma trama em torno de viagens do tempo, Wells traz essa "novidade", um aparato para lhe fazer viajar no tempo, não mais sendo sonhos, deformação temporal em um local,  ou o triangulo das bermudas. 
















DeLorean (Back to the Future)
Um DeLorean DMC-12 modificado para funcionar como uma máquina do tempo. Inventado por  Doutor Emmett Brown, que a classifica como sua invenção mais bem-sucedida, porque de fato funciona. Tornou-se a "time machine" mais emblemática do cinema e da FC. 
 O carro, originalmente, é energizado por plutônio para gerar 1,21 Gigawatts até pouco antes do fim do primeiro filme . Mais tarde, Doutor Brown adiciona um Mr. Fusion(Senhor Fusão) no local onde iria o plutônio. Um dispositivo que converte lixo doméstico em energia elétrica.


T.a.r.d.i.s
Time and Relative Dimension(s) iSpace, ou simplesmente Tardis. É a nave espacial e máquina do tempo no seriado de ficção científica  Doctor Who ❤. Além da  TARDIS poder levar seus passageiros para qualquer lugar no tempo e espaço, possui a tecnologia dos Senhores do Tempo, sendo que seu interior é muito maior do que o exterior contendo inúmeras salas .

Embora seu exterior pareça com uma cabine de polícia de Londres devido a um defeito  no sistema de camuflagem (na sétima temporada o Doutor afirma que há como reverter, mas ele também afirma que perderia a TARDIS muito facilmente e também afirma que já se acostumou com sua aparência).


Portal gun (Rick and Morty) 
Portal Gun é um dispositivo que permite ao usuário(s) viajar entre diferentes universos/dimensões/ realidades, inevitavelmente Rick viaja no espaço-tempo. A arma provavelmente foi criada por um Rick, embora em nenhum momento da série sabemos qual Rick, de fato, criou-a. 

Os portais permitem a viagem entre dois locais diferentes. Normalmente, esses locais existem na mesma dimensão/universo. Os únicos grupos conhecidos que usam a tecnologia de portal interdimensional são os Ricks e a Federação Galáctica. 


14 de fev. de 2018

Interstellar



 As reservas naturais da Terra estão chegando ao fim e um grupo de astronautas recebe a missão de verificar possíveis planetas para receberem a população mundial, possibilitando a continuação da espécie. Cooper é chamado para liderar o grupo e aceita a missão sabendo que pode nunca mais ver os filhos. Ao lado dos doutores Amelia Brand, Jenkins e Doyle, ele seguirá em busca de um novo lar.

Contando a história de uma equipe de astronautas que viaja através de um buraco de minhoca à procura de um novo lar para a humanidade, devido a pragas nas colheitas, que fizeram a civilização humana regredir para uma sociedade agrária em futuro de data desconhecida. A tripulação da  Endurance corre contra o tempo para encontrar um planeta habitável para raça humana , que está morrendo aos poucos, lutando contra uma praga que vem matando plantações, uma atrás da outra, o que torna o ar irrespirável

Com uma ciência plausível, presando por um certo rigor científico, com questões excelentes sendo discutidas, como mudanças climáticas, a importância da exploração espacial, coisas importantes para a vida humana, solidão e o peso que as  decisões (por "mais simples que pareçam") possam ter, interestelar é o tipo de filme que lhe prende do inicio ao fim.

Sendo merecidamente vencedor do Oscar de melhores efeitos espaciais, todas as cenas tanto no espaço, quanto nos planetas, foram excelentes, muito lindas e de tirar o fôlegoInterstellar teve mais cenas rodadas em IMAX que qualquer um dos filmes anteriores de Nolan. Locações práticas foram construídas para minimizar o uso de imagens geradas por computação gráfica, como por exemplo o interior da Endurance.

Os personagens são tão cativantes, que facilmente você se emociona com diversos momentos, torcendo por uns, ignorando outros. Cooper, Murphy, Dra. Amelia Brand são os personagens mais marcantes e expressivos. 

Roteiro, atuação, fotografia, efeitos, trilha sonora, toda a composição do filme, deveras é excelente, linda, cativante, vale suas horas assistida e discutida com os amigos. Todavia, o final depois dos acontecimentos no Gargantua, não me agradaram muito, do meu ponto de vista, eles ficaram levemente desconexos com as premissas do começo do filme, e evento que não foi explicado. 

DireçãoChristopher Nolan

Produção
Emma Thomas
Christopher Nolan
Lynda Obst
RoteiroJonathan Nolan
Christopher Nolan
 
GêneroFicção   Científica   

 Drama  
Música  Hans  Zimmer     
Direção de arte   Nathan Crowley     
Direção de fotografia  Hoyte van Hoytema

Sobre a obra
 Os irmãos Christopher e Jonathan Nolan escreveram o filme unindo ideias do primeiro com um roteiro que o segundo havia escrito em 2007. Nolan foi o produtor junto com sua esposa Emma Thomas e com Lynda Obst. O físico teórico Kip Thorne, cujo trabalho inspirou o filme, trabalhou como consultor científico e como produtor executivo.

Dica 
Veja 10 coisas que você não sabia sobre interstellar, do blog Momentum Saga, um dos maiores blogs de ficção científica no país.  

 

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