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22 de jan. de 2026

Vampira humanista procura suicida voluntário

Acho curioso o quanto buscamos desesperadamente por conforto, por algo que nos traga a sensação de pertencimento e identidade. Eu, por exemplo, mesmo em meio ao caos estou separando um tempo para esse momento sagrado de ler e escrever por aqui, estou em uma fase de recuperação da minha saúde mental e tenho a necessidade de estar envolta de conforto/lugar seguro.

Enfim, entre os meus anseios e paixões, estava precisando de uma dose vampiresca, o que se traduz por conforto na minha perspectiva, ou seja, um bom filme com a temática de vampiros. Após assistir Salem's lot e não ter gostado em quase nada do longa, Vampira humanista procura suicida voluntário foi o que eu precisava. 

Gosto de filmes de vampiros com uma trama envolvente e que trás a paixão, a contemplação, a arte, a sedução por algo/alguém, o dilema de ser imortal e o preço que se paga por isso. Ou seja, quando tratamos a temática "vampiros" temos muitas possibilidades temáticas e narrativas. No post de hoje vamos tratar desse filme extremamente encantador e que beira a contemplação e possui alguns takes longos e com toda sua fotografia sombria, mas não deixa de ser convidativa e reconfortante em alguns momentos. 



Dirigido por Ariane Louis-Seize, acompanhamos uma jovem vampira que possui um problema muito pior do que os demais integrantes da sua espécie: uma sensibilidade aguçada que a impede de matar alguém. Cada vez mais desesperados com a situação, seus pais resolvem cortar o seu suprimento de sangue, assim colocando a vida de Sasha (Sara Montpetit) por um triz. No entanto, ao conhecer Paul (Félix-Antoine Bénard), suas perspectivas sobre vida e morte humanas, mudam. O garoto, solitário e com tendências suicidas, está disposto a doar sua vida para salvar a da vampira, mas o pacto entre os dois vira uma importante missão de realizar os últimos desejos de Paul antes do amanhecer chegar. 

Não há grandes complexidades abordadas no longa, mas trata temas interessantes e que com o olhar um pouco mais atento vamos observar um enredo mais profundo do que crises de pertencimento no ambiente dos personagens, seja Sasha não sentindo que se encaixa bem em sua família e na vida de vampira, e Paul um adolescente francês que não pertence a nenhum grupo da escola, do trabalho e nem possui amigos ou parentes mais próximos além da mãe. 

Sasha não se importa, necessariamente, com o ato de beber sangue, mas sim em matar um ser humano, no caso ela se preocupa com a ética da sua comida. Ao longo da trama ela mesma vai entender como "funciona" a morte para os humanos e como alguns buscam a morte (sem sofrimento), mas a buscam de qualquer forma, não importa o gênero, idade ou quais quer outras características...Ela descobre que a morte é muito bem-vinda para muitos humanos. O longa trata o tempo todo sobre o viver ou não. A relação dela com a família e principalmente com o pai são bem construídos e logo nas primeiras cenas conseguimos "sentir" a sinergia dos personagens e suas conexões, há muitos detalhes na atuação e a forma como tudo é conduzido. 


A prima da vampira também possui uma relação bem interessante, e a forma como vê e auxilia a prima em sua jornada vampiresca. Apesar dela ser bem expressiva, a forma como demonstra certos "sentimentos" possui um tom de não-saber-expressá-los-direito. Paul também é bem interessante, ele não aguenta mais viver a vida que está vivendo, porém não sabe como modificar ou lidar com isso, então a solução que ele busca é o suicídio, afinal em sua perspectiva a sua vida é extremamente miserável social e emocionalmente. Inclusive, as expressões e linguagem corporal dele são bem parecidas com a de Sasha,  é muito gosto ver a forma como possuem harmonia, como funcionam muito bem em conjunto e como ele traze conforto para ela.

O longa trás temas como ética, aceitação, busca pela própria identidade, o quanto para muitos o suicídio por ser visto como uma opção quando não há satisfação nenhuma em viver ou quanto há falta de conexão com a vida (algo que nos prenda à ela), além claro da contemplação, e a própria temática do suicídio. Antes que alguém moralizante possa falar algo, o filme não incentiva a desviver, mas a tratar da temática, a observar que há pessoas insatisfeitas e desesperadas por uma solução e também pessoas doentes emocionalmente que buscam por ajuda. Em suma, estava procurando um filme que me trouxesse conforto e abordasse o tema vampiros e essa obra conseguiu suprir essa necessidade. 

2 de nov. de 2025

Recomendando livros para ler no Halloween

 Eu amo o Halloween! Para mim todo dia é Halloween! Amo a ancestralidade dessa data e a história que carrega. Inclusive, aqui no blog eu amava fazer especiais, queria ter feito um especial de Dia das bruxas desde o dia primeiro de outubro, porém não obtive muito sucesso, afinal não me programei e fui bem desorganizada esse mês. Aliais a última vez que fiz um especial de Halloween foi em 2018, sim, faz muito tempo mesmo! Caso você queira ler o que recomendei de leitura naquele ano, clique aqui.


Enfim, embora eu esteja um pouco atrasada, a magia do Halloween ainda permanece muito viva nesta semana que o sucede, de modo que senti que ainda seria o momento ideal para compartilhar este post,  Os livros que tiverem resenha disponível aqui no blog deixarei lincado.

8 de abr. de 2025

Amantes Eternos | Preciso de doses vampirescas


Eu precisava desse filme! Sou intensamente melancólica e solitária que encontro refugio na literatura e filmes sombrios, densos, tristes e melancólicos. Amo vampiros, talvez eu me sinta tão atraída por eles por conta dessa tristeza sem igual. De alguma forma, histórias de vampiros e sua estética me trazem uma sensação de "completude", não sei bem definir direito. É um emaranhado de sentimentos e emoções.

Essa semana assisti um filme que a muito tempo venho "namorando", dirigido por Jim Jarmusch, Amantes Eternos é um drama romântico com toques de fantasia e melancolia. O filme acompanha a história de Adam (Tom Hiddleston), um músico vampiro recluso e desiludido com os rumos da humanidade, que vive em Detroit. Ele é casado há séculos com Eve (Tilda Swinton), uma vampira sábia e serena que vive em Tânger. Quando percebe que Adam está mergulhando em depressão existencial, Eve viaja para vê-lo, temendo que algo aconteça com seu amado, seu vínculo profundo e sua paixão.

O longa mostra como o casal precisa lidar com os desafios modernos de viver como vampiros em um mundo caótico, incluindo a escassez de sangue puro (pelo que dá a entender, seria um sangue sem muitas contaminações) e a presença incômoda da impulsiva irmã de Eve, Ava (Mia Wasikowska). Com uma estética sombria, trilha sonora docemente hipnótica e uma atmosfera contemplativa, o filme explora temas como amor, arte, imortalidade e a decadência cultural do mundo contemporâneo. A sabedoria de ambos, a forma como veem o mundo denunciam seus anos de vivência e tempo que tiveram para contemplar a existência. 

Ao  longo do filme fiquei com uma vontade tremenda de conhecer Tânger, toda a estética, os detalhes que compõem desde figurino, trilha e a própria interpretação dos atores torna tudo muito perfeito. Simplesmente amei cada minuto. 

A cada filme sobre vampiros, bem construído e que conversa de forma extraordinária com a literatura, me deixa sedenta por doses diárias de histórias vampirescas.  

Amantes Eternos é mais do que uma história de vampiros, é uma elegia à arte, ao amor e ao tempo que consome tudo.  Em sua cadência lenta e hipnótica, o filme nos convida a contemplar a fragilidade da cultura em um mundo que se esquece da arte, da literatura e das ciências, e a imortalidade como um fardo daqueles que assistem à lenta decomposição do que um dia foi sublime. Adam e Eve, amantes milenares, caminham por ruínas e bibliotecas, agarrando-se à música, à poesia e ao toque do outro como relíquias sagradas. Em um universo que se move rápido demais para sentir, Only Lovers Left Alive é um sussurro eterno dizendo que o amor e a arte ainda importam e possuem seu lugar, mesmo que seja apenas para aqueles que se recusam a esquecer.



4 de fev. de 2025

Noites de sangue e paixão, de Helena Viera

Sou totalmente influenciável em quesito de leitura com blogs de literatura ou pessoas interessantes do meio literário que sigo e acompanho. Vi uma resenha sobre esse livro no blog Uma Pandora e sua caixa, e tratei de adquirir no kindle! Amo, amo vampiros, sou obcecada por eles, tudo o que tiver no meio literário para ler sobre, lerei!!! o que tiver de filme, arte, enfim qualquer coisa, estarei consumindo!!!

Essa é mais uma leitura do comecinho de janeiro, a qual a resenha está saindo apenas agora. No entanto "antes tarde do que nunca"! Esse ano quero resenhar todos os livros que li, podendo ser grandes clássicos, teóricos ou populares, enfim, não importando o gênero literário.

Fiquei ainda mais empolgada por ser uma história sáfica e nacional, certamente tratei de ler! Meu único apontamento negativo é que a narrativa ficou um pouco genérica, até a descrição das personagens é pouco detalhada, para mim chegou a ser vago. Além disso, a "mitologia" da história não é muito desenvolvida. É um conto simples, erótico e bem divertido, ótimo para passar o tempo.

Inimigas por natureza. Amantes por vontade própria. Noites de Halloween carregam mistérios e surpresas. Foi em uma dessas noites que a enigmática e sedutora vampira Samira pôs os olhos em Moira, uma implacável caçadora. Um ano depois, os caminhos das duas mulheres se cruzam novamente. Desde então, elas dão início a uma tradição inevitável.

A vampira e a caçadora começam a se encontrar uma vez por ano, em uma noite que combina desejo proibido e tensão. O que iniciou como uma batalha de vontades rapidamente se transforma em algo mais profundo — uma paixão impossível de ignorar. Mas, com o passar dos anos e a intensidade crescente entre elas, ao longo do enredo vemos que apenas uma noite por ano não é mais o suficiente para sustentar o que sentem.

Não há muito o que falar sem dar spoiler da história. Mas fica a dica caso queira um hot sáfico e vampiresco para passar um dia de chuva sem internet e com a energia oscilando como eu fiz. 







26 de fev. de 2021

Dracula, Bram Stoker

 Finalmente estou retornando com mais um post, infelizmente não conseguir postar com tanta frequência que eu queria, a segunda fase da FUVEST sugou minha alma e  não tive mais tempo para absolutamente nada, e no fundo estou bem apreensiva e ansiosa com o resultado, espero ter passado! Ah, também estive reformando o quarto; bom daqui para frente espero conseguir postar com mais frequência, em cada post digo isso, eu sei. 

O livro que vamos conversar hoje é um grande clássico da literatura gótica e da língua inglesa, espero conseguir exprimir tudo o que senti e tudo o que amei nessa resenha. É um romance de horror gótico lançado em 1897, escrito pelo autor irlandês Bram Stoker, tendo como protagonista o vampiro Conde Drácula. Tornou-se a mais famosa história de vampiro da literatura.

 

A história é contada em formato epistolar, cujos narradores são protagonistas do romance, e, ocasionalmente, suplementadas com recortes de jornais referentes a eventos não diretamente testemunhados. Os eventos contados no romance ocorrem em ordem cronológica e em grande parte na Inglaterra e, no começo e fim do livro, na Transilvânia . Tudo ocorre dentro do mesmo ano, entre 3 de maio e 6 de novembro. Uma nota curta situa-se no capítulo final escrita sete anos após os eventos descritos na obra.

O romance começa com Jonathan Harker, um advogado inglês recém-formado, visitando o Conde Drácula nas montanhas dos Cárpatos, na fronteira entre a Transilvânia, Bucovina e Moldávia, para prestar apoio jurídico para uma transação imobiliária supervisionada pelo empregador de Harker. No primeiro momento o jovem advogado é atraído pelos bons modos de Drácula, no entanto Harker logo percebe que é prisioneiro ali e sua vida corre perigo. 

Outros detalhes tornam o anfitrião uma personagem excêntrica, não somente pelo modo de vida e cultura "exótica", mas por circunstâncias totalmente anormais, como não ter reflexo no espelho, não é visto de dia e nunca mostra ter fome, ou ao menos comer junto com Harker. Muitos acontecimentos culminam para Harker se vê preso, sufocado e sofrer diferentes 'abusos' no castelo e entender, não somente ele, mas os demais personagem, o plano do conde, posteriormente.

Algo que acho interessante que ocorre, assim como em Quincas Borba, o livro leva o nome do personagem que menos temos o ponto de vista e compreensão, ou ao menos mais falas ao longo do enredo. Por se tratar de um livro epistolar, apesar de termos diferentes pontos de vista de outros personagens, ainda sim são limitados, particulares e bem restritivos, afinal mesmo tendo o ponto de Mina e Sr. John Seward do mesmo fato, ainda continua fechado, ainda o leitor encontra-se limitado. É quase uma narrativa "apernada", todos são ingleses e possuem quase o mesmo ponto de vista...

O que mais me surpreendeu foi a narrativa extremamente fluida, em pouco tempo me vi lendo várias e várias páginas, além disso enquanto estava longe do livro, me pegava pensando nos personagens, na história e como seria o desfecho. Sim, não importa quantos filmes sobre Drácula você tenha assistido, nenhum deles foi um "spoiler" significativo do livro, afinal a obra original sempre carrega um peso e detalhamento que não cabem no espaço de tempo do cinema. 

É um livro que não somente trás uma ótima ficção, mas é um excelente recorte da história, reflete a sociedade da época, o machismo, o patriarcado e como a mulher branca e de certo recorte social era considerada pelos homens e por ela mesma (apesar de ainda ter a visão do autor, homem branco, falando).

Ora, vale salientar aqui que é um livro de muitos e muitos anos passados, lançado no século XIX, no qual não havia os conceitos e pautas sociais como temos hoje sobre a posição da mulher, o que é ou não politicamente errado etc, tudo isso é uma discussão atual, da nossa geração, além disso é uma discussão que não quero iniciar no post, não nesse momento e neste contexto. 

Drácula carrega um legado muito importante, portanto, para a literatura no geral, bem como para a cultura pop também, depois desse livro os vampiros foram remodelados, recontados, amados e cada vez mais fazendo parte do popular e imaginário, é até hilário pensar que o que a maioria das pessoas sabem sobre vampiros saiu desse livro. Uma leitura mais que recomendada, que você, caro leitor desse singelo blog, se deleite com essa literatura. 


23 de jun. de 2020

Lua nova, Stephenie Meyer

Gatilhos: Depressão

Esse foi o primeiro livro da maratona a ser encerrado, e apesar de não ser bem quisto, gosto bastante por diversos motivos, a escrita da autora é muito fluida, o livro trás diversas discussões sobre depressão, suicídio, solidão e desamparo, bem como perdão e outros mais. Nem parece que estou falando da saga Crepúsculo, estes são detalhes que passam despercebidos por muitos leitores e críticos da obra. (Clique em "leia mais", para ler o post completo).

 

Título origina: New moon 
Autora: Stephenie Meyer 
Número de páginas: 318
Editora: Intrínseca
Tradução: Ryta Vinagre 

11 de jun. de 2019

Crepúsculo, de Stephenie Meyer


Esse com certeza é um livro que as pessoas não têm ideia de que eu li, não só devido a polêmica, a qual não entendo, mas muitos deduzem que não seria o tipo de livro que leio por achar inferior. Todavia, não o acho inferior, e para ser sincera acho que tem muito para ser discutido e analisado, eu adorava Crepúsculo quando era adolescente, sempre fui fã da saga e fui a primeira na minha escola a conhecer a série e ainda tornar as pessoas à minha volta fãs...ou ao menos verem os livros ou os filmes. Decidir, novamente voltar à essa aventura tão distante da minha bagagem literária e ver o que a Jéssica de hoje pensa sobre o livro e como seria esse retorno. Ah, só um lembrete vou reler toda a série para resenha-los aqui no blog <3

As páginas são amareladas, a fonte é média, impresso em papel polén,a diagramação está boa, e cada capítulo é nomeado e narrados todos pela Bella.

Autora: Stephenie Meyer
Número de páginas:355
Tradução: Ryta vinagre
Editora: Intrínseca
Onde Comprar: Amazon 

Isabella Swan, ou só Bella é uma adolescente de 17 anos que muda-se para uma cidadezinha chamada Frorks em Washington, para viver com seu pai durante um tempo, tudo torna-se totalmente diferente da vida ensolarada que levava junto com sua mãe e seu padrasto, Phill. Após alguns dias Bella conhece Edward Cullen, um aluno misterioso e extraordinariamente encantador e diferente de todos, além de ser peculiar na forma como inicialmente a trata, depois de muita insistência da protagonista desenvolve-se uma amizade entre eles, dando uma guinada emocional na vida de Belle, que está decidi à descobrir os segredos desse garoto. 

Crepúsculo é um livro simples, não tem um plot estupendo ou inesperado, apenas conta a história de uma garota simples em uma cidade simples e que não há muito o que fazer. A narrativa em primeira pessoa é bem lenta até metade do livro, onde mostra apenas o cotidiano da Bella, como ela se relaciona com seus novos colegas e seu pai, e claro, sua adaptação à uma vida nova. A personagem tem traços de depressão e solidão, e isso é fundamental para entender seu desenvolvimento, tendo em vista que Bella cria uma dependência emocional muito grande com Edward, que com o passar do tempo ela torna-se irremediavelmente apaixonada por um garoto que ela mal conversava, mas sentia-se atraída e muito curiosa para querer descobrir seus segredos e entender seu jeito peculiar. 

Edward é um personagem que também mostra problemas de solidão e talvez alguns transtornos de personalidade, é interessante o que autora faz com eles, pois mostra um começo de relação com extrema dependência de ambas das partes e às vezes uma possessão e ciúmes quase agressivos por parte de Edward. A construção psicológica apesar de não ser tão rica, ela tem presença no enredo, contudo a autora não dá tanta atenção aos personagens secundários, talvez isso ocorre por estar passando a história do ponto de vista da Bella, e sua louca paixão, que acaba não dando atenção aos outros personagens, deixando eles um pouco rasos. 

Outrossim, a autora não soube aproveitar a lenda sobre vampiros, suas fraquezas e pontos mais fortes, assim como comete alguns erros com Edward, que apesar de ter 100 anos, age muitas vezes como se tivesse 17 mesmo, não é só falar de um jeito rebuscado que o tornaria "velho", mas sim sua maneira de agir e pensar, ele não tem grandes tiradas filosóficas sobre existencialismo por exemplo, isso me incomodou um pouco, além de claro...o defeito tremendo de vampiros brilharem no sol, para mim isso foi o pecado maior de Crepúsculo. 

É uma leitura, portanto, divertida e até mesmo leve, embora haja temas sobre saúde psicológica que estão entrelinhas e considero esse um dos pontos fortes do enredo, além da fluides como ocorre a história, mesmo com momentos lentos. É um livro voltada ao público jovem, ademais é uma história para envolver o leitor e diverti-lo. Acho engraçado o fato hoje com minha bagagem literária, ter visto a história totalmente diferente de quando eu vi quando era mais jovem, com meus 13/14 anos, notei não somente coisas que me incomodaram, mas também o desenvolvimento psicológico dos personagens, como são frágeis e vulneráveis emocionalmente e quanto não importa a idade que você tenha, você pode ter problemas emocionais muito grandes e que levam muito, muito tempo para conseguir consertar. Adorei ter voltado depois de anos nessa história e ver o quanto cresci, e o quanto foi divertido, na época, ser apaixonada por Crepúsculo, ainda gosto e talvez eu tenha visto muito mais dos personagens, tanto defeitos, quanto o que pode ser uma discussão pertinente ao público adolescente, além de que vejo que falta muito,muito, muito mesmo para essa história de romance misturada com fantasia me agradar como um todo. 
Livros não são perfeitos..mesmo assim são amados. 

1 de nov. de 2018

5 Livros para ser ler no Halloween

Imagem: Tumblr
Adoro o Halloween, é minha festividade favorita do ano seguido pelo Yule, sendo assim, pensei num post sobre livros que combinam com essa época do ano e que gostei de ler. Gosto bastante de sair da zona de conforto e ler livros de outros gêneros literários, e ao fazer essa lista notei que preciso ler um pouco mais de terror e mistério; ah essa postagem era para estar disponível ontem, contudo não tive oportunidade...mas enfim, antes tarde do que nunca. Os livros que tiverem resenha no blog deixarei o link.

21 de jan. de 2018

Resenha - Entrevista com o vampiro - Crônicas vampirescas- Anne Rice



  Uma história que começa com a ousadia de um jovem repórter ao entrevistar Louis de Pointe du Lac, nascido em 1766 e transformado em vampiro pelo próprio Lestat, figura apaixonante que terminará, ao longo da série, arrebatando multidões como cantor de rock. Louis, esse vampiro que se recusa a livrar-se das características humanas e aceitar a crueldade e a frieza que marcam os vampiros, continua a contar a história desde o início. É um mundo de uma fantasia impressionante, um mundo gótico, romântico, esse criado por Anne Rice e traduzido por Clarice Lispector. O texto da autora americana não poderia ter melhor intérprete, talvez mesmo cúmplice.

Título original: Interview with the vampire
Editora: Rocco
Autora: Anne O'brien Rice
Data de publicação: 1976
Número de páginas: 231
Tradução: Clarice Lispector

24 de nov. de 2017

Melhores filmes de vampiros| parte #2

Christopher Lee como Drácula, O conde Drácula de 1970

    Fala nerd..  continuando a falar sobre vampiros, os melhores filmes.. desde os clássicos aos mais recentes , aquele que toda pessoa que diz gostar de filmes de vampiros deve ter na bagagem. Estou cometendo injustiça nesse post por não mencionar alguns outros? Não!! porque irei falar de muitos filmes nos próximos post, então aguardem. ;)
    Já digo que todos os filmes da lista eu assisti, o "Fome de viver" é o meu favorito dessa lista; e caso você não viu a parte um é só clicar aqui!   Ah.. e esse post está um pouco mais simples que o anterior.

4 de nov. de 2017

Os 5 melhores filmes de vampiros| Parte #1

Tom Cruise como Lastat de Lioncourt ( Entrevista com o vampiro)

Adoro filmes de vampiros e adoro literatura sobre vampiros.. sou fascinada desde criança, então pensei em fazer esse post, os cinco filmes de vampiros que marcaram minha vida e são os melhores no meu ponto de vista.

Ps : Nessa lista não tem Nosferatu, porque até hoje não assistir.. mas, em breve pretendo assistir!
Ps2: Tem muitos outros filmes que adoro, e não mencionei, então.. farei uma segunda parte posteriormente! 

Leia esse post!

RECEBIDOS DE NOVEMBRO| livraria UNESP

 Cada livro que escolho sempre é bem pensado, sempre são livros que estou com muita vontade de ler, certamente são aqueles que sei o quanto ...