Por conta da rotina apertada, horas extras e afins da vida de mulher moderna e CLT que estou levando recentemente, acabei acumulando alguns dos recebidos da livraria unesp, e quem é leitor regular do blog sabe que é uma de nossas grandes parceiras!
Eu simplesmente amei cada livro que escolhi e estou extremamente ansiosa para lê-los e escrever as resenhas de cada um por aqui! Bom, esses últimos meses foram intensos para mim, eu vivi algumas tantas vidas, pensei em desistir de mil coisas, chorei, ri, sonhei e quis me esconder do mundo! Passei por tantos altos e baixos emocionais e como sempre pontuo por aqui, a literatura é o que tem me salvado, tanto do mundo, quanto de mim mesma. Nesse sentido, vejo o quanto é fundamental ter esses momentos preciosos com os livros e poder escolher cada um deles. Enfim, vamos ao post para conhecer os livros recebidos até o momento!
Na lendária Tebas, Creonte, um novo tirano, ordena que sejam dados tratamentos desiguais aos dois irmãos de Antígona. Sua imposição é didática. Se aquele que lutou ao lado da cidade deve receber as honras do sepultamento, o outro, que atacou as muralhas, deve ser jogado no ermo para que sirva de exemplo aos opositores. A ordem, no entanto, não é aceita por Antígona. Ela se insurge contra o édito, honrando seu irmão, defendendo os ritos sacros devidos aos deuses, pondo em risco sua própria vida, trazendo à tona a herança e a verve da antiga estirpe dos Labdácidas.
A peça foi composta por volta de 442 a. C., e até hoje é tida como conturbada e polêmica. É uma tragédia que pontua os limites do poder, o seu lugar e as suas instâncias, e que oferece o espetáculo grandioso da vontade, do sentimento de estirpe, da piedade e da justiça. Eu li na faculdade no meu segundo semestre, bem no período pandêmico e me emocionou bastante, e sem sombra de dúvidas, se tornou uma das minhas tragédias favoritas. Ainda relerei e postarei uma resenha aqui para vocês.
Ao retomar a ideia de transformação, que neste livro é desenvolvida até seu ponto máximo, Édouard Louis dá continuidade ao projeto que o consolidou como um dos grandes nomes da literatura contemporânea. Dotado de uma voz sensível e cortante, neste romance, o autor narra o processo de amadurecimento de Eddy Bellegueule, nascido na classe operária em uma pequena cidade no norte da França, até se transformar, ativamente, em Édouard Louis, escritor de sucesso internacional. Durante esse percurso de amadurecimento somos apresentados aos acontecimentos de sua infância e juventude, acompanhando de que maneira a distância entre Eddy/Édouard e sua família e amigos se faz cada vez mais presente. Já comecei a ler e digo uma coisa crucial: Esse livro já me atravessou logo nas primeiras páginas!
Teorias do símbolo não é uma “história da semiótica”. Embora, sem dúvida, trate desse tema, este livro aborda, antes, um conjunto de disciplinas que no passado dividiram o terreno do signo e do símbolo: a semântica, a lógica, a retórica, a hermenêutica, a estética, a filosofia, a etnologia, a psicanálise e a poética. Todorov foi um escritor e crítico que conheci mediante o curso de Letras, e desde então, tenho cada vez mais gostado de ler livros teóricos, principalmente de algumas correntes da crítica literária, além da própria teoria literária em sim.
Theo Decker, um nova-iorquino de treze anos, sobrevive milagrosamente a um acidente que mata sua mãe. Abandonado pelo pai, Theo é levado pela família de um amigo rico. Desnorteado em seu novo e estranho apartamento na Park Avenue, perseguido por colegas de escola com quem não consegue se comunicar e, acima de tudo, atormentado pela ausência da mãe, Theo se apega a uma importante lembrança dela: uma pequena, misteriosa e cativante pintura que acabará por arrastá-lo ao submundo da arte. Já adulto, Theo circula com desenvoltura entre os salões nobres e o empoeirado labirinto da loja de antiguidades onde trabalha. Apaixonado e em transe, ele será lançado ao centro de uma perigosa conspiração. O pintassilgo é uma hipnotizante história de perda, obsessão e sobrevivência, um triunfo da prosa contemporânea que explora com rara sensibilidade as cruéis maquinações do destino.
Donna Tartt é uma autora do que chamamos de "dark academia", que basicamente subcultura e estética da internet que romantiza a busca pelo conhecimento, a literatura clássica e a arquitetura gótica, focada em cores sóbrias ( como o marrons, beges e preto), envolve um estilo de vida de estudos, escrita, visitas a museus e apreciação da arte. Eu simplesmente sou apaixonada demais!! O que você, caro leitor, achou dessa seleção de livros que fiz ao longo desse período de Março até junho?
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