Esse ano comecei com livros um pouco densos e com temáticas polêmicas, só para sair da minha zona de conforto e conhecer outros gêneros literários, e um desses é um livro que descore sobre o feminismo e problemas sociais da França, e como problemas de repressão sexual e outros fatores influenciam a sociedade.
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9 de jan. de 2019
Teoria King Kong, Virginie Despentes
8 de jan. de 2019
O sol e o peixe, Virginia Woolf
Feliz ano novo !♡ Desculpem por esse hiato de quase duas semanas, estava viajando e não tive contato com meu computador, então..os post estão atrasadíssimos; caso vocês estejam interessados em acompanhar minhas leituras..acessem meu perfil no GoodReads, assim vocês já ficam sabendo quais serão os próximos posts. Para começar o ano literário muito bem, comecei com uma escritora clássica, Virginia Woolf.
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30 de mai. de 2018
Mercury 13 | "você não pode porque é mulher"
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| Membros do Mercury 13. Elas foram testadas para ver se as mulheres poderiam se tornar astronautas. Da esquerda: Gene Nora Jessen, Wally Funk, Jerry Cobb, Jerri Truhill, Sarah Rutley, Myrtle Cagle e Bernice Steadman. [Via: New week] |
Mercury 13 mostra um outro lado ainda mais denso do preconceito contra a mulher na NASA dos anos 60. O documentário nos apresenta 13 mulheres que foram desprezadas no teste para decidir quais astronautas iriam ao espaço, é mulher? está fora de cogitação.
Os testes mostravam que essas mulheres eram tão habilidosas quanto os homens— algumas até se saíram melhor nas provas –, mas todas elas são mulheres e por isso foram desclassificadas do processo seletivo.
Aos longo do documentário é torneado o papel da mulher na sociedade, na aviação tanto militar durante a segunda guerra mundial, onde as mulheres tinham instrução em todas as aeronaves, mas não podiam combater, quanto civil, que tiveram um pouco mais de liberdade.
Contando a história de 13 dessas aviadoras civis, que passaram pelos mesmo testes que os astronautas da NASA. Quando a agência espacial descobriu, no entanto, que o empresário Lovelace pretendia continuar testando e treinando as mulheres da Mercury 13 em Pensacola, Flórida, o programa foi encerrado. Seguiu-se com uma audiência no Congresso, mas as mulheres nunca chegaram ao espaço - ou às fileiras da NASA.
Por que ao invés de ter sido Buzz Aldrin não poderia ter sido uma mulher, ou um homem negro? há uma critica muito forte à sociedade americana da década de 1960, que era misogena, preconceituosa e totalmente conservadora, isso se evidencia por além de serem apenas homens testados, eram todos brancos, da mesma religião e muitos dos que foram testados eram até do mesmo estado americano.
É incível como o documentário explora os teste realizados nas canditadas da Mercury 13, como o impedimento da mulher ir ao espaço afetou a sociedade mundial, e o que acarretaria ao mundo se na Apollo 11 fosse 3 mulheres, ou pelo menos uma mulher a pisar na Lua, e como um ato egoísta pode prejudicar uma sociedade inteira.
Ademais, Mercury 13 serve de alerta para a nossa sociedade atual, visto que em muitos lugares do mundo e do Brasil ainda existe um preconceito com as mulheres e suas áreas de atuação, o questionamento de se a mulher é capaz de ser racional. Por que a capacidade da mulher é sempre mais questionada do que a do homem?
Destarte, com entrevistas incríveis, imagens históricas e várias curiosidades sobre a corrida espacial e porque em muitos aspectos a URSS estava à frente dos Estados Unidos, compõem um documentário memorável, que nos faz criticar a sociedade da época e também a atual, e a posição da mulher. Foi tão longo caminho de 1960 até 1983 onde a primeira mulher americana, Sally Ride, pode ir ao espaço como tripulante no ônibus espacial Challenger. Claro que recomendo muitissímo esse documentário para você meu(minha) caro(a) leitor(a), independente da sua idade e ideologia, assista!
Curiosidades sobre a mulher no espaço
As primeiras mulheres a irem para o espaço foram as soviéticas Valentina Tereshkova em 1963 e Svetlana Savitskaya (1982).
A primeira mulher americana a tripular uma missão foi Sally Ride, formada em Física e Inglês pela Universidade de Stanford, Ride foi uma das 8 mil mulheres que responderam a um anúncio da NASA, para selecionar o primeiro grupo de astronautas femininas do programa espacial norte-americano em 1978, contudo só iriam ao espaço em 1983.
A primeira mulher negra a ir ao espaço foi a médica Mae Jemison em 1992.
Elleen Collins foi a primeira mulher a ser piloto de um ônibus espacial em 1995 da nave Discovery, missão STS-63, e fez uma acoplagem em órbita com a estação russa Mir. E em julho de 1999 tornou-se a primeira mulher a comandar um ônibus espacial, subindo ao espaço a bordo do ônibus espacial Columbia.
4 de mai. de 2018
Vera Rubin e suas contribuições para a Física

Vera Cooper Rubin foi uma astrofísica estadunidense, pioneira no estudo das curvas de rotação de galáxias espirais. Sua principal contribuição foi mostrar que a velocidade de rotação nas regiões externas destas galáxias é muito maior que aquela que seria produzida por suas estrelas. Essa discrepância é considerada uma das principais evidências da existência de matéria escura, material que corresponde a 23% da composição do universo.
No início da carreira de Rubin, só homens eram permitidos no Observatório Palomar, na Califórnia. O local era essencial para qualquer observação na região, ainda assim, as autoridades proibiam a entrada de mulheres por não ter "cômodos apropriados para elas".
"A fama é passageira, meus números significam mais para mim do que meu nome. Se os astrônomos ainda estiverem usando meus dados daqui a anos, esse é o meu maior elogio. ”
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| Essa é a galáxia de Andrômeda, os pontinhos pretos são as sessenta e sete regiões H II a partir das quais foram encontradas as velocidades de rotação. [Via: Astrobites] |
Após mais alguns anos de estudos, ao analisar outras galáxias , a astrofísica descobriu que algo além da massa visível era responsável pelo movimento das estrelas: a matéria escura, que é um material que não emite luz e tem entre cinco a dez vezes mais massa do que uma galáxia luminosa, e sua presença pode ser detectada a parti dos efeitos gravitacionais sobre a matéria visível.
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| Gráfico de Velocidade em função da Distância: Curva de rotação de uma galáxia espiral típica: prevista teoricamente sem considerar a matéria escura, observada em a (A) A matéria escura pode explicar o comportamento quase horizontal da curva de rotação a grandes distâncias do centro da galáxia, observada em (B). [Via: Wikipédia] |
A existência de matéria escura já havia sido proposta em 1933 pelo astrofísico suíço Fritz Zwicky, mas foi só mais de 40 anos depois, com a descoberta de Rubin, que sua existência pôde ser confirmada.
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| Curva de rotação da galáxia M33 [Via: Astrobites] |
Esse último gráfico acima indica praticamente a mesma coisa que o anterior, contudo mais detalhado de uma curva de rotação da galáxia M33 (Galáxia do triângulo), onde as velocidades são encontradas a partir de estrelas próximas e de gás longe. A linha pontilhada é a curva em que podemos realmente observar a grande diferença causada pela massa extra, que é matéria escura.
Infelizmente, apesar dessa descoberta incrível no campo da astrofísica, Rubin nunca recebeu um prêmio nobel por sua contribuição.
Revista galileu 4 Fatos sobre Vera Rubin Dark Matter even dark than once thought (Artigo em Inglês da Revista Sciencie Daily)
Explicando sobre os efeitos da matéria escura Wikipédia
How one person discovered the majority of the universe Astrobites
9 de mar. de 2018
[Resenha] Um teto todo seu - Virginia Woolf
Porque um sexo é mais prospero do que outro? Porque o homem bebe vinho e a mulher água? Quais as condições financeiras para escrever ficção? Qual o efeito que a pobreza tem sobre a ficção?
Essas e outras "mil e umas perguntas" são feitas pela escritora Virginia Woolf, que em seu livro critica duramente a sociedade, e aponta o quanto ela é machista, coisas sutis ou não que para os homens eram(são) normais, são na verdade, para mulher, inteiramente desmoralizantes ou um corte em suas asas, que a impede de voar.
Aliás, no capítulo 2, a escritora destaca de maneira antropóloga, o quanto o homem tem a necessidade de se sobrepor aos demais, a necessidade de ser engrandecido, de estimular o sistema nervoso com um senso falso de supremacia. Com perícia filosófica e rigor técnico, a autora demonstra como esse pensamento prejudica a estrutura da sociedade e até mesmo a convivência social, usando vários exemplos que estendem-se da política ao cotidiano.
Dissecando a história e o "bom" convívio social inglês, e o como ele massacrou a mulher do século XIX e XX, a qual era obrigada a se submeter a convenção social, inteiramente masculina. Criticando notoriamente como a mulher, ao decorrer da história, era crucificada ao crítica uma obra, um livro, ou qualquer coisa feita por um homem. Interessante que, isso se arrasta até hoje, por exemplo, se uma mulher/garota vai criticar uma obra consagrada por um determinado grupo, é crucificada, e malhada mais que Judas, pois muitos acreditam que a mulher não possui um órgão conhecido como cérebro, ou que não é dotada de plenas faculdades mentais, e que não possui o direito de discordar da maioria.
Virginia, também demonstra o quanto o assunto "mulher"já foi discutido ao longo dos anos e nada é falado, tudo escrito por homens, o quanto é escrito para serem criticadas e achar defeito, quando não sexualizadas ao extremo. Por que, desde séculos esquecidos , a visão masculina despeito da mulher é moral, intelectual, e fisicamente inferior?? Ademais, se olharmos para a sociedade do século XXI, em pleno 2018, vemos que a diferença é pouca nesse sentido, o quanto ainda falta para a nossa sociedade ter igualdade de gênero.
Além disso, a escritora disseca a personagem feminina ao longo da história, inclusive em escritos famosos. Muito é discutido no livro desde feminismo e o lugar da mulher na sociedade, à críticas em obras famosas tanto de escritores, quanto escritoras, crítica a sociedades, lideres políticos e a forma patriarcal da Inglaterra ao longo da história.
Esse livro é essencial, a narrativa é excelente, muito envolvente com certo tom humorado, para abordar temas pesados, como política, sociedade e machismo. Woolf é mais profunda, analítica e coerente do que correntes contemporâneas sobre o mesmo assunto que, muitas vezes, falham na argumentação por não observarem a crítica do passado. Excelente para ser sitado em uma redação da FUVEST , ENEM, ou qualquer outro vestibular.
Qual a finalidade de sempre esmurrar a mesma tecla? qual o objetivo de sempre falar do lugar da mulher na sociedade? Você pode contar nos dedos as mulheres que são citadas na história por feitos significativos; da idade média a guerra dos cem anos, até a idade contemporânea, toda a linha temporal dos feitos humanos, quantas são citadas? ou como era a educação das mulheres no século XIX, como eram tratadas? Se esquecermos da história e não debatermos tais temas, serão esquecidos e posteriormente uma sociedade igualitária tornar-se-a distante.
Leia para saber o que é machismo, e antes de falar que a mulher do século XXI não sofre pelo machismo, leia esse livro!
Sobre a Obra
Aliás, no capítulo 2, a escritora destaca de maneira antropóloga, o quanto o homem tem a necessidade de se sobrepor aos demais, a necessidade de ser engrandecido, de estimular o sistema nervoso com um senso falso de supremacia. Com perícia filosófica e rigor técnico, a autora demonstra como esse pensamento prejudica a estrutura da sociedade e até mesmo a convivência social, usando vários exemplos que estendem-se da política ao cotidiano.
Dissecando a história e o "bom" convívio social inglês, e o como ele massacrou a mulher do século XIX e XX, a qual era obrigada a se submeter a convenção social, inteiramente masculina. Criticando notoriamente como a mulher, ao decorrer da história, era crucificada ao crítica uma obra, um livro, ou qualquer coisa feita por um homem. Interessante que, isso se arrasta até hoje, por exemplo, se uma mulher/garota vai criticar uma obra consagrada por um determinado grupo, é crucificada, e malhada mais que Judas, pois muitos acreditam que a mulher não possui um órgão conhecido como cérebro, ou que não é dotada de plenas faculdades mentais, e que não possui o direito de discordar da maioria.
"A literatura está aberta a todos. Recuso-me a permitir que você, mesmoque seja um bedel, me negue acesso ao gramado. Tranque as bibliotecas, se quiser; mas não há portões, nem fechaduras, nem cadeados com os quais você conseguirá trancar a liberdade do meu pensamento." - página 55
Virginia, também demonstra o quanto o assunto "mulher"já foi discutido ao longo dos anos e nada é falado, tudo escrito por homens, o quanto é escrito para serem criticadas e achar defeito, quando não sexualizadas ao extremo. Por que, desde séculos esquecidos , a visão masculina despeito da mulher é moral, intelectual, e fisicamente inferior?? Ademais, se olharmos para a sociedade do século XXI, em pleno 2018, vemos que a diferença é pouca nesse sentido, o quanto ainda falta para a nossa sociedade ter igualdade de gênero.
Além disso, a escritora disseca a personagem feminina ao longo da história, inclusive em escritos famosos. Muito é discutido no livro desde feminismo e o lugar da mulher na sociedade, à críticas em obras famosas tanto de escritores, quanto escritoras, crítica a sociedades, lideres políticos e a forma patriarcal da Inglaterra ao longo da história.
Esse livro é essencial, a narrativa é excelente, muito envolvente com certo tom humorado, para abordar temas pesados, como política, sociedade e machismo. Woolf é mais profunda, analítica e coerente do que correntes contemporâneas sobre o mesmo assunto que, muitas vezes, falham na argumentação por não observarem a crítica do passado. Excelente para ser sitado em uma redação da FUVEST , ENEM, ou qualquer outro vestibular.
Qual a finalidade de sempre esmurrar a mesma tecla? qual o objetivo de sempre falar do lugar da mulher na sociedade? Você pode contar nos dedos as mulheres que são citadas na história por feitos significativos; da idade média a guerra dos cem anos, até a idade contemporânea, toda a linha temporal dos feitos humanos, quantas são citadas? ou como era a educação das mulheres no século XIX, como eram tratadas? Se esquecermos da história e não debatermos tais temas, serão esquecidos e posteriormente uma sociedade igualitária tornar-se-a distante.
Leia para saber o que é machismo, e antes de falar que a mulher do século XXI não sofre pelo machismo, leia esse livro!
Sobre a Obra
A Room of One's Own é um ensaio de Virginia Woolf publicado em 24 de outubro de 1929. O ensaio foi baseado em uma série de palestras que ela deu em outubro de 1928 no Newnham College e Girton College, duas escolas para mulheres na Cambridge University.
Apesar de ensaio deixar explícito um narrador ficcional e uma narrativa para explorar tanto escritoras quanto personagens fictícias, o manuscrito inicial, intitulado de Woman and Fiction e publicado pela The Forum em março de 1929, e posteriormente a sua versão final, são considerados não-ficcionais.
Título original: A Room of One's Own
Autora: Virgina woolf
Ano de publicação: 24 de outubro 1929
Número de páginas: 99
Tradução: Bia Nunes de souza
Sobre a Autora
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| A excelentíssima escritora Virginia Woolf |
Adeline Virginia Woolf, foi uma escritora, ensaísta e editora britânica, conhecida como uma das mais proeminentes figuras do modernismo.Estreou-se na literatura em 1915 com o romance The Voyage Out, que abriu o caminho para a sua carreira como escritora e uma série de obras notáveis. Morreu em 1941, tendo cometido suicídio.
Woolf foi membro do Grupo de Bloomsbury e desempenhou um papel de significância dentro da sociedade literária londrina durante o período entre guerras. Seus trabalhos mais famosos incluem os romances Mrs. Dalloway (1925), To the Lighthouse (1927), Orlando: A Biography (1928), e o livro-ensaio A Room of One's Own (1929), onde encontra-se a famosa citação "Uma mulher deve ter dinheiro e um teto todo seu se ela quiser escrever ficção". [Via:Wikipédia]
Romances como Miss Dalloway e Rumo ao Farol se destacaram e pontuaram-na como modernista, fundadora de um estilo narrativo conhecido por fluxo de consciência, alinhando-se a James Joyce e Clarice Lispector como representantes deste cânone que parte da complexa linha de pensamento como base narrativa.
Ficou interessada (o) no livro? gostaria de lê-lo de Graça? Clique aqui para ler!
Romances como Miss Dalloway e Rumo ao Farol se destacaram e pontuaram-na como modernista, fundadora de um estilo narrativo conhecido por fluxo de consciência, alinhando-se a James Joyce e Clarice Lispector como representantes deste cânone que parte da complexa linha de pensamento como base narrativa.
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