Ricardo III, de William Shakespeare

Essa resenha faz um tempo demasiado que era para ter sido postada, mas protelei muito e muito, e por diversas razões pessoais, mas enfim chegou finalmente o dia de posta-la. Adoro clássicos literários, e ultimamente venho gostando bastante de Shakespeare, Ricardo III já é o segundo livro do autor que leio esse ano, ainda pretendo ler mais dele nesse semestre.Ah, esse é mais um livro do desafio da Rory Gilmore books challenger, dentre os 340 escolhi alguns clássicos para ler neste ano, assim que chegar a marca de 10 livros lidos do desafio, faço um post mega especial.

 
As páginas são brancas, a fonte é pequena e tem ilustrações ao decorrer das cenas, além de ter um prefácio sobre a guerra das rosas, apresentação e comentários ao final, o que me ajudou bastante a me ambientar e também a compor a resenha.  

Autor: William Shakespeare 
Número de páginas: 197
Adaptação: Luiz Antonio Aguiar
Ilustrações: William Côgo 
Editora: Difel 

Ricadro III é um drama histórico em cinco atos escrito pelo dramaturgo inglês William Shakespeare entre 1592 e 1593, o qual se baseou na história verdadeira do rei Ricardo III da InglaterraÉ também a segunda mais extensa peça de Shakespeare, superada apenas por Hamlet.
 A obra retrata a ascensão maquiavélica de Ricardo III e sua eminente queda, nessa peça podemos ver que tem o elemento de que o mal e o seu "portador" é feio, grotesco e mais que extremo da manipulação. Como a ganância e sede de poder pode deixar um rastro enorme de sangue, e infiéis ao reino que surge de traições, abusos e manipulações. 

Ao ler Ricardo III o leitor com menos bagagem literária terá a impressão de que não basta de uma história repetida e clichê, e essa é a grande 'sacada' desse livro, haja vista Shakespeare influenciou diversos autores de diversos períodos, e muito das narrativas de fantasias seguiam uma influência muito forte, até mesmo desenhos animados do século passado tem pequenas influências estruturais.

A leitura é fluida e imersiva, quando a história começa a ser narrada já tem acontecimentos trágicos acontecendo, deixando o leitor com sensação de acabou de chegar na história que já estava sendo contada, do meu ponto de vista foi divertido e bem peculiar. O tempo não é linear, ora tem lembranças além de os acontecimentos levarem tempo tanto para serem planejados e executados, se o leitor não tiver detida atenção cairá no erro de achar que os eventos ocorrem rápidos de mais ou na mesma semana. 

Os personagens são bem profundos para uma peça, Ricardo é personificação da vilania, da tirania, justifica-se seus erros ora por sua deformação e deficiência, alegando-se até mesmo que nasceu com características medonhas pelo mal que havia já corrompido-o no ventre da mãe. Ricardo é um personagem que apesar de ser detestável, tem suas peculiaridades e por vez chama atenção durante a leitura. 
As personagens femininas apesar de estarem a mercê da sociedade e igreja patriarcal da idade média, têm suas ambições e conspirações, contudo ainda são vistas como frágeis, inocentes quando mais jovens, no caso de Ana, ou megeras como rainha Margareth e ambiciosas com toque de vilania como rainha Elizabeth, mesmo com perfis considerados hoje clichê e um tanto machista são bem compreensíveis para época em que foi escrita a peça. Enquanto os homens apesar de traírem um são extremamente leais à outro, ou são bons homens inocentes de seus atos, mesmo que pecaminosos aos olhos da igreja, e claramente são os personagens que detém o foco narrativo. 

Dessarte, essa peça possui muitas crítica sociais à Inglaterra do tempo de Shakespeare, além de ter influencias das tragédias gregas, com hseróis amaldiçoados pelos deuses, presságios de mortes e maldições sendo lançadas por mães desconsoladas. Sem sombra de dúvida esse livro deve ser uma leitura obrigatória para todos os tipos de leitores, pois nessa história lemos sobre a tirania, a vilania, e como a ganância e sede de poder e prestigio pode separar uma nação e fazer um reino ruim em diversos aspectos, principalmente politica, social e emocional tanto da população quanto da corte. 

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