Mostrando postagens com marcador Livraria UNESP. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Livraria UNESP. Mostrar todas as postagens

10 de jul. de 2026

Recebidos acumulados [LIVRARIA UNESP]

 Por conta da rotina apertada, horas extras e afins da vida de mulher moderna e CLT que estou levando recentemente, acabei acumulando alguns dos recebidos da livraria unesp, e quem é leitor regular do blog sabe que é uma de nossas grandes parceiras! 

Eu simplesmente amei cada livro que escolhi e estou extremamente ansiosa para lê-los e escrever as resenhas de cada um por aqui! Bom, esses últimos meses foram intensos para mim, eu vivi algumas tantas vidas, pensei em desistir de mil coisas, chorei, ri, sonhei e quis me esconder do mundo! Passei por tantos altos e baixos emocionais e como sempre pontuo por aqui, a literatura é o que tem me salvado, tanto do mundo, quanto de mim mesma. Nesse sentido, vejo o quanto é fundamental ter esses momentos preciosos com os livros e poder escolher cada um deles. Enfim, vamos ao post para conhecer os livros recebidos até o momento! 

16 de mar. de 2026

Recebidos de fevereiro [ Parceria Livraria UNESP]

 

Eu simplesmente amei cada livro que escolhi e estou extremamente ansiosa para lê-los e escrever as resenhas de cada um! Bom, o mês de fevereiro foi intenso para mim, eu vivi algumas tantas vidas, e dentre os acontecimentos dentro no meu micro-cosmos: como meu aniversário, faltar na primeira aula de Teoria literária na faculdade, e pensar em jogar quase tudo para o alto, fui à Livraria Unesp, parceira do Exploradora desde 2023.


Canção para ninar menino grande Trata-se de um mosaico afetuoso de experiências negras, um canto amoroso e dolorido. Na figura do personagem Fio Jasmim, Conceição discute com maestria as contradições e complexidades em torno da masculinidade de homens negros e os efeitos nas relações com as mulheres negras. O livro é um mergulho na poética da escrevivência e ao mesmo tempo um tributo ao amor sob uma ótica poucas vezes vista na literatura brasileira.


O jardim das oliveiras, é uma reunião de poemas, que segundo consta, retomam temáticas já trabalhada pela autora como o conflito essencial entre luz e sombra, fé e dúvida, poesia e silêncio. Em versos  o sagrado e o cotidiano se entrelaçam, a poeta elabora uma reflexão radical sobre a origem da linguagem poética e seu papel diante do mundo, “era Deus quem doía em mim”, escreve, em um dos momentos mais cortantes da obra, segundo a crítica especializada. A poesia aqui se mostra em estado de vigília: há ecos metalinguísticos, diálogos com a própria história literária da autora, desde o nascimento de Bagagem até a comunhão mais serena com o mistério. É um livro que ouve vozes, as do povo, de Minas, do divino, da vida íntima, e as entrelaça com extrema precisão sonora, clareza lírica e uma compaixão crescente pela condição humana. Já digo de antemão que iniciei a leitura e terá, inclusive, vlog de leitura.


Os ensinamentos do filósofo grego Epicuro atraíram legiões de adeptos em todo o mundo antigo e influenciaram profundamente o pensamento europeu moderno. Thomas Hobbes, Thomas Jefferson, Karl Marx e Isaac Newton entre seus muitos outros grandes nomes e figuras notáveis foram/são admiradores do filósofo. Dentre os pensadores antigos, ele seria o verdadeiro pai de ideias e tendências filosófico-científicas, como a base materialista do marxismo, o princípio de incerteza da física quântica, a ideia de seleção natural, o problema da vontade livre, a doutrina da vida em comunidade afastada da política e, por fim e não menos importante, o repúdio à crença em castigos após a morte. Talvez ele seja o autor mais antigo no gênero do "manual de autoajuda".

Neste volume da Penguin, inclui escritos de Epicuro que sobreviveram até os dias atuais, o leitor encontrará as três cartas dedicadas aos discípulos do filósofo, bem como o conjunto de sentenças e aforismos. Além de um texto introdutório e notas que guiam o leitor pelos principais conceitos e questionamentos. Sistema filosófico de importantes desdobramentos tanto no período helenístico como no romano, o epicurismo continua extremamente atual. Caso você se interesse ainda mais pelo autor, já escrevi uma resenha completa de A carta sobre a felicidade, cuja carta foi destinada a Meneceu. Acredito que a literatura nos liberta e nos guia, e nesses tempos sombrios, necessitamos ter um lugar que nos proteja e nos fortaleça. 

7 de fev. de 2026

Morangos Mofados, Caio Fernando Abreu

 Esse livro está no meu desafio de 30 livros antes dos 30 anos, e simplesmente foi uma escolha excelente! Comecei a lê-lo em dezembro de 2025 e terminei em meados de janeiro de 2026, foi uma leitura profunda, cheio de poética e momentos de introspecção. Morangos Mofados é o quarto livro de contos do escritor brasileiro Caio Fernando Abreu, sendo considerado sua obra-prima pela crítica literária. Foi escrito em 1982 e aclamado como o melhor livro daquele ano pela revista Isto É. Foi um livro que me acompanhou durante um tempo, me foi uma excelente companhia, amigo e conselheiro! 

No post de hoje trago, certamente, essa resenha tão especial, e antes de falarmos mais profundamente da obra devo ressaltar que tanto essa leitura quanto a presente resenha apenas aconteceu por conta da nossa parceira, a Livraria Unesp, localizada no número 108, Praça da Sé, Centro, São Paulo. Como sempre digo por aqui, é sempre com muita alegria e empolgação que trago os livros dessa parceria, poder escolher os títulos é extremamente importante para mim. 


2 de fev. de 2026

Recebidos de janeiro [parceria Livraria UNESP]


 Desde o ano passado, depois de quase um ano de hiato, escrevo com muito regularidade, ao menos uma vez por semana publico algo, em linhas gerais tento deixar tudo registrado da melhor forma possível, porém nos últimos dias vivi tanta coisa que parece que minha postagem anterior foi a meses atrás...É bizarro a nossa percepção da passagem do tempo e como nosso corpo e mente sentem isso! Inclusive ao escolher os livros desse mês, parece que faz muito tempo atrás, janeiro sempre me deixa estranha em relação ao tempo.

8 de jan. de 2026

Histórias extraordinárias, Edgar Allan Poe

 Amo que me esforço para trazer as resenhas aqui no blog e de certa forma conseguindo! Busco ler mais e melhor para aprimorar quem eu sou, a literatura é vida para mim, é como o ar que respiramos, essencial! Inclusive, uma anedota curiosa: eu reli alguns dos contos desse livro, então, além de ter lido em 2025, li também agora em 2026, e alguns dos contos famosos dessa edição, já li umas três vezes. 


29 de dez. de 2025

RECEBIDOS DE DEZEMBRO | Livraria UNESP

Mais um dia fazendo um post sobre literatura, e dessa vez, falando sobre os recebidos de dezembro, e para ser mais sincera, estou mega apaixonada por eles! Inclusive já coloquei na lista de leitura de 2026, agora tente adivinhar qual deles entrará para minha lista de leituras de 2026, o meu desafio literário...

Nesse post trago mais recebidos em parceria com a  Livraria Unesp, localizada no número 108, Praça da Sé, Centro, São Paulo. Como sempre digo por aqui, é sempre com muita alegria e empolgação que trago os livros dessa parceria, poder escolher os títulos é extremamente importante para mim. Lembrando que temos cupom de desconto de 15% com: jessica15. Aproveitem para adquirirem seus exemplares com desconto! Bom, vamos falar propriamente dos livros.


Valeria Cossati queria apenas buscar cigarros para o marido na tabacaria, mas acaba comprando ilegalmente um caderno preto, um item que não poderia ser comercializado aos domingos, e faz dele seu diário. Estamos na Roma dos anos 1950, e Valeria leva a vida entediante de uma mulher de classe média, dividindo-se entre os papéis de mãe, esposa e funcionária de escritório. Há anos ela não ouve o próprio nome, o marido só a chama de “mamãe”, e sua relação com os filhos é marcada por conflitos geracionais. Porém, conforme alimenta aquelas páginas proibidas, Valeria começa a notar uma profunda transformação em si mesma, cujas consequências ela ainda não sabe prever.

Alba de Céspedes foi uma das grandes autoras de língua italiana do século XX, com uma obra que se destaca pela profundidade das personagens femininas. Em Caderno proibido, a autora demonstra todo seu talento ao retratar a intimidade de uma mulher comum e as mudanças da sociedade italiana no pós-guerra. 


Ao assistir, tempos atrás, uma resenha muito boa do canal Vá ler um livro, eu simplesmente me encantei com essa obra e precisava, finalmente, acabar com minha sede de literatura feminina. Inclusive, quero fazer essa leitura o quanto antes, pois acho que me ajudará com as questões que estou passando com meu diário, meio que nos afastamos e estamos "estranhos" um com o outro (sim, dei vida para ele)... 



A paixão segundo G.H. conta, através de um enredo banal, o pensar e o sentir de G.H., a protagonista-narradora que despede a empregada doméstica e decide fazer uma limpeza geral no quarto de serviço, que ela supõe imundo e repleto de inutilidades. Após recuperar-se da frustração de ter encontrado um quarto limpo e arrumado, G.H. depara-se com uma barata na porta do armário. A partir disso, tira suas conclusões sobre humanidade, existência e sua posição social como mulher de classe média e dona de casa.

Bom, esse é um trecho adaptado da sinopse disponível (e sem spoilers), e me intriga pelo fato de como nós somos arrastadas por Clarice, o quanto ela nos devora e se faz presente em nossa memória, vida e instantes de epifanias enquanto lemos suas obras, o quanto ela cativa, despedaça e nos faz metamorfosear em outras versões de nós mesmas. Não importa quem sejamos, devemos ler Clarice. Inclusive, esse é um dos romances que ainda não li da autora e estou estonteantemente empolgada e felizaça com essa nova aquisição! Muito obrigada Livraria Unesp por permitir mais leituras incríveis! 

17 de dez. de 2025

RECEBIDOS DE NOVEMBRO| livraria UNESP

 Cada livro que escolho sempre é bem pensado, sempre são livros que estou com muita vontade de ler, certamente são aqueles que sei o quanto irão me impactar a ponto de mexer com alguma coisinha dentro de mim e, em certos aspectos, coisinhas das quais a primeiro momento nem saberei explicar direito...Como você já percebeu, estou bem atrasada com esse post, inclusive irei fazer sobre os livros de dezembro em breve, mas vamos focar nessa lista atual.


Nesse post trago mais recebidos em parceria com a  Livraria Unesp, localizada no número 108, Praça da Sé, Centro, São Paulo. Como sempre digo por aqui, é sempre com muita alegria e empolgação que trago os livros dessa parceria, poder escolher os títulos é extremamente importante para mim. Lembrando que temos cupom de desconto de 15% com: jessica15. Aproveitem para adquirirem seus exemplares com desconto!


Escrito às vésperas do colapso da Bolsa de Valores de Nova York (1929) e publicado em Viena no ano seguinte, O mal-estar na civilização é uma penetrante investigação sobre as origens da infelicidade, sobre o conflito entre indivíduo e sociedade e suas diferentes configurações na vida civilizada. Este clássico da antropologia e da sociologia também constitui, nas palavras do historiador Peter Gay, “uma teoria psicanalítica da política”. Na tradução de Paulo César de Souza, que preserva a exatidão conceitual e toda a dimensão literária da prosa do criador da psicanálise, o livro proporciona um verdadeiro mergulho na teoria freudiana da cultura, segundo a qual civilização e sexualidade coexistem de modo sempre conflituoso. A partir dos fundamentos biológicos da libido e da agressividade, Freud demonstra que a repressão e a sublimação dos instintos sexuais, bem como sua canalização para o mundo do trabalho, constituem as principais causas das doenças psíquicas de nossa época.

Escolhi esse livro por todo seu contexto e importância para a literatura das áreas mencionadas, além disso, acredito que ler algo do Freud, um dos grandes nomes que mudou o pensamento ocidental completamente, é sempre bom para a bagagem intelectual e cultural. 



Escrito com uma voz única, O álbum branco é um mosaico jornalístico e ensaístico do cotidiano americano de uma época fundamental para os Estados Unidos e o mundo. Um dos maiores clássicos do gênero, seu poder de surpreender e informar o leitor se mantém igual mesmo após décadas de sua publicação original.

Escolhi junto à livraria essa obra por conta de duas resenhas incríveis e que de algum modo senti que irá tocar-me em algo que também não saberei explicar de início e precisarei de algumas páginas do meu diário para escrever e refletir sobre...Sim, já estou prevendo uma resenha extensa sobre essa obra. 


O surgimento de Perto do coração selvagem, em 1943, causou grande impacto no cenário literário brasileiro, proporcionando à autora aclamação imediata da crítica e de seus colegas escritores.

Houve quem encontrasse no livro a influência de Virginia Woolf, ao passo que outros apostavam em Joyce, seguindo a falsa pista da epígrafe da qual Clarice pinçou seu título: "Ele estava só. Estava abandonado, feliz, perto do coração selvagem da vida." Ambos os grupos estavam errados, apesar do uso do fluxo de consciência pela escritora estreante a justificar tais correlações. Ocorre, no entanto, que esse havia sido um achado natural e espontâneo para Clarice Lispector, que admitiu como única influência neste caso O lobo da estepe , de Hermann Hesse. Não em termos estilísticos tampouco por se identificar com o caráter do protagonista, mas sim por compartilhar com ele e, sobretudo, com Hesse, o desejo imperioso de romper todas as barreiras e ultrapassar todos os limites na busca da própria verdade interior. Anseio personificado pela personagem central, Joana, com uma expressão que se tornou célebre: "Liberdade é pouco. O que desejo ainda não tem nome."

Íntima e universal, destemida e secreta, Joana "sentia o mundo palpitar docemente em seu peito, doía-lhe o corpo como se nele suportasse a feminilidade de todas as mulheres" e ela destoava do sistema patriarcal em que se encontrava inserida da mesma forma que Clarice se distanciava da literatura de seu tempo, ainda dominada pelo regionalismo e o realismo. Ambas, autora e protagonista, eram forças divergentes, porém não dissonantes, já que introduziam uma nova musicalidade, uma harmonia própria, poética e triunfal, na aspereza circundante, enquanto buscavam "o centro luminoso das coisas" sem hesitar em "mergulhar em águas desconhecidas", deixando o silêncio e partindo para a luta. Deste embate à beira do íntimo abismo, Joana torna-se uma mulher completa e Clarice, uma escritora singular e inimitável.

Acho que nem preciso falar o porquê de ter escolhi a Clarice, afinal uma grande mulher, uma grande autora da nossa literatura e extremante avassaladora! Estou extremamente ansiosa por essa leitura, estou feliz em dizer que finalmente estou de férias e espero que tudo ocorra bem, irei me planejar para passar dias apenas lendo e respirando...Uma férias merecida depois desse ano conturbado que passei e tive a oportunidade de registrar algumas coisinhas por aqui.


20 de out. de 2025

Curso: Crime e Castigo, Universidade do livro

Quando menos esperamos, algo muito bom acontece! Uma nova parceria com o blog e tudo o que construo por aqui e pelas outras redes. Hoje convido você, querido(a) leitor(a), para um curso maravilho e interessantíssimo da Universidade do Livro: Crime e Castigo.  E claro, nossa comunidade tem cupom de 15% de desconto com UNIL15. As inscrições vão até o dia 11/11/2025 às 15h. Sendo assim, para realizar a inscrição e obter mais informações sobre o curso e afins, acesse Universidade do livro, Crime e Castigo



Definido por Melchior de Vogüé como “o mais profundo estudo de psicologia criminal desde Macbethe tido por Boris Schnaiderman como “realmente o primeiro dos grandes romances de Dostoiévski”, Crime e castigo é obra fundamental não apenas da literatura russa, mas também do cânone literário universal.

Seu protagonista, Raskólnikov, é talvez o mais célebre personagem de toda a literatura russa. O que faz seus dramas e dilemas, que tanto envolveram os leitores russos de 1866, serem atuais e prementes para o leitor brasileiro do século XXI?

O objetivo principal do curso é apresentar o romance Crime e castigo como um livro fundamental da literatura russa do século XIX, cuja influência projeta-se até os dias de hoje. O curso se destina ao público geral, tanto os novos leitores como os mais experientes, apresentando-lhes os principais clássicos da literatura mundial. Com uma abordagem acessível e instigante, cada participante terá a oportunidade de compreender por que essas obras atravessam o tempo e seguem influenciando a cultura e a arte até hoje.



Assim como eu havia dito sobre o curso de Fausto, a metodologia das aulas consistirão na exposição dos conteúdos pelo ministrante, com tempo para resposta às questões que venham a ser apresentadas pelos participantes ao longo do percurso. Não deixe essa oportunidade passar!

O professor que irá ministrar a aula é Irineu Franco, jornalista e tradutor, dentre seus trabalhos literários temos Como ler os russos (Todavia, 2021, segundo colocado no Prêmio Biblioteca Nacional, categoria Ensaio Literário, Prêmio Mário de Andrade). Traduziu, diretamente do russo, Pequenas tragédias (Editora Globo, 2006), Boris Godunov (Editora Globo, 2007), A dama de espadas e A filha do capitão (Ciranda Cultural, 2019), de Púchkin, Memórias de um caçador (Editora 34, 2013), de Ivan Turguêniev, Anna Kariênina (Editora 34, 2021), Sonata Kreutzer (no volume Tolstói & Tolstaia, Editora Carambaia, 2022) e A morte de Ivan Ilitch (Hedra, 2024), de Tolstói, Memórias do subsolo (Todavia, 2022), Gente pobre (Ciranda Cultural, 2021). Enfim, só por aqui já entendemos que será um professor extremamente gabaritado e com uma experiência profunda no que tange clássicos russos. 

13 de out. de 2025

Fausto, curso oferecido pela Universidade do Livro

Já pensou em fazer um curso voltado à literatura pela famosa Universidade do livro? Bom se você sempre quis, essa é sua oportunidade de ingressar em uma nova jornada especial. Nos dias 14 e 15 de outubro de 2025, às 19h, se iniciará um curso voltado ao mito de Fausto.  

Estou empolgadíssima para participar, e vim convidar você caro leitor(a) a participar junto comigo! Utilizando o cupom UNIL15, você terá 15% de desconto nestes e em qualquer outro curso da Universidade do Livro. Mas primeiro, vamos conhecer um pouco onde estamos embarcando..

O mito medieval de Fausto, o professor que firma um pacto com o demônio chamado Mefistófeles em busca de prazer, poder e conhecimento, foi reelaborado romanticamente por Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832), na forma de uma tragédia publicada em duas partes, em 1808 e 1832. Ousada e polêmica, a obra causou enorme impacto, tanto na literatura quanto na filosofia, gerando diversos comentários e inspirando outros grandes escritores como Paul Valéry, Fernando Pessoa, Guimarães Rosa, Mikhail Bulgákov e Thomas Mann, entre outros.

 

O objetivo principal do curso é apresentar sucintamente o Fausto, com a leitura atenta de trechos fundamentais das duas partes da tragédia, analisando seus personagens, contextualizando seus temas e discutindo os diversos problemas levantados pela obra de Goethe (questões filosóficas, artísticas, políticas, ecológicas, teológicas e históricas). O curso se destina ao público geral, tanto os novos leitores como os mais experientes. Com uma abordagem acessível e instigante, cada participante terá a oportunidade de compreender por que essas obras atravessam o tempo e seguem influenciando a cultura e a arte até hoje. As aulas consistirão na exposição dos conteúdos pelo ministrante, com tempo para resposta às questões que venham a ser apresentadas pelos participantes ao longo do percurso. Caso queira mais informações sobre o curso acesse o site da Universidade do livro Fausto - Universidade do Livro

Espero encontrar você, caro leitor(a) conosco! Vamos embarcar juntos nessa experiência literária!

9 de out. de 2025

Recebidos acumulados [LIVRARIA UNESP]

 Os dias se passaram tão rapidamente que não notei o quanto eu estava sedenta para escrever aqui no blog, até não estar mais aguentando não escrever! Estou sendo atropelada pela vida de forma tão estranha e terrivelmente lúcida de como o mundo está, tanto o meu mundo interior, quanto o mundo à minha volta. Basicamente o que estou sentindo é o caos puro, porém é nesse contexto que surgi a ordem e equilíbrio que o universo tanto busca. Uma metáfora usando a  termodinâmica que funciona para todos os âmbitos da vida.

Nesse post trago mais recebidos em parceria com a  Livraria Unesp, localizada no número 108, Praça da Sé, Centro, São Paulo. Como sempre digo por aqui, é sempre com muita alegria e empolgação que trago os livros dessa parceria, poder escolher os títulos é extremamente importante para mim. Lembrando que temos cupom de desconto de 15% com: jessica15. Aproveitem para adquirirem seus exemplares com desconto! São  livros que recebi em julho, agosto e setembro.


27 de jun. de 2025

Pensamentos vegetarianos, Voltaire

Levei alguns dias para terminar esse livro, mas apenas porque era meu livro de ônibus e metrô e nem sempre estava tão disposta a ler durante meu trajeto por conta de uma série de coisas como cansaço mental, aliás é o que eu mais sinto ultimamente. 



Bom, dentro da minha experiência de leitura senti-me profundamente tocada! Por ser vegetariana/ovolacto senti a revolta nas linhas escritas, a forma como o filósofo se posiciona diante de uma sociedade hipócrita e como dialoga com o leitor apenas me mostrou o quanto ainda hoje se faz necessário essa discussão, é quase como se eu me visse, de certo modo, refletida nos recortes filosóficos.

Ao longo da obra, é evidente esse esforço de Voltaire em articular razão, sensibilidade e justiça, sua crítica não é apenas contra o consumo de carne, mas contra todo tipo de violência institucionalizada e naturalizada pela cultura. Algo que devemos refletir sobre os nossos dias também! Ao refletir sobre nossos hábitos alimentares, ele nos convida a pensar sobre a forma como tratamos os seres vivos e, por consequência, sobre a própria natureza da humanidade em si. A fluidez dos textos é notável, o que me deixou embasbacada: Voltaire tem uma escrita afiada, direta e, ao mesmo tempo, profundamente reflexiva. 

A leitura é uma experiência provocadora e intelectualmente revigorante, de fato é quase um deleite para leitores e amantes de um exercício filosófico-moral. De forma mordaz o filósofo ilumina as contradições morais de uma sociedade que naturaliza o consumo de carne ao mesmo tempo em que se diz civilizada e ética, seu estilo também é impregnado de ironia e lucidez, o que torna a leitura não apenas informativa/didática, mas também intensamente reflexiva.

O que mais impressiona é a capacidade do autor de antecipar, em pleno século XVIII, debates que ainda hoje dividem as pessoas: a ética alimentar, o sofrimento animal, o especismo, e a moral seletiva que concede alma e dignidade a uns, e nega a outros. Voltaire desnuda, também, a hipocrisia religiosa e filosófica, em especial a justificação cristã de que “os animais foram feitos para serem comidos”, essa sem dúvida é uma das "justificativas" que me revolta muito! A revolta de Voltaire diante dessa ideia é não apenas filosófica, mas visceral e encontra eco no leitor moderno, sobretudo em quem se sente desconfortável com os alicerces frágeis de nossa tradição alimentar.

A crítica voltairiana não se limita à denúncia social; ela propõe, inclusive, uma reeducação do olhar e da consciência, o autor nos desafia a abandonar a passividade moral e a refletir sobre os hábitos herdados sem questionamento. Sua argumentação é ao mesmo tempo lógica e sensível: a violência contra os animais, diz ele, não é justificável pela ausência de uma “alma” nos moldes humanos, muito pelo contrário, é um ato de brutalidade que revela a própria limitação espiritual do homem.

Como leitora, fui profundamente tocada pelo texto. Além da admiração pelo domínio estilístico de Voltaire, senti também uma revolta compartilhada (como eu disse no começo do texto) diante das ideias absurdas que, incrivelmente, ainda hoje persistem. A leitura não apenas confirma a atualidade de seu pensamento, como também reacende a urgência de retomar, com coragem, uma discussão ética sobre aquilo que colocamos em nossos pratos  e, mais profundamente, sobre como tratamos os seres com quem dividimos o planeta.

24 de jun. de 2025

Recebidos de junho [Livraria UNESP]

Faz algumas semanas que não posto aqui no blog. Esse mês tem sido cheio de atividades para fechar o semestre na faculdade; muita coisa para lidar ao mesmo tempo, e até mesmos perda na família também. É tanta coisa que tem acontecido! Sinto que vivi várias vidas nesse meio tempo entre maio e esse fim de junho! O tempo corre, corre e não olha para trás...Só me faz lembrar a música "O tempo não para", do Cazuza por conta da sobreposição de fatos e acontecimentos em um "flash" de história. 

Nesse post trago mais recebidos (book haul) em parceria com a  Livraria Unesp, localizada no número 108, Praça da Sé, Centro, São Paulo. Como sempre digo por aqui, é sempre com muita alegria e empolgação que trago os livros dessa parceria, poder escolher os títulos é extremamente importante para mim. Lembrando que temos cupom de desconto de 15% com: jessica15. Aproveitem para adquirirem seus exemplares com desconto!


A Letra EscarlateNathaniel Hawthorne

Publicado em 1850, o romance se passa na Nova Inglaterra puritana do século XVII e gira em torno de Hester Prynne, uma mulher condenada por adultério. Como punição, ela é obrigada a usar uma letra "A" escarlate no peito, símbolo de "Adúltera", tornando-se alvo do desprezo público. Hester se recusa a revelar o nome do pai de sua filha, protegendo-o mesmo sob sofrimento. Ao longo da obra, questões como culpa, hipocrisia religiosa, repressão moral e o papel da mulher na sociedade são exploradas com profundidade. É um clássico da literatura norte-americana que critica os valores puritanos e propõe uma reflexão sobre liberdade, julgamento e redenção.



Por Que EscrevoGeorge Orwell

Essa coletânea reúne quatro ensaios autobiográficos e políticos escritos por Orwell, sendo o primeiro  que dá título ao livro, uma espécie de manifesto literário. Nele, Orwell narra sua trajetória como escritor e afirma que toda escrita é, de certa forma, política. Expõe suas motivações (egoísmo, entusiasmo estético, impulso histórico e propósito político) e critica a manipulação da linguagem pelo poder. Nos demais ensaios, como "A política e a língua inglesa", ele defende uma prosa clara e direta, opondo-se ao uso retórico e obscuro da linguagem por regimes autoritários. Acredito que será uma leitura interessante, inclusive pra quem se interessa por ética na escrita, jornalismo crítico e o papel social da literatura. Tenho muitas, muitas criticas a Orwell, desde ao viés político a como ele abordava a história política em seus escritos...Porém, a curiosidade me levou a escolher esse título com nossa parceira, certamente terá resenha aqui no blog.

1 de jun. de 2025

Recebidos de abril e maio [Livraria unesp]

Como eu estive em crise por conta da depressão nessas últimas semanas, não consegui fazer os post durante esse meio tempo. Porém, consegui ir na livraria e fazer um vídeo mega fofo promovendo a livraria e indicando vários títulos lá no instagram. Algo que sempre escrevo nesse blog é o quanto escrever aqui é importante para mim, é parte de quem eu sou! Construir esse "lugar" me fortalece e me transforma, é como se fosse parte do meu diário realmente! Dessa forma, estar longe do blog por alguns dias, o que resultou em poucos posts, me deixou um pouquinho triste.

13 de abr. de 2025

Livros de Março [Parceria Livraria UNESP]

O mês de março foi estranhamente longo, com pinceladas de rapidez. Senti que precisei viver várias vidas, e ir na livraria UNESP é um daqueles momentos que o tempo parece parar, ao mesmo tempo que não quer... Não sabia muito bem o que eu iria pegar para ler futuramente, mas apostei nos clássicos e nas edições da Peguin.

Esses livros recebidos são em parceria com a Livraria Unesp, localizada no número 108, Praça da Sé, Centro, São Paulo. Como sempre digo por aqui, é sempre com muita alegria e empolgação que trago os livros dessa parceria, poder escolher os títulos é extremamente importante para mim. Lembrando que temos cupom de desconto de 15% com: jessica15. Aproveitem para adquirirem seus exemplares com desconto!

Escolhi dois grandes clássicos, uma literatura de peso para minha biblioteca particular. Enquanto escrevo essa postagem, está um friozinho delicioso aqui em São Paulo, finalmente, depois de dias a fio com calores e temperaturas elevadas.

 

Até ser expulso de um lindo castelo na Westfália, o jovem Cândido convivia com sua amada, a bela Cunegunda, e tinha a felicidade de ouvir diariamente os ensinamentos de mestre Pangloss, para quem “todos os acontecimentos estão encadeados no melhor dos mundos possíveis”. Apesar da crença absoluta na doutrina panglossiana, do primeiro ao último capítulo, Cândido sofre um sem-fim de desgraças: é expulso do castelo; perde seu amor; é torturado por búlgaros; sobrevive a um naufrágio para em seguida quase perecer em um terremoto; vê seu querido mestre ser enforcado em um auto da fé; é roubado e enganado sucessivas vezes. 

Cândido só começa a desconfiar do otimismo exacerbado de seu mestre quando ele próprio e todos os que cruzam seu caminho dão provas concretas que o melhor dos mundos possíveis vai, na verdade, muito mal. Cândido, ou o Otimismo é um retrato satírico de seu tempo.

Escrito em 1758, situa o leitor entre fatos históricos como o terremoto que arrasou Lisboa em 1755 e a Guerra dos Sete Anos (1756-63), enquanto critica com bom-humor as regalias da nobreza, a intolerância religiosa e os absurdos da Santa Inquisição. Já o caricato mestre Pangloss é uma representação sarcástica da filosofia otimista do pensador alemão Gottfried Leibniz (1646-1716). Antecipando o sucesso desbragado e a carreira de escândalo do livro, Voltaire, pseudônimo de François-Marie Arouet, assinou a obra com o enigmático Sr. Doutor Ralph.


Caninos Brancos é um lobo nascido no território de Yukon, no norte congelado do Canadá, durante a corrida do ouro que atraiu milhares de garimpeiros para a região. Capturado antes de completar um ano de idade, é usado como puxador de trenó e obrigado a lutar pela sobrevivência em uma matilha hostil. 

Percorrendo o caminho inverso ao do traçado em O chamado selvagem (1903), em que um cão domesticado é obrigado a se adaptar à vida na natureza, em Caninos Brancos (1906) Jack London narra a história de um animal que precisa suprimir seus instintos para sobreviver na civilização. Grande sucesso de público desde o lançamento, já foi traduzido para mais de oitenta idiomas e adaptado diversas vezes para o cinema, os quadrinhos e a TV.




3 de mar. de 2025

Livros de Fevereiro [Parceria livraria UNESP]

Nesse post trago os livros recebidos com a parceria da Livraria Unesp, localizada no número 108, Praça da Sé, Centro, São Paulo. Como sempre digo por aqui, é sempre com muita alegria e empolgação que trago os livros dessa parceria, poder escolher os títulos é extremamente importante para mim, aliás os livros escolhidos dessa vez são muito especiais (todo mês falo isso, eu sei).  Lembrando que temos cupom de desconto de 15% com: jessica15. Aproveitem para adquirirem seus exemplares com desconto!

Desde 2023 a Livraria Unesp tem transformado minha vida literária! Sou grata a todos por essa oportunidade e por confiarem no meu trabalho! Nesse mês escolhi mais outros dois grande clássicos da literatura mundial e um da literatura japonesa contemporâneo, e muito provavelmente você leitor, já leu este livro. 


As intermitências da Morte

Depois de séculos sendo odiada pela humanidade, a morte resolve pendurar o chapéu e abandonar o ofício. O acontecimento incomum, que a princípio parece uma benção, logo expõe as intrincadas relações entre Igreja, Estado e a vida cotidiana.

Apesar da fatalidade, a morte também tem seus caprichos. E foi nela que o primeiro escritor de língua portuguesa a receber o Prêmio Nobel da Literatura buscou o material para seu novo romance, As intermitências da morte . Cansada de ser detestada pela humanidade, a ossuda resolve suspender suas atividades. De repente, num certo país fabuloso, as pessoas simplesmente param de morrer. E o que no início provoca um verdadeiro clamor patriótico logo se revela um grave problema.

Idosos e doentes agonizam em seus leitos sem poder "passar desta para melhor". Os empresários do serviço funerário se veem "brutalmente desprovidos da sua matéria-prima". Hospitais e asilos geriátricos enfrentam uma superlotação crônica, que não para de aumentar. O negócio das companhias de seguros entra em crise. O primeiro-ministro não sabe o que fazer, enquanto o cardeal se desconsola, porque "sem morte não há ressurreição, e sem ressurreição não há igreja".


Primeiro amor

Em um passeio por sua casa de veraneio nos arredores de Moscou, o garoto Vladímir Petróvitch, filho único de uma família tradicional, vê uma moça exuberante brincando nos fundos da propriedade. Trata-se de Zinaida, filha de sua vizinha, por quem se apaixonará de forma avassaladora. À medida que eles se aproximam, fica claro quem está no controle da situação. Disposto a tudo para ser correspondido, Vladímir terá de aprender rapidamente o intrincado jogo da sedução, em que as regras são tão aleatórias quanto obscuras. Admirado por Henry James e Gustave Flaubert, Ivan Turguêniev foi o primeiro autor russo a ser traduzido para a Europa, reconhecido, ainda em vida, como um dos grandes escritores de sua época.


Antes que o café esfrie

Se fosse possível viajar no tempo, quem você gostaria de encontrar? Embora seja um livro ambientado no Japão, o autor explora temas universais – amor, perda, recordações, amizade, gratidão, arrependimento e redenção.

Em uma ruazinha estreita e silenciosa de Tóquio, num subsolo, existe um estabelecimento que, há mais de 100 anos, serve um café cuidadosamente preparado. Além disso, uma estranha lenda urbana conta que os clientes podem viver ali uma experiência única: fazer uma viagem no tempo. Em Antes que o Café Esfrie, conheceremos quatro pessoas que precisam viver essa experiência, porém... A jornada envolve riscos e possui regras, por sinal extremamente irritantes: no passado, você só poderá encontrar pessoas que já estiveram no café; os clientes têm que se sentar numa cadeira específica e não é possível se levantar durante a viagem; nada que for feito ou dito mudará o presente; é preciso voltar antes que o café esfrie... Um livro para ser lido e relido.


Enfim, esses foram os livros que escolhe no mês de fevereiro, sendo que Antes que o café esfrie está na minha meta literária de 12 livros para 2025. Confesso que estou com grandes expectativas para essas leituras, e aposto que não irei me decepcionar, ultimamente tenho amado a literatura japonesa e me surpreendido com o modernismo japonês e contemporâneos. 

15 de fev. de 2025

Carta sobre a felicidade, de Epicuro (a Meneceu)

Algo que sempre me fez refletir, desde criança, foi o tema da felicidade, o que é ser feliz? Sou feliz? O que é, afinal de contas a felicidade? Já sentiu uma verdadeira felicidade, aquela energia que irradia no corpo, e torna-se um êxtase tão grande que você se sente tão leve que naquele momento tudo já basta por si só? 

A contemplação, a forma como o tempo passa, nossas conquistas e tudo o que compomos e entendemos por sociedade gira em torno de quesitos de sermos felizes, ou a busca pelo ápice! Um lugar onde só lá teremos a verdadeira felicidade, tal lugar geralmente são imposições sociais de outros... E quando construímos esse lugar exclusivo e único, o qual só lá tem essa tal de felicidade, muito provavelmente foi sob influência de algo ou alguém: Criação, algoritmo, mídia, propaganda, religião, questões de raça, classe e "gênero", bem como outras variáveis. 

É um assunto complexo e sempre há mais para se questionar e colocar em xeque. Gosto sempre de entender minhas escolhas e de onde estou partindo e para onde quero chegar. Gosto de saber as influências que estou sob influência.

A carta sobre a felicidade, temos recomendações, de acordo com o que o filósofo crê que leve à felicidade e contentamento, inclusive, temos uma definição do que ela é. Vemos reflexos da sociedade grega, especificamente ateniense, já que o filósofo muda-se para lá desde muito cedo por conta da sua cidadania ateniense herdada do pai. 


No conteúdo da carta temos a exortação de que ninguém hesite em se dedicar à filosofia enquanto jovem, nem se canse de fazê-lo depois de velho, porque ninguém jamais é demasiado jovem ou demasiado velho para alcançar a saúde do espírito. Quem afirma que a hora de dedicar-se à filosofia ainda não chegou, ou que ela já passou, é como se dissesse que ainda não chegou ou que já passou a hora de ser feliz. Também temos concelhos para o equilíbrio, moderação e elevação da mente. 

Algo que essa edição da Editora Unesp possui é um bom texto de introdução. Nesse texto os tradutores destacam que essa carta sobre a felicidade é decisiva para entender a "doutrina de Epicuro", que não é algo desmedido, ou gozo imoderado dos prazeres. Inclui várias explicações, ambientação histórica e por menores importantes para se realizar a leitura. Esse edição é bilíngue, então temos o texto original do grego e sua tradução. 


30 de jan. de 2025

Livros de janeiro [Parceria Livraria UNESP]

Nesse post trago os livros recebidos com a parceria da Livraria Unesp, localizada no número 108, Praça da Sé, Centro, São Paulo. É sempre com muita alegria e empolgação que trago os livros dessa parceria, poder escolher os títulos é extremamente importante para mim, aliás os livros escolhidos dessa vez são muito especiais (todo mês falo isso, eu sei), um deles está no meu desafio literário de 30 livros antes dos 30 anos. Até o momento a parceria com a Livraria Unesp só tem me proporcionado leituras incríveis, e transformado minha vida literária!

Todos os meses escolho cuidadosamente cada livro, folheio, leio a sinopse, penso, leio algum comentário sobre, analiso as editoras favoritas, penso no momento em que estou vivendo, o que mais estou buscando na vida e no universo, ou alguma discussão que estou tendo na faculdade...E por fim, pego finalmente os livros e anseio pelas leituras, algumas consigo ler o quanto antes, outras ainda sinto que preciso me preparar para fazê-las. 




Incidente em Antares, Erico Verissimo

Em dezembro de 1963, uma sexta-feira 13, a matriarca Quitéria Campolargo arregala os olhos em sua tumba, imaginando estar frente a frente com o Criador. Mas logo descobre que está do lado de fora do cemitério da cidade de Antares, junto com outros seis cadáveres, mortos-vivos como ela, todos insepultos.


Uma greve geral na cidade, à qual até os coveiros aderiram, impede o enterro dos mortos. Que fazer? Os distintos defuntos, já em putrefação, resolvem reivindicar o direito de serem enterrados - do contrário, ameaçam assombrar a cidade. Seguem pelas ruas e casas, descobrindo vilanias e denunciando mazelas. O mau cheiro exalado por seus corpos espelha a podridão moral que ronda a cidade.


Em 
Incidente em Antares
 , Erico Verissimo faz uma sátira política contundente e hilariante que, mesmo lançada em 1971, em plena ditadura militar, não teve receio de abordar temas como tortura, corrupção e mandonismo.



Morangos mofados, Caio Fernando Abreu

Em sua obra mais célebre, publicada em 1982, quando tinha trinta e quatro anos, Caio Fernando Abreu faz transbordar de cada página a angústia, o desassossego e o estilo confessional que o consolidaram como uma das vozes mais combativas e radicais de sua época. A prosa visceral dos dezoito contos de Morangos mofados ― potencializada pela hesitação coletiva de um país que vislumbrava a redemocratização ante a falência incipiente do regime militar ― traduziu as inconstâncias humanas mais profundas e continua, ainda hoje, arrebatando leitores de todas as gerações. Para José Castello, que assina o posfácio desta edição, embora seja um livro de narrativas curtas, “a obra mantém uma férrea unidade, em torno da coragem de se despir, da fidelidade aos sentimentos mais íntimos e mesmo os mais terríveis, e ainda à dificuldade de ser”.


As planícies, Gerald Murnane

Neste clássico moderno da literatura australiana, publicado pela primeira vez em 1982 e até agora inédito no Brasil, Gerald Murnane apresenta uma meditação sobre território, memória, amor e cultura, a partir da busca existencial de um jovem cineasta nas planícies do interior da Austrália.


27 de jan. de 2025

Noites brancas, Fiódor Dostoiévski

Essa resenha está sendo escrita graças à livraria UNESP, parceira do Exploradora de páginas desde 2023! E hoje trago uma obra incrível! Esse foi meu primeiro livro lido do Dostô e já me apaixonei. Atualmente já deslanchei a ler outros tantos, os quais ainda não possuem resenha disponíveis, pretendo fazê-las futuramente. 

Antes de fazer esse post ouvi o podcast do G1 sobre a diminuição de leitores no Brasil, isso me preocupa muito, as pessoas estão cada vez mais fáceis de manobrar como massa, e não se dão conta. Quando ouço noticias como essa, só consigo pensar que estamos mais próximos da distopia de fahrenheit 451, escrita por Ray Bradbury, uma população viciada em tecnologia e distante do livros. 

Isso me absurda! Pois, pego um livro como Noites Brancas e sinto meu espírito sendo preenchido, e acho tão difícil compreender como as pessoas estão tão avessas a literatura, mesmo levando em conta todo o contexto social e econômico. A leitura me satisfaz, se eu não estiver lendo não me sinto viva! E para você, caro leitor (a), como a literatura se enquadra na sua vida? Enfim, vamos ao post...


Dostoiévski escreveu Noites Brancas em 1848, em São Petersburgo, aos vinte anos de idade. A novela foi publicada no mesmo ano na revista mensal Otietchéstvenii Zapíski [Anais da pátria]. Em uma São Petersburgo do século XIX. Um jovem homem solitário vaga pela cidade noite adentro, deixando que o sentimento de cada rua, esquina ou calçada o penetre. Durante a caminhada, avista uma mulher aos prantos encostada no parapeito de um canal. Ao acudi-la, tem início um diálogo fadado a se dissipar como a tênue claridade das noites de verão na Rússia.

Quanto mais o anônimo narrador se aproxima da jovem Nástienka, mais parece se distanciar de sua melancólica vida anterior. Em quatro encontros, no entanto, a crescente intimidade dos dois personagens chega a um inesperado desfecho, quando a última noite por fim termina. Aliás, essas noites brancas são um evento meteorológico, o qual as noites são quase um eterno crepúsculo (entardecer), são clarinhas. 

A novela de 1848, tida como uma das obras-primas de Dostoiévski no gênero breve, é acompanhada neste volume da Pengui Companhia pelo conto "Polzunkov", escrito no mesmo ano, que mostra uma faceta mais caricata de um dos maiores autores da literatura russa. A tradução direta do russo, apresentação e notas ficou ao encargo de Rubens Figeiredo. 
"Era uma noite maravilhosa, caro leitor, uma noite como só pode existir, talvez, quando somos jovens. O céu estava tão estrelado, tão luminoso, que, depois de olhar para ele, era impossível não perguntarmos a nós mesmos se debaixo de um céu assim, podiam viver pessoas mal-humoradas e caprichosas."

Nosso narrador personagem é extremamente emotivo, é observador, melancólico, e como ele próprio se chama, um sonhador. Isto é, mergulha em si mesmo e na paisagem a sua volta, imagina histórias dos transeuntes e tudo o que vê ao seu redor. Particularmente, vejo ele muito como um romântico inveterado (ele é quase um retrato de um personagem da fase ultra-romântico do Romantismo). 

É um texto muito poético e fluido! Os personagens são bem típicos do romantismo, inclusive a forma da narrativa, construção dos cenários, a importância da natureza para o enredo e como tudo isso dialoga para o desenvolvimento dos personagens e da história. É um livro que me acompanhou durante três dias, simplesmente não queria larga de tão gostosa que estava a narrativa. Foi meu primeiro livro lido do autor, e como havia dito anteriormente, me apaixonei pela sua escrita, e desde então tenho lido muito sua produção literária. No ano de 2024 li Gente pobre, A dócil e O sonho de um homem ridículo, já nesse ano de 2025 estou com planos de ler outros livros do autor, aproveitar que ganhei de amigos! 

Abaixo, vou deixar a resenha que postei no ano de 2023 sobre a leitura de Noites Brancas. No vídeo falo um pouco mais do autor e sua biografia, e uma introdução à Noite Brancas. 





Leia esse post!

RECEBIDOS DE NOVEMBRO| livraria UNESP

 Cada livro que escolho sempre é bem pensado, sempre são livros que estou com muita vontade de ler, certamente são aqueles que sei o quanto ...