10 de jul. de 2019

Ricardo III, de William Shakespeare

Essa resenha faz um tempo demasiado que era para ter sido postada, mas protelei muito e muito, e por diversas razões pessoais, mas enfim chegou finalmente o dia de posta-la. Adoro clássicos literários, e ultimamente venho gostando bastante de Shakespeare, Ricardo III já é o segundo livro do autor que leio esse ano, ainda pretendo ler mais dele nesse semestre.Ah, esse é mais um livro do desafio da Rory Gilmore books challenger, dentre os 340 escolhi alguns clássicos para ler neste ano, assim que chegar a marca de 10 livros lidos do desafio, faço um post mega especial.

 
As páginas são brancas, a fonte é pequena e tem ilustrações ao decorrer das cenas, além de ter um prefácio sobre a guerra das rosas, apresentação e comentários ao final, o que me ajudou bastante a me ambientar e também a compor a resenha.  

Autor: William Shakespeare 
Número de páginas: 197
Adaptação: Luiz Antonio Aguiar
Ilustrações: William Côgo 
Editora: Difel 

Ricadro III é um drama histórico em cinco atos escrito pelo dramaturgo inglês William Shakespeare entre 1592 e 1593, o qual se baseou na história verdadeira do rei Ricardo III da InglaterraÉ também a segunda mais extensa peça de Shakespeare, superada apenas por Hamlet.
 A obra retrata a ascensão maquiavélica de Ricardo III e sua eminente queda, nessa peça podemos ver que tem o elemento de que o mal e o seu "portador" é feio, grotesco e mais que extremo da manipulação. Como a ganância e sede de poder pode deixar um rastro enorme de sangue, e infiéis ao reino que surge de traições, abusos e manipulações. 

Ao ler Ricardo III o leitor com menos bagagem literária terá a impressão de que não basta de uma história repetida e clichê, e essa é a grande 'sacada' desse livro, haja vista Shakespeare influenciou diversos autores de diversos períodos, e muito das narrativas de fantasias seguiam uma influência muito forte, até mesmo desenhos animados do século passado tem pequenas influências estruturais.

A leitura é fluida e imersiva, quando a história começa a ser narrada já tem acontecimentos trágicos acontecendo, deixando o leitor com sensação de acabou de chegar na história que já estava sendo contada, do meu ponto de vista foi divertido e bem peculiar. O tempo não é linear, ora tem lembranças além de os acontecimentos levarem tempo tanto para serem planejados e executados, se o leitor não tiver detida atenção cairá no erro de achar que os eventos ocorrem rápidos de mais ou na mesma semana. 

Os personagens são bem profundos para uma peça, Ricardo é personificação da vilania, da tirania, justifica-se seus erros ora por sua deformação e deficiência, alegando-se até mesmo que nasceu com características medonhas pelo mal que havia já corrompido-o no ventre da mãe. Ricardo é um personagem que apesar de ser detestável, tem suas peculiaridades e por vez chama atenção durante a leitura. 
As personagens femininas apesar de estarem a mercê da sociedade e igreja patriarcal da idade média, têm suas ambições e conspirações, contudo ainda são vistas como frágeis, inocentes quando mais jovens, no caso de Ana, ou megeras como rainha Margareth e ambiciosas com toque de vilania como rainha Elizabeth, mesmo com perfis considerados hoje clichê e um tanto machista são bem compreensíveis para época em que foi escrita a peça. Enquanto os homens apesar de traírem um são extremamente leais à outro, ou são bons homens inocentes de seus atos, mesmo que pecaminosos aos olhos da igreja, e claramente são os personagens que detém o foco narrativo. 

Dessarte, essa peça possui muitas crítica sociais à Inglaterra do tempo de Shakespeare, além de ter influencias das tragédias gregas, com hseróis amaldiçoados pelos deuses, presságios de mortes e maldições sendo lançadas por mães desconsoladas. Sem sombra de dúvida esse livro deve ser uma leitura obrigatória para todos os tipos de leitores, pois nessa história lemos sobre a tirania, a vilania, e como a ganância e sede de poder e prestigio pode separar uma nação e fazer um reino ruim em diversos aspectos, principalmente politica, social e emocional tanto da população quanto da corte. 

8 de jul. de 2019

Book Tag| 50% de 2019

Todo ano faço um balanço do que li no ano e do que ainda pretendo ler nos próximos meses, ver o que mais gostei ou não, acho que todo mundo que é apaixonado por livros faz isso; bem tecnicamente o post está atrasado, mas o que vale é a intenção. Ano passado também fiz esse tipo de post, caso você queira ler basta clicar aqui. Os livros com resenha estarão lincados. 

1. O melhor livro que você leu até agora
Eu favoritei ao todo oito livro dos 40 que li, estou um pouquinho decepcionada pois queria ter favoritado mais livros, acho que é porque li muitos livros técnicos e biografias, veja minha lista de leituras do ano aqui! Mesmo dentre esses ainda não tenho um "melhor leitura do ano".

2. A melhor continuação que você leu até agora

Ainda estou terminando a série Trono de Vidro, li o terceiro livro, A herdeira do fogo, acho que foi a unica continuação que li até agora e sou muito suspeita para falar da série kkkkk

3. Algum lançamento do primeiro semestre que você ainda não leu, mas quer muito?

Para ser sincera são poucos livros do primeiro semestre me interessaram realmente e acho que foi Ponti e O construtor de pontes, ambos da editora intrínseca. 

4. O livro mais aguardado do segundo semestre?

Acho que Diário de Nisha da Dark Side, que pelo que entendi é uma história com fundo árabe e desde 2018 estou lendo um pouco de histórias assim, e também, quero muito O labirinto do Fauno, é um dos meus filmes favoritos. 

5. O livro que mais te decepcionou esse ano?

Esse ano não tive uma leitura tão ruim, mas um dos livros que dei uma avaliação bem baixa foi Lolitas,  uma HQ brasileira, e O assaninato de Roger Ackroyd da Agatha Christie , e estou terminando de ler Confissões do crematório em E-pub e não foi nada do que eu esperava, mas não quero abandonar esse livro visto que já estou quase no final. 

6. O livro que mais te surpreendeu esse ano?

O que o sol faz com as flores, é um livro de poesia que me surpreendeu bastante devido aos temas contemporâneos e sua abordagem, além de que é um tipo de livro totalmente novo e diferente para mim. 

7. Novo autor favorito (que lançou seu primeiro livro nesse semestre, ou que você conheceu recentemente)

Minha nova autora favorita é nacional, conheci essa semana seus livros, Ana Fagundes Martino, li A casa de vidro, que fiz resenha só no good reads, pois o livro é uma novela, sendo assim é bem curtinho. Enfim, a escrita da autora é envolvente e bem mágica. 

8. A sua quedinha por personagem fictício mais recente?

Huuumm não tive uma quedinha por nenhum dos personagens, e olha que li bastante, mas não tive um personagem que me arrebatasse. 

9. Seu personagem favorito mais recente?

Acho que me diverti bastante relendo Crepúsculo, me divertir com a Bella, mas ela não chegou a ser minha favorita e também não consegui imaginar algum personagem que fosse meu  favorito até agora...estou com problemas sérios kkkk 

10. Um livro que te fez chorar nesse primeiro semestre?

No primeiro semestre eu estava muito chorona e quase chorei em todos livros kkkk 
Mas o que me fez chorar foi A cura de Schopenhauer

11. Um livro que te deixou feliz nesse primeiro semestre?

Nossa, dos livros que eu li, nenhum me deu quentinho no coração, li muitas biografias, clássicos e alguns livros técnicos,  então vou ficar devendo. 

12. Melhor adaptação cinematográfica de um livro que você assistiu até agora?

Não assisti nenhuma adaptação (de novo) até agora, quer dizer assisti Aniquilação essa semana de novo, mas o filme é melhor do que o livro. 

13. Sua resenha favorita desse primeiro semestre (escrita ou em vídeo)?

Minha resenha favorita que escrevi foi Crepúsculo, fiz uma análise psicológica dos personagens e me diverti bastante. Minha resenha em vídeo favorita foi do Ler antes de morrer Amor e outros Demônios de Gabriel Garcia.

14. O livro mais bonito que você comprou ou ganhou esse ano?

Acho que as edições de coleção da editora Abril que adquiri em uma sebo perto de onde moro, elas são de capa dura bem lindas. Ah, mas o livro que li até agora com a capa mais linda, linda foi A casa de vidro.

15. Quais livros você precisa ou quer muito ler até o final do ano?
 Essa sempre é uma lista grande, mas dentre os livro que quero ler estão os clássicos: Mrs Dalloway, Ana Karenina, Guerra e paz, Jane Eyre dentre outros, assim como os livros da lista da FUVEST, fora uma lista de livros que ainda pretendo ler hehehe. 




6 de jul. de 2019

O alquimista, de Paulo Coelho

Me perdoem por ficar tanto tempo sem postar aqui no blog, estou bem ativa no Good reads e um pouco no instagram, minha vida está uma bagunça de horários, leituras e outros assuntos mais pessoais, estou lendo bastante e meu ritmo de leitura está muito bom e até agora não tive uma ressaca literária. Ora esse é o primeiro livro que leio do Paulo Coelho, neste momento que estou escrevendo o post já li também Maktub, também e espero em breve poder ler Cavaleiros da Luz, mas enfim vamos à resenha.

Autor: Paulo Coelho
Número de páginas: 176
Editora: Pergaminho  
Onde comprar: Amazon
Avaliação no Good Reads!

O livro brasileiro de maior sucesso no exterior, O alquimista narra a história de um jovem pastor, Santiago, intrigado por um sonho recorrente: um tesouro oculto, guardado próximo das pirâmides do Egito. Disposto a decifrar seus sonhos, ele embarca em uma longas viagem, em que se defronta com os grandes enigmas que acompanham a humanidade desde a criação. Durante sua jornada encontra, entre outros, um alquimista, que lhe ensina a penetrar na misteriosa alma do mundo e como identificar as pistas para chegar ao tão procurado tesouro.

Santiago, um simples pastor espanhol que sonha com piramides e vê a língua secreta do mundo nos pequenos gestos, emoções e afins nas pessoas e nos animais, após conhecer misteriosamente um rei enigmático, chamado Melquisedeque e conhecer que as pessoas tem um sonho secreto que devem seguir, embarca em uma aventura sem igual e que mudará sua vida para sempre. Partindo da Espanha, desembarca no continente africano dominado pelo império islâmico, e em pouco tempo aprende a falar árabe, conhece diversas outras pessoas que de alguma forma o ajudam a chegar em seu destino, ou lhe ensinam algo importante.

Embora tenha um ar muito de auto-ajuda, o livro é mais ensinamentos mágicos/espirituais, é o tipo de livro que deixa um quentinho no coração e ajuda o leitor a desenvolver seu senso crítico em relação a si mesmo, adorei muito a leitura que foi extremamente fluida, envolvente e rápida.

Os personagens são bem interessantes, alguns são bem pouco desenvolvidos, até mesmo o protagonista deixa a desejar em alguns aspectos, mas é interessante ver seu crescimento e persistência em relação ao seu sonho. Ora, o livro aborta temas como autodescoberta, realizações e foco nos objetivos, assim como aborta o mundo mágico, lendas e como sua magia é trazida para nosso mundo. Ademais, uma das partes que achei bem interessante é que em determinada altura do livro uma das discussões é que muitas pessoas não atingem as expectativas sobre a vida e seus acontecimentos ficam desgostosas e reclamonas, assim como há muitas que se acomodam, vale destacar que essas e outras críticas estão nas entrelinhas e dão uma riqueza ainda maior ao livro. Estou ansiosa para ler mais livros do Paulo Coelho, que considerei como uma leitura, além de motivacional, um tanto espiritual.


11 de jun. de 2019

Crepúsculo, de Stephenie Meyer


Esse com certeza é um livro que as pessoas não têm ideia de que eu li, não só devido a polêmica, a qual não entendo, mas muitos deduzem que não seria o tipo de livro que leio por achar inferior. Todavia, não o acho inferior, e para ser sincera acho que tem muito para ser discutido e analisado, eu adorava Crepúsculo quando era adolescente, sempre fui fã da saga e fui a primeira na minha escola a conhecer a série e ainda tornar as pessoas à minha volta fãs...ou ao menos verem os livros ou os filmes. Decidir, novamente voltar à essa aventura tão distante da minha bagagem literária e ver o que a Jéssica de hoje pensa sobre o livro e como seria esse retorno. Ah, só um lembrete vou reler toda a série para resenha-los aqui no blog <3

As páginas são amareladas, a fonte é média, impresso em papel polén,a diagramação está boa, e cada capítulo é nomeado e narrados todos pela Bella.

Autora: Stephenie Meyer
Número de páginas:355
Tradução: Ryta vinagre
Editora: Intrínseca
Onde Comprar: Amazon 

Isabella Swan, ou só Bella é uma adolescente de 17 anos que muda-se para uma cidadezinha chamada Frorks em Washington, para viver com seu pai durante um tempo, tudo torna-se totalmente diferente da vida ensolarada que levava junto com sua mãe e seu padrasto, Phill. Após alguns dias Bella conhece Edward Cullen, um aluno misterioso e extraordinariamente encantador e diferente de todos, além de ser peculiar na forma como inicialmente a trata, depois de muita insistência da protagonista desenvolve-se uma amizade entre eles, dando uma guinada emocional na vida de Belle, que está decidi à descobrir os segredos desse garoto. 

Crepúsculo é um livro simples, não tem um plot estupendo ou inesperado, apenas conta a história de uma garota simples em uma cidade simples e que não há muito o que fazer. A narrativa em primeira pessoa é bem lenta até metade do livro, onde mostra apenas o cotidiano da Bella, como ela se relaciona com seus novos colegas e seu pai, e claro, sua adaptação à uma vida nova. A personagem tem traços de depressão e solidão, e isso é fundamental para entender seu desenvolvimento, tendo em vista que Bella cria uma dependência emocional muito grande com Edward, que com o passar do tempo ela torna-se irremediavelmente apaixonada por um garoto que ela mal conversava, mas sentia-se atraída e muito curiosa para querer descobrir seus segredos e entender seu jeito peculiar. 

Edward é um personagem que também mostra problemas de solidão e talvez alguns transtornos de personalidade, é interessante o que autora faz com eles, pois mostra um começo de relação com extrema dependência de ambas das partes e às vezes uma possessão e ciúmes quase agressivos por parte de Edward. A construção psicológica apesar de não ser tão rica, ela tem presença no enredo, contudo a autora não dá tanta atenção aos personagens secundários, talvez isso ocorre por estar passando a história do ponto de vista da Bella, e sua louca paixão, que acaba não dando atenção aos outros personagens, deixando eles um pouco rasos. 

Outrossim, a autora não soube aproveitar a lenda sobre vampiros, suas fraquezas e pontos mais fortes, assim como comete alguns erros com Edward, que apesar de ter 100 anos, age muitas vezes como se tivesse 17 mesmo, não é só falar de um jeito rebuscado que o tornaria "velho", mas sim sua maneira de agir e pensar, ele não tem grandes tiradas filosóficas sobre existencialismo por exemplo, isso me incomodou um pouco, além de claro...o defeito tremendo de vampiros brilharem no sol, para mim isso foi o pecado maior de Crepúsculo. 

É uma leitura, portanto, divertida e até mesmo leve, embora haja temas sobre saúde psicológica que estão entrelinhas e considero esse um dos pontos fortes do enredo, além da fluides como ocorre a história, mesmo com momentos lentos. É um livro voltada ao público jovem, ademais é uma história para envolver o leitor e diverti-lo. Acho engraçado o fato hoje com minha bagagem literária, ter visto a história totalmente diferente de quando eu vi quando era mais jovem, com meus 13/14 anos, notei não somente coisas que me incomodaram, mas também o desenvolvimento psicológico dos personagens, como são frágeis e vulneráveis emocionalmente e quanto não importa a idade que você tenha, você pode ter problemas emocionais muito grandes e que levam muito, muito tempo para conseguir consertar. Adorei ter voltado depois de anos nessa história e ver o quanto cresci, e o quanto foi divertido, na época, ser apaixonada por Crepúsculo, ainda gosto e talvez eu tenha visto muito mais dos personagens, tanto defeitos, quanto o que pode ser uma discussão pertinente ao público adolescente, além de que vejo que falta muito,muito, muito mesmo para essa história de romance misturada com fantasia me agradar como um todo. 
Livros não são perfeitos..mesmo assim são amados. 

6 de jun. de 2019

Meus hábitos literários e afins

Imagem\\Tumblr

Neste post vou comentar com você, como eu adquirir hábitos literários que me ajudaram a muitos anos atrás a adquirir o amor pela leitura, assim como a frequência diária, mesmo chegando cansada do trabalho ou curso, ou "arrumar" tempo para tal atividade, e também vou comentar algumas das minhas estranhas manias.

Como adquirir o hábito de leitura? 
Muitos amigos, e leitores do blog já me perguntaram isso,  querem ler mais livros no mês, ou gente que me pergunta como adquirir o hábito de leitura. Sempre dou a dica de ler ao menos uma página por dia, ou algum parágrafo, ou mesmo pequenos trechos durante o almoço no trabalho, intervalo na faculdade ou na escola, o importante é que você consiga ler, mesmo que seja pouco, com o tempo, é um processo um tanto demorado, pois vai depender exclusivamente da formação dos seus hábitos, você estará tão acostumado a ler que sempre terá o impulso e gosto pela 'leitura literária'.

Enfatizo a 'leitura literária' pois afinal de contas, lemos todos os dias, o tempo todo, lemos mensagens nas redes socais, lemos e-mais de trabalho, lemos letreiros de comerciais, lemos a embalagem dos alimentos nos mercados, lemos cardápios... Enfim lemos muito o tempo todo, contudo o quanto lemos livros? O quanto deixamos, ao menos 10 minutos, para leitura antes da série na Netflix?

O que me ajuda a ter frequência na leitura é minha mania de levar algum livro na bolsa/mochila, mesmo que você que não consiga muito tempo ou tempo algum, nunca se sabe a oportunidade de 10 minutos ou mais que pode aparecer, ao invés de ficar navegando atoa nas redes sociais, você poderia estar lendo aquele romance que tanto quer. Consequentemente com o livro em mãos, terá em todo o lugar e a qualquer hora a oportunidade de ler, seja na fila do banco, na volta para casa no ônibus ou metrô. Ah, algo super importante é a organização, não adianta querer ler muito se você não organiza o tempo, leituras, quantos livros quer ler por mês e tudo o mais. Use o bullet jounal, agenda, diário, o próprio celular, mas use algo para te auxiliar na organização, estabeleça metas de leituras. Por exemplo, ao mês digamos que você queira ler dois livros, ou gostaria de levar uma semana com um livro de 300 páginas, tudo vai depender da sua meta e organização.

Meus hábitos e manias literárias
Talvez essa seja a parte mais divertida do post, pois tenho algumas manias ao ler. Geralmente gosto de beber algo quando leio, adoro café, mas também não dispenso um bom chá, água ou suco. Não gosto de comer enquanto leio, detesto a ideia de poder sujar o livro, já basta que algumas edições são extremamente frágeis. Contudo às vezes gosto de comer palha italiana ou brigadeiro caseiro enquanto leio o livro. 

Leitura combina com música? Isso depende de cada gosto pessoal, às vezes gosto de ouvir música clássica para ler, ou a própria playlist do livro, contudo  prefiro ficar em silêncio a maio parte do tempo. Mas, quando estou em livrarias, cafés, ou qualquer lugar público gosto de estar com um foninho de ouvido.

Uso muito o Good reads para marcar minhas leituras, fazer algumas observações, fazer listas de leituras, marca os livros que quero ler ou minha próxima leitura. Recomendo muito essa rede social, acho visualmente melhor do que o Skoob e também é bem mais intuitiva.

Dependendo do livro minha leitura varia em velocidade, se quero, por exemplo, aproveitar mais a leitura, leio um pouco mais devagar para aproveitar cada momento da história, mas outras vezes  apesar de estar morrendo de amores pela história, prefiro lê-la um pouco mais dinâmica.

Muita gente vive me perguntando o que gosto de ler, apesar de já ter dito várias e várias vezes aqui no blog, não me canso de dizer. Adoro ficção e fantasia, gosto de muitos de clássicos do mundo todo, são os que mais leio, também sou mega apaixonada por ficção científica, ficção histórica, e ultimamente alguns YA.




30 de mai. de 2019

A cura de Schopenhauer, de Irvin D. Yalom

Essa resenha vai ser um pouco grande, tenho muito para falar desse livro, afinal é meu primeiro contato com Schopenhauer e sua filosofia, que em certos aspectos achei muito interessantes, outros achei muito massante, apenas pelo fato de alguns aspectos parecerem muito repetitivos, ou porque meu espirito atual não condiz com alguns pensamentos do filosofo. enfim, vamos a resenha.

A história se passa em torno das terapias em grupo coordenadas por Julius Hertzfeld, e a influência e participação de um antigo paciente, Philip Slate. O Livro utiliza de atualidades no mundo da psiquiatria e psicologia fazendo um enredo com a filosofia de Arthur Schopenhauer, filósofo do século XIX que afirma "viver é sofrer". Instigando o auto-conhecimento de cada um.

Autor: Irvin D. Yalom 
Número de páginas:334
Editora: Ediouro 
Tradução: Beatriz Horta 
Onde comprar: Amazon  
Demorei demais para terminei esse livro, e não sei bem o porquê. a narrativa é fluida, os personagens são bem interessantes, e atrevo-me a dizer que o que mais prende o leitor ao livro é a história do grupo de apoio, não a biografia do filósofo alemão, Schopenhauer. Algo interessantíssimo da narrativa, é que o autor intercala a biografia de Schopenhauer com a história do grupo de apoio, exemplificando a filosofia de Schopenhauer com situações dos indivíduos do grupo, assim como alguns personagens tomam mais destaques. 

O autor trás personagens um tanto complexos, com seus problemas psicológicos já sendo tratados pelo psicanalista Julius, então o estado de seus problemas já estão meio caminho andado para o desenvolvimento de suas paranoias, ansiedade, medos, etc. Apesar de durante a leitura os personagens acabam crescendo ainda mais, e vão revelando mais ainda seus problemas e medos, avançando ainda mais no tratamento do grupo de apoio. 

"Adquirimos um conhecimento através do corpo que não podemos conceituar e comunicar porque a maio parte de nossa vida interior é desconhecida para nós. A vida interior é reprimida e não pode ser conscientizada porque conhecer nossa natureza mais profunda (nossa crueldade, medo, inveja, desejo sexual, agressividade, egoísmo) seria um peso maior do que poderíamos aguenta."- Página 222
Os personagens são bem peculiares e bem diferentes entre sim. Pam, é uma amante da literatura, professora universitária de literatura inglesa e da língua inglesa, que não consegue se desvencilhar de pensamentos obsessivos sobre seu ex amante e ex marido, além de guardar muita raiva dentro de si, e odiar Philip, o qual teve um envolvimento sexual com ela na época da faculdade, ele sendo um professor assistente e ela aluna. Philip  é um ex obsessivo em sexo, doutorado em filosofia, que quer tornar-se orientador usando a filosofia para mudar as pessoas, mas que nunca viveu plenamente, nunca se aproximou ou amou alguém, que tem problemas em se relacionar com as pessoas, e muitas vezes mostra-se uma pessoa desagradável e arrogante.

Bonnie, é uma personagem um tanto clichê, pois ela é gorda, sente-se solitária,  é insegura com a aparência e acha que não é importante como os demais, por vezes despreza sua profissão, bibliotecária (meu sonho ser bibliotecária hahaha), o progresso dela é legal, contudo...pareceu que ela foi um pouco esquecida no final, por causa de conflitos de dois personagens.

Rebecca, era a típica popular do colégio que formou-se em advocacia, ela tem problemas em aceitar que ela não é sua aparência, autoafirmação, e sente-se muito triste por não ter mais a beleza de quando ela tinha 20.
Gill, é um médico com problemas no casamento e fantasmas de seu passado ainda o assombram, assim como não consegue ser parcial ou pessoal em suas observações no grupo. Ao decorrer da leitura foi um dos personagens que fez muitas mudanças, e confessou várias coisas de seu passado ao grupo. 

Tony é o personagem rustico do grupo, ele é carpinteiro e por vezes ele não entende muito das citações filosóficas que Philip faz ou livros que Pam comenta, ele parece que representa o público que por ventura venha a ler o livro e não tenha muito uma bagagem literária ou filosófica abrangente, assim como tony pode ser uma representação da porcentagem da população americana que não tem muita instrução e tem sempre os mesmos pensamentos do "homem hétero branco", tendo em vista que está no grupo de terapia devido a sua relação destrutiva com a esposa. 

Julius, o terapeuta, é um personagem interessante, em meio a uma crise de existencialismo, após descobrir que tem câncer de pele, ele pondera sobre seu trabalho e se fez alguma melhora significativa na vida de algum paciente, então trata de buscar os arquivos de alguns de seus pacientes que foram seu fracasso profissional, vasculhando os arquivos encontra o de Philip, o qual foi seu maior fracasso. Julius em seu desespero momentâneo liga para Philip, marca alguns encontros para conversar sobre seu tratamento de 20 anos atrás.

É um livro bem profundo, portanto, foi muito bom poder conhecer mais um filósofo alemão, sua maneira de pensar e algumas de suas influências, com uma narrativa fluida, personagens interessantes e um enredo, não obstante mirabolante, apenas pessoas normais com problemas normais, prende o leitor do começo ao fim, com diversas situações emocionantes, o crescimento do grupo é incrível e bem emocionante. Ora, é uma leitura para conhecer Schopenhauer e um pouco mais sobre relações sociais e como somos seres sociáveis e mutáveis. 

24 de mai. de 2019

A função da Academia brasileira de letras


Inspirada em post que vi no blog da Livraria Nobel, decidir pesquisar mais sobre a ABL, consequentemente quis compartilhar com vocês, fiquei mega empolgada por saber mais um pouco sobre a literatura nacional e conhecer mais um pouquinho sobre a academia. 😉 

A academia foi fundada na cidade do Rio de Janeiro pelos escritores Machado de AssisLúcio de MendonçaInglês de SousaOlavo BilacAfonso CelsoGraça AranhaMedeiros e AlbuquerqueJoaquim NabucoTeixeira de MeloVisconde de Taunay e Ruy Barbosa em 20 de julho de 1897, tendo por objetivo o cultivo da língua portuguesa e da literatura brasileira.

 É-lhe reconhecido o mérito por esforços históricos em prol da unificação do idioma, do português brasileiro e do português europeu. Nomeadamente, teve um papel importante no Acordo Ortográfico de 1945, conseguido em conjunto com a Academia das Ciências de Lisboa, assim como foi de novo interlocutora quanto ao ainda "polêmico" Acordo Ortográfico de 1990.

A Academia tem por fim, segundo os seus estatutos, a "cultura da língua nacional", sendo composta por quarenta membros efetivos e perpétuos, conhecidos como "imortais", escolhidos entre os cidadãos brasileiros que tenham publicado obras de reconhecido mérito ou livros de valor literário, e vinte sócios correspondentes estrangeiros.
À semelhança da Academia francesa, o cargo de "imortal" é vitalício, o que é expresso pelo lema "Ad immortalitem", e a sucessão dá-se apenas pela morte do ocupante da cadeira. Formalizadas as candidaturas, os acadêmicos, em sessão ordinária, manifestam a vontade de receber o novo confrade, através do voto secreto.
Ademais, qualquer um pode se candidatar a uma vaga, basta enviar uma carta com o currículo ao presidente. No entanto, é necessário ser brasileiro e ter publicado pelo menos uma obra, em qualquer gênero literário, que seja reconhecida por sua qualidade ou valor literário.
Os interessados têm um mês para fazer a candidatura. A eleição ocorre três meses depois da vaga ser declarada aberta. É necessário fazer campanha.
Os números de cada cadeira não têm nenhuma hierarquia. Eles se referem aos primeiros 40 imortais quando da criação da Academia, em 1896, inspirada pela Academia Francesa. O primeiro presidente foi Machado de Assis. 
E esse foi o resumo de hoje, espero que tenham gostado!
Não deixe de me seguir no Good Reads, a rede social para os amantes de livros, assim você acompanha minhas leituras em tempo real.

22 de mai. de 2019

O poder do hábito de Charles Duhigg


Finalmente terminei essa leitura, e finalmente venho trazer para vocês, meus queridos leitores, a resenha deste livro, de antemão já digo que não é que eu não tenha gostado do livro, pelo contrário gostei bastante, contudo um dos pontos que atrapalhou minha leitura foi o tanto de exemplos. 

Uma jovem entra em um laboratório. Durante os últimos dois anos, transformou quase todos os aspectos de sua vida. Parou de fumar, correu uma maratona e foi promovida. Neurologistas descobriram que os padrões dentro de seu cérebro mudaram de maneira fundamental. 

De acordo com o jornal The Daily, O poder do Hábito é "Uma pesquisa fascinante sobre como somos patologicamente comandados pelos hábitos".  

Título original: The power of habit 
Autor: Charles duhigg
Número de páginas: 403
Editora: Objetiva
Tradução: Rafael Mantovani

" [...] Para modificar um hábito, você precisa decidir muda-lo. Deve aceitar conscientemente a dura tarefa de identificar as deixas e recompensas que impulsionam as rotinas do hábito e encontrar alternativas. Você precisa saber que possui o controle e ser autoconsciente o bastante para usá-lo [...]" -Página 283

O poder do hábito explica didaticamente como os hábitos podem ser modificados ou criados, o autor  trás pesquisas sociais, psicológicas, assim como da neurociência, e até mesmo casos empresariais para exemplificar o que são os hábitos e como funcionam. 

Ademais, o livros está repleto de entrevistas de diversos casos, desde emagrecimento, sonambulismo, CEO de empresas, e diversas outras áreas, para mostrar o que o ponto em comum em meio a tanta distinção são os hábitos. Narrativa é bem fluida, apesar de ser oscilante em alguns capítulos, por conterem excessivos exemplos e detalhamento de pesquisa e relatos do entrevistados, a leitura pode tornar-se lenta e maçante em alguns pontos do livro, principalmente para leitores que não têm uma bagagem literária mais didática e acostumados com livros mais densos. 

O livro possui notas sobre as  fontes de pesquisa e entrevistas, assim como também, agradecimentos e apêndice, impresso em papel polén soft, as páginas são amareladas, a fonte é média.

O poder do hábito, portanto, é um livro que recomendo para leitores que estejam mais acostumados com leituras mais didáticas, tendo em vista o abarrotamento de exemplos e entrevista que torna a leitura mais lenta, exigindo mais atenção e dedicação do leitor. Em parte acredito que o autor trouxe muitos exemplos para leitores que não tenham muito contato com as ciências sócias, todavia parte desse excesso de exemplos atrapalham a leitura, tornando-a maçante, lenta ou até certo ponto desinteressante. 


16 de mai. de 2019

Educação é mais que investimento, é fundamento

Já ponderou que nosso futuro pode ser pesquisando outros mundos?

Esse é  meu manifesto para apoiar a educação e investimentos na área. Primeiramente gostaria de dizer que meu foco é falar da educação; não importa o governo que seja regente, seja aquele ou este, o que importa é que o governo faça aquilo que é a obrigação dele, trabalhar em prol da população. Ora, uma das bases da sociedade moderna é a educação, que mostrará seus frutos no futuro, e refletirá no comportamento social tanto coletivo, quanto do individuo. Sendo assim, torna-se imprescindível investimentos na educação, desde do ensino básico até na pesquisa de base em uma universidade, para que haja avanço em diversas setores de um país. 

O governo efetuou, no total, um bloqueio de R$ 7,4 bilhões sobre todo o Orçamento de 2019 do Ministério da Educação, que é de R$ 149 bilhões e engloba despesas para custear todos os níveis educacionais, da educação básica ao ensino superior. -BBC News

Por que é importante a educação, a ciência de base, e todas as pesquisas que estudantes universitários fazem? Vamos fazer um quadro mental e analisar como seria o mundo se não tivéssemos descoberto como transmitir informações instantâneas facilmente. Ou como seria o mundo se não tivesse a tecnologia que você está usando para ler esse texto, ou a tecnologia necessária para sua recreação, trabalho e outras possibilidades quase infinitas com tudo o que possuímos hoje, sabendo que a tecnologia de amanhã será inovadora, e mexe com imaginativo, nos tornando sedentos pelas novidades. Não somente isso, voltemos muito mais no tempo,  como séria se não tivéssemos parado para entender o mundo à nossa volta e achado alguma maneira de manipula-lo, como cozinhar a caça, aquecer e alimentar a cria, ou então criar laços sociais para garantir nossa sobrevivência em meio ao perigo  dos tempos do paleolítico?

Somos seres sociais e pensantes, que encontrou formas de adaptar-se ao meio hostil em que vivia, e com o passar das eras foi elaborando formas de manipulação de animais e plantas de acordo com que necessitávamos, posteriormente as formas de estudar foi evoluindo, chegamos na Grécia. Nasce a filosofia, opondo-se à respostas religiosas, e dando lugar a razão, surge as  explicações que exigissem a analise e testes da hipótese. 

Ademais, áreas do conhecimento surgem, o método científico é fundamental para realizarmos nossas pesquisas; avanços na tecnologia, psicologia, e em todas as áreas tem um crescimento absurdo, refletindo na sociedade da época, por exemplo, o século XVIII, que é conhecido com 'o século da razão', que se refletiu até mesmo na literatura, surgindo a escola literária Naturalismo. Temos então a base para entendermos o mundo a nossa volta, tornando-nos cada vez mais questionadores e investigativos. Essa contextualização é importante para entendermos que todo o conhecimento que temos até agora foi acumulado durante séculos de estudos, milênios desde as primeiras tentativas de explicar o mundo à nossa volta. 

Houve épocas que estudiosos foram considerados hereges e queimados, houve tempos que as mulheres não podiam estudar, pois eram mulheres. Houve épocas mais conturbadas do que outras e hoje entendemos que sem essas contribuições, nossos avanços seriam ainda mais lentos. Não podemos desprezar todos os livros que temos, pois em algum momento seus autores tiverem que lutar contra o moralismo, dogmas sociais ou religiosos para pública-los, como A origem das espécies, Madame Bovary, O retrato de Dorian Gray, e muitos, muitos outros. 

Tudo isso tem haver com nossa realidade, nossa sociedade brasileira, pois estamos lutando por todo esse conhecimento; novamente vemos estudantes, universitários, docente e outros lutarem pelo direito de saber, o direito de cursarem o que querem, principalmente humanas, todos estão batendo o pé no chão dizendo o quão estão insatisfeitos com o que estamos sendo submetidos. Não deixemos a literatura, a filosofia, a física, química, biologia, história  morrerem, não deixe a ciência morrer, pois todo o conhecimento é fundamental para uma sociedade bem desenvolvida, questionadora e prospera.

Precisamos, portanto, mostrar-nos mais, expor nossas áreas de estudos, mostrar para os leigos o quanto nosso estudo vale e implica na vida social deles. Ainda não entrei na universidade, e mesmo assim me importo com o corte de gastos, ou não é só porque terminei o ensino médio que não me importo com a falta de valorização do ensino ou a falta de uma reestruturação adequada, muito pelo contrário. Precisamos de cientistas sociais, filósofos, matemáticos, físicos, biólogos e muitos outros, precisamos de oportunidades para todos aqueles que querem ingressar no meio acadêmico e fazer disso sua profissão, pois uma boa educação  hoje, é um país rico amanhã. 



15 de mai. de 2019

O que o Sol faz com as flores, de Rupi Kaur

Créditos imagem \\

Ultimamente estou mais lendo do que postando, geralmente estou fazendo resenhas no Good Reads, essa semana estou muito doente, está difícil lidar com a vida com uma gripe terrível. Enfim, vamos a resenha desse livro que me deixou intrigada.

Da mesma autora de outros jeitos de usar a boca, best-seller com mais de 100 mil exemplares vendidos no Brasil. O que o sol faz com as flores é uma coletânea de poemas arrebatadores sobre crescimento e cura. ancestralidade e honrar as raízes. expatriação e o amadurecimento até encontrar um lar dentro de você. Organizado em cinco capítulos e ilustrado por Rupi Kaur, o livro percorre uma extraordinária jornada dividida em murchar, cair, enraizar, crescer, florescer. uma celebração do amor em todas as suas formas.


Título original: The sun and her flowers 

Autora: Rupi Kaur 
Tradução: Ana Guadalupe
Número de páginas:277
Editora: Planeta 
Onde ComprarAmazon

O livro é dividido em 5 partes, Murchar, Cair, Enraizar, Crescer e Florescer. Cada qual traz poemas de temas variados, com tom de auto-ajuda e bem abrangentes, como por exemplo, termino de relacionamentos, aceitação corporal e de suas raízes, relacionamentos tóxicos, amadurecimento, crescimento emocional, abuso tanto físico quanto emocional, com destaque para estupro, é importante frisar que este livro possui gatilhos.

A forma como você fala de si mesma
A forma como você se humilha
Até ficar minúscula
É abuso
-Autodestruição 

São poemas que mostram a vida pessoal da autora e seu ponto de vista sobre o mundo, igualdade de gênero, assim como xenofobia e diversos outros temas, são textos políticos, pertinentes à debates atuais, assim como temas mais pessoais como a relação dela com a mãe. 

Ademais, a escrita da autora é bem fluida, levando em conta que são poemas e o livro possui ilustrações, a leitura é bem rápida e interessante, muito do que é abordado é intrigante pelo simples fato de não ser muito discutido no dia a dia. Apesar de já ter ouvido falar sobre autoaceitação, visto alguns debates em filmes e com celebridades, por exemplo, não debatemos como isso nos afeta e aos outros a nossa volta, não sabemos como nos aceitar, para podermos aceitar as diferenças à nossa volta, assim como não nos  é apresentado como um problema social.

Livros poéticos são uma experiência excepcional, pelo fato de que cada leitor terá um sentimento, uma visão extremamente diferente um do outro. Portanto, tive emoções bem variadas enquanto lia os poemas, alguns me trouxeram surpresa, náuseas, identificação. É uma leitura que recomendo, apesar de não ter amado de um todo o livro, gostei de diversas partes, alguns me marcaram profundamente, outros nem tanto, mesmo assim me deixou reflexiva. 

7 de mai. de 2019

O retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde



Ao terminar essa leitura incrível, fiquei maravilhada com o livro, desde suas discussões filosóficas sobre moralidade, tanto quanto por personagens contraditórios, cheios de si e suas verdades. Com absoluta certeza recomendo esse clássico estonteante. 

Título original: The picture of Dorian Gray 
Autor: Oscar Wilde
Editora: Abril 
Número de páginas: 270
Tradutor: Oscar Mendes 
Onde comprar:  Amazon

O jovem Dorian Gray é o tema de um retrato de corpo inteiro de Basil Hallward, um artista que está impressionado e encantado com a beleza de Dorian; ele acredita que a beleza de Dorian é responsável pela nova modalidade em sua arte como pintor. Através de Basil, Dorian conhece Lord Henry Wotton, e ele logo se encanta com a visão de mundo hedonista do aristocrata: que a beleza e a satisfação sensual são as únicas coisas que valem a pena perseguir na vida.
Após ver a pintura acabada, Dorian entende que sua beleza irá eventualmente desaparecer, e acaba expressando o desejo de vender sua alma, para garantir que o retrato, em vez dele, envelheça e desapareça. O desejo é concedido, e Dorian persegue uma vida libertina de experiências variadas e amorais; enquanto isso seu retrato envelhece e registra todas as coisas ruins que o corrompem na alma.

"Ao vê-lo, recuou e, por um momento, as suas faces se enrubesceram de prazer. Uma centelha de alegria brilhou nos seus olhos, como se se tivesse reconhecido pela primeira vez. Permaneceu imóvel por algum tempo, maravilhado, percebendo confusamente que Hallward lhe falava , mas sem compreender o significado das suas palavras." - Página 37


Publicado pela primeira vez como uma história periódica em julho de 1890 na revista mensal Lippincott's Monthly MagazineO Retrato de Dorian Gray ofendeu a sensibilidade moral dos críticos literários britânicos, alguns dos quais disseram que Oscar Wilde merecia ser acusado de violar as leis que protegiam a moralidade pública. 

Esse livro trouxe tanta polêmica na época pois crítica a moralidade, mostrando que por trás de um bom cavalheiro inglês existe corrupção, imoralidade e desejos funestos, não importando-se quem atingirá ou se de fato atinge alguém. 

Ademais, é um livro que aborda sobre a paixão pela paixão, o amor a si e como atos imorais corrompe a alma, isto é, o cerne da personalidade, mesmo que sua aparência seja a mais bela e agradável. Algo extremamente interessante no livro, é que trás a beleza como algo fútil, apesar de bem quisto, passageiro, apesar de desejável por toda a vida e sobre tudo  que não é um definidor de caráter. 

Embora o romance seja baseado no conto de Narciso e também no de Fausto, não tem como objetivo nos dar um ensinamento, sendo que o próprio autor, no prefácio, diz que a arte é pela arte, não tendo nenhuma obrigação moral, ética ou política, sendo que os livros apenas são bem ou mal escritos. Contudo, o leitor pode interpretar e absorver algo à mais do livro, como suas extensas discussões filosóficas e ideias do século XIX.

O livro possui, portanto, longas exposições de ideias e conceitos tendo muitos desafios intelectuais para alguns leitores, com uma narrativa que oscila entre o extremamente fluido e o muito descritivo e cheio de conjecturas filosóficas dos personagens. Este livro, apesar de não ter sido a intenção do escritor, trás muitas reflexões para o leitor, que anceia por um livro bem escrito, tendo um enredo que lhe prende do inicio ao fim, com personagens com pensamentos profundos e contraditórios, como todo ser humano. 

Leia esse post!

RECEBIDOS DE NOVEMBRO| livraria UNESP

 Cada livro que escolho sempre é bem pensado, sempre são livros que estou com muita vontade de ler, certamente são aqueles que sei o quanto ...