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13 de dez. de 2025

Hair | Uma peça envolvente e comovente

Devido ao final do semestre na faculdade, não consegui ter energia para esse espaço, tão maravilhoso que é esse pedacinho da internet, nessas semanas. Peço desculpas para minhas leitoras e leitores. Aqui me faz tão feliz e realizada!! Enfim, vamos falar de uma peça que assisti em novembro com o pessoal da faculdade...Eu Nem sabia do que se tratava a priori e foi uma grata surpresa! 

 No final de semana do dia 15/11 assisti ao musical Hair, e me surpreendi demais!! Precisei digerir tudo o que vi, as músicas, tudo o que senti e a pura arte e emoção que é esse espetáculo. Simplesmente me apaixonei pelo elenco e suas potências e presenças de palco. Hair é um clássico da contracultura dos anos 60 (estreou na Off-Broadway em 1967, então me senti absolutamente realizada por poder assistir depois que entendi sua dimensão)!


Hair’ é mais do que um espetáculo de teatro. Ao longo das últimas décadas, se tornou um ícone e uma das principais referências do movimento cultural e comportamental que mudou o mundo nas décadas de 60 e 70. Após estrear em um pequeno teatro off-Broadway em 1967, o musical se tornou um acontecimento teatral sem precedentes, deu origem a um filme homônimo, a uma série de montagens ao redor do mundo e gerou uma legião de fãs de diversas gerações. Quase 60 anos se passaram e essa  nova versão brasileira de ‘Hair’ comprovar que, realmente, esse fenômeno não tem data de validade!

31 de mai. de 2025

CROWLEY – O MAGO DO NOVO AEON | Minha experiência mágica

No começo do mês de maio, mais especificamente em um sábado da primeira semana, eu assistir essa peça junto com o meu marido. Foi algo espetacular e que nos trouxe muitas reflexões e conversas boas após nossa ida ao teatro e finalmente, depois de digerir essa peça, as sensações e momentos vividos na magia do teatro...trago para você, caro leitor(a)(e) minha experiência.

O espetáculo mergulha na vida de Aleister Crowley, figura emblemática do ocultismo no século XX, explorando desde sua infância marcada por repressão religiosa até sua autoproclamação como "A Besta 666" e profeta da Era de Hórus. Com roteiro e direção de Claudiney Prieto e atuação de Alexandre Jabali, a peça oferece uma experiência imersiva, abordando temas como magia, liberdade pessoal e as complexidades da moralidade humana.

11 de fev. de 2025

Deixa Clarear, Homenagem a Clara Nunes| Um musical cheio de brasilidades

Querido leitor, você tem, por acaso, uma cantora favorita? Ou uma que marcou demais algum momento da sua vida? Nos últimos anos mergulhei na Música Popular Brasileira, o que me remeteu a infância também, já que meus pais gostavam de ouvir, a frequência dependia de uma série de coisas, já que gostavam muito de músicas internacionais bem variadas e de diferentes épocas.

Clara Nunes também me lembra muito minha irmã. Tenho algumas lembranças de cantarmos juntas na sala dos nossos pais, enquanto dançávamos, riamos e falávamos sobre o poder das plantas na vida. É muito interessante o quanto a música marca nossas vidas, nossas lembranças e como essa magia tem um poder de nos curar. 


Agora em fevereiro, no dia 08, eu e o meu marido fomos assistir ao musical Deixa Clarear, uma homenagem a cantora brasileira Clara Nunes. Foi um espetáculo incrível! Foi um momento de encontros com a arte, com a beleza e com os toques mais humanos e brasileiros que temos!

Estamos em uma época extremamente sombria, cada vez mais governos questionáveis tem ascendido ao poder o poder, e ideias misóginas, racistas, homofóbicas e todo tipo de preconceitos têm tomado forma e poder, e uma peça de teatro que exalta a brasilidade, que honra a ancestralidade, os orixás, denuncia o racismo e as dores dos povos originários é extremamente necessária. 

Ouvir a voz da atriz, sua interpretação, a dança, o enredo do musical, enfim, tudo! Foi encantador, envolvente, ora chorei, ora ri, ora cantei, para enfim sentir a catarse tão esperada ao final da peça. Um jeito maravilhoso de se passar o final de semana na amada cidade de São Paulo. Sim, essa cidade é cheia de problemas políticos e sociais, a desigualdade é gritante e se luta muito para sobreviver, porém é um lugar que gosto de viver e experienciar eventos culturais. Enfim, as dicotomias desse lugar. 


7 de jun. de 2022

Electra, Eurípedes (clássico grego)

Quando você se torna um estudante de letras entra em contato com diversos tipos de livros e literaturas, agora, quando fazemos uma habilitação em grego antigo entramos em contato com obras que nem imaginaríamos que leríamos. Estou muito feliz por estar entrando em contato mais e mais com a literatura grega, eu digo que é o clássico do clássico, pois muito do que vemos nas obras consagradas ocidentais, e algumas orientais como as russas, encontramos muita referencia às tragédias ou a Ilíada e Odisseia de Homero.

Esse post não se tratar de uma análise da influência das obras gregas que nos restaram, trago uma resenha de Electra de Eurípedes. Uma tragédia tensa do início ao fim, e como toda tragédia exige...precisamos saber de alguns acontecimentos antes de entrar de cara no livro e ficar sem entender muita coisa, uma delas é por que Clitemnestra mata Agammenon?


A obra provavelmente foi composta em meados da década de 410 a.C, também não se sabe ao certo se foi encenada depois da tragédia de Sófocles, Medeia. Mas ela resistiu até os dias de hoje, os quais podemos desfrutar dessa obra tão inestimável. Ademais, para responder a pergunta anterior temos que recorrer a mitologia grega, o que o povo conhecia muito bem e já vinha com esse repertório para assistir as encenações naquela época tão distante. 

Em primeira instância, Electra trata-se de algo como "a vingança da vingança". A esposa de Agamenon, Clitemnestra, se vinga do marido em seu retorno da guerra de Tróia, pois este sacrificou a filha Ifigênia para a deusa Ártemis, pedindo permissão para que as tropas gregas pudessem navegar para a cidade.

Fonte: (Wikipédia) Orestes, Electra e Hermes diante da tumba de Agamemnon, do chamado 'Pintor dos Coéforos'.

Clitemnestra é ajudada por seu amante, Egisto, no assassíno de seu marido. Contudo, Electra, filha de Agamenon, em seu luto irreparável, se revolta contra sua mãe e tais atos, e como toda tragédia grega, ela planeja vingar-se dela a todo custo, e então encontramos "a vingança da vingança". O texto é bem fluido e a trama é bem interessante e envolvente, pois você vai querer descobrir o que haverá com os personagens. Nessa peça também há reecontros, excesso nos desejos, vingança, e 'sequência dominó' dos atos dos personagens. 

A tradução é bem acessível e fluida, as notas de edição e tradução são fundamentais para a compreensão da obra e entendimento de escolha de certas palavras e termos, como a prof. Dr. Teresa V. Ribeiro, responsável pela direção de tradução, fala no prefácio. Houve escolhas que priorizaram a fluidez na narrativa e o que soasse mais natural possível (de acordo com as possibilidades de tradução) para o português.

Adorei ter lido a obra, na verdade estou amando poder mergulhar mais fundo na literatura grega e estou me encantando ainda mais com as tragédias. Eu acredito que seja indispensável na vida de leitores, você entrar em contato com uma tradução mais maleável das tragédias e poder ver como elas mostram pensamentos dominantes ou não muito populares, e como, posteriormente, influenciaram  a literatura subsequente. 

2 de out. de 2021

Antígona, Sófocles (teatro grego)

Antígona perante a morte de Polinice

Os dias passaram tão rápidos, nem nas minhas férias de 2 semanas (que foi em agosto) consegui fazer os posts no blog, levou uns dois dias para este post ficar pronto, só por conta do tempo super curto para fazer tudo o que devo fazer. Aqui me faz um bem incrível!! É super importante para mim, estar aqui!!

Bom, vamos a resenha do dia, um clássico da literatura, e deveras antiguíssimo. Estou falando de Antígona, um dos livros estudados no curso de letras nesse segundo semestre. Essa é uma das obras da literatura que desperta o ser humano, que nos faz criar e construir um mundo melhor. Sim! não é exagero quando dizemos isso, essa obra é uma das que nos fez criar os direitos humanos, ou ao menos nos inspirou, tendo em vista o debate das leis naturais (leis dada pelos deuses). 

Antígona Auxilia édipo 

Dentre os diversos temas debatidos ao longo da obra, o direito do morto receber os ritos fúnebres é um dos principais e que irá permear questões principais da tragédia. O direito do morto ser enterrado e não deixado aos cães e as aves rapinas.

Entre as sete tragédias de Sófocles (c. 496-406 aC) preservadas em sua totalidade, Antígona sem dúvida ocupa um lugar privilegiado. Como figura heróica, a transcendência da protagonista levou a inúmeras releituras ao longo dos séculos (com excelente recepção no teatro contemporâneo) e deu origem a especulações filosóficas de todos os tipos. A personagem, a encarnação do conflito entre o indivíduo e a sociedade, consente e o anima.

A leitura é bem fluida e rápida, afinal trata-se de uma tragédia que tinha um tempo bem defino para ser encenada, Aristóteles fala a respeito disso em A poética. Ao ler Antígona, o leitor se emociona e para ler essa peça deve-se ler "Édipo Rei", tendo em vista que se passa após o exílio de Édipo e a regencia passa para Creonte. A história tem início com a morte dos dois filhos de Édipo, Etéocles e Polinices, que se mataram mutuamente na luta pelo trono de Tebas. Com isso sobe ao poder Creonte, parente próximo da linhagem de Jocasta. Seu primeiro édito dizia respeito ao sepultamento dos irmãos Labdácidas. Ficou estipulado que o corpo de Etéocles receberia todo cerimonial devido aos mortos e aos deuses. Já Polinices teria seu corpo largado a esmo, sem o direito de ser sepultado e deixado para que as aves de rapina e os cães o dilacerassem. Creonte entendia que isso serviria de exemplo para todos os que pretendessem intentar contra o governo de Tebas

Não há como não se emocionar e envolver com a peça, a maneira como toda a trama se deslancha, como cada ação se desenrola e estão entrelaçadas é incrível. Esta ai uma das características da tragédia, uma ação desencadeia uma série de ações e consequências, já que as personagens envolvidas sedem as suas pulsões (termo freudiano). No entanto, as tragédias gregas são diferentes das romanas, enquanto a primeira mostra que os personagens estão intrinsicamente ligadas ao destino e não consegue fugir dele, quanto a segunda, o caráter dos personagens influenciam suas ações e o desencadeamento das ações. 

Ora, tendo isso em mente, sabe-se que o trágico é inevitável, irá vir como um tsunami que arrasta tudo à sua frente com forte violência. Porém, ao terminar a peça, ainda introspectivo, o leitor sai como um sobrevivente de um turbilhão de emoções, e fica extasiado ao ver a cartasse tão falada pelo mestre Aristóteles. Enfim, como é chegar no momento catártico e "sentir", ao longo do enredo, toda a espinha da tragédia e seu desenvolvimento e nuances é esplendido. Por isso, caro leitor deste blog singelo, recomendo que leia um pouco sobre as tragédias gregas e suas características para ter uma experiência mais completa possível. 

25 de jun. de 2021

PASSEI NA USP!!!!!!!!!

 Eu só iria liberar esse post depois da semana de boas vindas aos calouros, e nem acredito que esse ano estou na USP, é um sonho que permeava meus planos quando mais nova, contudo apenas em 2018 que comecei a me imaginar na universidade e a estudar para tal meta. Vou fazer esse post porque se até sobre FATEC eu registrei aqui, imagina sobre a USP!! 

Sou eu com minha estante nova ao fundo

2020 foi um ano péssimo, a pandemia me desestabilizou completamente, e até hoje não me acostumei com a rotina de fazer tudo de casa, sinto falta de andar por SP, principalmente agora que estou morando na capital do estado. Quando perdi o emprego, um ano atrás, foquei meus planos em passar na USP, estudei muito, principalmente humanas, me aprofundei na matéria o tanto que conseguia  em meio as minhas crises de ansiedade e depressão. 

Entrar na USP sempre foi meu sonho, mesmo inconsciente e só notei isso despois que passei e vou explicar ao longo desse post. Após terminar o ensino médio (todo em escola pública) em 2014, fiz um cursinho pré-vestibular, bem meia-boca, não foi nenhum desses famosos como Objetivo, Etapa, Poliedro etc. No entanto, foi nesse cursinho que comecei a aprender estudar, entender que terminei o ensino médio sem saber um terço do que deveria ter aprendido.

Desenvolvi um amor enorme por exatas, e aos poucos fui me entendendo, encontrando o que funcionava ou não para mim, o que melhorava meu desempenho ou me prejudicava., enfim o processo de você estudar para o vestibular também é um processo de autoconhecimento, sendo assim celebre cada momento de estudo, celebre cada pequeno detalhe que você vai aprendendo e lembre-se sempre que você é sua motivação, NÃO DEPENDA DA MOTIVAÇÃO EXTERNA, pois muitas vezes não temos um amparo de amigos, familiares ou do sistema como gostaríamos e como é necessário.

Tentado ver o que queria da minha vida, e só descobri aos 22 anos, quando estava cursando exatas em uma universidade pública, FATEC. Em síntese, não foi "apenas" o que aprendi e os exercícios que resolvi em 2020 que me ajudaram a entrar na Universidade, mas foi algo somado de 5 anos de aprendizado e estudos contínuos aliados a práticas saudáveis de estudos, leituras constantes, resumos eficientes, conhecimento da prova e como o conteúdo é cobrado e também tive um rotina de exercícios físicos e uma alimentação mais equilibrada na medida do possível.

Como foi meu primeiro dia e meus primeiros meses

Eu ainda não acredito que passei, estou quase no fim do primeiro semestre e só agora que decidir fazer o post, posterguei até hoje, muito feio isso!! O ritmo de estudos da USP são bem mais intensos, mais dinâmicos e os professores estão passando muito mais trabalhos e dissertações acadêmicas para fazer, além de leituras. Se você percebeu este é um blog de literatura, óbvio que escolheria letras; como a USP tem uma grade super ampla e com várias possibilidades vou direcionar meus estudos para a literatura e fazer quantas optativas que eu puder. 

Ora, a Universidade de São Paulo tem um método bem diferente de administrar esse curso, sendo que há um ano a mais para ser feito, conhecido como o ciclo básico que compreende todo o primeiro ano de calouro, nesse ínterim estou estudando Introdução aos estudos clássicos, introdução aos estudos literários, elementos de linguística e introdução aos estudos de língua portuguesa. São quatro matérias fundamentais, amplas e afuniladas ao mesmo tempo, isso na minha concepção. 

Todos os dias, de segunda a quinta-feira levando 7h ou 7:30 da manhã para as aulas, tomo café antes e/ou durante as aulas síncronas, na parte da tarde deixo para estudar todo o conteúdo que é passado, texto para ser lidos, poemas para analisar, fichamentos e resumos para  fazer e me preparar para as próximas aulas, às vezes faço leituras adicionais. Tudo isso leva o dia todo, além disso tento tirar um tempo para outras leituras, o canal no youtube e minha vida mesmo. Nenhum curso de letras se compara ao da USP; se você quiser pode acompanhar meus estudos pelo meu canal no youtube, para ver como é um pouquinho da minha vida universitária, recomendações e métodos de estudos!

Estou bem empolgada com meu curso, amando cada dia, me sentindo super motivada, bom na medida que dá para se sentir motivada em meio a instabilidade política, crise sanitária e uma pandemia que assola o Brasil e o mundo. As sextas-feiras não tenho aula, porém ainda há o que estudar, ler e pesquisar, e sempre tem trabalho para fazer, toda semana, apesar de ser estressante ainda é divertido, de certa forma. 



10 de jul. de 2019

Ricardo III, de William Shakespeare

Essa resenha faz um tempo demasiado que era para ter sido postada, mas protelei muito e muito, e por diversas razões pessoais, mas enfim chegou finalmente o dia de posta-la. Adoro clássicos literários, e ultimamente venho gostando bastante de Shakespeare, Ricardo III já é o segundo livro do autor que leio esse ano, ainda pretendo ler mais dele nesse semestre.Ah, esse é mais um livro do desafio da Rory Gilmore books challenger, dentre os 340 escolhi alguns clássicos para ler neste ano, assim que chegar a marca de 10 livros lidos do desafio, faço um post mega especial.

 
As páginas são brancas, a fonte é pequena e tem ilustrações ao decorrer das cenas, além de ter um prefácio sobre a guerra das rosas, apresentação e comentários ao final, o que me ajudou bastante a me ambientar e também a compor a resenha.  

Autor: William Shakespeare 
Número de páginas: 197
Adaptação: Luiz Antonio Aguiar
Ilustrações: William Côgo 
Editora: Difel 

Ricadro III é um drama histórico em cinco atos escrito pelo dramaturgo inglês William Shakespeare entre 1592 e 1593, o qual se baseou na história verdadeira do rei Ricardo III da InglaterraÉ também a segunda mais extensa peça de Shakespeare, superada apenas por Hamlet.
 A obra retrata a ascensão maquiavélica de Ricardo III e sua eminente queda, nessa peça podemos ver que tem o elemento de que o mal e o seu "portador" é feio, grotesco e mais que extremo da manipulação. Como a ganância e sede de poder pode deixar um rastro enorme de sangue, e infiéis ao reino que surge de traições, abusos e manipulações. 

Ao ler Ricardo III o leitor com menos bagagem literária terá a impressão de que não basta de uma história repetida e clichê, e essa é a grande 'sacada' desse livro, haja vista Shakespeare influenciou diversos autores de diversos períodos, e muito das narrativas de fantasias seguiam uma influência muito forte, até mesmo desenhos animados do século passado tem pequenas influências estruturais.

A leitura é fluida e imersiva, quando a história começa a ser narrada já tem acontecimentos trágicos acontecendo, deixando o leitor com sensação de acabou de chegar na história que já estava sendo contada, do meu ponto de vista foi divertido e bem peculiar. O tempo não é linear, ora tem lembranças além de os acontecimentos levarem tempo tanto para serem planejados e executados, se o leitor não tiver detida atenção cairá no erro de achar que os eventos ocorrem rápidos de mais ou na mesma semana. 

Os personagens são bem profundos para uma peça, Ricardo é personificação da vilania, da tirania, justifica-se seus erros ora por sua deformação e deficiência, alegando-se até mesmo que nasceu com características medonhas pelo mal que havia já corrompido-o no ventre da mãe. Ricardo é um personagem que apesar de ser detestável, tem suas peculiaridades e por vez chama atenção durante a leitura. 
As personagens femininas apesar de estarem a mercê da sociedade e igreja patriarcal da idade média, têm suas ambições e conspirações, contudo ainda são vistas como frágeis, inocentes quando mais jovens, no caso de Ana, ou megeras como rainha Margareth e ambiciosas com toque de vilania como rainha Elizabeth, mesmo com perfis considerados hoje clichê e um tanto machista são bem compreensíveis para época em que foi escrita a peça. Enquanto os homens apesar de traírem um são extremamente leais à outro, ou são bons homens inocentes de seus atos, mesmo que pecaminosos aos olhos da igreja, e claramente são os personagens que detém o foco narrativo. 

Dessarte, essa peça possui muitas crítica sociais à Inglaterra do tempo de Shakespeare, além de ter influencias das tragédias gregas, com hseróis amaldiçoados pelos deuses, presságios de mortes e maldições sendo lançadas por mães desconsoladas. Sem sombra de dúvida esse livro deve ser uma leitura obrigatória para todos os tipos de leitores, pois nessa história lemos sobre a tirania, a vilania, e como a ganância e sede de poder e prestigio pode separar uma nação e fazer um reino ruim em diversos aspectos, principalmente politica, social e emocional tanto da população quanto da corte. 

Leia esse post!

RECEBIDOS DE NOVEMBRO| livraria UNESP

 Cada livro que escolho sempre é bem pensado, sempre são livros que estou com muita vontade de ler, certamente são aqueles que sei o quanto ...