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26 de abr. de 2025

Diário de leitura: O Caibalion para bruxas, Claudiney Prieto

O post de hoje será um diário de leitura. Estou trazendo de volta ao blog o quadro Diário de Leituras, que há tempos não atualizo. Compartilharei algumas das obras que estou lendo no momento — embora ainda não as tenha finalizado, elas já vêm provocando reflexões e impactando a minha vida. Para marcar o retorno desse espaço, começarei apresentando o primeiro livro.

Tenho lido em doses homeopáticas e sem pressa O caibalion para bruxas. Esse livro tem sido meu companheiro de cabeceira, não significa necessariamente que leio ele todo dia, ou que antes de dormi eu esteja especificamente lendo este livro. É uma expressão que tenho usado para dizer que sempre está comigo de alguma forma. 

 

22 de mai. de 2019

O poder do hábito de Charles Duhigg


Finalmente terminei essa leitura, e finalmente venho trazer para vocês, meus queridos leitores, a resenha deste livro, de antemão já digo que não é que eu não tenha gostado do livro, pelo contrário gostei bastante, contudo um dos pontos que atrapalhou minha leitura foi o tanto de exemplos. 

Uma jovem entra em um laboratório. Durante os últimos dois anos, transformou quase todos os aspectos de sua vida. Parou de fumar, correu uma maratona e foi promovida. Neurologistas descobriram que os padrões dentro de seu cérebro mudaram de maneira fundamental. 

De acordo com o jornal The Daily, O poder do Hábito é "Uma pesquisa fascinante sobre como somos patologicamente comandados pelos hábitos".  

Título original: The power of habit 
Autor: Charles duhigg
Número de páginas: 403
Editora: Objetiva
Tradução: Rafael Mantovani

" [...] Para modificar um hábito, você precisa decidir muda-lo. Deve aceitar conscientemente a dura tarefa de identificar as deixas e recompensas que impulsionam as rotinas do hábito e encontrar alternativas. Você precisa saber que possui o controle e ser autoconsciente o bastante para usá-lo [...]" -Página 283

O poder do hábito explica didaticamente como os hábitos podem ser modificados ou criados, o autor  trás pesquisas sociais, psicológicas, assim como da neurociência, e até mesmo casos empresariais para exemplificar o que são os hábitos e como funcionam. 

Ademais, o livros está repleto de entrevistas de diversos casos, desde emagrecimento, sonambulismo, CEO de empresas, e diversas outras áreas, para mostrar o que o ponto em comum em meio a tanta distinção são os hábitos. Narrativa é bem fluida, apesar de ser oscilante em alguns capítulos, por conterem excessivos exemplos e detalhamento de pesquisa e relatos do entrevistados, a leitura pode tornar-se lenta e maçante em alguns pontos do livro, principalmente para leitores que não têm uma bagagem literária mais didática e acostumados com livros mais densos. 

O livro possui notas sobre as  fontes de pesquisa e entrevistas, assim como também, agradecimentos e apêndice, impresso em papel polén soft, as páginas são amareladas, a fonte é média.

O poder do hábito, portanto, é um livro que recomendo para leitores que estejam mais acostumados com leituras mais didáticas, tendo em vista o abarrotamento de exemplos e entrevista que torna a leitura mais lenta, exigindo mais atenção e dedicação do leitor. Em parte acredito que o autor trouxe muitos exemplos para leitores que não tenham muito contato com as ciências sócias, todavia parte desse excesso de exemplos atrapalham a leitura, tornando-a maçante, lenta ou até certo ponto desinteressante. 


27 de abr. de 2019

As funções da literatura | O valor das ciências humanas

Créditos da imagem\\ Google imagens

Por todo o caos da política brasileira e pela onda de desserviço cultural que está ocorrendo nos últimos meses é imprescindível um texto meu, falando sobre os papeis fundamentais da literatura e a importância das ciências humanas como um todo. Sendo assim, escreverei uma série de post sobre ciências humanas e seu valor. Convém, portanto, analisar  as características, finalidades e importância da literatura.

Nos é conveniente sabermos que um texto literário é apreciado por sua qualidade de composição. A própria linguagem é objeto de uma intenção criativa, sendo mutável e renovada, função em primeiro plano. Figuras de linguagem, dar-se a importância de diálogo indireto e riqueza de conotações são algumas das características dos textos literários, os quais exigem que façamos uma leitura profunda e interpretativa, considerando sua pluralidade de significados e levando em conta a bagagem literária de cada leitor e do próprio autor, assim como também sua época e cultura.

É interessante que a palavra literatura, possivelmente de origem grega,  significa a arte de escrever, seja em prosa ou em verso. Textos literários servem para nos divertir, nos levar para épocas e mundos diferentes, seja qual for o gênero literário, por todo o instante de nossa leitura somos os personagens que lemos, vivemos naquele universo o tanto que durar a leitura. Nós gostamos de tirar alguma lição do que lemos, tirar algum proveito do escrito, muitos livros sim carregam lições e críticas de seus autores seja ao sistema, a política de alguma época, moralismo ou apenas a arte de escrever e transmitir uma imersão apenas para o divertimento.

Todavia, mesmo aqueles livros que estão focados  apenas em entreter, os textos literários carregam um conhecimento de uma época, expectativas de uma sociedade, carregando um conhecimento sobre o ser humano e seu meio, aprimorando nossas faculdades mentais, influenciando-nos na forma de pensar, refletir e analisar. Não são poucos os livros que estão cheios de filosofia, como O coração das trevas, 1984,  A revolução dos bichos, O pequeno príncipe, O conto da aia, Solaris, O retrato de Dorian Gray, O morro dos ventos uivantes, e muitos, muitos outros que estão nas estantes do mundo todo.

Ademais, há livros que são verdadeiras denúncias, retratos das mazelas, como O cortiço, ou O quarto de despejo, são livros fortíssimos e que meche com o psicológico e emocional do leitor. Os livros nos ensinam, e nos desensinam dependendo... Alguns serão amados por muitos, ou por poucos, outros caíram no esquecimento, outros tornar-se-ão clássicos que serão lidos por gerações como Shakespeare. A literatura, não somente nos ensina nossa própria linguagem, mas também outras línguas e formas de expressar-se, assim como forma cidadãos conscientes e questionadores, nos faz ver além do agora, um pouco depois do futuro, e refletir no outrora.

Destarte, textos com riquezas textuais e figuras de linguagem carregam muito mais do que pensamos, a cada leitura uma nova descoberta, uma nova lição, cabendo-nos valorizar e proteger o passado e o futuro literário, assim como para Johann Goethe, escritor alemão do século XVIII, o declínio da literatura é o declínio de uma nação, não deixemos esse desastre acontecer.


Leia esse post!

RECEBIDOS DE NOVEMBRO| livraria UNESP

 Cada livro que escolho sempre é bem pensado, sempre são livros que estou com muita vontade de ler, certamente são aqueles que sei o quanto ...