Exploradora de páginas
4 de fev. de 2026
Senhor dos anéis: O retorno do Rei | Realizei um sonho!
2 de fev. de 2026
Recebidos de janeiro [parceria Livraria UNESP]
A literatura gótica, muito conhecida como a de suspense e terror, teve início na Inglaterra, em meados do século XVIII. Os textos que compõem Contos góticos Russos, criados pela imaginação dos grandes autores russos, ilustram as principais vertentes dessa literatura: o conto de terror (O retrato, de Nikolai Gógol), a narrativa de suspense (Os fantasmas, de Ivan Turguênev, O monge negro, de Anton Tchêkhov), o conto de fundo histórico (A família do vurdalak e O encontro trezentos anos depois, de Alexei Tolstói) e a paródia dos escritos góticos (Bobok, de Fiódor Dostoiévski).
De acordo com a crítica são contos interessantes e fáceis de ler, os quais são caracterizados tanto pela singularidade das histórias narradas quanto por seu estilo denso, enérgico e pitoresco. Não se desapontará quem os conhecer: vislumbrará, em meio a impressões arrepiantes, aquele lado obscuro e enigmático da Rússia.
A curiosa história do desaparecimento de obras de arte e de tesouros literários Alguém viu a Mona Lisa? conta as histórias e curiosidades por trás de algumas das maiores perdas da cultura artística mundial, incluindo obras que jamais existiram. O bibliófilo Rick Gekoski nos instiga a desvendar o mistério dessas ausências, como o roubo da Mona Lisa do Museu do Louvre em 1911 e o poema escrito por James Joyce aos 9 anos, desaparecido e tido como o Santo Graal dos tesouros literários. O livro trata também de assuntos delicados, como o papel da guerra na apropriação de obras artísticas e no saque aos bens culturais de civilizações antigas, e se é aceitável destruir uma obra de arte, ainda que como desejo último do artista.
31 de jan. de 2026
Série: Izombie | Para mim: pura nostalgia
Izombie é uma série de 2015 que narra a trajetória de uma estudante estadunidense de medicina, que se transforma em uma zumbi e arruma um emprego como legista, para ter acesso aos cérebros que precisa comer para manter sua humanidade. Não bastava ser uma zumbi, após devorar o órgão, ela ganha acesso às memórias do falecido e absorve parte da personalidade por um tempo. Seus criadores são: Rob Thomas, Diane Ruggiero. Porém, como eu mencionei anteriormente o programa é baseado em uma série de quadrinhos criada pelo roteirista Chris Roberson e pelo artista Michael Allred, publicada pelo selo Vertigo da DC Comics desde 2010.
Minha opinião vai estar muito enviesada, certamente, por conta dessa nostalgia contagiante da minha versão adolescente e que amava as séries antigas que a Netflix tinha disponível em seu catálogo. Eu adorei ter reassistido parte da primeira temporada. Assisti alguns episódios, claro, não terei tempo para assistir absolutamente tudo, afinal são 5 temporadas com 45/50minutos cada episódios e no presente momento estou lidando com um emprego novo e a finalização da minha graduação. É uma série instigante, com um texto interessante, uma proposta muito boa e com atuações incríveis, principalmente da Rose Mclver, a atriz que interpreta a protagonista, Olivia. Em vários momentos atriz consegue mimetizar a atuação do outro ator, ou seja a personalidade do falecido, o que pode render momentos cómicos, desesperadores ou divertidos por si só. Tem vários momentos engraçados, sentimentais e extremamente reflexivos que a protagonista narra ao longo do episódio, de modo geral, a primeira temporada é incrível e me agradou muito! Talvez eu continue assistindo de pouquinho aos pouquinhos ao longo do ano, vamos ver se consigo terminar até o final do ano.
22 de jan. de 2026
Vampira humanista procura suicida voluntário
Acho curioso o quanto buscamos desesperadamente por conforto, por algo que nos traga a sensação de pertencimento e identidade. Eu, por exemplo, mesmo em meio ao caos estou separando um tempo para esse momento sagrado de ler e escrever por aqui, estou em uma fase de recuperação da minha saúde mental e tenho a necessidade de estar envolta de conforto/lugar seguro.
Enfim, entre os meus anseios e paixões, estava precisando de uma dose vampiresca, o que se traduz por conforto na minha perspectiva, ou seja, um bom filme com a temática de vampiros. Após assistir Salem's lot e não ter gostado em quase nada do longa, Vampira humanista procura suicida voluntário foi o que eu precisava.
Gosto de filmes de vampiros com uma trama envolvente e que trás a paixão, a contemplação, a arte, a sedução por algo/alguém, o dilema de ser imortal e o preço que se paga por isso. Ou seja, quando tratamos a temática "vampiros" temos muitas possibilidades temáticas e narrativas. No post de hoje vamos tratar desse filme extremamente encantador e que beira a contemplação e possui alguns takes longos e com toda sua fotografia sombria, mas não deixa de ser convidativa e reconfortante em alguns momentos.
16 de jan. de 2026
6 Livros clássicos da Ficção científica
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| [Imagem: Momentum saga] |
Frankenstein, de Mary shelly
A máquina do tempo, de H.G Wells
12 de jan. de 2026
Stranger Things 5 | Depois de anos, chegamos a um final
8 de jan. de 2026
Histórias extraordinárias, Edgar Allan Poe
Amo que me esforço para trazer as resenhas aqui no blog e de certa forma conseguindo! Busco ler mais e melhor para aprimorar quem eu sou, a literatura é vida para mim, é como o ar que respiramos, essencial! Inclusive, uma anedota curiosa: eu reli alguns dos contos desse livro, então, além de ter lido em 2025, li também agora em 2026, e alguns dos contos famosos dessa edição, já li umas três vezes.
5 de jan. de 2026
Casa velha, Machado de Assis (Edição da editora L&PM Pocket)
Escrever essa resenha é bem interessante, pois tive uma história inusitada com esse livro. Tudo começou em uma tarde qualquer do ano de 2025, quando visitei minha irmã, que mora em outro município de São Paulo. Nessa mesma tarde acompanhei ela até seu atual serviço, uma livraria no meio de um shopping popular e movimentado da grande São Paulo. Em meio as prateleiras e estantes que fiquei zanzando, achei um cantinho destinado à editora L&PM Pocket, e vi Casa Velha do Machado de Assis, na hora eu não lembrava de ler lido esse livro, inclusive fiz um vídeo de book haul contando que não havia lido ainda...Porém, ao iniciar a leitura, me deparei com uma história que já conhecia.
É com essa anedota que começo essa resenha, depois disso me senti um pouco boba, no entanto, é engraço que a primeira leitura foi em audiobook, e após iniciá-la, lembrei das minhas reações, lembro, inclusive, de ouvir no metrô voltando da faculdade ou do trabalho, e o tempo breve que me acompanhou...Por isso tenho a meta ambiciosa de fazer resenha de todos os livros que estou lendo, pois consigo segmentar e marcar ainda mais minhas leituras dentro de mim mesma. Odeio esquecer algumas leituras, isso me aborrece, e acredito que, apesar de audiobooks serem muito interessantes, não substituem a leitura mesmo das obras! Esse livro vai para o hall de leituras de 2025 que só consegui fazer a resenha nesse momento.
Ora classificado como romance, ora como conto pela crítica e estudiosos, foi publicado em folhetins na revista carioca A Estação, de janeiro de 1885 a fevereiro de 1886, Casa Velha narra a história de um amor incestuoso a partir das lembranças de um padre, que faz um balanço das perdas e ganhos dessa paixão. O texto em si não tem tempo de discurso revelado; porém, o tempo de diegese se passa nos anos entre 1838 e 1839. Por meio dessa obra, Machado de Assis sugere haver um paralelo entre as esferas públicas e privadas da vida e mostra como um drama familiar pode ser um retrato do Brasil do século XIX.
Durante o desenrolar da história, o padre faz sua pesquisa histórica, enquanto se aproxima e faz parte da rotina da família, o cônego tornando-se grande amigo dos membros, ficando íntimo dela, inclusive. Deste modo, vê na amizade de Félix, filho da dona da casa, D. Antônia, e Lalau, que praticamente é uma agregada da casa, uma possível paixão. Ao longo da trama, descobre que sua observação estava corretíssima e os dois realmente se amavam, no entanto muitas circunstâncias se opõem a essa união. Agora, falando das personagens que se destacaram na minha leitura: Dona Antonina, é uma personagem um tanto interessante, o narrador descreve que ela governava esse ambiente familiar com discrição, brandura e justiça, irá fazer de tudo para impedir esse relacionamento por seus motivos, ela é extremamente discreta e evita que a família se envolva em escândalos, seu lema é " Uma Quintanilha não treme nunca"!
Lalau é uma personagem que apesar de possuir uma inocência quase poética, a princípio a simpatia por ela demorou a chegar, em vários momentos parecia uma princesa de contos de fadas, porém ao longo da trama cresce de forma extraordinária, e essa inocência é deixada para trás, substituída por maturidade. É uma personagem que mostra sua força e determinação pelas suas ações: abrir a mão de algo, aceitar outras e tomar as melhores decisões que possam proteger sua dignidade e integridade social. Machado com toda a certeza sabia muito bem escrever uma personagem feminina.
O padre é uma personagem interessante também, cheio de "poréns", moralidade, integridade, curiosidade, fé com um espírito de santo casamenteiro. Vários momentos um pouco mais cômicos, por assim dizer, fica por conta dele, seja a forma como age em certas situações, ou a forma que conta suas lembranças. Já o Felix senti que foi um personagem muito morno, é apenas um típico filho da oligarquia, apenas um homem sem muitas ambições, nada a acrescentar, apenas um homem branco rico...E sim, essa construção foi proposital pode ter certeza, afinal, estamos falando de Machado.
Essa edição em específico me chamou demais a atenção, pois tem o objetivo de auxiliar o leitor a penetrar na sociedade carioca do século XIX e a conhecer a mente brilhante do autor, que diga-se de passagem é um dos maiores autores da nossa literatura. Dessa forma, temos notas abundantes sobre escrita, costumes regionais, sobre a corte, região e "curiosidades" de partes bem específicas para que o leitor, ou o jovem leitor do século XXI possa entender do que se trata. Também temos disponível uma biografia do autor, uma cronologia de publicação das suas obras, um panorama cultural do Rio de Janeiro e um mapa da época em questão.
3 de jan. de 2026
DESAFIO LITERÁRIO: 12 livros para 2026
Morangos mofados, Caio Fernando Abreu.
A casa das belas adormecidas, Yasunari Kawabata.
A paixão segunda G.H., Clarice Lispector.
Caderno proibido, Alba de Céspedes.
Lady Macbeth do distrito de Mtzensk, de Nikolai Leskov;
O grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald;
Querida Konbini, de Sayaka Murata;
O lobo da estepe, de Hermann Hesse;
1 de jan. de 2026
Lições que aprendi em 2025
Feliz 2026!! Parece que vivi muitas vidas em um ano, acredito que desde que entrei na USP tenho essa sensação inquietante, às vezes muito me intriga, outras tento entender se estou vivendo "certo" e nem eu sei o significado de "viver certo"...Sinto que tenho tanto para fazer e viver ao mesmo tempo que às vezes deixo Cronos me devorar (por uma série de coisas e algumas delas, falta de organização). De acordo com a numerologia esse ano será regido pelo número um, dessa forma, será um ano de começos, recomeços, projetos, autenticidades, identidade, então organização é imprescindível segundo muitos "gurus espirituais"...Eu estou em um leve desespero com mil coisas diferentes e mais aleatórias possíveis e que muito provavelmente só fazem sentido para mim.
Bom, como costumo dizer, amo escrever por aqui sobre algumas reflexões que tiro ao longo do ano, vivências que de alguma forma ficaram cravadas em mim, ou apenas me intrigaram em algum ponto e gostaria de deixá-las registradas por aqui...
"Às vezes abrir mão é melhor"
Sim, tem hora que precisamos só largar a mão, deixar ao leu, esquecer e seguir, isso serve para situações, pessoas, sentimentos e afins. "Largar o osso" vai trazer paz.
"Tudo bem eu precisar do meu tempo para descanso e repouso"
Fazia dois anos que eu trabalhava e estudava direto sem dar uma pausa e tive sintomas de estresse, o que me ajudou a resistir mais um pouco e conseguir entregar tudo o que eu precisava foi manter uma certa consistência com o blog...Fora dos momentos que passei de cama por conta de todo o estresse físico e mental. O sistema socioeconômico que nós vivemos nos priva do direito de descansar, tanto físico quanto mental, além de nos sentirmos culpadas e culpados por conta disso, meu novo mantra: O tempo para fazer o que eu amo é inegociável. Descanso é essencial para continuar vivendo!!
"A vida nos leva para caminhos diferentes do que inicialmente queríamos"
Quanto mais vivo, mais acredito que há vários momentos realmente "a vida é uma caixinha de surpresas". Tanta coisa precisei aprender, reaprender e me adaptar para outros caminhos, porém isso também ainda me parece um lembrete de não aceitar tudo o que é oferecido, ou seja evitar o "deixa a vida me levar". Mudanças de perspectivas acontecem.
"O espaço do blog realmente me ajuda a fazer a manutenção da minha vida"
Algo que nunca devo abrir mão! Aqui definitivamente é meu lar. Por aqui encontro refugio, consigo colocar meus pensamentos em ordem, posso ver meu próprio desenvolvimento....Como sempre digo, é meu diário de páginas infinitas.
"Ter novos hobbies ajuda a não enlouquecer"
Aprendi a crochetar, voltei a desenhar, aprendi a fazer perfumes artesanais, estou aprendendo a fazer outros produtos relacionados aos autocuidados, e desenvolvendo minhas habilidades com o artesanato no geral...Não perdia a sanidade.
"A literatura é mais do que refugio, é meu lar"
Não posso ficar sem um livro, é o que me ajuda a desintoxicar um pouco da internet. Por incrível que pareça, sinto falta do tempo em que eu realmente tinha momentos específicos para "entrar na internet". Não somente isso, é o que me move a viver, o que me dá vontade de viver! E lembrar sempre "Mais vale um livro na bolsa do que na estante jogados"..
"Nunca perder autenticidade"
Minha identidade não deve ser substituía, e não devo engolir o que as pessoas querem me empurrar goela abaixo, não posso esquecer dos meus valores e de quem sou e quem quero ser! Além disso, nunca ser uma "clean girl".
"Meus projetos são prioridades"
2025 me ensinou que meus projetos têm prioridade, minha saúde e minha vida! O resto que deve ser encaixado, não estou dizendo que vamos todos sermos um bando de pessoas sem empatia e flexibilidade, mas o que é do outro não deve ser de absoluto momento para mim, precisamos nos levar em consideração também!
29 de dez. de 2025
RECEBIDOS DE DEZEMBRO | Livraria UNESP
Mais um dia fazendo um post sobre literatura, e dessa vez, falando sobre os recebidos de dezembro, e para ser mais sincera, estou mega apaixonada por eles! Inclusive já coloquei na lista de leitura de 2026, agora tente adivinhar qual deles entrará para minha lista de leituras de 2026, o meu desafio literário...
Nesse post trago mais recebidos em parceria com a Livraria Unesp, localizada no número 108, Praça da Sé, Centro, São Paulo. Como sempre digo por aqui, é sempre com muita alegria e empolgação que trago os livros dessa parceria, poder escolher os títulos é extremamente importante para mim. Lembrando que temos cupom de desconto de 15% com: jessica15. Aproveitem para adquirirem seus exemplares com desconto! Bom, vamos falar propriamente dos livros.
Valeria Cossati queria apenas buscar cigarros para o marido na tabacaria, mas acaba comprando ilegalmente um caderno preto, um item que não poderia ser comercializado aos domingos, e faz dele seu diário. Estamos na Roma dos anos 1950, e Valeria leva a vida entediante de uma mulher de classe média, dividindo-se entre os papéis de mãe, esposa e funcionária de escritório. Há anos ela não ouve o próprio nome, o marido só a chama de “mamãe”, e sua relação com os filhos é marcada por conflitos geracionais. Porém, conforme alimenta aquelas páginas proibidas, Valeria começa a notar uma profunda transformação em si mesma, cujas consequências ela ainda não sabe prever.
Alba de Céspedes foi uma das grandes autoras de língua italiana do século XX, com uma obra que se destaca pela profundidade das personagens femininas. Em Caderno proibido, a autora demonstra todo seu talento ao retratar a intimidade de uma mulher comum e as mudanças da sociedade italiana no pós-guerra.
Ao assistir, tempos atrás, uma resenha muito boa do canal Vá ler um livro, eu simplesmente me encantei com essa obra e precisava, finalmente, acabar com minha sede de literatura feminina. Inclusive, quero fazer essa leitura o quanto antes, pois acho que me ajudará com as questões que estou passando com meu diário, meio que nos afastamos e estamos "estranhos" um com o outro (sim, dei vida para ele)...
A paixão segundo G.H. conta, através de um enredo banal, o pensar e o sentir de G.H., a protagonista-narradora que despede a empregada doméstica e decide fazer uma limpeza geral no quarto de serviço, que ela supõe imundo e repleto de inutilidades. Após recuperar-se da frustração de ter encontrado um quarto limpo e arrumado, G.H. depara-se com uma barata na porta do armário. A partir disso, tira suas conclusões sobre humanidade, existência e sua posição social como mulher de classe média e dona de casa.
Bom, esse é um trecho adaptado da sinopse disponível (e sem spoilers), e me intriga pelo fato de como nós somos arrastadas por Clarice, o quanto ela nos devora e se faz presente em nossa memória, vida e instantes de epifanias enquanto lemos suas obras, o quanto ela cativa, despedaça e nos faz metamorfosear em outras versões de nós mesmas. Não importa quem sejamos, devemos ler Clarice. Inclusive, esse é um dos romances que ainda não li da autora e estou estonteantemente empolgada e felizaça com essa nova aquisição! Muito obrigada Livraria Unesp por permitir mais leituras incríveis!
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Essa foi mais uma leitura terminada nesse mês de março, a qual me fez bem no geral! O livro possui, em muitos poemas, uma metalinguagem sobr...
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Esse mangá não é tão leve quanto a capa pode sugerir, mas também não será algo pesado. A obra trata de diversos temas que engloba do mais c...
Leia esse post!
RECEBIDOS DE NOVEMBRO| livraria UNESP
Cada livro que escolho sempre é bem pensado, sempre são livros que estou com muita vontade de ler, certamente são aqueles que sei o quanto ...

