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5 de fev. de 2023
Por que ter um diário?| Eu tenho um diário e acho que você também deveria!
3 de fev. de 2023
Resenha: Jane Eyre, Charlotte Bronte| Uma busca por seu lugar ao mundo
29 de jan. de 2023
Junji Ito: Histórias Macabras do Japão da netflix
Faz tanto tempo que não escrevo sobre algo que assisti, a última vez foi sobre A ilha do medo, um filme incrível e que recomendo de mais para você assisti!! E lembro o tanto que gosto de escrever sobre e compartilhar pensamentos que contenham algum sentindo ou não, então aqui lá vai um post sobre um anime de terror.
Junji Ito tem sido considerado um dos maiores mangakas de terror nos últimos tempos, especialmente por seus mangás de terror sem igual! Eu particularmente acho a arte dos mangás incríveis e as histórias conseguem me arrepiar, e certamente esse anime não deixaria de entregar tanto terror quanto esperado, porém tem seus altos e seus baixos!
Produzido pela Netflix, lançado em 19 de janeiro desse ano, o anime é uma reunião de contos macabros, como o próprio nome já diz, sendo um mais perturbador do que o outro e sempre mexendo com os medos mais inesperados. A abertura achei incrível, adorei o quanto é psicodélica, apesar de ser bem vibe algumas série modernas que provém de outras mídias como Cyberpunk.
Os episódios, mesmo tendo alguns elementos que os conectam, possuem histórias separadas e não têm uma ordem necessariamente, é quase como se não houvesse um fio condutor para o enredo, mas sempre há algo presente e muito forte: o terror psicológico, acontecimentos extremamente improváveis, a não superação de algo e o elemento sobrenatural. Eu que adoro tudo isso em uma boa história de terro, estou me divertindo realmente e várias vezes me pego confusa com algumas histórias que são apresentadas e parecem não ter um sentido muito claro, além de ter espaço para o espectador poder preencher as (possíveis) lacunas deixadas.
Ademais, há uma boa dose de violência, o macabro vai além do imaginado e os personagens em pouco tempo, muitas vezes, são aprofundados em pouca cenas com detalhes e comentários de terceiro ou deles mesmos, ou inclusive o cenário e a disposição dos desenhos. Tudo isso nos dá a ideia de quem são os personagens apresentados e um pouco de suas personalidades, mas não do que farão de fato. Aqui em nenhum momento haverá racionalidade, há coisas que são inexplicáveis e simplesmente ficamos com a aceitação do macabro e horror. Enfim, é uma ótima animação, e talvez até seja uma ótima forma do grande público ser introduzido às obras do mangaka, mesmo que nem todos os episódios sejam realmente bons.
24 de jan. de 2023
Resenha: Contos e lendas nórdicos Vol. 1
A primeira resenha escrita nesse blog no ano de 2023, apesar de não ser o primeiro livro lido. Pensei durante um tempo (enquanto eu lia esse livro) se publicaria uma resenha aqui no blog...E no fim das contas estou aqui, redigindo esse texto em uma noite de sábado.
A obra reúne histórias dos povos antigos que habitaram o norte da Europa, região que, atualmente, é composta pelos países Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia. Nele, o leitor conhecerá os contos de fadas, lendas, sagas e mitos nórdicos. São histórias cheias de simbologia, cujos personagens são venerados como deuses, semideuses e heróis, e que vão proporcionar uma experiência muito agradável, seja para crianças, jovens ou adultos.
Primeiro volume – Contos e lendas A primeira parte traz contos de fadas mágicos e histórias extraordinárias de autores como Hans Christian Andersen, J. Jakobsen, Peter Christen Asbjørnsen e Jørgen Moe, que falam sobre valores como bravura, coragem, humildade e perseverança. Em suas narrativas a bondade é sempre recompensada.
É uma leitura rápida e objetiva, os contos são um pouco maiores do que parece ser a lendas, apesar de eu ter levado desde novembro de 2022 para terminá-lo, por uma série de questões, é possível terminar em menos de uma semana. São história extremamente moralizantes, com um propósito didático de ensinar como se viver em sociedade e como respeitar as místicas envolvendo suas lendas. Todavia, com o passar dos séculos os contos envolvendo fadas, gnomos, duendes e outros seres mágicos foram cristianizados. Sim, por de trás dessas histórias de 'contos de fadas' há uma moral cristã fortissíma.
Ao longo do enredo de cada conto vemos, repetidamente, o quanto o "ser cristão" é que vai te salvar de algum apuro, pois todos se dobram ao cristianismo, e mesmo que o protagonista tome uma atitude violenta ou questionável tudo é aceitável, pois em primeiro lugar ele é cristão e em segundo, os tempos são "selvagens" e o mais civilizado é o homem cristão, independentemente do que ele faça. Dessa forma, apesar dessas histórias carregarem a essência mágica e suas raízes folclóricas, elas carregam acima de tudo modificações ocorridas ao longo dos séculos com o proposito pedagógico religioso muito forte, sem dúvida mostrando o que é esperado dos bravos homens civilizados e com uma fé "verdadeira".
Portanto, foi uma leitura que depois que me empenhei foi rápida e breve, mesmo com o teor cristão, ainda há magia por trás, mesmo que distorcida ela ainda está ali, e também encontramos a origem de várias coisas como a origem do gosto salgado do sal ou de determinada flor que nasce próxima a um lago segundo o povo originário. Não chega a ser uma leitura que eu recomende muito, porém tem lá sua diversão e seus momentos narrativos.
23 de jan. de 2023
Meus livros favoritos de 2022 e duas menções honrosas
Finalmente eu escrevo esse post com a maior felicidade, nem acredito que já estamos em 2023 e nem acredito que já estamos no meio do mês de janeiro, o qual estou aproveitando para descansar e me recuperar de tanto estresse emocional, físico e mental do ano de 2023. Bom, nesse post vou falar de coisas boas: livros, e não qualquer livro, mas sim os favoritos de 2022.
Esse ano de 2022 li poucos livros, ao todo foram 48 além de textos teóricos de literatura e textos acadêmicos para a faculdade. Em meio ao caos consegui encontrar alguma ordem e significado, dentre os que li poucos foram realmente favoritados e adorados, aqueles que lemos com voracidade e ímpeto de engoli-los. Há, contudo, aqueles que farei uma menção honrosa e amai relê-los, são eles:
Frankenstein
Reli em conjunto com algumas amigas da faculdade, eu fiquei muito empolgada e falava toda hora o quanto o livro era incrível e a leitura extremamente imersiva. A obra põe criatura versus criador e propósitos de existência em pauta, além de diversas questões existencialistas, e sobre a natureza do homem, se é bom ou mal, e se é mal é apenas uma anomalia, pois somos feitos a imagem e semelhança de Deus? Através da criatura vemos uma humanidade que julga pela aparência, classe e sexo.
É um romance de terror gótico com inspirações do movimento romântico, de autoria de Mary Shelley, escritora britânica nascida em Londres. É considerada a primeira obra de ficção científica da história.
Dom Casmurro
Já é a segunda releitura que faço, e sempre acho interessante a forma como o narrador de se apresenta, um ser mesquinho, elitista e com uma visão machista e de posse tanto para com Capitu quanto para as demais personagens que se relaciona de alguma forma. É um livro que não envelhece e trás o podre da sociedade em seus críticos desde o século XIX.
Agora, iriei falar dos livros que ficaram entre os melhores do ano e que me prenderam de uma forma inacreditavelmente gostosa, esses são os que devorei não apenas os li.
A morte anunciada, Gabriel Garcia Marquez
O diário de Anne Frank, Anne Frank
Ao fim desse livro eu senti como que se eu tivesse perdido alguém próximo, li bem na época das polêmicas envolvendo um certo podcast famoso e deputados federais, algo que me horrorizou de mais. Acredito ser uma leitura obrigatória e recomendo ir sem medo de ler, lembre que foi escrito por uma garotinha de 13 anos até aos seus 15 anos.
1984, George Orwel
Eu mergulhei nesse livro, eu amei demais a construção de personagem, a narrativa, os detalhes e como o personagem tentava descrever tudo o que estava sentindo, o quanto algumas personagens queriam apenas sentirem-se livres e vivos, o quanto queriam uma liberdade que está muito além de poder sair de mãos dadas. Uma liberdade de sentir e de aproveitar momentos de ócios e de apenas sentarem e pararem para processar o que está à volta deles. É uma obra política, social e que critica também a forma de vida moderna (época do autor) e o quanto estamos distantes da vida.
As bacantes, Eurípides
Um clássico dos clássicos, é uma obra pertencente ao teatro grego, e que marcou a tragédia e hoje influencia a literatura. Foi uma peça que me fez mergulhar nela e amar cada vez mais os estudos clássicos, mexeu de uma forma profundo e que só os livros conseguem fazer.
A história secreta, Donna Tartt
História incrível e ficou muito próxima de mim, pois eu estava estudando grego, latim e literatura clássica na faculdade e foi no primeiro semestre de 2022, então me deu uma empolgação acima de qualquer outra, inclusive eu lia no caminho para a faculdade no transporte público. É uma história que conta sobre o assassinado de um dos integrantes do grupo de alunos do grego, já sabemos na primeira página quem morreu, mas ao longo do livro vamos ler porque ele morreu, como morreu e como seus colegas estão envolvidos nisso, não somente isso, mas saberemos como afeta seus colegas universitários e como se segue a vida deles depois de todo o período letivo.
Corpo, Carlos Drummond de Andrade
Sou apaixonada por Drummond e por poesia, o que tem feito esse amor crescer cada vez mais é a faculdade e como vou entrando em contato com esse tipo de texto através dela. Corpo não é um livro canônico das universidades brasileiras, ou seja não é um livro que iriamos estudar normalmente/"obrigados", porém meu professor de literatura brasileira I quis trabalhar alguns poemas, o que foi a melhor coisa. Eu amei de mais, como o próprio título já diz, vai tratar dos corpos com toque erótico e extremamente poético, mexe não somente com o imaginário romântico idealizado, mas como se é enxergado o corpo feminino e ao ato sexual em si. É simplesmente maravilhoso e e delicioso.
Carmilla, Joseph Sheridan Le Fanu.
É narrada por Laura, uma jovem estiriana que conta os dias passados na companhia da misteriosa Carmilla e os eventos estranhos que ocorreram na região após a sua chegada. Um clássico da literatura britânica, Carmilla apresenta a primeira vampira feminina da literatura, criou o tropo de vampira lésbica, inspirou diretamente Dracula (1897) e marcou a literatura gótica. Uma história envolvente, sombria e que beira quase um 'romântico tóxico', sexualidade reprimida e o quanto ceder para os instintos sexuais e atração para o mesmo sexo é extremamente complexo e caótico para uma adolescente do final do século XVIII.
O lugar, Annie Ernaux
Livro que lançou Annie Ernaux à fama, O lugar, inédito no Brasil, estabelece as bases para o projeto literário que Ernaux levaria adiante por três décadas de consagração crítica e sucesso de público. Nesta autossociobiografia, uma das mais importantes escritoras vivas da França se debruça sobre a vida do próprio pai para esmiuçar relações familiares e de classe, numa mistura entre história pessoal e sociologia que décadas mais tarde serviria de inspiração declarada a expoentes da auto ficção mundial e grandes nomes da literatura francesa como Édouard Louis e Didier Eribon. O resultado é um clássico moderno profundamente humano e original. Extremamente atual, creio que estará dentre os clássicos indispensáveis no futuro, trás questões sociais, familiares e relacionamentos interpessoais delicados e que o sistema capitalista pode separar e quebrar eles, mesmo que dentro do individuo.
São Bernado, Graciliano Ramos
São Bernardo: Como a paisagem árida e impiedosa do sertão nordestino, esta narrativa se vale apenas do essencial. Para o autor, o mundo não libera encantos, as paisagens são apenas pontos de referência entre os quais os personagens se movem. Essa linguagem crua e despojada está fortemente presente nessa obra que tem a força de uma tragédia rural brasileira e conta a história de Paulo Honório, um homem simples que, movido por uma ambição sem limites, acaba por se transformar num grande fazendeiro do sertão alagoano e casa-se com Madalena para conseguir um herdeiro. Incapaz de entender a ótica humanitária pela qual a mulher vê o mundo, ele tenta anulá-la com seu autoritarismo.
Esse livro representa muito para mim, um dos meu favoritos do ano e do autor, bem como foi tema do meu trabalho de literatura brasileira II na USP, eu realmente mergulhei na história, nos personagens e me deixei levar pela narrativa, foi um livro que me fez transportar para suas páginas e me deixar entorpecida. Fiz análise e tente escrever o melhor possível, não fui ruim, mas também não fui a melhor da turma, no entanto o que aprendi durante o 4° semestre na letras na USP é que é muita coisa cada notinha que tiramos, e que é mais difícil do que tudo tirar uma nota 10 (rindo de nervoso agora).
22 de jan. de 2023
Desafio literário: Rory Gilmore Book challenge para 2023
Parece que se tornou um clichê entre nós, amantes de livros e de quem faz conteúdo para internet com esse nicho, gostar de Gilmore Girls, e eu estou no meio desse balaio. Adoro a série e como ela está recheada de coisas que eu amo de mais: filmes, livros, estudos e vivencias a base de nossos gostos.
Produzo conteúdo aqui no blog a cinco anos e durante esse período eu descobrir a série como um lugar seguro para mim, e desde então acompanho e me deixo ser influenciada por ela, inclusive, criei uma página aqui no blog (Gilmore book challenge) para acompanhar o desafio e ir marcando todos os livros lidos. Para quem não conhece, o desafio literário se propõe a ler os 340 livros citados na série, dos quais são citados pelas personagens ou lidos pelas protagonista.
Bom, caso você queira ver todos os livros que já li para o desafio até então sinta-se a vontade para visitar a página que mencionei a cima, pois nesse post vou falar dos livros que pretendo ler durante esse ano de 2023 (eu já até separei no meu caderno de leituras o desafio desse ano). Pretendo ler 12 livros , meio que a separação ficou com um livros por mês, e agora em janeiro por conta das férias, pretendo ler dois ao menos. A seguir você saberá quais livros são e um pouquinho sobre eles, não estão em ordem de preferência nem de leitura pretendida.
Inferno, Dante
O Inferno é a primeira parte da "Divina Comédia" de Dante Alighieri, sendo as outras duas o Purgatório e o Paraíso. Está dividido em trinta e três cantos (uma divisão de longas poesias), possuindo um canto a mais que as outras duas partes, que serve de introdução ao poema. A viagem de Dante é uma alegoria através do que é essencialmente o conceito medieval de Inferno, guiada pelo poeta romano Virgílio.
O amante de Lady Chatterly
É uma novela escrita por D. H. Lawrence em 1928. Impresso confidencialmente em Florença em 1928, não foi impresso no Reino Unido até 1960. A publicação do livro causou um escândalo devido a suas cenas explícitas de sexo. Lawrence fez alterações significativas no manuscrito original a fim de torná-lo mais aceitável aos leitores. Foi publicado em três versões diferentes.
O processo, Franz Kafka
É um romance do escritor checo Franz Kafka, que conta a história de Josef K., que acorda certa manhã, e é processado e sujeito a longo e incompreensível processo por um crime não especificado.
A sociedade do Anel
É o primeiro volume da trilogia O Senhor dos Anéis, escrita pelo professor e filólogo britânico J. R. R. Tolkien. É seguido de As Duas Torres e O Retorno do Rei. Foi publicado originalmente em 29 de julho de 1954 no Reino Unido.
Anna Karenina
É um romance do escritor russo Liev Tolstói. A história começou a ser publicada por meio da revista Ruskii Véstnik (O mensageiro russo), entre janeiro de 1875 e abril de 1877, mas seu final não chegou a ser publicado nela por motivos de desacordo entre Tolstói e e o seu editor, sobre o final do romance. Portanto, a primeira edição completa do texto apareceu em forma de livro ainda em 1877.
O sol também se levanta
O Sol também se levanta gira em torno de de um grupo de expatriados sediados em Paris, inspirado no próprio círculo de escritores e artistas frequentado por Hemingway. O grupo incluía Gertrude Stein, Ezra Pound, Pablo Picasso e F. Scott Fitzgerald representantes da geração pós-guerra, uma geração perdida que vagava por Paris sem transformar nada, mas cheia de ambição. Escrito originalmente em 1926 e publicado em 1927.
Otelo, o mouro
Uma peça de teatro de William Shakespeare escrita por volta do ano 1603. A história gira em torno de quatro personagens: Otelo (um general mouro que serve o reino de Veneza), sua esposa Desdêmona, seu tenente Cássio, e seu sub-oficial Iago. Por seus temas variados, racismo, amor, ciúmes, ódio continua dando a obra um tom recente e relevante.
A casa dos espíritos, Isabel Allende
Primeiro e mais famoso romance da escritora chilena Isabel Allende. Foi lançado originalmente em 1982 na cidade de Buenos Aires pela Editorial Sudamericana. Classificado dentro do realismo mágico, este romance histórico incorpora coisas inverossímeis e estranhas ao ordinário. Narrado desde a perspectiva de seus protagonistas, os acontecimentos da trama tratam sobre o amor, a família, a morte, os espíritos, as classes sociais, a revolução, a política, as ideologias e o fantástico.
A redoma de vidro
Único romance da poeta Sylvia Plath. Do campus para um estágio em Nova York. O mundo parecia estar se abrindo para Esther Greenwood, entre o trabalho na redação de uma revista feminina e uma intensa vida social. No entanto, um verão aparentemente promissor é o gatilho da crise que levaria a jovem do glamour da Madison Avenue a uma clinica psiquiátrica.
As virgens suicidas
Romance de estreia de 1993, do escritor norte-americano Jeffrey Eugenides. A história de ficção, que se passa em Grosse Pointe, Michigan, durante a década de 1970, centra-se na vida de cinco irmãs, as jovens Lisboa. O romance é escrito na primeira pessoa do plural a partir da perspectiva de um anônimo grupo de adolescentes que lutam para encontrar uma explicação para as mortes das jovens Lisbon.
Admirável mundo novo
Romance escrito por Aldous Huxley e publicado em 1932. A história se passa em Londres no ano 2540 (632 DF - "Depois de Ford" - no livro), o romance antecipa desenvolvimentos em tecnologia reprodutiva, hipnopedia, manipulação psicológica e condicionamento clássico, que se combinam para mudar profundamente a sociedade.
Jane Eyre, Charllote Bronte
é um romance da escritora britânica Charlotte Brontë publicado em 1847. O livro, que tinha como subtítulo uma biografia, foi lançado originalmente em Londres, pela Editora Smith, Elder & Co., Cornhill, em 16 de outubro de 1847, em 3 volumes, atualmente o romance é comercializado em um volume único. Jane Eyre foi escrito por Brontë com o pseudônimo Currer Bell.
21 de jan. de 2023
Diário2023 #001 | Eu quase tive um Burnout
19 de jan. de 2023
Chegamos em 2023 : A volta do Exploradora na blogosfera!!!
Demorei demais para voltar a escrever aqui novamente. Tanta coisa mudou desde a última vez que postei aqui, alias... Tanta coisa mudou desde a primeira vez que publiquei algo nesse blog! E agora me dou conta que o Exploradora de Páginas existe a anos, incialmente com o nome de "Blog de uma nerd".
O ano de 2022 foi um ano longo, vivi mil coisas dentro dele, considero que vivi várias vidas dentro de uma só, aprendi muita coisa também, perdi amizades, ganhei novas, vivenciei novas experiências e aos pouquinhos aprendi (e na verdade estou aprendendo) a não ter medo e/ou receio de novas experiências. Para 2023 quero colecionar experiências acadêmicas, quero estar mais presente na faculdade, fazer um voluntariado, sentir e viver minha graduação em sua plenitude! Talvez nesse ano eu encare minha primeira experiência em sala de aula como professora.
Ao decorrer dos anos esse blog continua me acompanhando e enquanto o google existir...existirá esse cantinho. Fico imaginando que o futuro da humanidade talvez seja como as distopias que leio, então haverá um momento em que esse blog e minhas memórias não estarão mais pela rede mundial, elas apenas deixarão de existir, serão apenas dados virtuais destruídos com a queda dos satélites e sem humanos ou qualquer outra raça inteligente para operá-los.
Apesar do aparente pessimismo, estou estonteamente (quase tonta) de felicidade por estar viva mais um ano! Finalmente sobrevivendo sem a sombra da morte por covid. Estou viva em mais um janeiro e conhecendo o ano de 2023 que promete muita coisa, tanto boas quanto ruins e neutras, tudo depende do ponto de vista e das realidades individuais. Mas espero o melhor para todos nós. Estou com 25 anos, muitos livros sendo lidos e sendo contatos desde 2017 mais ou menos, vivo com o amor da minha vida, estudo na melhor universidade da América Latina (USP), estou em paz comigo mesma em todos os meus aspectos "perfeitos" e "imperfeitos" (conceitos bem subjetivos).
Bom, agora vamos falar de metas! Todo ano eu gosto de estimular algumas metas bem "realistas" para mim, às vezes são só ilusões que não conseguirei cumprir até o próximo ano. Como voltei a ter um Bullet Journal nesse ano, pretendo me observar bem mais, assim como o mundo a minha volta! quero tirar mais fotos, vivenciar experiências novas, aprender coisas diferentes e poder cumprir metas comigo mesma (autocuidados e auto respeito)! Dividi minhas metas em quatro grandes áreas da minha vida: A acadêmica; pessoal; youtube e outros (coisas aleatórias).
Querido leitor(a) não sei se mais alguém além de mim lê esse blog, o qual é uma espécie de diário virtual, mas saiba que mais postagens virão e esse ano pretendo fazer bem mais resenhas e voltar a falar de ficção científica, como era a pegada inicia e objetivo principal desse blog, no entanto, antes de mais nada queria trazer esse "callback" e dar boas-vindas ao ano de 2023 como faço desde que iniciei esse pedacinho de paraíso particular.
Enfim, muito obrigada se você apoia meu trabalho seja aqui ou em outra rede.
10 de ago. de 2022
Quem é você, Alasca?, John Green
É um livro para adolescentes e com toda certeza conversa mais com os jovens do que comigo, mas tive a curiosidade para conhecer o autor e uma de suas obras populares sendo um best-seller no Brasil e no mundo, além de ser vencedor de alguns prêmios literários estadunidenses.
Vamos entrar na vida e na mente de Miles Halter, um garoto que tem fascinação pelas últimas palavras grandes pessoas, como escritores, poetas, presidentes etc. Por se sentir entediado vivendo com os pais, ele ingressa em uma escola (uma espécie de internato), esperando encontrar novas emoções e experiências.
Não achei a história tudo isso, e sinceramente a leitura foi mais um peso por estar sendo enfadonha, eu queria terminar o quanto antes e não porque eu estava devorando e imersa na história, mas sim porque não estava me prendendo. Houve diversos momentos que eu não aguentava mais estar com esse livro, por conta disso demorei uma semana para terminar.
Os personagens são rasos, também nenhum me chamou muito a atenção, no entanto a Alasca é a personagem que mais me cativou, deu a sensação de que o autor deu um carinho e atenção maior. Em contra ponto o posicionamento da Alasca como feminista e todas as frases de efeito dela parecia extremamente artificiais e mais como algo moralizante que o livro queria passar e não como característica da personagem, não me soou com algo fluído e natural dela, mas algo extremamente artificial.
Alasca, além do mais, é uma personagem pela qual o leitor vai se interessar, ela é inteligente e muito peculiar. O narrador é em primeira pessoa, temos a visão do Miles sobre ela, e muitas vezes é extremamente idealizada. Há momentos que ele não está interessado na real Alasca e sim em suas conjecturas, e isso é trazido pelo autor, quando a própria Alasca fala para Miles que ele só está interessado na parte dela que fuma, bebe e é divertida e alto astral. Não na verdadeira Alasca, quebrada emocional e psicologicamente, bem como suas outras facetas como ser humano.
Já Miles é um personagem totalmente intragável para mim, ele é extremamente egoísta e acha que todos têm de estar sempre prontos e dispostos para ele. Outra coisa que achei estranho é o quanto Alasca é sexualizada pela visão dele (a menina nem chegou aos dezoito anos ainda), várias passagens são de revirar os olhos, mas talvez seja a dinâmica que o autor queria passar para esse personagem. Tendo em vista que são suas primeiras experiências da vida adolescente (por volta dos 15/16 anos), algumas coisas se "justificam" como o egoísmo excessivo. O resto são personagens bem opacos, e alguns até sem relevância e bem esquecíveis, infelizmente não fazem diferença na trama.
Ademais, a história é bem típica, e nada muito diferente de histórias adolescente que envolve novas escolas, amigos, cigarros, bebidas e afins… Apesar de achar muita coisa esperável e bem clichê, sei que esse livro tem relevância para os jovens, mas isso não impede de ter um olhar mais crítico sobre a obra. Há vários momentos que precisavam de profundidade e não tem, assim como mais descrições e menos infantilidade na narrativa, além de pedantes (no sentido de força algumas coisas no enredo).
Não gostei da história, porém, achei a escrita do John Green bem fluida e direta com alguns pontos altos ao longo do livro. O autor se comunica muito bem com seu público, e talvez se eu tivesse lido com uns 13 anos teria gostado, além disso tem algumas reflexões sobre vida, morte, suicídio e lidando com o luto. No entanto, no momento atual que estou como leitora, achei a história super clichê, previsível e cheio de personagens e momentos "sem sal". Lembre-se, querido leitor, essa é minha opinião, não deixe de ler um livro só porque eu não gostei, sinta-se a vontade para ter suas experiências literárias.
22 de jul. de 2022
Contos novos, Mário de Andrade
18 de jul. de 2022
Coraline (livro), Neil Gaiman
Uma história que é muito mais do que imaginamos, há muito para ser lido nas entrelinhas! Escrito por ninguém menos do que Neil Gaiman, um escritor que estou me aventurando recentemente. Finalmente estou escrevendo essa resenha, a leitura foi feita a semanas atrás, no entanto eu não tive tempo, por conta do fim do semestre, para sentar e colocar meus pensamentos no "papel". Li a versão digital, então esse post rechiei de gifs do filme (que gosto muito).
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Pela primeira vez trago uma tag para o blog, que a Dora do Toca da lebre, me convidou à responder. A Tag compõem-se em escrever 11 fat...
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Essa foi mais uma leitura terminada nesse mês de março, a qual me fez bem no geral! O livro possui, em muitos poemas, uma metalinguagem sobr...
Leia esse post!
RECEBIDOS DE NOVEMBRO| livraria UNESP
Cada livro que escolho sempre é bem pensado, sempre são livros que estou com muita vontade de ler, certamente são aqueles que sei o quanto ...













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