Diário2023 #001 | Eu quase tive um Burnout

Eu tenho um costume de escrever quase todos os dias no meu diário pessoal, e agora quero trazer uma coisa nova para o blog que é um diário com conteúdos mais pessoais e íntimos a meu respeito, e obviamente nada muito comprometedor, gosto de escrever para mim mesma e depois lê novamente, e também pretendo deixar um pouco mais de mim na rede infinita de comunicação.

Para o primeiro episódio  escolhi escrever sobre meu esgotamento mental, físico e emocional o qual estou passando. O ano de 2022 foi bem intenso: Foi o primeiro ano ""sem"" pandemia, a vida estava tentando normalizar, uma nova rotina estava se criando e as coisas voltaram ao presencial, além de nos acostumarmos com a mobilidade urbana novamente. As loucuras de Sampa, lidar com o emocional e outras questões sérias da vida adulta, veio também (aos poucos) o lidar com não serei tão produtiva quanto estava no 100% online. Durante a pandemia aprendi a fazer  mil tarefas juntas, a ter uma rotina online e a não depender mais do presencial, no entanto o cansaço foi se acumulando. 

Ao longo do ano de 2022 veio demandas e atividades 100% presenciais, além das que ainda são online e se adaptaram a esse formato, agora havia o estresse do transito, chegar tarde em casa, levantar as 5 da manhã, cuidar da casa, casamento, compromissos religiosos, voluntariado, cursos e tudo o mais...Ao final do segundo semestre eu estava entrando em um colapso muito grande e isso se refletiu nas minhas notas.

A USP é uma universidade bem exigente e isso não é novidade, o rigor acadêmico continuou sendo cobrado e eu já não estava mais aguentando o ritmo, as exigências e tudo que eu preciso dar para os estudos. A vida acadêmica somada a vida pessoal foi um verdadeiro surto! ao longo do ano de 2022 perdi amigos, conheci novas pessoas, conheci novas fronteiras e me ajudou a ver o que quero para minha vida universitária e minha carreira profissional. Parte de mim ainda me cobra por não ter "aproveitado" o suficiente, e outra parte me diz que eu tentei dar o meu melhor naquele momento, fiquei realmente saturada com tudo.

Esse ano, ademais, pensei em novas metas, novas aventuras literárias, novas aventuras acadêmicas (inclusive quero fazer uma iniciação cientifica), mas dessa vez penso em dar o meu melhor respeitando os meus limites. Apesar de adorar uma rotina, adorar fazer mil tarefas e outras coisas mais, pretendo por limites em relações, não exceder o que posso doar de mim para outras facetas da vida e pra outras pessoas e "causas". Enfim, janeiro tem sido um mês de descanso, estou até pegando leve nas leituras para não me saturar e explodir todos meus aspectos como ser humano, e também ainda não comecei meus estudos de férias, muito menos nem fiz cursos de aprimoramento de verão da USP. 



Talvez seja obvio para as pessoas respeitarem o descanso e a si mesmas, ou talvez não. Chegamos várias e várias vezes em nossos próprios esgotamentos mais cedo ou mais tarde, e devemos ter o bom senso de parar antes que seja devastador. Hoje estou com uma rotina mais leve, porém ainda continuo muito cansada, com enxaquecas, precisando dormi mais horas, ler menos e fazer mais atividades físicas... Isso, tentar diminuir drasticamente meu ritmo, atrasa meus trabalhos na internet, meus escritos e outras áreas da minha vida, mas ás vezes precisamos diminuir o ritmo. No momento tento me recuperar e descansar minha mente, mas para mim é extremamente difícil diminuir a regularidade de escrever, ler e querer produzir outras coisas que exigem grande concentração e afins. 

Escrever me ajuda a ter um panorama da minha própria vida, e refletindo em tudo enquanto escrevo e nas conversas que tive com meu companheiro ontem, vejo que esse ano estou querendo me distanciar de certas pessoas, certos eventos e me resguardar beeeem mais, basicamente  é corta umas coisas aqui e ali para fazer o que realmente quero. Ao final desse post, creio estar bem mais leve e conseguindo deixar minha linha de raciocínio bem mais fluida.

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