18 de mar. de 2021

Mulheres, autoras de grandes clássicos | Parte #1

Ao longo das semanas farei postagens aqui no blog, e não iriei citar ou reforçar os casos sobre a pandemia, eu acredito que eu e você, meu leitor(a) precisamos de momentos leves. Precisamos nos manter sãos para não enloquecer; Não esqueça: fique em casa!! Saia se for extremamente necessário.

Ah, mais uma atualização que queria fazer... No post anterior eu disse que tinha feito a segunda fase da FUVEST e o quão difícil foi...Enfim, ontem saiu o resultado, passei na primeira chamada, na posição 24 do curso de letras, concorrência escola pública (EP). Estou muito, muito feliz...mas ao mesmo tempo fico pensando no contexto que nosso país se encontra, além de diversas coisas estarem acontecendo na minha vida pessoal, não sei bem o que sentir. Talvez seja melhor não entrar nesses méritos. 

Enfim, vamos ao post.. Não é novidade para o leitor que acompanha o blog, que sou extremamente apaixonada por clássicos e dia 08 foi o dia internacional da mulher fato que "comemorei" no instagram do blog, no qual fiz um post especial com as principais autoras de clássicos, que mudaram minha experiência como leitora. Os livros resenhados aqui, vão estar lincados!

 


Clarice Lispector
É uma autora brasileira que transforma o leitor, tendo em vista que seus escritos são cheios de metáfora, escrita fluida e sensível, além de uma história que sai das páginas e cresce em nossa mente, desde muito nova leio Clarice, no entanto só depois de muito tempo que comecei a captar as nuances da literatura, e o subtexto. Um livro que recomendo a leitura é A hora da estrela. No qual Rodrigo S. M. é um escritor armador, que está escrevendo uma história que atormenta sua mente, uma história triste e amarga sobre uma jovem alagoana de 19 anos, chamada Macabéa,  Apesar de ter estudado pouco e não saber escrever direito, Macabéa faz um curso de datilógrafa, e muda-se para o Rio de Janeiro à trabalho, no qual recebe menos que o salário mínimo. Após a morte da tia, deixa de ir à igreja e passa a repartir um quarto de pensão com quatro balconistas de uma loja popular. 

Emily Bronte
Escritora de um livro único e muito influente na literatura, já li esse livro três vezes e ainda pretendo relê-lo, O morro dos ventos uivantes está comigo desde a adolescência, e na minha última leitura, em 2019 apreoveitei ainda mais a história e fiquei mais imersa nos acontecimentos.

No início da trama, o patriarca da família Earnshaw faz uma viagem e, ao retornar, traz consigo um pequeno órfão, que todos acham ser um cigano por sua procedência, contudo, não é revelada em hora alguma da narrativa. O órfão recebe o nome de Heathcliff. Rapidamente, toda a afeição que o patriarca lhe demonstra enciuma seu filho legítimo, Hindley, que acha que está perdendo a afeição do pai. Contudo, Catherine, a irmã de Hindley, se afeiçoa por Heathcliff. Quando o Sr. e a Sra. Earnshaw morrem, Hindley sujeita Heathcliff a várias humilhações. Este passa a ficar bruto e melancólico. Apesar do amor entre ele e Catherine, ela decide casar-se com Edgar Linton, por esse ter melhores condições de sustentá-la que Heathcliff.

Virginia Woolf
Absolutamente uma escritora importante e com livros que considero que não são para qualquer leitor, afinal alguns você tem que ter uma bagagem e um conhecimento prévio sobre alguns pontos como contexto história. O primeiro livro que li da autora foi Um teto todo seu, que apropósito adorei muito ter lido, e O sol e o peixe, que foi um dos mais difícies. Para esse ano ainda pretendo ler os romances, como Orlando e Mrs Dalloway.


9 de mar. de 2021

Leituras de Janeiro

 Sim, eu sei... Esse post era para ter sido postado a um mês atrás, mas como diz o ditado popular antes tarde do que nunca, afinal! Hoje tem sido um dia daqueles, estou morrendo de cólica e tentando ser produtiva, fiz o planejamento mensal, e tudo o que quero fazer nas próximas semanas, já terminei dois livros, e ainda pretendo ler um pouco mais antes de assistir um documentário, que muito provavelmente vou falar dele aqui no blog, sinto falta de falar da cultura pop e documentários em geral. 


Comecei o ano muito bem, e fiquei muito feliz, pois comparei com 2020 (apesar que eu estava trabalhando nesta época), li ao todo sete livros, dois livros a mais que o ano anterior. Bem provável que durante esses posts de leitura vou comparar com o ano passado, pois estou usando o mesmo jounal e  me divertindo bastante com isso, minha meta é sempre está melhorando de alguma forma, inclusive minha quantidade e qualidade de livros. Também estou lendo mais manga agora, estou acompanhando duas séries, happiness (terror vampirico), e 

✨Os livros com resenha aqui no blog estarão lincados

Ranger- A ordem dos arqueiros (Volume dois); 224 páginas

O pequeno príncipe, Antoine de Saint; 96 páginas

Para querer bem, Manuel Bandeira; 80 páginas

Homem-aranha Feroz (edição encadernada); 136 páginas

Drácula Bram Stoker; 580 páginas

Hegel em 90 minutos, Paul Strathern, (Biografia); 37 páginas

Coletânea de poemas de Paulo Leminski, 212 páginas



5 de mar. de 2021

Coletânea de Paulo Leminski

 Desde 2019 estou lendo mais poesia, desde nacionais como é nesse caso, até contemporâneas como Rupi Kaur, ano passado li Claro enigma para o vestibular, contudo não falei dele ainda aqui no blog, talvez eu releia para fazer uma resenha. Neste post vamos falar de um escritor brasileiro muito talentoso e que deveria ser mais 're-conhecido' pelo grande público, afinal suas obras tiveram maior repercussão durante o século XX. 

 
Seleção feita por Fred Góes, compositor, dramaturgo e professor/doutor em teoria de Literatura da Faculdade de Letras da UFRJ, e Álvaro Marins, professor de Teoria Literatura e Literatura Brasileira da Escola de Letras da UniverCidade/Rio de Janeiro.

Paulo Leminski Filho teve um currículo extenso, professor, escritor, tradutor e crítico literário, nasceu em  Curitiba em  24 de agosto de 1944, e morreu em  7 de junho de 1989. Sua poesia é bastante marcante e característica, assim como Gregório de Matos com sua poesia irreverente e em certos pontos questionável (o que não se aplica a Leminski) que o consagrou como um dos primeiros poetas brasileiros. Leminski, não somente pelo jeito próprio de escrever, com trocadinhos, brincadeiras com ditados populares, influencias do haicai, mas também de abusar de gírias e palavrões, por isso fiz a comparação com Gregório de Matos (mas só no uso dos palavrões mesmo, e sua originalidade na escrita). 

Ademais, suas peculiaridades são instigantes, dão gosto de ler, além de serem bem imersivas e fluidas, tão envolventes com seu estilo e jogo de palavras e significados. A poesia concreta influenciou bastante seu estilo, além da escola modernista, afinal. Poesia concreta, caso você não saiba, caro leitore, é um tipo de poesia vanguardista, de carácter experimental, basicamente a mistura do visual, da estrutura, de acordo com a mensagem, além das palavras, que procura estruturar o texto poético escrito a partir do espaço, lembrando que sempre busca a superação do verso como unidade rítmico-formal, ou seja quebra com a métrica e toda a forma clássica.

Destarte, esse foi meu primeiro contato com o autor e já amei a escrita e a maneira de abordagem e a forma que é transmitida, inclusive temáticas cotidianas como "Por um lindésimo de segundo", ou um pouco mais filosóficas com "O mínimo do máximo".

"A nós, gente só foi dada

essa maldita capacidade,

transformar amor em nada."


A baixo deixo uma entrevista do autor, caso você queira assistir, para conhecê-lo ainda mais, e sua visão a respeito da literatura, contudo, não deixe de ler o livro e se aventurar por águas desconhecidas.

3 de mar. de 2021

A garota das laranjas, Jostein Gaarder

 Essa semana estou tendo uma crise de identidade, estou achando tudo uma loucura: algumas coisas que estou passando, nada grave sabe? Mas coisas curiosas da vida, que é um circulo maluco e sempre estamos conectados de alguma forma. Esse momento de devaneio coincidiu com minha leitura da semana, que foi agridoce, bem melancólica e com algumas discussões filosóficas, afinal um livro do Jostein Gaarder não seria por menos.



Título: Appelsinpiken
Autor: Jostein Gaarder
Tradutor: Maria Luísa Ringstad 
páginas: 136
Editora: Presença
Onde Comprar: Amazon


Neste livro de Jostein Gaarder,  uma carta que ficou guardada por muito tempo revela ao adolescente Georg Roed uma história extraordinária. O autor da carta é o pai do menino, que morreu há onze anos - ele escreveu esta longa mensagem de despedida para que o garoto pudesse lê-la depois, quando estivesse mais maduro.

A história que o pai conta é do tempo em que ainda era um jovem estudante de medicina: a sua busca por uma moça desconhecida, que ele vê por acaso nas ruas de Oslo, sempre carregando um saco cheio de laranjas. Apaixonado, o rapaz persegue os diversos mistérios que cercam os seus encontros fugidios com a garota das laranjas, numa aventura que culmina numa grande revelação. Alternando entre a voz de Georg e a do pai, Jostein Gaarder constrói uma narrativa pontuada com perguntas filosóficas, que tratam de temas como o amor, a morte e a grandeza do universo.

Meu primeiro contato com essa história foi no ensino fundamental, sempre chegava aos 1/3 do livro e nunca seguia com a leitura, no entanto a oportunidade de relê-lo, de certa forma, apareceu quando minha irmã o adquiriu. E o gostinho da história, lembra muito Soul, o filme mais recente da Disney e Pixa.

Apesar da história ser interessante, a narrativa oscila entre o muito fluido, repetitivo e as vezes parece andando em círculos, dando tonturas com os rodeios filosóficos e  crises existenciais, ora quando Jan Olav (pai do Georg) escreve a carta está prestes a morrer, o que é até certo ponto compreensivo, mas o irritante é quando alterna para o filho e ele continua com as mesmas "dores" filosóficos, embora seja um adolescente, Georg tem um olhar irritantemente minucioso e politicamente correto da vida. O momento do pai, por outro lado é outro, o qual ele tira diversas reflexões tristes sobre o viver e ser "retirado" a força desse plano no momento mais feliz de sua vida. Ou seja, o livro é duplamente angustiante.

Ademais, o personagem mais profundo e interessante é Olav, não somente por sua forma questionadora e um pouco mística de ver a vida. mas a forma como foi construída também cativa o leitor. A garota da laranjas, personagem chave para toda a história, é misteriosa e ensina a Olav a ver os detalhes da vida. Agora, Georg é muito chato, é um adolescente, age como um e há cenas que não demonstra maturidade suficiente para a idade, ou talvez por ser jovem demais, ainda não tenha maturidade suficiente.

Um livro agridoce, portanto, ora doce, com as fantasias e delírios de um apaixonado em busca da garota das laranjas, ora azedo, com o amargor do fim da vida, isto é, o livro discorre sobre a efemeridade da vida, o quanto absolutamente tudo é líquido e inconstante, desde nossos contratos sociais até mesmo a vida em si. Considero como um livro profundo e muito, muito melancólico, o longo tempo que passamos vivendo em comparação com os longos anos do universo, a vida que passamos com quem amamos, em como a magia do viver está em coisas simples (sim, como em Soul), nos dando conta de que é lindo viver mesmo nas horas amargas. 

26 de fev. de 2021

Dracula, Bram Stoker

 Finalmente estou retornando com mais um post, infelizmente não conseguir postar com tanta frequência que eu queria, a segunda fase da FUVEST sugou minha alma e  não tive mais tempo para absolutamente nada, e no fundo estou bem apreensiva e ansiosa com o resultado, espero ter passado! Ah, também estive reformando o quarto; bom daqui para frente espero conseguir postar com mais frequência, em cada post digo isso, eu sei. 

O livro que vamos conversar hoje é um grande clássico da literatura gótica e da língua inglesa, espero conseguir exprimir tudo o que senti e tudo o que amei nessa resenha. É um romance de horror gótico lançado em 1897, escrito pelo autor irlandês Bram Stoker, tendo como protagonista o vampiro Conde Drácula. Tornou-se a mais famosa história de vampiro da literatura.

 

A história é contada em formato epistolar, cujos narradores são protagonistas do romance, e, ocasionalmente, suplementadas com recortes de jornais referentes a eventos não diretamente testemunhados. Os eventos contados no romance ocorrem em ordem cronológica e em grande parte na Inglaterra e, no começo e fim do livro, na Transilvânia . Tudo ocorre dentro do mesmo ano, entre 3 de maio e 6 de novembro. Uma nota curta situa-se no capítulo final escrita sete anos após os eventos descritos na obra.

O romance começa com Jonathan Harker, um advogado inglês recém-formado, visitando o Conde Drácula nas montanhas dos Cárpatos, na fronteira entre a Transilvânia, Bucovina e Moldávia, para prestar apoio jurídico para uma transação imobiliária supervisionada pelo empregador de Harker. No primeiro momento o jovem advogado é atraído pelos bons modos de Drácula, no entanto Harker logo percebe que é prisioneiro ali e sua vida corre perigo. 

Outros detalhes tornam o anfitrião uma personagem excêntrica, não somente pelo modo de vida e cultura "exótica", mas por circunstâncias totalmente anormais, como não ter reflexo no espelho, não é visto de dia e nunca mostra ter fome, ou ao menos comer junto com Harker. Muitos acontecimentos culminam para Harker se vê preso, sufocado e sofrer diferentes 'abusos' no castelo e entender, não somente ele, mas os demais personagem, o plano do conde, posteriormente.

Algo que acho interessante que ocorre, assim como em Quincas Borba, o livro leva o nome do personagem que menos temos o ponto de vista e compreensão, ou ao menos mais falas ao longo do enredo. Por se tratar de um livro epistolar, apesar de termos diferentes pontos de vista de outros personagens, ainda sim são limitados, particulares e bem restritivos, afinal mesmo tendo o ponto de Mina e Sr. John Seward do mesmo fato, ainda continua fechado, ainda o leitor encontra-se limitado. É quase uma narrativa "apernada", todos são ingleses e possuem quase o mesmo ponto de vista...

O que mais me surpreendeu foi a narrativa extremamente fluida, em pouco tempo me vi lendo várias e várias páginas, além disso enquanto estava longe do livro, me pegava pensando nos personagens, na história e como seria o desfecho. Sim, não importa quantos filmes sobre Drácula você tenha assistido, nenhum deles foi um "spoiler" significativo do livro, afinal a obra original sempre carrega um peso e detalhamento que não cabem no espaço de tempo do cinema. 

É um livro que não somente trás uma ótima ficção, mas é um excelente recorte da história, reflete a sociedade da época, o machismo, o patriarcado e como a mulher branca e de certo recorte social era considerada pelos homens e por ela mesma (apesar de ainda ter a visão do autor, homem branco, falando).

Ora, vale salientar aqui que é um livro de muitos e muitos anos passados, lançado no século XIX, no qual não havia os conceitos e pautas sociais como temos hoje sobre a posição da mulher, o que é ou não politicamente errado etc, tudo isso é uma discussão atual, da nossa geração, além disso é uma discussão que não quero iniciar no post, não nesse momento e neste contexto. 

Drácula carrega um legado muito importante, portanto, para a literatura no geral, bem como para a cultura pop também, depois desse livro os vampiros foram remodelados, recontados, amados e cada vez mais fazendo parte do popular e imaginário, é até hilário pensar que o que a maioria das pessoas sabem sobre vampiros saiu desse livro. Uma leitura mais que recomendada, que você, caro leitor desse singelo blog, se deleite com essa literatura. 


9 de jan. de 2021

Rangers Ordem dos arqueiros - Pontes em chamas (livro dois), John Flanagan

Tenho esperanças que este ano seja melhor, mais fluido e com realizações. Contudo, esse ano será de adaptações e crise advindas do ano anterior que foi muito turbulento. Hoje é pré-vestibular, amanhã será o vestibular da FUVEST, estou bem animada e esperançosa até. Mas vamos para a resenha, do segundo volume de uma das minhas séries favoritas (apesar de ter lido apenas os dois primeiros livros).

 
 

Título: Rangerns 
Autor: John Flanagan
Número de páginas: 224
Editora: Fundamento
Tradução: E. Siegert & Cia Ltda
Onde comprar: Amazon

Pontes em chamas é o segundo livro da série: Ranger a ordem dos arqueiros, a qual pertence a lista dos mais vendidos do New York Times. Pego de surpresa o reino de Araluen se vê diante de uma guerra, que começa mais cedo do que o esperado. Enviado de uma perigosa missão para impedir o confronto, o jovem arqueiro Will parte para acompanhar o ex-aprendiz de seu mestre, Gilan, em uma missão diplomática que está repleta de situações inesperadas e mudança de curso da guerra que tanto se falou no primeiro livro, sendo que nos últimos quinze anos, o temível Morgarath conseguiu reunir um enorme exército de criaturas implacáveis, os Wargals. Eles não temem nenhum inimigo e são controlados mentalmente pelo próprio Morgarath, o Senhor da Chuva e da Noite. 

Sendo sincera, não sei como começar essa resenha sem dizer que comecei o ano muito, muito bem! Uma leitura certeira para quem quiser relaxar um pouco e se aventurar em um mundo medieval fantástico, com momentos de coragem, outros de medo, amizade e lutar pelos amigos.

A escrita de John Flanagan continua fluida, os personagens são um pouco mais desenvolvidos, principalmente aqueles que ficaram um tanto apagados no primeiro volume Como Gilan, que se mostra um excelente arqueiro, afinal foi treinado por um dos melhores; embora um dos personagens mais interessantes do enredo, Halt, tenha sido colocado um pouco de lado, o autor nos mostra como Will age sem a supervisão do mestre, no qual demonstra grande responsabilidade, senso de justiça e auto sacrifício pelo reino. 

Ademais, a  trama desenvolve-se de forma maravilhosamente gradativa, com um texto simples, visto que é um infanto juvenil, mas cheio do 'gostinho' de uma sessão de RPG, Will continua o mesmo, embora esteja um pouco mais maduro, não é anulado o quão jovem ele ainda é, vemos inseguranças e indecisão, além de que neste livro, ele coloca em prática o seu treinamento, bem como há uma maior reaproximação com Horace, seu amigo, aluno da escola de guerra do reino.

Todavia, mesmo gostando e recomendando de mais, saliento a todos que é um INFANTO JUVENIL, a trama foi um tanto previsível, salvo na luta com o Boss final, o que me deixou bem desgostosa, tendo em vista que desde o primeiro volume se faz tanto alarde pelo vilão principal, dizendo o quão poderoso O senhor da chuva e da noite é, ele me pareceu como uma caricatura de Kylo ren (analogia), só que beeeem mais fraquinho. O autor trás um texto simples, sem floreios e direto, contudo há momentos de repetição de fatos, ou retomada de explicações de ações dos personagens no mesmo capítulo, o que me incomodou um pouco, em contrapartida o "tom" que conta a história lembra LEVEMENTE o jeito que TOLKIEN fez em O Hobbit, a maneira que o narrador conversar com o leitor, envolvendo-nos ainda mais na leitura.



18 de dez. de 2020

Estrelas perdidas, Claudia Gray

 Nem acreditei quando havia notado que não tinha feito a resenha desse livro, e olha que ele foi um dos primeiros lidos nesse ano turbulento de 2020. Tanta coisa aconteceu desde 1° de janeiro que fui deixando de lado as resenhas, algo que me chateada profundamente. Enfim, como disse no post anterior, toda semana terá post novo aqui no blog. 


Título: Lost Stars
Autora: Claudia Gray
Número de páginas: 444
Editora: Seguinte
Tradução: Fábio Fernandes e Zé Oliboni

Ciena Ree e Thane Kyrell se conheceram na infância e cresceram com o mesmo sonho: pilotar as naves do Império, cujo poder sobre a galáxia aumentava a cada dia. Durante a adolescência, sua amizade aos poucos se transforma em algo mais, porém suas diferenças políticas afastam seus caminhos: Thane se junta à Aliança Rebelde e Ciena permanece leal ao imperador. Agora em lados opostos da guerra, será que eles vão conseguir ficar juntos?

Através dos pontos de vista de Ciena e Thane, você acompanhará os principais acontecimentos desde o surgimento da Rebelião até a queda do Império - como as Batalhas de Yavin, Hoth e Endor - de um jeito absolutamente original e envolvente. O livro relata, ainda, eventos inéditos que se passam depois do episódio VI, O retorno de Jedi, e traz pistas sobre o episódio VII, O despertar da Força!


"Era assim que o mal ganhava mais espaço: criava raízes nos jovens e crescia junto com eles. Cada geração elevava o abuso a outro nível. Estamos ensinando crianças a aprovar a escravidão. Estamos ensinando a elas que crueldade é uma virtude". -Páginas 177

A expansão do império Galáctico chegou à orla exterior, mais especificamente ao isolado planeta Jelucan. É ali que vivem Thane Kyrell e Ciena Ree. Os dois não podiam ter origens mais distintas: O garoto vem de uma família aristocrata e a menina mora numa vila rural nos vales. Por mais que fossem diferentes, e suas famílias fizessem de tudo  para separá-los, aos oito anos eles já eram melhores amigos com um amor em comum, amor às naves que atravessavam os céus de Jelucan, ambos tinham o sonho de voar nas melhores naves do Império Galáctico. Claudia Gray trás o relacionamento desses dois personagens de maneira profunda e verosímil, fazendo o leitor se envolver e se importar realmente com eles.

Ciena tem uma fé e lealdade ao Império inquestionáveis, capaz de sacrificar tudo em prol do que acredita; algo que no começo me irritou bastante, pois quem teria uma devoção tão cega à algo que todos veem que é tirânico e déspota? Foi neste momento que me voltei para a política brasileira, o caos entre as pessoas e nos líderes políticos; vive-se em uma sociedade fanática, disposta a fazer qualquer coisa para cair nas meras graças de fascistas e corruptos, os quais se pagam de santos e tem aprovação publica, que não sabe a diferença entre realidade e ficção.

Ademais, o livro aborda a política do universo de Star Wars de um ponto de vista diferente, a partir dos imperiais, muitos acreditam que estão servindo a sociedade, defendendo do "mal" e da anarquia. Passa-se por diversos acontecimentos dos filmes clássicos com a ótica dos protagonistas, mostrando o sofrimento deles ao perderem os melhores amigos na destruição da Estrela da Morte. Ora, nem tudo é "preto no branco", também não existe apenas bem e mal, há infinitos tons de cinzas entre meras concepções de certo e errado. Aqui  depara-se, talvez pela primeira vez, em questionar as ações de Luke e dos rebeldes, sim, pode-se entrar em uma discussão filosófica e ética sobre diversos episódios.    


A narrativa é fluida, o enredo é cheio de uma área cinzenta, mostra o fanatismo e manipulação política, romance, sacrifícios, certo e errado, bem e mal por óticas totalmente  diferentes. É um dos poucos livros da série "Jornada para o despertar da força" que gosto e recomendo à você leitor, com personagens cativantes, uma história que segue paralela aos filmes clássicos, além de uma boa dose de questionamento da realidade e da verdade e suas "verdades".


13 de dez. de 2020

O último olimpiano (Parcy Jackson e os olimpianos), Rick Riordan

 Finalmente estou postando novamente, quando penso que vou conseguir postar toda semana, vem a vida e diz "não". Enfim, estou mega feliz em estar fazendo essa resenha, que aproposito o blog terá uma enxurrada de post esse mês. Aos dois leitores que me acompanha...confia que vai ter hehehe


 

Os meios-sangues passaram um ano inteiro preparando-se para batalha contra os titãs, e sabem que as chances de vitória são pequenas. Cronos está mais forte e poderoso do que nunca, a cada deus ou semideus que se une a causa do titã, o fortalece. Enquanto os olimpianos se ocupam em conter o titã Tifão, Cronos avança em direção à cidade de Nova York, onde o Monte Olimpo está precariamente vigiado. Agora, Percy e seu exército de heróis podem deter o senhor do Tempo.

A série Percy Jackson tem diversos assuntos sutis e delicados que o leitor mais atento capta, como por exemplo o ambiente pobre e abusivo do primeiro livro, tema de pais ausentes, traição matrimonial, amizade, família é aquela que construímos, superação de suas deficiências psicológicas (como déficit de atenção)etc. Todos os livros são extremamente fluidos, os personagens, apesar de simplistas e um tanto unidimensionais, tem um certo desenvolvimento emocional. Não sou muito fã da escrita do autor, mas admiro a fluidez que escreve. 

Todo o tempo durante a leitura de "O último olimpiano" senti a apreensão que o autor quis passar, que os personagens estavam em perigo e que a qualquer momento algo muito importante iria acontecer, todavia parte da história ficou previsível e pelo ritmo que o enredo estava levando, logicamente, teria final feliz, só faltou casamento. 

Não foi um livro que mexeu muito comigo, claro que estava esperando uma ótima finalização de série e torcendo para tudo dar certo para os personagens, mas não foi meu favorito da série e muito menos surpreendente, achei okay. Gostei da série, embora tudo seja um tanto infantil e Percy seja um protagonista muito irritante, algo que me irritou bastante é o protagonista pensar, falar e agir de modo muito infantil para idade, a história avançou, chegou o fim da série, e Rick Riordan ainda insiste em repetir que Percy é filho de Poseidon, em descrever novamente o acampamento, repetir fatos ocorridos nos livro anteriores e falar com o leitor como pegasse a história pela primeira vez. 

É uma série infantil, portanto, recomendo a quem está começando entrar no mundo da leitura e da fantasia, recomendaria para crianças, logicamente, e para quem quer passar um tempo lendo bons livros; para mim não foi uma leitura cem por cento, mas foi agradável. 



30 de out. de 2020

Quincas Borba, Machado de Assis

Preciso me organizar melhor para fazer posts constantes, ao menos um por semana, sinto falta de ser uma blogueira mais dedicada, estou na correria com as matérias do vestibular. Mas vamos falar do livro, ora foi por isso que você veio😁



Título: Quincas Borba
Autor: Machado de Assis
Número de páginas: 200
Compre aqui: Amazon

Quincas Borba é um romance escrito por Machado de Assis, desenvolvido em princípio como folhetim na revista A Estação, entre os anos de 1886 e 1891 para, em 1892, ser publicado definitivamente pela Livraria Garnier.

Pedro Rubião de Alvarenga, ex-professor primário, torna-se, em Barbacena, enfermeiro e discípulo do filósofo Quincas Borba, que lhe apresenta o Humanitismo, em que a razão do homem é sempre buscar viver e que a sobrevivência depende muitas vezes de saber vencer os outros. Borba falece no Rio de Janeiro, em casa de Brás Cubas. Rubião é nomeado herdeiro universal do filósofo, sob condição de cuidar de seu cachorro, também chamado Quincas Borba.

"Ao vencido, ódio ou compaixão, ao vencedor, as batatas"

Essa frase ilustra bem o que é o humanitismo a base de uma alegoria: Há duas tribos indígenas, e um pequena plantação de batatas, contudo não é o suficiente para a pequena população, já que precisam de muita energia para atravessar uma montanha, não tem como dividir, sendo assim eles precisaram guerrear e quem vencer fica com as batatas, e tem energia suficiente para fazer a travessia, onde há muitas outras batatas, claramente uma sátira a filosofia da época.
Ora, o livro, de fato, foca-se melhor nos temas secundários do romance anterior. Estes incluem uma paródia ao cientificismo e ao evolucionismo da época, bem como ao positivismo de Comte e à lei do mais forte, uma adaptação da seleção natural de Charles Darwin a nível social, ou seja, o Darwinismo social, muito usado na época como justificativa europeia de colonizar o continente africano e o oriente, "ensinar" a civilização para os demais.

Logo de início Quincas Borba morre, sucumbe a loucura e morre delirando que é santo Agostinho, filosofo cristão da idade média; visto que Rubião foi seu enfermeiro e meio que estava ali para ouvir sobre o humanitas, Quincas deixa tudo o que tem para ele: Ações no Banco do Brasil, apólices, escravos, propriedades, enfim toda sua riqueza. Ao longo do enredo nos deparamos com outros personagens que faram parte da vida de Rubião e se aproveitaram da inocência financeira dele, já que o protagonista não tem noção nenhuma do quanto recebeu e que esse dinheiro é finito, uma hora acaba, mas ele quer ostentar e mostrar que o dinheiro não importa para ele, isto é, começa a ter mania de grandeza, já que ao decorrer da obra torna-se bem conhecido e de certa forma influente.

Além disso, Rubião acaba se apaixonando pela esposa de seu amigo e sócio Cristiano Palha, e ao longo da narrativa a culpa por essa paixão, é culpa dela ser linda, é culpa dela ser cortês com ele, nos mostrando muito sobre a sociedade da época, bem como o episódio dos morangos, dá para ficar chateada(o) com o machismo e conjecturas sobre as mulheres, o interessante aqui é que Machado trás como uma crítica. Sofia, assim que Rubião se declara, conta a seu marido e já deixa claro que não o quer mais por perto, mas seu marido fala que é para continuar dando atenção e graça. apenas até ele conseguir pagar a dívida que tem com Rubião. 

Ademais, Quincas Borba faz parte da escola literária realista, sendo assim vai trazer uma analise psicológica dos personagens,  a escrita também tem ironia, é acida e há um toque de humor negro, o narrador onisciente é julgador, inclusive julga o leitor, usando o recurso da metalinguagem.. Machado de Assis mostra que as relações entre as pessoas são cheias de interesse, mostrando um lado nada romântico da sociedade carioca do século XIX, é um livro para você refletir sobre valores, moralidade, enfim comportamentos sociais no geral.

"engana-se, senhor; Trago esta máscara risonha, mas eu sou triste". - Cap30

Destarte, esse livro tem muito. muito mais para ser dito sobre e analisado, mas convido você, leitor, a ler essa obra tão magnífica, e recomendo estudar um pouco sobre a escola Realista antes de lê-lo, só para entender melhor a estrutura narrativa e as nuanças que o autor trás à sua obra, lembrando que está na lista da FUVEST desse ano. 

23 de out. de 2020

Assassinato no campo de golfe, Agatha Christie

 Esse é o quarto livro da autora que leio, apesar de ter achado uma ou outra coisa um tanto anticlimax, gostei bastante do enredo e os rumos que a investigação se deu. Só um adendo antes de irmos à resenha propriamente, não gosto de histórias policiais, Agatha Christie é uma exceção. Assassinato no campo de Golfe foi publicado em 1923.


Uma carta de um desconhecido leva Poirot e seu amigo e ajudante, o capitão Hastings, à França. Eles não vão a passeio. Trata-se de um pedido de socorro. Os dois procuram respostas para intrigantes perguntas: Qual seria a relação entre dois assassinatos cometidos com um intervalo de mais de 20 anos?; qual a relação entre a esposa de um misterioso milionário e sua amante, moradora numa vila vizinha?; o que ligava uma linda corista e um horrível caso de chantagem?; e, por fim, qual a relação entre um fio de cabelo, uma espátula ensanguentada, um pedaço de cano de chumbo, pegadas meio apagadas e um cadáver encontrado num campo de golfe? 

Algum tempo depois, o detetive Hercule Poirot recebe uma carta da França, com um pedido de ajuda: o Sr. Renauld teme que sua vida esteja ameaçada, e sem deixar claro os detalhes da situação, pede a Poirot que se encontrem, para que este investigue a questão. Poirot e seu amigo Arthur Hastings partem imediatamente para Merlinville-sur-mer, no litoral francês. Mas quando chegam é tarde, e agora tem um assassinato para resolver. 

A história é  narrada pelo amigo de Hercule Poriot, capitão Hastings, que está  acompanhando o detetive neste caso, e ele é um pouco lento para pensar, além de deixar suas emoções influenciarem no caso, isso afeta a visualização dos fatos pelo leitor menos atento. Sendo assim a recomendação para essa leitura é: seja atento! 

Enredo cativante, escrita fluida e imersiva, gosto de salientar que as provas do crime estão ao decorrer da história, nos cabe juntar e decifra, o que vai de cada leitor, junto com Poriot. Sendo um dos pontos altos da autora. O que foi muito decepcionante, com toda a certeza foi o rival de Poriot, que não está a altura de ser um pária, ele é "bruto" e arrogante de mais, apesar de tentar seguir uma linha lógica de investigação, não se faz muito presente, bem como deixa passar muita coisa, subestima qualquer possível prova ou dedução alheia, e não se mostrou como alguém que realmente veio para competir com o detetive belga.

Destarte, o desfecho foi interessante e um pouco inesperado para mim, estava indo para um linha de raciocínio bem diferente, embora meus suspeitos e parte do que deduzi se confirmou. Enfim, esse foi um ótimo livro para começar a TBR de Halloween, e com uma atmosfera misteriosa que serviu para me preparar para um livro sensacional que estou lendo, Drácula. Fique ligado ao blog, em breve terá mais resenhas de clássicos. 

18 de out. de 2020

A batalha do labirinto (Parcy jackson e os olimpianos), Rick Riordan

Eu quase me esqueci de escrever esse resenha, li o livro a dias, mas não tem como esquece-lo. Estou tão perdida nos meus afazeres que deixei o blog de lado, mas não o canal ou instagram literário. Por isso acho importante você  me seguir por lá também, posto sobre a cultura pop, como fazia aqui, e muito sobre livros, e você me acompanha em tempo real! 

Acho que esse é o meu preferido da série, vamos ver o último, se vou gostar tanto quanto, vou lê-lo ainda esse mês, já que está na minha TBR de Halloween e estou mega empolgada. Vou ter que me equilibrar entre estudos, leituras obrigatórias e leituras que quero fazer, além da vida pessoa e "trabalho".

 

Percy está prestes a começar o ano letivo em uma nova escola. Ele já não esperava que a experiência fosse lá muito agradável, mas , ao dar de cara com líderes de torcida monstruosas e mortas de fome, percebe que tudo, sempre, pode ficar ainda pior. 

Neste livro vemos que o tempo está se esgotando e a batalha entre deuses, titans e meio-sangue está chegando cada vez mais perto, à medida que os exércitos de Cronos abrem caminho para atacar as fronteiras do  acampamento, até então impenetráveis.

A batalha do labirinto trás um Percy um pouco mais humilde, comparado nos livros interiores, e bem mais preocupado com seu grupo e com o destino que as coisas estão tomando. Apesar de trabalhar a coragem do personagem, há momentos um tanto exagerados; vemos, em algumas cenas, que Riordan mostra que seu protagonista também tem medo, afinal é um adolescente com suas preocupações de "ser" e "estar" e carrega responsabilidades muito grandes, bem como sua vida correndo riscos constantes. Por exemplo, toda vez que há a quebra da atmosfera, no final de cada livro, como se fosse um filme sessão da tarde,  apesar de Percy se "distanciar" de toda aquela mitologia, ainda o afeta, além de tentar levar uma vida normal. Embora, algo que me incomoda de mais no personagem é a falta dc vontade e esforço para conhecer  melhor a cultura grega e sua importância, deixando à cargo de outros personagens para explicar a mitologia.

Os personagens secundários continuam interessantes, com propósitos e histórias complementares, não sendo só filling, mas têm um propósito. Desde o livro anterior vemos que tudo está sendo cada vez mais urgente e a importância da profecia e de todos os envolvidos vem crescendo.  

O enredo apesar de ser rápido, fácil de ler, carrega uma história cheia de amizade e sacrifícios, que nos envolve na leitura de uma forma muito cativante. Foi uma leitura muito gostosa e maravilhosa, em nenhum momento achei a leitura entediante ou maçante. Sem dúvida gostei mais deste livro do que o anterior; agora estou ansiosa para o último (dessa "temporada").  


Leia esse post!

RECEBIDOS DE NOVEMBRO| livraria UNESP

 Cada livro que escolho sempre é bem pensado, sempre são livros que estou com muita vontade de ler, certamente são aqueles que sei o quanto ...