Faz alguns dias que não posto, estou falhando na frequência, mas aconteceu tanta coisa desde a última postagem, que precisarei escrever um post só para isso, escrever para me encontrar em meio aos emaranhados de pensamentos e fluxo de consciência interno, no entanto o post de hoje vai ser uma resenha de um dos livros finalizados recentemente.
Acredito que irei fazer uma "série" de postagens que será "Livros que meus colegas de trabalho me recomendaram", adoro poder conversar sobre literatura, leituras atuais e como tocam nossos corações e almas, assim sendo, recentemente me recomendaram alguns livros. Há alguns dias atrás um colega me emprestou esse livro e em cerca de pouquíssimos dias eu já havia terminado, ainda assim alguns poemas permaneceram comigo e me fizeram refletir, não de forma emocional, mas sim na técnica usada para construí-los.
Por meio de uma escrita acessível e delicada, o livro "O meu café esfriou e eu lembrei da gente", do jovem escritor Lucas Lopes, explora as nuances que atravessam o final de uma relação afetiva. Dividido em cinco capítulos, estruturados em poemas e prosas poéticas, sendo cada um dos capítulos uma referência a uma das fases do luto, o autor consegue transmitir em cada página, uma potência e uma sensibilidade inerente ao estado de um término de relacionamento. São versos que, em nossa experiência humana, nos trazem a sensibilidade da dor de laços partidos e cada cenário descrito torna crível que não é uma experiência individual.
São versos nos quais conseguimos, de alguma forma, nos reconhecer. Ao mesmo tempo que determinadas experiências podem nos parecer distantes, elas também podem estar surpreendentemente próximas de nós.
A literatura tem uma sensibilidade incrível, apesar de sentir ser tocada por ela artisticamente, não foi algo que chegou a tocar meu coração com uma tristeza profunda, muito provavelmente por não estar na mesma situação...Se minha versão adolescente lesse esse livro, com toda certeza choraria muito, porém, minha versão adulta e de quem já estudou muito a literatura, vejo a sensibilidade técnica e seus meandros. A sensibilidade artística me tocou,
Vários trechos possuem um toque delicado sobre a dor da perda, da adaptação ao novo, ou seja não ter mais a amada por perto, olhar para a casa e ver os fantasmas de uma relação e a difícil jornada de se desacostumar a uma vida que não existe mais. Sem dúvida, este é um daqueles livros que nos lembram de que vivemos várias vidas: vários começos, vários fins. A vida que levamos hoje pode não ser a mesma que levaremos amanhã. Enfim, foi um livro tocante, interessante e, claro, para mim é extremamente prazeroso ler literatura nacional e de jovens autores! Simplesmente encantador.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Os comentários é um lugar de troca de experiências, pensamentos e opiniões!
Momento em que algo nos tocou e agora queremos compartilhar nossas emoções.