4 de fev. de 2026

Senhor dos anéis: O retorno do Rei | Realizei um sonho!

Voltei a trabalhar CLT e infelizmente, por conta do último semestre da faculdade, estou em um horário bem complexo, o que me proporciona a (re)vivência de após o trabalho voltar direto para casa, sem a possibilidade de poder ir ao cinema ou outros eventos culturais noturnos, os quais gostaria muito de participar, por conta disso, não pude ir nas sessões que estavam passando no cinemark do Senhor dos anéis na quinta, sexta e consegui ir apenas no sábado com algumas amigas e meu companheiro. Foi incrível! Realizei um sonho de criança que tanto queria: poder assistir no cinema um dos meus grandes favoritos da vida!! Apesar de ter assistido apenas a versão estendida de O retorno do Rei, para mim foi mágico!! 


Caso você não conheça a história do terceiro filme temos Frodo e Sam se aproximam ainda mais de Mordor com a finalidade de destruir o Um anelGandalfAragornLegolas e Gimli acompanhados do rei de Rohan e sua comitiva, chegam em Isengard onde encontram-se com Merry e Pippin e partem levando o Palantír (uma esfera que comunica-se com o Sauron). À noite, no palácio de Meduseld, Pippin o usa, revelando sua mente a Sauron, por conta desse ato inconsequente, Gandalf parte com o hobbit para Minas Tirith, onde necessitam convencer o regente Denethor a acender os Faróis e pedir socorro aos aliados. Claro que isso é só parte da história, tem muita coisa no terceiro filme, principalmente a versão estendida! Foi assustadoramente mágico, para mim foi incrível estar no cinema e poder assistir senhor dos anéis e com ótimas companhias. Sentir o poder de uma obra cinematográfica nos cinemas é uma experiência extraordinária e que recomendo a todos, principalmente obras que amamos e fazem parte de nossas vidas. 


Conheci Senhor dos anéis pela minha querida mãe, ela me apresentou a esse mundo mágico de elfos, hobbits, anões, magos e muito mais. Já li O hobbit duas vezes, e a trilogia, porém, esse ano pretendo reler em novas edições e mergulhar nessa história que me é tão cara e extraordinariamente encantadora.  É uma das maiores obras da literatura fantástica, a qual até hoje conquista corações pelo mundo inteiro, e talvez seja um dos maiores representantes da cultura nerd de modo geral, tanto por conta da sua complexidade, quanto sua influencia tanto no mundo literário quanto na cultura pop. 
 
O volume inicial de O Senhor dos Anéis foi lançado originalmente em julho de 1954, foi o primeiro grande épico de fantasia moderno, conquistando milhões de leitores e se tornando o padrão de referência para todas as outras obras do gênero até hoje. A imaginação prodigiosa de J.R.R. Tolkien e seu conhecimento profundo das antigas mitologias da Europa permitiram que ele criasse um universo tão complexo e convincente quanto o mundo real; eu cresci com essa história, e continua na minha vida adulta como minha série de conforto e lugar seguro toda vez que preciso me reencontrar. Sendo assim, esse ano pretendo reler os livros e trazer para o blog tanto em formato de diário de leitura, quanto resenhas o mais completas possíveis. 

 

2 de fev. de 2026

Recebidos de janeiro [parceria Livraria UNESP]


 Desde o ano passado, depois de quase um ano de hiato, escrevo com muito regularidade, ao menos uma vez por semana publico algo, em linhas gerais tento deixar tudo registrado da melhor forma possível, porém nos últimos dias vivi tanta coisa que parece que minha postagem anterior foi a meses atrás...É bizarro a nossa percepção da passagem do tempo e como nosso corpo e mente sentem isso! Inclusive ao escolher os livros desse mês, parece que faz muito tempo atrás, janeiro sempre me deixa estranha em relação ao tempo.

Bom, como já deu para entender nesse post trago mais recebidos em parceria com a  Livraria Unesp, localizada no número 108, Praça da Sé, Centro, São Paulo. Como sempre digo por aqui, é sempre com muita alegria e empolgação que trago os livros dessa parceria, poder escolher os títulos é extremamente importante para mim. Lembrando que temos cupom de desconto de 15% com: jessica15. Aproveitem para adquirirem seus exemplares com desconto! Bom, vamos falar propriamente dos livros.


A literatura gótica, muito conhecida como a de suspense e terror, teve início na Inglaterra, em meados do século XVIII. Os textos que compõem Contos góticos Russos, criados pela imaginação dos grandes autores russos, ilustram as principais vertentes dessa literatura: o conto de terror (O retrato, de Nikolai Gógol), a narrativa de suspense (Os fantasmas, de Ivan Turguênev, O monge negro, de Anton Tchêkhov), o conto de fundo histórico (A família do vurdalak e O encontro trezentos anos depois, de Alexei Tolstói) e a paródia dos escritos góticos (Bobok, de Fiódor Dostoiévski). 

De acordo com a crítica são contos interessantes e fáceis de ler, os quais são caracterizados tanto pela singularidade das histórias narradas quanto por seu estilo denso, enérgico e pitoresco. Não se desapontará quem os conhecer: vislumbrará, em meio a impressões arrepiantes, aquele lado obscuro e enigmático da Rússia. 


A curiosa história do desaparecimento de obras de arte e de tesouros literários Alguém viu a Mona Lisa? conta as histórias e curiosidades por trás de algumas das maiores perdas da cultura artística mundial, incluindo obras que jamais existiram. O bibliófilo Rick Gekoski nos instiga a desvendar o mistério dessas ausências, como o roubo da Mona Lisa do Museu do Louvre em 1911 e o poema escrito por James Joyce aos 9 anos, desaparecido e tido como o Santo Graal dos tesouros literários. O livro trata também de assuntos delicados, como o papel da guerra na apropriação de obras artísticas e no saque aos bens culturais de civilizações antigas, e se é aceitável destruir uma obra de arte, ainda que como desejo último do artista.


Enfim, essas foram as novas aquisições desse mês em parceria com a Livraria Unesp, estou bem feliz por elas e extremamente interessada na leitura, acredito que podem acrescentar demais tanto para meu repertório literário. 

31 de jan. de 2026

Série: Izombie | Para mim: pura nostalgia


No momento que estou fazendo essa postagem (06/01) ainda estou de recesso, depois de um tempo mega puxado e cansativo, finalmente um descanso merecido! Enquanto eu estava procurando alguns blogs para acompanhar também, me deparei com uma série que amava assistir e só falei dela uma vez aqui no blog por conta dos quadrinhos, Izombie. Fiquei tão nostálgica só de ler uma resenha em um blog aleatório, que precisei fazer a loucura de largar tudo e reassistir alguns episódios e ver se envelheceu bem, além de tentar encontrar aquele quentinho no coração que minha versão adolescente solitária sentia ao assistir uma jovem zombie vivendo mil aventuras.

Izombie é uma série de 2015 que narra a trajetória de uma estudante estadunidense de medicina, que se transforma em uma zumbi e arruma um emprego como legista, para ter acesso aos cérebros que precisa comer para manter sua humanidade. Não bastava ser uma zumbi, após devorar o órgão, ela ganha acesso às memórias do falecido e absorve parte da personalidade por um tempo. Seus criadores são: Rob Thomas, Diane Ruggiero. Porém, como eu mencionei anteriormente o programa é baseado em uma série de quadrinhos criada pelo roteirista Chris Roberson e pelo artista Michael Allred, publicada pelo selo Vertigo da DC Comics desde 2010.

Minha opinião vai estar muito enviesada, certamente, por conta dessa nostalgia contagiante da minha versão adolescente e que amava as séries antigas que a Netflix tinha disponível em seu catálogo. Eu adorei ter reassistido parte da primeira temporada. Assisti alguns episódios, claro, não terei tempo para assistir absolutamente tudo, afinal são 5 temporadas com 45/50minutos cada episódios e no presente momento estou lidando com um emprego novo e a finalização da minha graduação. É uma série instigante, com um texto interessante, uma proposta muito boa e com atuações incríveis, principalmente da Rose Mclver, a atriz que interpreta a protagonista, Olivia. Em vários momentos atriz consegue mimetizar a atuação do outro ator, ou seja a personalidade do falecido, o que pode render momentos cómicos, desesperadores ou divertidos por si só. Tem vários momentos engraçados, sentimentais e extremamente reflexivos que a protagonista narra ao longo do episódio, de modo geral, a primeira temporada é incrível e me agradou muito! Talvez eu continue assistindo de pouquinho aos pouquinhos ao longo do ano, vamos ver se consigo terminar até o final do ano.


22 de jan. de 2026

Vampira humanista procura suicida voluntário

Acho curioso o quanto buscamos desesperadamente por conforto, por algo que nos traga a sensação de pertencimento e identidade. Eu, por exemplo, mesmo em meio ao caos estou separando um tempo para esse momento sagrado de ler e escrever por aqui, estou em uma fase de recuperação da minha saúde mental e tenho a necessidade de estar envolta de conforto/lugar seguro.

Enfim, entre os meus anseios e paixões, estava precisando de uma dose vampiresca, o que se traduz por conforto na minha perspectiva, ou seja, um bom filme com a temática de vampiros. Após assistir Salem's lot e não ter gostado em quase nada do longa, Vampira humanista procura suicida voluntário foi o que eu precisava. 

Gosto de filmes de vampiros com uma trama envolvente e que trás a paixão, a contemplação, a arte, a sedução por algo/alguém, o dilema de ser imortal e o preço que se paga por isso. Ou seja, quando tratamos a temática "vampiros" temos muitas possibilidades temáticas e narrativas. No post de hoje vamos tratar desse filme extremamente encantador e que beira a contemplação e possui alguns takes longos e com toda sua fotografia sombria, mas não deixa de ser convidativa e reconfortante em alguns momentos. 



Dirigido por Ariane Louis-Seize, acompanhamos uma jovem vampira que possui um problema muito pior do que os demais integrantes da sua espécie: uma sensibilidade aguçada que a impede de matar alguém. Cada vez mais desesperados com a situação, seus pais resolvem cortar o seu suprimento de sangue, assim colocando a vida de Sasha (Sara Montpetit) por um triz. No entanto, ao conhecer Paul (Félix-Antoine Bénard), suas perspectivas sobre vida e morte humanas, mudam. O garoto, solitário e com tendências suicidas, está disposto a doar sua vida para salvar a da vampira, mas o pacto entre os dois vira uma importante missão de realizar os últimos desejos de Paul antes do amanhecer chegar. 

Não há grandes complexidades abordadas no longa, mas trata temas interessantes e que com o olhar um pouco mais atento vamos observar um enredo mais profundo do que crises de pertencimento no ambiente dos personagens, seja Sasha não sentindo que se encaixa bem em sua família e na vida de vampira, e Paul um adolescente francês que não pertence a nenhum grupo da escola, do trabalho e nem possui amigos ou parentes mais próximos além da mãe. 

Sasha não se importa, necessariamente, com o ato de beber sangue, mas sim em matar um ser humano, no caso ela se preocupa com a ética da sua comida. Ao longo da trama ela mesma vai entender como "funciona" a morte para os humanos e como alguns buscam a morte (sem sofrimento), mas a buscam de qualquer forma, não importa o gênero, idade ou quais quer outras características...Ela descobre que a morte é muito bem-vinda para muitos humanos. O longa trata o tempo todo sobre o viver ou não. A relação dela com a família e principalmente com o pai são bem construídos e logo nas primeiras cenas conseguimos "sentir" a sinergia dos personagens e suas conexões, há muitos detalhes na atuação e a forma como tudo é conduzido. 


A prima da vampira também possui uma relação bem interessante, e a forma como vê e auxilia a prima em sua jornada vampiresca. Apesar dela ser bem expressiva, a forma como demonstra certos "sentimentos" possui um tom de não-saber-expressá-los-direito. Paul também é bem interessante, ele não aguenta mais viver a vida que está vivendo, porém não sabe como modificar ou lidar com isso, então a solução que ele busca é o suicídio, afinal em sua perspectiva a sua vida é extremamente miserável social e emocionalmente. Inclusive, as expressões e linguagem corporal dele são bem parecidas com a de Sasha,  é muito gosto ver a forma como possuem harmonia, como funcionam muito bem em conjunto e como ele traze conforto para ela.

O longa trás temas como ética, aceitação, busca pela própria identidade, o quanto para muitos o suicídio por ser visto como uma opção quando não há satisfação nenhuma em viver ou quanto há falta de conexão com a vida (algo que nos prenda à ela), além claro da contemplação, e a própria temática do suicídio. Antes que alguém moralizante possa falar algo, o filme não incentiva a desviver, mas a tratar da temática, a observar que há pessoas insatisfeitas e desesperadas por uma solução e também pessoas doentes emocionalmente que buscam por ajuda. Em suma, estava procurando um filme que me trouxesse conforto e abordasse o tema vampiros e essa obra conseguiu suprir essa necessidade. 

16 de jan. de 2026

6 Livros clássicos da Ficção científica

[Imagem: Momentum saga]

A ficção científica se baseia em grande parte em escrever sobre mundos, futuros e cenários alternativos possíveis e de maneira mais racional possível. Diferentemente de outros gêneros, no contexto narrativo da F.C encontramos elementos imaginários, inspirados em fatos reais ou do passado, que estão cientificamente estabelecidos ou postulados por leis e princípios científicos, ainda que o enredo permaneça imaginativo, seja sobre a própria ciência ou da sociedade. Caso você acompanha o blog a pouco tempo e não saiba, sou extremamente apaixonada por ficção científica, acho incrível nossa capacidade literária em criar esses universos e mundos extraordinários. 

A ficção científica é um gênero muito vasto, existem diversos livros consagrados, contudo esse post vai se atentar aos 6 livros que particularmente gosto bastante e que (acho) merecem a divulgação e quem saiba, lidos por você, caro(a) leitor(a). São obras que merecem seu tempo de leitura, mesmo que você não goste muito de FC ou não conhece muito sobre, afinal, devemos começar por algum lugar.

Frankenstein, de Mary shelly

É narrada a história de Victor Frankenstein, um estudante de ciências naturais empenhado em descobrir o mistério da criação e que acaba por construir um ser humano  em seu laboratório. O livro é epistolar; a introdução é feita por cartas de um personagem fora da história de Victor. Um viajante/aventureiro que está indo para o ártico (naquela época, século XIX, era comum haver expedições para essa região, pois permeava tanto o imaginativo quanto despertava a curiosidade). 

Parece estranho? mas não é, Shelly é tida como a mãe da ficção científica com sua obra. Já fiz duas resenhas (2019 e 2022) aqui no blog e ainda pretendo fazer a terceira, estou com uma nova edição e extremante ansiosa para iniciar esse leitura ainda em janeiro. 

O respeitado médico escocês, dr. Jekyll, faz pesquisas para entender os impulsos e os sentimentos humanos mais profundos, a acaba por criar uma droga que libera seus aspectos mais primitivos, o “animal” adormecido sob a capa do homem civilizado: no seu caso, ele assume a forma de mr. Hyde (do verbo hide, esconder, ocultar; mr. Hyde é a “versão oculta” do bom dr. Jekyll). Aqui no blog fiz uma resenha que me deu muito orgulho, talvez uma das melhores que eu escrevi anos atrás, por favor, considere ler esse post. Novamente, você pode se perguntar se realmente esse livro faz sentindo nessa lista que montei, e sim, é uma novela gótica, com elementos de ficção científica e terror, ou seja, é um grande clássico da literatura mundial que "contém" três grandes subgêneros da literatura. 



Guerra dos mundos, de H.G Wells

Quando um exército de invasores marcianos chega à Inglaterra, o pânico e o terror tomam conta da população. Enquanto os alienígenas atravessam o país em enormes máquinas de três pernas, incinerando tudo em seu caminho com um raio de calor e espalhando gases tóxicos nocivos, os moradores da Terra devem chegar a um acordo com a perspectiva do fim da civilização humana e o início da era marciana. Esse é um dos clássicos que ainda não fiz resenha, pretendo trazer esse ano ainda!

A máquina do tempo, de H.G Wells

O personagem conhecido apenas como "O Viajante do Tempo", desenvolve, com base em conceitos matemáticos, uma máquina capaz de se mover pela Quarta Dimensão,  a dimensão do tempo. Com ela, viaja até ao ano de 802.601 d.C. onde encontra os Elóis, pacíficos e dóceis remanescentes dos humanos, aparentemente vivendo num mundo paradisíaco, sem qualquer tipo de preocupações, até perceber que eles, na realidade, servem de alimentos para uma outra raça. Li e resenhei esse livro em 2018 e foi uma surpresa, foi extremamente interessante e envolvente essa leitura. 

O livro nos conta de um planeta que  é constituído de um imenso oceano inteligente. Exploradores tentam entrar em contato com essa inteligência "não humana". O oceano envia a cada explorador um "visitante", réplica de uma pessoa que eles conheceram no passado. O livro relata o fracasso dessas tentativas de comunicação. Então, seguimos o ponto de vista de Keven, um psicologo, designado para a missão no planeta Solaris, que lembra muito Kamino de Star wars. Já publiquei resenha dessa obra aqui no blog, foi uma experiência que na época lembrei da demora, do quanto era arrastado, porém, é uma obra que se aprofunda na mente e condições humana, é muito interessante como o autor trabalha seus personagens e o mundo...Talvez, agora em 2026 eu esteja preparada para uma releitura desse livro.


12 de jan. de 2026

Stranger Things 5 | Depois de anos, chegamos a um final

 Faz muito, muito tempo que não falo sobre Stranger Things, aliás a última vez que fiz um post sobre a série foi em 2017, caso queira ler esse post antigo, clique aqui, e essa série foi uma das minhas favoritas!! Não sei o porquê, exatamente, não fiz mais postagem sobre, acredito que parte de mim perdeu o interesse aos poucos, porém, finalmente estou aqui trazendo meus registros e dando meus dois centavos de opinião após essa última temporada, o episódio final foi lançado no dia 31 às 22h. Esse post escrevi ao longo dos primeiros dias de janeiro, pós festa de ano novo! 


Caso você, caro leitor, não conheça, algo que muito provavelmente seja difícil, a série se passa na década de 1980, acompanhamos um grupo de amigos nerds e que amam jogar D&D, se envolvem em uma série de eventos sobrenaturais na pacata cidade de Hawkins (cidade fictícia). Eles enfrentam criaturas monstruosas, agências secretas do governo e se aventuram em dimensões paralelas.
 A série está cheia de referências da cultura pop e do universo nerd no geral, bem como cinematográficas, literárias e televisivas. Ao fim ao cabo, pode ser visto muito fanservece e pura nostalgia no roteiro, porém não é algo que desmereça o enredo como um todo, claro que não! Inclusive, essa série possui uma playlist impecável, diga-se de passagem. 

A obra é bem consistente, os personagens tem um bom crescimento, inclusive vários deles, sobretudo os protagonista têm um desenvolvimento muito grande e bem escrito e detalhado, além disso, a série tem muita referência à D&D e possui uma estrutura tanto no roteiro quanto no próprio desenvolvimento da história em si e dos personagens muito semelhante ao jogo também, a batalha final é uma grande prova disso. E não, não achei que a batalha final foi fácil demais não, principalmente por essa série seguir a estrutura de RPG, além disso, acredito que as pessoas tenham se distanciado demais da série e esquecido todo os perrengues que os personagens passaram. 

Gosto da sinergia entre cada um dos personagens, gosto o quanto parece um grande clássico dos anos 1980, no qual o dia é salvo por crianças enxeridas, gosto do clima de conforto que em meio ao caos o enredo tenta passar, não gosto, porém, o quanto até nos dias de hoje os russos não colocados como os malvadões pelos estadunidenses, o quanto a ameaça comunista está sempre a espreita...Mesmo com o contexto da guerra fria na década de 80 não justifica a propaganda de anticomunista na série, tem outras formas de tratar a guerra fria, não como "russos malvados" ou "russos estúpidos e inocentes que nunca tomaram um refrigerante". Gostava muito da complexidade anterior que a série tinha na estrutura do roteiro das primeiras temporadas, as quais eram bem diferentes desta última. Além de todo os furos gigantescos do roteiro e as "milhares" de pontas soltas... 


Algo que tem sido posto em prática pela indústria do entretenimento é deixar os roteiros mais "burros" e repetitivos por conta das redes sociais. As pessoas estão emburrecendo em massa por conta de uma variedade de coisas, além do uso excessivo de celulares, mídias sociais, vídeos extremamente curtos e sem conteúdo, livros sem profundidade, alimentação e propagandas do próprio sistema capitalista em que vivemos. Não, não é loucura, é apenas como o mecanismo socioeconômico funciona, e como estarmos expostos constantemente às redes sociais e seus efeitos podem provocar mudanças químicas e física no nosso cérebro. Basta ver os comentários sobre a série e como as pessoas não entenderam metade das coisas postas no roteiro e olha que nessa quinta temporada já vemos empobrecimento dos diálogos...Além dos personagens precisarem se explicarem e fazerem analogias bem toscas para as pessoas entenderem o que está se passando, pois não têm o mínimo de atenção na tela. 

Enfim, esse é meus dois centavos de opinião, acredito que foram mais crítica ao modo de vida moderno do que qualquer outra  coisa. Eu gostei até do final, foi bem consistente, foi bem clima de campanha de RPG e como jogadora eu adorei! Adorei o desenvolvimento dos personagens e como amadurecerem inclusive na forma como fazem estratégias de batalha, o quanto estavam empenhados para dar um fim em toda essa jornada e como os laços profundos que cada um possui com o outro se estendem para a vida inteira deles.  É uma série que vou querer reassistir em algum momento. 



8 de jan. de 2026

Histórias extraordinárias, Edgar Allan Poe

 Amo que me esforço para trazer as resenhas aqui no blog e de certa forma conseguindo! Busco ler mais e melhor para aprimorar quem eu sou, a literatura é vida para mim, é como o ar que respiramos, essencial! Inclusive, uma anedota curiosa: eu reli alguns dos contos desse livro, então, além de ter lido em 2025, li também agora em 2026, e alguns dos contos famosos dessa edição, já li umas três vezes. 


5 de jan. de 2026

Casa velha, Machado de Assis (Edição da editora L&PM Pocket)

 Escrever essa resenha é bem interessante, pois tive uma história inusitada com esse livro. Tudo começou em uma tarde qualquer do ano de 2025, quando visitei minha irmã, que mora em outro município de São Paulo. Nessa mesma tarde acompanhei ela até seu atual serviço, uma livraria no meio de um shopping popular e movimentado da grande São Paulo. Em meio as prateleiras e estantes que fiquei zanzando, achei um cantinho destinado à editora L&PM Pocket, e vi Casa Velha do Machado de Assis, na hora eu não lembrava de ler lido esse livro, inclusive fiz um vídeo de book haul contando que não havia lido ainda...Porém, ao iniciar a leitura, me deparei com uma história que já conhecia. 


É com essa anedota que começo essa resenha, depois disso me senti um pouco boba, no entanto, é engraço que a primeira leitura foi em audiobook, e após iniciá-la, lembrei das minhas reações, lembro, inclusive, de ouvir no metrô voltando da faculdade ou do trabalho, e o tempo breve que me acompanhou...Por isso tenho a meta ambiciosa de fazer resenha de todos os livros que estou lendo, pois consigo segmentar e marcar ainda mais minhas leituras dentro de mim mesma. Odeio esquecer algumas leituras, isso me aborrece, e acredito que, apesar de audiobooks serem muito interessantes, não substituem a leitura mesmo das obras! Esse livro vai para o hall de leituras de 2025 que só consegui fazer a resenha nesse momento.


 Ora classificado como romance, ora como conto pela crítica e estudiosos, foi publicado em folhetins na revista carioca A Estação, de janeiro de 1885 a fevereiro de 1886, Casa Velha narra a história de um amor incestuoso a partir das lembranças de um padre, que faz um balanço das perdas e ganhos dessa paixão. O texto em si não tem tempo de discurso revelado; porém, o tempo de diegese se passa nos anos entre 1838 e 1839.  Por meio dessa obra, Machado de Assis sugere haver um paralelo entre as esferas públicas e privadas da vida e mostra como um drama familiar pode ser um retrato do Brasil do século XIX. 

Durante o desenrolar da história, o padre faz sua pesquisa histórica, enquanto se aproxima e faz parte da rotina da família, o cônego tornando-se grande amigo dos membros, ficando íntimo dela, inclusive. Deste modo, vê na amizade de Félix, filho da dona da casa, D. Antônia, e Lalau, que praticamente é uma agregada da casa, uma possível paixão. Ao longo da trama, descobre que sua observação estava corretíssima e os dois realmente se amavam, no entanto muitas circunstâncias se opõem a essa união. Agora, falando das personagens que se destacaram na minha leitura: Dona Antonina, é uma personagem um tanto interessante, o narrador descreve que ela governava esse ambiente familiar com discrição, brandura e justiça, irá fazer de tudo para impedir esse relacionamento por seus motivos, ela é extremamente discreta e evita que a família se envolva em escândalos, seu lema é " Uma Quintanilha não treme nunca"! 

Lalau é uma personagem que apesar de possuir uma inocência quase poética, a princípio a simpatia por ela demorou a chegar, em vários momentos parecia uma princesa de contos de fadas, porém ao longo da trama  cresce de forma extraordinária, e essa inocência é deixada para trás, substituída por maturidade. É uma personagem que mostra sua força e determinação pelas suas ações: abrir a mão de algo, aceitar outras e tomar as melhores decisões que possam proteger sua dignidade e integridade social. Machado com toda a certeza sabia muito bem escrever uma personagem feminina.

O padre é uma personagem interessante também, cheio de "poréns", moralidade, integridade, curiosidade, fé com um  espírito de santo casamenteiro. Vários momentos um pouco mais cômicos, por assim dizer, fica por conta dele, seja a forma como age em certas situações, ou a forma que conta suas lembranças. Já o Felix senti que foi um personagem muito morno, é apenas um típico filho da oligarquia, apenas um homem sem muitas ambições, nada a acrescentar, apenas um homem branco rico...E sim, essa construção foi proposital pode ter certeza, afinal, estamos falando de Machado.

Essa edição em específico me chamou demais a atenção, pois tem o objetivo de auxiliar o leitor a penetrar na sociedade carioca do século XIX e a conhecer a mente brilhante do autor, que diga-se de passagem é um dos maiores autores da nossa literatura. Dessa forma, temos notas abundantes sobre escrita, costumes regionais, sobre a corte, região e "curiosidades" de partes bem específicas para que o leitor, ou o jovem leitor do século XXI possa entender do que se trata. Também temos disponível uma biografia do autor, uma cronologia de publicação das suas obras, um panorama cultural do Rio de Janeiro e um mapa da época em questão.  



3 de jan. de 2026

DESAFIO LITERÁRIO: 12 livros para 2026


Feliz 2026! Mais um ano se passou, e mais um ano de desafios e metas que atravessou nossas vidas. Bom, no momento que faço o rascunho dessa postagem estou rindo de mim mesma, não consegui cumprir o desafio do ano passado, mas como dizem: é "melhor tentar, do que ficar parado!". Mas como já havia mencionado por aqui, tento encarar esses desafios de forma leve, usando para impulsionar minhas leituras e ajudar na manutenção de um ritmo constante e consistente de leitura. 

Lembrando que essa seleção de livros que faço é com base no meu gosto pessoal e horizontes que quero expandir e leituras que acredito que serão agregadoras de alguma forma. Isso não significa que não vou ler pelo meu entretenimento também, inclusive faço isso, além do trabalho e estudos com a literatura. Ah, além disso, os livros não possuem ordem de leitura, é algo bem leve que desejo fazer mesmo, encaro os desafios como forma de impulsionar minhas leituras!


Aliás, como de costume do ano anterior, alguns dos títulos que estão nessa lista, são obras que estão no desafio de 30 livros antes dos 30, porém acredito que será até os 30 pelo meu ritmo atual, não acredito que darei conta dos 30 livros antes de completar essa idade não, o importante é chegar aos trinta anos lendo e deixando a literatura me absorver e eu absorver a literatura. Em breve teremos resenha do primeiro livro terminado nesse ano e que faz parte desse desafio! 


Morangos mofados, Caio Fernando Abreu.

A casa das belas adormecidas, Yasunari Kawabata.

A paixão segunda G.H., Clarice Lispector. 

Caderno proibido, Alba de Céspedes. 

Lady Macbeth do distrito de Mtzensk, de  Nikolai Leskov;

O grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald;

Querida Konbini, de Sayaka Murata;

O lobo da estepe, de Hermann Hesse;

O fim da infância, de Arthur C. Clarke;

Robison Crusoé, Daniel Defoe

Tempestade, Shakespere

O ensaio sobre a cegueira, José Saramago.

1 de jan. de 2026

Lições que aprendi em 2025

Feliz 2026!! Parece que vivi muitas vidas em um ano, acredito que desde que entrei na USP tenho essa sensação inquietante, às vezes muito me intriga, outras tento entender se estou vivendo "certo" e nem eu sei o significado de "viver certo"...Sinto que tenho tanto para fazer e viver ao mesmo tempo que às vezes deixo Cronos me devorar (por uma série de coisas e algumas delas, falta de organização). De acordo com a numerologia esse ano será regido pelo número um, dessa forma, será um ano de começos, recomeços, projetos, autenticidades, identidade, então organização é imprescindível segundo muitos "gurus espirituais"...Eu estou em um leve desespero com mil coisas diferentes e mais aleatórias possíveis e que muito provavelmente só fazem sentido para mim. 

Bom, como costumo dizer, amo escrever por aqui sobre algumas reflexões que tiro ao longo do ano, vivências que de alguma forma ficaram cravadas em mim, ou apenas me intrigaram em algum ponto e gostaria de deixá-las registradas por aqui...

                                               

"Às vezes abrir mão é melhor"

Sim, tem hora que precisamos só largar a mão, deixar ao leu, esquecer e seguir, isso serve para situações, pessoas, sentimentos e afins. "Largar o osso" vai trazer paz. 

"Tudo bem eu precisar do meu tempo para descanso e repouso"

Fazia dois anos que eu trabalhava e estudava direto sem dar uma pausa e tive sintomas de estresse, o que me ajudou a resistir mais um pouco e conseguir entregar tudo o que eu precisava foi manter uma certa consistência com o blog...Fora dos momentos que passei de cama por conta de todo o estresse físico e mental. O sistema socioeconômico que nós vivemos nos priva do direito de descansar, tanto físico quanto mental, além de nos sentirmos culpadas e culpados por conta disso, meu novo mantra: O tempo para fazer o que eu amo é inegociávelDescanso é essencial para continuar vivendo!!

"A vida nos leva para caminhos diferentes do que inicialmente queríamos"

Quanto mais vivo, mais acredito que há vários momentos realmente "a vida é uma caixinha de surpresas". Tanta coisa precisei aprender, reaprender e me adaptar para outros caminhos, porém isso também ainda me parece um lembrete de não aceitar tudo o que é oferecido, ou seja evitar o "deixa a vida me levar". Mudanças de perspectivas acontecem.

"O espaço do blog realmente me ajuda a fazer a manutenção da minha vida"

Algo que nunca devo abrir mão! Aqui definitivamente é meu lar. Por aqui encontro refugio, consigo colocar meus pensamentos em ordem, posso ver meu próprio desenvolvimento....Como sempre digo, é meu diário de páginas infinitas.

"Ter novos hobbies ajuda a não enlouquecer"

Aprendi a crochetar, voltei a desenhar, aprendi a fazer perfumes artesanais, estou aprendendo a fazer outros produtos relacionados aos autocuidados, e desenvolvendo minhas habilidades com o artesanato no geral...Não perdia a sanidade.

"A literatura é mais do que refugio, é meu lar" 

Não posso ficar sem um livro, é o que me ajuda a desintoxicar um pouco da internet. Por incrível que pareça, sinto falta do tempo em que eu realmente tinha momentos específicos para "entrar na internet". Não somente isso, é o que me move a viver, o que me dá vontade de viver! E lembrar sempre "Mais vale um livro na bolsa do que na estante jogados"..

"Nunca perder autenticidade"

Minha identidade não deve ser substituía, e não devo engolir o que as pessoas querem me empurrar goela abaixo, não posso esquecer dos meus valores e de quem sou e quem quero ser! Além disso, nunca ser uma "clean girl".

"Meus projetos são prioridades"

2025 me ensinou que meus projetos têm prioridade, minha saúde e minha vida! O resto que deve ser encaixado, não estou dizendo que vamos todos sermos um bando de pessoas sem empatia e flexibilidade, mas o que é do outro não deve ser de absoluto momento para mim, precisamos nos levar em consideração também! 


29 de dez. de 2025

RECEBIDOS DE DEZEMBRO | Livraria UNESP

Mais um dia fazendo um post sobre literatura, e dessa vez, falando sobre os recebidos de dezembro, e para ser mais sincera, estou mega apaixonada por eles! Inclusive já coloquei na lista de leitura de 2026, agora tente adivinhar qual deles entrará para minha lista de leituras de 2026, o meu desafio literário...

Nesse post trago mais recebidos em parceria com a  Livraria Unesp, localizada no número 108, Praça da Sé, Centro, São Paulo. Como sempre digo por aqui, é sempre com muita alegria e empolgação que trago os livros dessa parceria, poder escolher os títulos é extremamente importante para mim. Lembrando que temos cupom de desconto de 15% com: jessica15. Aproveitem para adquirirem seus exemplares com desconto! Bom, vamos falar propriamente dos livros.


Valeria Cossati queria apenas buscar cigarros para o marido na tabacaria, mas acaba comprando ilegalmente um caderno preto, um item que não poderia ser comercializado aos domingos, e faz dele seu diário. Estamos na Roma dos anos 1950, e Valeria leva a vida entediante de uma mulher de classe média, dividindo-se entre os papéis de mãe, esposa e funcionária de escritório. Há anos ela não ouve o próprio nome, o marido só a chama de “mamãe”, e sua relação com os filhos é marcada por conflitos geracionais. Porém, conforme alimenta aquelas páginas proibidas, Valeria começa a notar uma profunda transformação em si mesma, cujas consequências ela ainda não sabe prever.

Alba de Céspedes foi uma das grandes autoras de língua italiana do século XX, com uma obra que se destaca pela profundidade das personagens femininas. Em Caderno proibido, a autora demonstra todo seu talento ao retratar a intimidade de uma mulher comum e as mudanças da sociedade italiana no pós-guerra. 


Ao assistir, tempos atrás, uma resenha muito boa do canal Vá ler um livro, eu simplesmente me encantei com essa obra e precisava, finalmente, acabar com minha sede de literatura feminina. Inclusive, quero fazer essa leitura o quanto antes, pois acho que me ajudará com as questões que estou passando com meu diário, meio que nos afastamos e estamos "estranhos" um com o outro (sim, dei vida para ele)... 



A paixão segundo G.H. conta, através de um enredo banal, o pensar e o sentir de G.H., a protagonista-narradora que despede a empregada doméstica e decide fazer uma limpeza geral no quarto de serviço, que ela supõe imundo e repleto de inutilidades. Após recuperar-se da frustração de ter encontrado um quarto limpo e arrumado, G.H. depara-se com uma barata na porta do armário. A partir disso, tira suas conclusões sobre humanidade, existência e sua posição social como mulher de classe média e dona de casa.

Bom, esse é um trecho adaptado da sinopse disponível (e sem spoilers), e me intriga pelo fato de como nós somos arrastadas por Clarice, o quanto ela nos devora e se faz presente em nossa memória, vida e instantes de epifanias enquanto lemos suas obras, o quanto ela cativa, despedaça e nos faz metamorfosear em outras versões de nós mesmas. Não importa quem sejamos, devemos ler Clarice. Inclusive, esse é um dos romances que ainda não li da autora e estou estonteantemente empolgada e felizaça com essa nova aquisição! Muito obrigada Livraria Unesp por permitir mais leituras incríveis! 

Leia esse post!

RECEBIDOS DE NOVEMBRO| livraria UNESP

 Cada livro que escolho sempre é bem pensado, sempre são livros que estou com muita vontade de ler, certamente são aqueles que sei o quanto ...