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2 de jul. de 2026

Voltando do vale das sombras...

 Mais um post para falar o quanto estou morrendo de saudades de escrever e publicar algo aqui! Fiquei dois meses sem postar e parece uma eternidade, principalmente pelo fato de estar postando com bem mais constância por aqui...Há tantas coisas que estou vivendo e passando ao mesmo tempo, queria conseguir escrever mais tanto no diário (esse ano não estou escrevendo com tanta regularidade), quanto aqui e voltar a fazer a resenha e falar das minhas leituras. Estou passando por tanto caos, fins e recomeços, tantas coisas estão saindo na minha vida, e outras que necessito finalizar...é tanto para lidar o tempo todo. 

Nesse meio tempo tenho lido bem lentamente, tenho me isolado de algumas maneiras para poder sentir, digerir minhas emoções e entender o fluxo do mar de vida que vivemos, tanto no sentido público quanto privado de viver. Às vezes sinto tanto que não sei explicar exatamente os estopins para tal, ou não saberei como conduzir uma linha de raciocínio que para as pessoas seja coerente...porém, estou aqui escrevendo, mesmo um tanto a contra gosto. 

Passei longos minutos olhando a tela em branco da seção de postagem, pensei nas inúmeras postagens que estou preparando, mas nada parecia se encaixar, busquei apenas escrever devaneios tolos nesse post para desabafar. Não quero perder o costume de postar e escrever sobre as angustias da vida, mesmo que de todo as coisas não sejam tão perfeitas quanto eu busco fazê-las, ou como roteirizei em minha mente...Também, escrevo para atualizar os leitores, os quais nunca irei conhecer seus rostos, os quais talvez não me acompanhem tanto, e outros tantos que podem passar só por conta de alguma pesquisa no google e nunca mais voltar...

Caravaggio - Still Life with Fruit (circa 1603)


De todo modo, escrevo para dizer que estava no vale das sombras, que estava terrivelmente deprimida e engolida pela minha rotina exaustiva de CLT que estou me formando na universidade dos meus sonhos... Porém, estou em um emprego que não me cabe de forma alguma, o ambiente, as pessoas e suas vidinhas, e tudo em volta, não me apetecem...Me dói toda vez que não posso ser eu mesma. Basicamente, estou em um emprego para pagar as contas apenas, não um emprego que realmente tenha sido escolhido por mim, que eu tenha me preparado para exercer e algo que realmente me "complete". Eu sei que vivemos em um sistema capitalista e que precisamos trabalhar de qualquer forma e desconstruir essa ideia de completude e todos os por menores envolvidos nessa construção social sobre o trabalho e o quanto ele está atrelado a conquista e "felicidades" modernas....Enfim, quero chegar no ponto de sim, quero trabalhar novamente na minha área, pois sei que nela sou feliz e que trabalho com prazer.

28 de fev. de 2026

Meu aniversário | Os 30 anos nunca esteve tão perto

 

Precisei de um tempo para digerir essa ideia. Essa ideia de que estou viva e de que posso celebrar quem eu sou e quero ser.. Talvez esse tenha sido um aniversário bem solitário ao mesmo tempo não tão solitário...No dia 12 de fevereiro, passei trabalhando, e no fim de semana, sábado, que foi minha folga, pude sair para comemorar. É tão bizarro o quanto o sistema nos prende ao trabalho e ao modo de produção capitalista: sem descanso, sem identidade, solitários e sem possibilidade de comemorar a própria existência ou de poder descansar com qualidade de vida. Ora, passei minha folga com alguns amigos, fomos em um Rage room na zona leste de São Paulo, quebramos várias coisas desde garrafas de cerveja até uma TV de algumas boas polegadas, e ao finalzinho da tarde, após passarmos uma hora por lá, fomos em um karaokê coreano na zona norte. 

Demorei para terminar de escrever esse pequeno post e demorei para postar, acho que dessa vez eu estou passando por tantas transições que não consegui processar todas, e ainda reflito em outras mais...

O que me incomoda até o momento são as horas passando tão depressa, tão intimidadora que muita vezes vemos o tempo como inimigo, mas ele é indiferente, nosso real inimigo é outro. Completei 29 anos com a sensação de ter vivido várias vidas, vários encontros e desencontros, apegos e desapegos...Tanta coisa mudou, tantos livros que eu li e ainda preciso ler, o tanto que precisei me reinventar e outras tantas vezes que precisei retornar ao ponto de partida, porém de uma forma muito diferente da anterior. Esse ano é de vários encerramentos de ciclos e começo de novos para mim, e estou precisando lidar com tanta coisa em tão pouco tempo... 

Queria escrever muito, queria apenas jogar as palavras no papel sem que elas precisassem fazer algum sentido externo, não sei por onde começar e por onde terminar. Sou muitas versões de mim mesma, ainda quero ser outras mais quantas eu sentir vontade de ser e às vezes não preciso justificar para o mundo minha existência...acredito que preciso lembrar disso, sempre!

Enfim, fevereiro é meu mês, sou aquariana com ascendente em aquário, algo que pode ser apenas um detalhe para as pessoas, no entanto, para mim é algo extraordinário. Dessa forma, quero viver da melhor forma possível!!! Tenho tanto para conhecer, para fazer, ler....Finalmente, a felicidade de estar viva cresce, mesmo que aos poucos, em mim.


4 de fev. de 2026

Senhor dos anéis: O retorno do Rei | Realizei um sonho!

Voltei a trabalhar CLT e infelizmente, por conta do último semestre da faculdade, estou em um horário bem complexo, o que me proporciona a (re)vivência de após o trabalho voltar direto para casa, sem a possibilidade de poder ir ao cinema ou outros eventos culturais noturnos, os quais gostaria muito de participar, por conta disso, não pude ir nas sessões que estavam passando no cinemark do Senhor dos anéis na quinta, sexta e consegui ir apenas no sábado com algumas amigas e meu companheiro. Foi incrível! Realizei um sonho de criança que tanto queria: poder assistir no cinema um dos meus grandes favoritos da vida!! Apesar de ter assistido apenas a versão estendida de O retorno do Rei, para mim foi mágico!! 

22 de jan. de 2026

Vampira humanista procura suicida voluntário

Acho curioso o quanto buscamos desesperadamente por conforto, por algo que nos traga a sensação de pertencimento e identidade. Eu, por exemplo, mesmo em meio ao caos estou separando um tempo para esse momento sagrado de ler e escrever por aqui, estou em uma fase de recuperação da minha saúde mental e tenho a necessidade de estar envolta de conforto/lugar seguro.

Enfim, entre os meus anseios e paixões, estava precisando de uma dose vampiresca, o que se traduz por conforto na minha perspectiva, ou seja, um bom filme com a temática de vampiros. Após assistir Salem's lot e não ter gostado em quase nada do longa, Vampira humanista procura suicida voluntário foi o que eu precisava. 

Gosto de filmes de vampiros com uma trama envolvente e que trás a paixão, a contemplação, a arte, a sedução por algo/alguém, o dilema de ser imortal e o preço que se paga por isso. Ou seja, quando tratamos a temática "vampiros" temos muitas possibilidades temáticas e narrativas. No post de hoje vamos tratar desse filme extremamente encantador e que beira a contemplação e possui alguns takes longos e com toda sua fotografia sombria, mas não deixa de ser convidativa e reconfortante em alguns momentos. 



Dirigido por Ariane Louis-Seize, acompanhamos uma jovem vampira que possui um problema muito pior do que os demais integrantes da sua espécie: uma sensibilidade aguçada que a impede de matar alguém. Cada vez mais desesperados com a situação, seus pais resolvem cortar o seu suprimento de sangue, assim colocando a vida de Sasha (Sara Montpetit) por um triz. No entanto, ao conhecer Paul (Félix-Antoine Bénard), suas perspectivas sobre vida e morte humanas, mudam. O garoto, solitário e com tendências suicidas, está disposto a doar sua vida para salvar a da vampira, mas o pacto entre os dois vira uma importante missão de realizar os últimos desejos de Paul antes do amanhecer chegar. 

Não há grandes complexidades abordadas no longa, mas trata temas interessantes e que com o olhar um pouco mais atento vamos observar um enredo mais profundo do que crises de pertencimento no ambiente dos personagens, seja Sasha não sentindo que se encaixa bem em sua família e na vida de vampira, e Paul um adolescente francês que não pertence a nenhum grupo da escola, do trabalho e nem possui amigos ou parentes mais próximos além da mãe. 

Sasha não se importa, necessariamente, com o ato de beber sangue, mas sim em matar um ser humano, no caso ela se preocupa com a ética da sua comida. Ao longo da trama ela mesma vai entender como "funciona" a morte para os humanos e como alguns buscam a morte (sem sofrimento), mas a buscam de qualquer forma, não importa o gênero, idade ou quais quer outras características...Ela descobre que a morte é muito bem-vinda para muitos humanos. O longa trata o tempo todo sobre o viver ou não. A relação dela com a família e principalmente com o pai são bem construídos e logo nas primeiras cenas conseguimos "sentir" a sinergia dos personagens e suas conexões, há muitos detalhes na atuação e a forma como tudo é conduzido. 


A prima da vampira também possui uma relação bem interessante, e a forma como vê e auxilia a prima em sua jornada vampiresca. Apesar dela ser bem expressiva, a forma como demonstra certos "sentimentos" possui um tom de não-saber-expressá-los-direito. Paul também é bem interessante, ele não aguenta mais viver a vida que está vivendo, porém não sabe como modificar ou lidar com isso, então a solução que ele busca é o suicídio, afinal em sua perspectiva a sua vida é extremamente miserável social e emocionalmente. Inclusive, as expressões e linguagem corporal dele são bem parecidas com a de Sasha,  é muito gosto ver a forma como possuem harmonia, como funcionam muito bem em conjunto e como ele traze conforto para ela.

O longa trás temas como ética, aceitação, busca pela própria identidade, o quanto para muitos o suicídio por ser visto como uma opção quando não há satisfação nenhuma em viver ou quanto há falta de conexão com a vida (algo que nos prenda à ela), além claro da contemplação, e a própria temática do suicídio. Antes que alguém moralizante possa falar algo, o filme não incentiva a desviver, mas a tratar da temática, a observar que há pessoas insatisfeitas e desesperadas por uma solução e também pessoas doentes emocionalmente que buscam por ajuda. Em suma, estava procurando um filme que me trouxesse conforto e abordasse o tema vampiros e essa obra conseguiu suprir essa necessidade. 

12 de jan. de 2026

Stranger Things 5 | Depois de anos, chegamos a um final

 Faz muito, muito tempo que não falo sobre Stranger Things, aliás a última vez que fiz um post sobre a série foi em 2017, caso queira ler esse post antigo, clique aqui, e essa série foi uma das minhas favoritas!! Não sei o porquê, exatamente, não fiz mais postagem sobre, acredito que parte de mim perdeu o interesse aos poucos, porém, finalmente estou aqui trazendo meus registros e dando meus dois centavos de opinião após essa última temporada, o episódio final foi lançado no dia 31 às 22h. Esse post escrevi ao longo dos primeiros dias de janeiro, pós festa de ano novo! 


Caso você, caro leitor, não conheça, algo que muito provavelmente seja difícil, a série se passa na década de 1980, acompanhamos um grupo de amigos nerds e que amam jogar D&D, se envolvem em uma série de eventos sobrenaturais na pacata cidade de Hawkins (cidade fictícia). Eles enfrentam criaturas monstruosas, agências secretas do governo e se aventuram em dimensões paralelas.
 A série está cheia de referências da cultura pop e do universo nerd no geral, bem como cinematográficas, literárias e televisivas. Ao fim ao cabo, pode ser visto muito fanservece e pura nostalgia no roteiro, porém não é algo que desmereça o enredo como um todo, claro que não! Inclusive, essa série possui uma playlist impecável, diga-se de passagem. 

A obra é bem consistente, os personagens tem um bom crescimento, inclusive vários deles, sobretudo os protagonista têm um desenvolvimento muito grande e bem escrito e detalhado, além disso, a série tem muita referência à D&D e possui uma estrutura tanto no roteiro quanto no próprio desenvolvimento da história em si e dos personagens muito semelhante ao jogo também, a batalha final é uma grande prova disso. E não, não achei que a batalha final foi fácil demais não, principalmente por essa série seguir a estrutura de RPG, além disso, acredito que as pessoas tenham se distanciado demais da série e esquecido todo os perrengues que os personagens passaram. 

Gosto da sinergia entre cada um dos personagens, gosto o quanto parece um grande clássico dos anos 1980, no qual o dia é salvo por crianças enxeridas, gosto do clima de conforto que em meio ao caos o enredo tenta passar, não gosto, porém, o quanto até nos dias de hoje os russos não colocados como os malvadões pelos estadunidenses, o quanto a ameaça comunista está sempre a espreita...Mesmo com o contexto da guerra fria na década de 80 não justifica a propaganda de anticomunista na série, tem outras formas de tratar a guerra fria, não como "russos malvados" ou "russos estúpidos e inocentes que nunca tomaram um refrigerante". Gostava muito da complexidade anterior que a série tinha na estrutura do roteiro das primeiras temporadas, as quais eram bem diferentes desta última. Além de todo os furos gigantescos do roteiro e as "milhares" de pontas soltas... 


Algo que tem sido posto em prática pela indústria do entretenimento é deixar os roteiros mais "burros" e repetitivos por conta das redes sociais. As pessoas estão emburrecendo em massa por conta de uma variedade de coisas, além do uso excessivo de celulares, mídias sociais, vídeos extremamente curtos e sem conteúdo, livros sem profundidade, alimentação e propagandas do próprio sistema capitalista em que vivemos. Não, não é loucura, é apenas como o mecanismo socioeconômico funciona, e como estarmos expostos constantemente às redes sociais e seus efeitos podem provocar mudanças químicas e física no nosso cérebro. Basta ver os comentários sobre a série e como as pessoas não entenderam metade das coisas postas no roteiro e olha que nessa quinta temporada já vemos empobrecimento dos diálogos...Além dos personagens precisarem se explicarem e fazerem analogias bem toscas para as pessoas entenderem o que está se passando, pois não têm o mínimo de atenção na tela. 

Enfim, esse é meus dois centavos de opinião, acredito que foram mais crítica ao modo de vida moderno do que qualquer outra  coisa. Eu gostei até do final, foi bem consistente, foi bem clima de campanha de RPG e como jogadora eu adorei! Adorei o desenvolvimento dos personagens e como amadurecerem inclusive na forma como fazem estratégias de batalha, o quanto estavam empenhados para dar um fim em toda essa jornada e como os laços profundos que cada um possui com o outro se estendem para a vida inteira deles.  É uma série que vou querer reassistir em algum momento. 



1 de jan. de 2026

Lições que aprendi em 2025

Feliz 2026!! Parece que vivi muitas vidas em um ano, acredito que desde que entrei na USP tenho essa sensação inquietante, às vezes muito me intriga, outras tento entender se estou vivendo "certo" e nem eu sei o significado de "viver certo"...Sinto que tenho tanto para fazer e viver ao mesmo tempo que às vezes deixo Cronos me devorar (por uma série de coisas e algumas delas, falta de organização). De acordo com a numerologia esse ano será regido pelo número um, dessa forma, será um ano de começos, recomeços, projetos, autenticidades, identidade, então organização é imprescindível segundo muitos "gurus espirituais"...Eu estou em um leve desespero com mil coisas diferentes e mais aleatórias possíveis e que muito provavelmente só fazem sentido para mim. 

Bom, como costumo dizer, amo escrever por aqui sobre algumas reflexões que tiro ao longo do ano, vivências que de alguma forma ficaram cravadas em mim, ou apenas me intrigaram em algum ponto e gostaria de deixá-las registradas por aqui...

                                               

"Às vezes abrir mão é melhor"

Sim, tem hora que precisamos só largar a mão, deixar ao leu, esquecer e seguir, isso serve para situações, pessoas, sentimentos e afins. "Largar o osso" vai trazer paz. 

"Tudo bem eu precisar do meu tempo para descanso e repouso"

Fazia dois anos que eu trabalhava e estudava direto sem dar uma pausa e tive sintomas de estresse, o que me ajudou a resistir mais um pouco e conseguir entregar tudo o que eu precisava foi manter uma certa consistência com o blog...Fora dos momentos que passei de cama por conta de todo o estresse físico e mental. O sistema socioeconômico que nós vivemos nos priva do direito de descansar, tanto físico quanto mental, além de nos sentirmos culpadas e culpados por conta disso, meu novo mantra: O tempo para fazer o que eu amo é inegociávelDescanso é essencial para continuar vivendo!!

"A vida nos leva para caminhos diferentes do que inicialmente queríamos"

Quanto mais vivo, mais acredito que há vários momentos realmente "a vida é uma caixinha de surpresas". Tanta coisa precisei aprender, reaprender e me adaptar para outros caminhos, porém isso também ainda me parece um lembrete de não aceitar tudo o que é oferecido, ou seja evitar o "deixa a vida me levar". Mudanças de perspectivas acontecem.

"O espaço do blog realmente me ajuda a fazer a manutenção da minha vida"

Algo que nunca devo abrir mão! Aqui definitivamente é meu lar. Por aqui encontro refugio, consigo colocar meus pensamentos em ordem, posso ver meu próprio desenvolvimento....Como sempre digo, é meu diário de páginas infinitas.

"Ter novos hobbies ajuda a não enlouquecer"

Aprendi a crochetar, voltei a desenhar, aprendi a fazer perfumes artesanais, estou aprendendo a fazer outros produtos relacionados aos autocuidados, e desenvolvendo minhas habilidades com o artesanato no geral...Não perdia a sanidade.

"A literatura é mais do que refugio, é meu lar" 

Não posso ficar sem um livro, é o que me ajuda a desintoxicar um pouco da internet. Por incrível que pareça, sinto falta do tempo em que eu realmente tinha momentos específicos para "entrar na internet". Não somente isso, é o que me move a viver, o que me dá vontade de viver! E lembrar sempre "Mais vale um livro na bolsa do que na estante jogados"..

"Nunca perder autenticidade"

Minha identidade não deve ser substituía, e não devo engolir o que as pessoas querem me empurrar goela abaixo, não posso esquecer dos meus valores e de quem sou e quem quero ser! Além disso, nunca ser uma "clean girl".

"Meus projetos são prioridades"

2025 me ensinou que meus projetos têm prioridade, minha saúde e minha vida! O resto que deve ser encaixado, não estou dizendo que vamos todos sermos um bando de pessoas sem empatia e flexibilidade, mas o que é do outro não deve ser de absoluto momento para mim, precisamos nos levar em consideração também! 


15 de out. de 2025

Mancha de café no chão [ Minha primeira crônica]

Revirando os rascunhos do blog achei um texto que escrevi e publiquei em um jornal em 2022! Tive essa coragem por conta de um amigo meu da faculdade, e vimos que seria muito bom para por no lattes. Eu sempre faço rascunho aqui no blog, sempre estou escrevendo, e esse é direto da capsula do tempo.

2022 foi meu segundo ano na faculdade, entre na USP no ano anterior, olhando para trás, acredito que a Jessy do passado parecia muito mais feliz e empolgada com a graduação do que atualmente. Cansaço e dúvidas é o que estão me definindo no momento presente, fora que esse ano foi bem caótico, retornar com os posts frequentes aqui no blog é o que tem me ajudado a manter a sanidade! 

Enfim, o texto que apresento por aqui é uma crônica que escrevi para o jornal tribuna, mas por algum motivo não estou conseguindo mais acessar o link. Dito isso, achei que seria extremamente proveitoso compartilhar por aqui, afinal esse blog é extremamente precioso para mim!



26 de set. de 2025

RESUMO DE SETEMBRO: Pequenos retratos do cotidiano

Setembro, mês da primavera, mês de novos ciclos! Estou empolgada, sinto-me despertando do inverno, não tem como não dizer que todo o planeta e cosmos não nos afete! O sistema capitalista nos iludi e nos afastar dos ciclos naturais. Mesmo com toda empolgação de setembro, ando com muitas dores de cabeça, cansaço emocionais e às vezes...beirando ao esgotamento. A vida adulta cobrando muito. 

O blog começou pela minha ânsia em escrever e deixar salvo fragmentos de pensamentos e afins, de alguma forma salvar e "eternizar" meus escritos e resenhas, não somente no papel, o qual a tinta da caneta borra e as folhas se deterioram, nele sim escondo meu coração, memórias, dúvidas, sonhos íntimos, medos, raivas e mil versões de mim que estou conhecendo a cada vez que pego no diário.

                                        

21 de set. de 2025

PRIMAVERA: Recomeços e novos ciclos

Fiquei algumas semanas sem postar aqui no blog, o que coincidiu com meus longos dias na USP, crises de ansiedade e existenciais, ciclos se encerrando, repensando carreira acadêmica, novos estágios da vida, e provavelmente voltar à sala de aula como professora. Consigo me comunicar melhor com alunos de cursinho independente da idade, inclusive, estou pensando em fazer uma espécie de "portfolio" de aulas de literatura no youtube. 

Muitas ideias e poucas execuções no momento...Porém, há esbouço. Esse texto é quase um fluxo de consciencia, quase uma conversa informa comigo mesma e você cara leitora ou leitor, pode ser que em alguma momentos eu não seja tão coerente na escrita. 



Muitas caraminholas na cabeça e poucas leituras finalizadas. Em meio a esse caos, o qual não dei conta e estava vivendo por aparelhos, não dei conta inclusive de cuidar do blog e postar com tanta assiduidade como estava postando antes, o que resulto em um agosto sem postagem e um setembro um tanto triste! O bom que hoje é primavera, é sabbat de Ostara, momento de renovação, ano novo das bruxas! E estou sentindo que esse é o momento para me agarrar as coisas que mais amo e dou valor! 

Primavera é tempo de inovar, renovar, jogar o que não serve mais fora, é tempo de buscar a verdadeira felicidade e significado de uma vida particularmente encantadora e satisfatória. Nesse intuito, eu busco meus momentos e realizações. Esse ano, acredito que já tinha comentado por aqui, que me descobri mais como uma fada artesã, algo que tenho amado demais esse lado tão aflorado meu! Estou dando vida, cores, estilo e personalidade para tudo o que me cerca, isso tem sido mágico. Tenho feito tantas coisas incríveis!! 

Estou com muita esperança, e aceitando que certas coisas tenham chegado ao fim, e outras que não irei cumprir no tempo próximo, e aceitando também que novos caminhos precisam ser seguidos. A primavera trás esperança, força e vontade de continuar viva e manter tanto alguns sonhos antigos, e começar a sonhar outros tantos novos. Ah, logo mais volto com o projeto 30 livros antes dos 30, caso você queira ver algo a respeito, é só clicar no link para saber mais.

1 de jul. de 2025

Leituras dos anos anteriores (2017-2019): Diários e afins

Eu costumo escrever muito desde muito nova, sempre tive vários diários, no entanto apenas em 2019 que comecei a guardá-los e não jogar fora ou destruí-los. Infelizmente o diário que escrevi sobre minha primeira graduação não sobreviveu! Me arrependo tremendamente disso, pois eu anotava e escrevia com detalhes tudo o que eu fazia, todas minhas sensações, inclusive o que estava estudando no momento e como estavam meus avanços acadêmicos em algo que não "conversava" em nada com meu espírito.



Em 2020 ano de pandemia, escrever e ler foram minhas salvações, foi nesses momentos que senti o quanto estava a beira de um colapso e a literatura me resgatava, me devolvia minha sanidade e me fazia olhar com um certo maravilhamento minha loucura.

Quando entrei na USP em 2021 realmente senti a importância de guardar meus diários, de revisitá-los, de escrever mais e mais e continuar a sustentar meus pensamentos e textos sem medo de ser feliz. Inclusive, fiz uma postagem, lá em 2023 sobre o quão bom e necessário é ter um diário! Caso você queira ler: Por que ter um diário?| Eu tenho um diário e acho que você também deveria!

Ter esse blog aqui me ajudou durante muitos anos e tem me ajudado de uma forma magnifica! Inclusive por aqui tem vários registros das minhas conquistas, tristezas, leituras, filmes, atividades e lugares que visitei. Nada se compara em ter um blog, escrever um post sem limite de caracteres e finalmente publicar! É realmente um pedacinho de quem sou, do que penso e sinto. O blog não é mais um lugar onde as pessoas estão com tanta frequência, e a maioria dos jovens nem têm ideia do que é esse espaço ou da importância dele para nós nascidos no século passado, ou nós necessitados de escrever e "salvar" nossos registros no mundo infinito virtual.

Bom, enquanto eu mexia em uns diários e reorganizava o blog, me deparei com minhas listas de livros lidos nos anos anteriores...antes eu salvava aqui no blog em uma aba de leituras feitas ao longo do ano, e no Good Reads. No entanto por não saber mexer direito no aplicativo, acabei excluindo tudo por acidente. Porém, muitas leituras eu salvei aqui mesmo no blog, fazendo listas, ainda penso em voltar com elas, para deixar tudo organizado e de fácil acesso para mim. Atualmente estou usando o Skoob, uma rede social brasileira para leitores, e depois das atualizações mais recentes, o app ficou MUITO melhor!

Abaixo você vai  ler todos os livros que li ao longo dos anos, de 2017 até 2019, os outros anos não achei ainda, não lembro onde os registrei e guardei. Me arrependo de não ter deixado aqui no blog, iria me poupar muito trabalho que terei que fazer nas minhas férias, espero conseguir encontrar todas minhas elas e separar em uma página especial aqui no blog! Enfim, quais livros você já leu dessas litas? 




2017
1. Tristão e Isolda  
2. Assassin's creed A cruzada secreta, de Oliver Bowdem  ♥
3. Assassin's creed Bandeira Negra, de Oliver Bowdem  ♥
4. Rangers Ordem dos Arqueiros- Ruínas de Gorlan-Livro 1°, de John Flanagan  ♥
5. O Hobbit, de J. R. R. Tolkien ♥
6. O mundo Assombrado pelos demônios, Carl Sagan ♥
7. O grande Sol de Mercúrio, de Isaac Asimov 
8. Arquivo X a terrível simetria 
9. Um estudo em vermelho, Sir. Arthur Conan Doyle 
10. Star Wars: Um Novo amanhecer, de John Jackson Miller  ♥
11. A noite das Bruxas, Agatha Christie 
12. O cortiço, Aluísio de Azevedo


2018
1. Ao cair da noite, de Stephen King 
2. Entrevista com o vampiro, de Anne Rice  ♥
3. 1356, de Bernard Cornwell  (Não terminado)
4. A revolução dos Bichos, de Geord Orwell   ♥
5. Mary Curie e a radioatividade, cientistas em 90 minutos  ♥
6. A maquina do tempo, de H.g wells 
7. O cubo das eras, de Alec Silva 
8. O simarillion, de J.R.R Tolkien    
9.  As cronicas marcianas, de Ray Bradbury  
10. Yargo, de Jacqueline Susani 
11. Um teto todo seu, Virginia Woolf 
12. Aniquilação, de Jeff Vandermeer 
13. Perdido em Marte, Andy weir   ♥
14. Star wars: A arma de um Jedi, de Jason Fry 
15. Star wars:A missão do contrabandista, de Greg Rucka   ♥
16. O Alienista, de Machado de Assis  ♥ 
17. História do cerco em lisboa, de José Saramago  ♥
18. Alice no páis das maravilhas, Lewis Carro 
19. O médico e o monstro, de Robert Louis Stevenson  ♥
20. Assassinato no expresso do Oriente, de Agatha Christie
21. Trono de Vidro, de Sara J. Mass  ♥
22. Arquivo X: Ponto de impacto, de Kevin J. Anderson
23. O mundo assombrado pelos demônios, de Carl Sagan ♥ 
24. Fahrenheit 451, de Ray Bradbury ♥
25. O lado mais sombrio, de A. G Howard
26. Guerra justa, Carlos Orsi
27. A seleção, de Kiera Cass
28. A maldição do tigre, de Collen Houck
29. Abandonados em Andrômedra, de  Clark Ashton Smith
30. A metamorfose, Franz Kafka 
32. Lágrimas na chuva, Rosa montero 
33. Romeu e julieta, William Shakespeare  
34. A ilha do Dr. Moreau, H. G. Wells 
35. A hora da estrela, Clarice Lispector 
36. Alvo em movimento, Cecil Castellucci & Jason Fry 
37. A arte da guerra, Sun Tzu 
38. Solaris, Stanislaw Lem
39. As Brumas de Avalon, Marion Z. Bradley ♥
40. Histórias para ler sem pressa
41. Estilhaça-me, Tahereh Mafi
42. Coroa da Meia-noite (série Trono de vidro), Sara J. Maas ♥
43. Sherlock Holmes: O signo dos quatro, Sir. Arthur Conan Doyle
44. Contos da Russia
45. Noite na taverna, Alvares de Azevedo
46. O Salmão da Dúvida, Douglas Adams
47. Fábulas de La Fontaine
48. O morro dos ventos uivantes, Emily Bronte♥
49. Frritt-Flacc, Julio Verne 
50. O universo em uma casca de noz, Stephen Hawing ♥

2019
1. Teoria King kong, Virginie Despentes
2. O sol e o peixe, Virginia Woolf
3. Hamlet, William Shakespeare
4. Snotgirl (Inglês)
5. Renascimento - Coleção folha: O mundo da Arte, Victoria Charles
6. Herdeira do fogo (Trono de vidro vol.3), Sarah J. Maas
7. O Morro dos ventos uivantes 
8. Platão em 90 minutos
9. O corvo, Edgar A. Poe 
10.O coração das trevas, Joseph Conrad
11. A outra volta do parafuso, Henry James
12. A vida de nosso senhor, Charles Dickens
13. Vampire Knight (mangá)
14. Love in Hell, vol. 1 (mangá)
15. O esquadrão das drags, Roseli Tardelli & Fernanda Teixeira
16. O Assassinato de Roger Ackroyd, Agatha Christie
17. Aristóteles em 90 minutos, Paul Strathern
18. O retrato de Dorian Gray, Oscar Wide ♥
19. A cama na varanda, Regina Navarro
20. O que o sol faz com as flores, Rupi Kaur
21. O poder do Hábito, Charles Duhigg
22. A cura de Schopenhauer, Irvin D. Yalom
23. Lolitas, Maurício Nunes & Fernando Bernado (HQ)
24. Robin Hood, A lenda de um foragido, Tony Lee (HQ)
25. A cura de Shopenhauer, Irvan D. Yalom
26. O ladrão de Raios (Graphic Novel), Rick Riordan, robert Vendutti
27. Crepúsculo, Stephenie Meyer
28. Nietzsche em 90 Minutos, Paul Strathem
29. Ricardo III, Willian Shakespeare
30. O alquimista, Paulo Coelho ♥
31. Maktub, Paulo Coelho
32. A cartomante, Machado de Assis
33. Sejamos todos feministas , Chimamanda Ngozi
34. A terceira margem do rio, João Guimarães Rosa♥
35. Orixás: Do Orum ao Ayê (Graphic Novel)
36. Oxumaré, O arco-íris, Reginaldo Pradi
37. A lenda de Pemba, Marcia regina da Silva
38. A casa de Vidro, Anna Fagundes
39. Confissões do crematório, de Caitlin Doughty
40. O príncipe, Maquiavel ♥
41. O guarani, José de Alencar
42. Manual de metodologia da pesquisa científica
44. Todos contra todos: O ódio nosso de cada dia, Leandro Karnal
45. Frankenstain, Mary Shelley
46. Marília de Dirceu, Tomás Gonzaga
47. A lâmina da Assassina, Sarah J. Maas
48. Escrito em algum lugar, Vitor Martins
49. Breve respostas para grandes questões, Stephen Hawking
50. O menino do dedo verde Mairice Droun
51. O lado bom da vida, Mathew Quick
52. Querido vizinho, Penelope Ward.
53. Um hora e 59 contos-minutos.
54. 365 dias, Demi Lovato


31 de mai. de 2025

CROWLEY – O MAGO DO NOVO AEON | Minha experiência mágica

No começo do mês de maio, mais especificamente em um sábado da primeira semana, eu assistir essa peça junto com o meu marido. Foi algo espetacular e que nos trouxe muitas reflexões e conversas boas após nossa ida ao teatro e finalmente, depois de digerir essa peça, as sensações e momentos vividos na magia do teatro...trago para você, caro leitor(a)(e) minha experiência.

O espetáculo mergulha na vida de Aleister Crowley, figura emblemática do ocultismo no século XX, explorando desde sua infância marcada por repressão religiosa até sua autoproclamação como "A Besta 666" e profeta da Era de Hórus. Com roteiro e direção de Claudiney Prieto e atuação de Alexandre Jabali, a peça oferece uma experiência imersiva, abordando temas como magia, liberdade pessoal e as complexidades da moralidade humana.

29 de mar. de 2025

Epílogo e finais abruptos

Não sei por onde começar esse texto. Já escrevi no diário, já fiquei no sol quente e sentindo a pele queimar no calor amarelo. Estou digerindo e pensando, mas meus pensamentos saem confusos, explodem palavras e sensações misturada a lembrança da despedida em um domingo chuvoso no velório. 

Quanto mais penso na morte do meu sobrinho, filho do meu meio-irmão (por parte de pai), mais acho doloroso, penso em tantas coisas. Penso em como a morte pode ser o fim das sensações sensoriais e explosões de cores e afetos, como ela por si evita inúmeros sofrimentos para quem parte, porém, para quem fica deixa marcas profundas, solidões, embaraços e a sensação de incompletude. Penso em quanto não consegui ser forte e me desfiz em chorar, o quanto achei injusto uma criança de 4 anos parti sem ao menos ter provado o que é ser humano e vivenciado todas suas dicotomias. 

Tendemos a ficar mais sensíveis quando uma criança se vai, ficamos ainda mais estarrecidos quando é uma criança-parente se vai. Mesmo que não sejamos próximos o suficiente, mesmo que não tenhamos convivido todos os dias, mesmo que não saibamos todos os gostos, brincadeiras favoritas, comidinhas favoritas, a cor que mais encanta, a temperatura perfeita da água do banho...mesmo assim, somos comovidos, tocados, sentimos o coração dilacerar. Já passei por alguns tantos velórios, me despedi de diversas pessoas...As intensidades mudam muito de acordo com as épocas e outras variantes, porém, ainda sinto que o coração nunca está preparado. 

Porém, toda vez que alguém parte e vamos no velório nos despedimos, nos conectamos com o luto, com os enlutados, com as dores, com a vida perdida e a não vivida, sempre pensamos: E se? Tantos "E ses" passaram por mim nesses últimos dias, tantos "e agora?" Inúmeros pensamentos, sensações, lembranças, cheiros, dores, tudo....Tudo sempre sentido, sempre dolorosamente melancólico. Não sou a pessoa mais próxima ou a mais presente na vida até mesmo de familiares e amigos, mesmo assim, ainda sinto as dores minhas e me compadeço das dores alheias...

Tanta coisa que pensei sobre minha dor e as dores alheias a mim. Estudo literatura, estudo a antiguidade, estudo a língua de poetas e literatos antigos e mesmo assim nada é suficiente, nem mesmo as linhas de um epitáfio grego antigo estão me ajudando. O meu desespero também se encontra quando meu cérebro não consegue decodificar a dor que está no meu peito e o emaranhado de palavras avulsas, emoções, medos e tantas outras coisas...Acredito que dizer adeus seja necessário. Então, esse é meu adeus!  


Considero o blog meu diário de páginas infinitas, sempre estou colocando sentimentos e acontecimentos por aqui, registrando alguns pedacinhos de mim no espaço da internet, amo que aqui tenho uma sensação de segurança que em outros lugares da internet não tenho. 

21 de mar. de 2025

Me aventurando na academia (de novo)!

 Como sou uma pessoa depressiva, passo por altos e baixos emocionais constantemente por conta da minha companheira, esse ano precisei retornar a academia. Desde quando sai do colégio em 2014 tentei ser ativa e evitar o sedentarismo. Contudo, entrei na academia pela primeira apenas em 2022, não durei muito, apesar de ter gostado. Mas esse ano a rotina de exercícios necessitam estar ativamente no meu cotidiano!!


De alguma forma maluca estou encaixando a academia, junto com o trabalho, minha segunda faculdade, iniciação cientifica, leituras, vida social, casamento, blog e muito mais outras coisa da vida adulta minimamente saudável ou agitada. Acredito que seja uma dádiva e uma maldição ser paulista, a vida agitada e cheia de compromissos vem incluso no pacote de morar em São Paulo. 

Já estou sobrevivendo a quase meu primeiro mês completo, e tem sido bem interessante. A melhor parte é que não estou tão dolorida quanto estive na primeira vez na academia. Hoje sou bem mais resistente, e só nesse meio tempo já estou sentindo diferença até mesmo no animo de levantar da cama! 

Venho gostando muito de ser ativa, de estar sozinha nessa rotina. Conheço muita gente que não gosta de fazer/ter programações solitárias, já eu simplesmente amo, acredito que isso aconteceu comigo por ter sido quase sempre e a maior parte do tempo de minha existência solitária. 

É interessante que cada vez mais venho descobrindo meu corpo, descobrindo novos músculos. As dimensões do meu eu físico estão cada vez mais claros. 

Descobri que odeio abdominais e fazer um exercício muito específico para o antebraço em um aparelho que tenho quase certeza já foi usado como instrumento de tortura na idade média.

Sentir que posso aguentar mais tempo na esteira cada dia mais tem sido motivo de alegria. Sentir que a máquina extraordinária do corpo humano que possuo está sendo melhor utilizada e tendo a manutenção necessária me dá uma sensação de recompensa. 

Claro, não é fácil! Minha mente me prega muitas peças, às vezes quero simplesmente não ir. Às vezes me olho no espelho e vejo vários pontos negativos e coisas que quero mudar fisicamente, coisas que me sensibilizam e me deixam doida. Outras vezes, quando estou na academia e consigo realizar as séries fico com a autoestima de quem já está a anos na academia, sim chega a ser um pouco cômico.

Enfim, por enquanto estou sendo preenchida com essa felicidadezinha e tem sido interessante como vem me mudado em tão pouco tempo...


15 de mar. de 2025

Não gosto de pessoas vazias!!

Não gosto de pessoas vazias. Não gosto de pessoas que não possuem várias paixões, aquelas que não são interessantes e só tem um única coisa que as definem. Não gosto delas, e não gosto de ser assim também, por isso busco várias definições, maneiras de ser e viver e coisas para fazer. 

Não quero ser linear, muito menos um personagem sem desenvolvimento na série tragicômica da vida. Onde se esconde as pessoas interessantes? Talvez só com um olhar atento podemos observá-las pelo trânsito da vida e ao longo das horas em nosso cotidiano....


Hoje, compartilho pensamentos tirados do meu diário, momentos intimistas para a internet. Enquanto terminava de ler "Não pise no meu vazio", esse livro pode não ser um dos melhores, mas foi uma leitura muito gostosa para mim, me trouxe diversas reflexões até sobre meus hábitos de escrita. Parei para observar que tudo têm ficado "vazio". Claro, esse vazio é bem diferente do sentido do livro, aqui trago meu próprio sentido e definição. 

Enfim, ando observando pelas redes a moda do "clean girl", além de todos os problemas envolvidos nessa estética, o que me deixa ainda mais embasbacada com essa gente é ver que elas estão dispostas até mesmo higienizar suas personalidades, seja apagando tatuagens antigas, seja em uma estética minimalista, ou tentando alcançar rotinas irreais e objetivos que nem faz sentido para a vida individual delas. 

Como sou da geração do final da década de 1990, que viveu em uma vila pequena e afastada do centro, onde todo mundo conhecia todo mundo, tive que lutar muito e aguentar muito mais do que um olhar torto por ser alternativa, e não vai ser agora que vou abrir mão de tudo isso!

São muitas histórias, cargas emocionais e muito DIY feito. Lembro de vários post pela blogosfera sobre como customizar roupas, fazer acessórios, makes góticas e afins...O artesanato sempre me acompanhou durante todos esses anos, para poder criar meu estilo. 

Vejo que, atualmente, tudo está ficando cada vez mais cinza, limpo, sem personalidade, sem cor, sem vida e sem histórias. As pessoas estão ficando vazias. Vazias de personalidade, consequentemente de sentido e proposito. Aliás, depois se sentem cada vez mais infeliz e pressionadas socialmente, pois vivem apenas para seguir uma trend, algo efêmero e que não encaixa nas individualidade. Qual o papel social de uma estética? Tudo contém ideologias e possuem discursos.  

Higienizam suas personalidades e abstraem suas ambições e depois não sabem o porquê de estarem vazias. Sou tão intensa quanto o romantismo, tão fatalista quanto Álvares de Azevedo, tão introspectiva quanto Clarice Lispector. Sou uma mistura de todas minhas vivências, todos meus livros, e todo meu universo que construo e reconstruo. Tenho necessidade de vida, de música, de composição estética, tenho necessidade de absorver cada página que a vida escreve.

14 de mar. de 2025

Livros que ganhei de presente de aniversário em fevereiro

Demorei para escrever esse post por uma série de questões, como tempo e tinha me esquecido da existência dos post de "book haul" - lembro que em anos anteriores eu trazia com uma certa frequência aqui no blog! Bom, apresento três livros de diferentes temáticas que ganhei das minhas amigas, elas me enviaram pelos correios. 

Sabe quando você não espera presentes e de repente chega algo na sua casa? Bom, foi isso, sou muito grata pela surpresa maravilhosa! Vou falar um pouco de cada livro, destacar alguns pontos da edição e falar qual deles está sendo minha leitura atual e o que estou achando até agora. A qualidade das fotos ultimamente tem sido duvidosa, mas como tenho que fazer algumas coisas com certa pressa não estou conseguindo entregar a qualidade como eu queria. Mas como diz o ditado popular: antes feito do que não feito.

9 de fev. de 2025

Resumo do mês de Janeiro | Pequenos registros do cotidiano

O cotidiano se torna extraordinário. A vida vai passando e nem vemos se deixarmos os detalhes para trás. A vida é dinâmica, tudo acontece e não acontece, as coisas fluem outras estagiam, outras são esquecidas e uma enxurrada de acontecimentos simplesmente se passam como um rio violento em dia de tempestade intensa. Às vezes me preocupo em maior ou menor grau com essa passagem, dependendo do contexto e momento que estou vivendo. 


Janeiro sempre nos dá a impressão de um mês longo, porém, para mim passou rápido, queria ter vivido ainda mais coisas em um único mês. Muita coisa aconteceu, muitos lugares, pessoas, livros, sensações, sonhos e experimentos, além de detalhes pequenos, que não são importantes para ninguém, exceto à mim. 

Nesse post relembro momentos do cotidiano que foram preciosos para mim, e você leitor, que tal relembrar seus pequenos momentos do cotidiano também, quer compartilhar alguma experiência aqui nos comentários? Vou adorar ler!

Eu disse uma frase à um primo beeemm mais novo do que eu, que me impactou imediatamente: 

" Sempre leia um livro, eles são os melhores companheiros, podem nos abraçar, nos aconselhar, e nos tornar fortes" 

Claro, muito provavelmente não foi recebido com tanto impacto por ele, quanto eu mesma fiquei refletindo nessas palavras. É tão interessante o quanto nós refletimos em nossas palavras, quanto elas podem ser mais ou menos poéticas, profundas, e colocam as células cinzentas para agirem.

21 de jan. de 2023

Diário2023 #001 | Eu quase tive um Burnout

Eu tenho um costume de escrever quase todos os dias no meu diário pessoal, e agora quero trazer uma coisa nova para o blog que é um diário com conteúdos mais pessoais e íntimos a meu respeito, e obviamente nada muito comprometedor, gosto de escrever para mim mesma e depois lê novamente, e também pretendo deixar um pouco mais de mim na rede infinita de comunicação.

Para o primeiro episódio  escolhi escrever sobre meu esgotamento mental, físico e emocional o qual estou passando. O ano de 2022 foi bem intenso: Foi o primeiro ano ""sem"" pandemia, a vida estava tentando normalizar, uma nova rotina estava se criando e as coisas voltaram ao presencial, além de nos acostumarmos com a mobilidade urbana novamente. As loucuras de Sampa, lidar com o emocional e outras questões sérias da vida adulta, veio também (aos poucos) o lidar com não serei tão produtiva quanto estava no 100% online. Durante a pandemia aprendi a fazer  mil tarefas juntas, a ter uma rotina online e a não depender mais do presencial, no entanto o cansaço foi se acumulando. 

Ao longo do ano de 2022 veio demandas e atividades 100% presenciais, além das que ainda são online e se adaptaram a esse formato, agora havia o estresse do transito, chegar tarde em casa, levantar as 5 da manhã, cuidar da casa, casamento, compromissos religiosos, voluntariado, cursos e tudo o mais...Ao final do segundo semestre eu estava entrando em um colapso muito grande e isso se refletiu nas minhas notas.

A USP é uma universidade bem exigente e isso não é novidade, o rigor acadêmico continuou sendo cobrado e eu já não estava mais aguentando o ritmo, as exigências e tudo que eu preciso dar para os estudos. A vida acadêmica somada a vida pessoal foi um verdadeiro surto! ao longo do ano de 2022 perdi amigos, conheci novas pessoas, conheci novas fronteiras e me ajudou a ver o que quero para minha vida universitária e minha carreira profissional. Parte de mim ainda me cobra por não ter "aproveitado" o suficiente, e outra parte me diz que eu tentei dar o meu melhor naquele momento, fiquei realmente saturada com tudo.

Esse ano, ademais, pensei em novas metas, novas aventuras literárias, novas aventuras acadêmicas (inclusive quero fazer uma iniciação cientifica), mas dessa vez penso em dar o meu melhor respeitando os meus limites. Apesar de adorar uma rotina, adorar fazer mil tarefas e outras coisas mais, pretendo por limites em relações, não exceder o que posso doar de mim para outras facetas da vida e pra outras pessoas e "causas". Enfim, janeiro tem sido um mês de descanso, estou até pegando leve nas leituras para não me saturar e explodir todos meus aspectos como ser humano, e também ainda não comecei meus estudos de férias, muito menos nem fiz cursos de aprimoramento de verão da USP. 



Talvez seja obvio para as pessoas respeitarem o descanso e a si mesmas, ou talvez não. Chegamos várias e várias vezes em nossos próprios esgotamentos mais cedo ou mais tarde, e devemos ter o bom senso de parar antes que seja devastador. Hoje estou com uma rotina mais leve, porém ainda continuo muito cansada, com enxaquecas, precisando dormi mais horas, ler menos e fazer mais atividades físicas... Isso, tentar diminuir drasticamente meu ritmo, atrasa meus trabalhos na internet, meus escritos e outras áreas da minha vida, mas ás vezes precisamos diminuir o ritmo. No momento tento me recuperar e descansar minha mente, mas para mim é extremamente difícil diminuir a regularidade de escrever, ler e querer produzir outras coisas que exigem grande concentração e afins. 

Escrever me ajuda a ter um panorama da minha própria vida, e refletindo em tudo enquanto escrevo e nas conversas que tive com meu companheiro ontem, vejo que esse ano estou querendo me distanciar de certas pessoas, certos eventos e me resguardar beeeem mais, basicamente  é corta umas coisas aqui e ali para fazer o que realmente quero. Ao final desse post, creio estar bem mais leve e conseguindo deixar minha linha de raciocínio bem mais fluida.

3 de jul. de 2022

Um pouco do meu saudosismo a blogs literários


Nesse momento, o qual escrevo esse post, é umas 20:48 de um sábado de julho, o primeiro sábado do mês. Minha mente está fervilhando ideias de posts para escrever e resenhas que estão na "fila" para serem escritas e devidamente publicadas. Enquanto minha mente ansiosa explode com tudo isso e um pouco mais a serem colocadas no 'papel' digital, penso no outro lado da escrita. Aqui não vou abordar teoria da escrita ficcional ou algo do gênero, mas sim, sobre a arte de escrever em blogs e como isso mudou desde os anos 2008 do meu ponto de vista! (algo um pouco mais saudosista).
 
Apesar desse espaço não exigir o rigor acadêmico, normas da ABNT ou o rigor jornalístico, sempre procuro trazer a melhor escrita que no momento sou capaz de oferecer ao leitor: A clareza dos meus pensamentos, argumentação lógica, a riqueza textual que pode ser exposta e uma série de outros fatores que me esforço a alcançar. Ao longo dos post's de um blog o leitor pode observar a evolução da escrita de um blogger, ver o rigor que ele quer transmitir as informações ou até mesmo propagar falácias. Mas o ponto que quero abordar com você, caro leitor, é outro: Os blogs tiveram um "BUM" no início dos anos 2000 e agora perder espaço para outras mídias sociais mais "divertidas" e que exigem menos do internauta. 

Embora eu seja critica com o que fazemos e consumimos na interface digital, obviamente adoro o espaço dos blogs, ora, muito já se foi feito social e politicamente nesses espaços, variados temas e pessoas se destacaram em seus meios. Estou nesse espaço desde os meus 13 anos, quando fiz meu primeiro blog, no qual entrei em contato com programação pela primeira vez, e não falava de livros ou assuntos nerds, mas treinava minha escrita e escrevia algumas fanfics (das quais não mencionarei). 

Ademais, cresci no meio digital escrevendo, decerto expondo minha opinião, expondo quem eu era ou o que eu achava quem eu era, o que lia ou gostava de escutar, ou seja, sempre fiz esse espaço de refugio. Bem, quando se é criador de conteúdo, também se é consumidor de algum(s) nicho(s), e vi vários blogs incríveis em ascensão, bem como a queda de alguns ou a migração para o youtube. Hoje, noto, e talvez você que ainda me lê, as transformações sociais nos meios digitais e quão afastados dos blogs o grande público está, o quão difícil, também, de achar pessoas que mantêm fielmente sua produção de conteúdos escritos. Nos dias atuais, nos quais as pessoas em geral não têm paciência para verem vídeos de mais de 30 segundos ou ouvirem músicas de cinco minutos, os textos como estes são deixados de lado, afinal por quê alguém vai se interessar pela escrita de uma beletrista desconhecida em um blog pouco visitado?

Esse post, portanto, é sobre um pouco de saudosismo da blogosfera, pois cresci nesse meio e vi sua mudança lenta, porém continua. Como muito do que eu consumia foi sumindo aos poucos e hoje pouquíssimos blogs continuam a produzir conteúdos de qualidade e consistentes, continuo acompanho alguns blogs que estão "vivos", no meu caso certamente blogs literários. Desse modo, bem prolixa, vejo a efemeridade no meio digital, algo que parece eterno, que nunca será apagado, mas em algum momento as palavras escritas nesses espaços não passaram de dados em um servidor velho e empoeirado esquecido pelos homens e pelas máquinas.



Leia esse post!

RECEBIDOS DE NOVEMBRO| livraria UNESP

 Cada livro que escolho sempre é bem pensado, sempre são livros que estou com muita vontade de ler, certamente são aqueles que sei o quanto ...