29 de dez. de 2025

RECEBIDOS DE DEZEMBRO | Livraria UNESP

Mais um dia fazendo um post sobre literatura, e dessa vez, falando sobre os recebidos de dezembro, e para ser mais sincera, estou mega apaixonada por eles! Inclusive já coloquei na lista de leitura de 2026, agora tente adivinhar qual deles entrará para minha lista de leituras de 2026, o meu desafio literário...

Nesse post trago mais recebidos em parceria com a  Livraria Unesp, localizada no número 108, Praça da Sé, Centro, São Paulo. Como sempre digo por aqui, é sempre com muita alegria e empolgação que trago os livros dessa parceria, poder escolher os títulos é extremamente importante para mim. Lembrando que temos cupom de desconto de 15% com: jessica15. Aproveitem para adquirirem seus exemplares com desconto! Bom, vamos falar propriamente dos livros.


Valeria Cossati queria apenas buscar cigarros para o marido na tabacaria, mas acaba comprando ilegalmente um caderno preto, um item que não poderia ser comercializado aos domingos, e faz dele seu diário. Estamos na Roma dos anos 1950, e Valeria leva a vida entediante de uma mulher de classe média, dividindo-se entre os papéis de mãe, esposa e funcionária de escritório. Há anos ela não ouve o próprio nome, o marido só a chama de “mamãe”, e sua relação com os filhos é marcada por conflitos geracionais. Porém, conforme alimenta aquelas páginas proibidas, Valeria começa a notar uma profunda transformação em si mesma, cujas consequências ela ainda não sabe prever.

Alba de Céspedes foi uma das grandes autoras de língua italiana do século XX, com uma obra que se destaca pela profundidade das personagens femininas. Em Caderno proibido, a autora demonstra todo seu talento ao retratar a intimidade de uma mulher comum e as mudanças da sociedade italiana no pós-guerra. 


Ao assistir, tempos atrás, uma resenha muito boa do canal Vá ler um livro, eu simplesmente me encantei com essa obra e precisava, finalmente, acabar com minha sede de literatura feminina. Inclusive, quero fazer essa leitura o quanto antes, pois acho que me ajudará com as questões que estou passando com meu diário, meio que nos afastamos e estamos "estranhos" um com o outro (sim, dei vida para ele)... 



A paixão segundo G.H. conta, através de um enredo banal, o pensar e o sentir de G.H., a protagonista-narradora que despede a empregada doméstica e decide fazer uma limpeza geral no quarto de serviço, que ela supõe imundo e repleto de inutilidades. Após recuperar-se da frustração de ter encontrado um quarto limpo e arrumado, G.H. depara-se com uma barata na porta do armário. A partir disso, tira suas conclusões sobre humanidade, existência e sua posição social como mulher de classe média e dona de casa.

Bom, esse é um trecho adaptado da sinopse disponível (e sem spoilers), e me intriga pelo fato de como nós somos arrastadas por Clarice, o quanto ela nos devora e se faz presente em nossa memória, vida e instantes de epifanias enquanto lemos suas obras, o quanto ela cativa, despedaça e nos faz metamorfosear em outras versões de nós mesmas. Não importa quem sejamos, devemos ler Clarice. Inclusive, esse é um dos romances que ainda não li da autora e estou estonteantemente empolgada e felizaça com essa nova aquisição! Muito obrigada Livraria Unesp por permitir mais leituras incríveis! 

27 de dez. de 2025

Balanço geral do desafio literário de 2025

Estou com um vício de ler e escrever, especificamente no dia em que escrevo essa primeira parte aqui dessa postagem. Estou lendo um blog de literatura que é um dos meus favoritos no momento, enquanto leio, paro para tomar meu chá, observar minha mesa do escritório ao meu redor, pensar no que acabei de ler, também, nas minhas leituras em andamento, deixo meus pensamentos viajarem durante uns instantes e por fim escrevo. 

Imagem tirada da internet

Esse ciclo contínua em mais alguns instantes infinitos dessa noite. Parecem infinitos, parece que vivi mil vidas só nesses momentos meditativos. Enquanto escrevia essa introdução, estava decidindo qual livro iria continuar a ler nesse momento, se iniciaria uma nova leitura, ou pegaria mais um pouco dos que estão em andamento, mas qual deles? Todos me parecem boas opções, mas também ler algo novo parece melhor ainda...Enfim, estou lendo Morangos Mofados e extremamente encantada com esse livro complexamente delicioso. Mas hoje, não vou falar sobre ele, e sim o quanto fui extremamente desorganizada com minha leituras.

Em janeiro deste ano, postei meu desafio literário de 2025, amo desafios e sempre sou bem razoavel comigo, porém, confesso que estou decepcionada comigo mesma...coloquei apenas 12 livros para ler, para melhorar meu ritmo de leitura e me aproximar mais das minhas leituras...No entanto, eu simplesmente joguei tudo pelos ares e agora estou recolhendo o que foi jogado, não me dei conta da passagem do tempo e quando me observe, já estava sendo devorada por Cronos. Me deixei levar por circunstâncias da vida, cansaço, sono, momentos de piloto automático, correria do cotidiano e quando me dei conta, tudo já havia passado e eu estava em casa fazendo receitas de natal. Isso não significa que eu tenha lido pouco, não é isso!

Eu não li os livros DESSE desafio em específico! Como trabalho e estudo a Literatura, sempre preciso ler e muito, aliás. 

A lista era com livros de certo impacto, e com prováveis crises existências que a literatura nos dá, e infelizmente não consegui cumprir, inclusive os dois livros nessa lista que li fiz resenha e estão lincados. Como não consegui ler os livros que eu desejava, então alguns desses aqui serão colocados na lista de 2026, principalmente Querida Konbini, que estou postergando desde a Festa do livro da USP do ano passado. 

Caso você queira ler as resenhas completas basta clicar nos livros lincados, aqui vou falar bem brevemente o que achei das duas leituras. Começando por ordem: Lições de poética, de Paul Valéry

Lições de poética, é divido em três partes, são três aulas do autor dada na universidade francesa. É extremamente interessante e um exercito intelectual válido, no entanto, é uma leitura um pouco cansativa dependendo do momento que o leitor se encontrar e alguns pontos são realmente arrastadas. Acredito que por serem aulas, presencialmente deveria ter sido muito mais fluido do que a leitura em si, pois no próprio texto já vemos uma certa empolgação do autor com o tema. No geral, gostei, porém é um exercício e não é uma leitura fácil para leitores de primeira viagem.

Antes que o café esfrie, de Toshikazu Kawaguchi, é ambientado em uma pequena e quase escondida cafeteria em Tóquio chamada Funiculi Funicula. A cafeteria é conhecida por uma lenda urbana: ali, é possível viajar no tempo. Contudo, a experiência vem com regras muito rígidas, a viagem só pode ocorrer dentro do próprio café, o viajante só pode encontrar pessoas que já tenham estado ali, nada do que for feito mudará o presente, e, acima de tudo, a pessoa precisa retornar antes que o café servido esfrie.

A narrativa acompanha quatro histórias principais, cada uma centrada em personagens que desejam revisitar momentos específicos do passado: uma mulher que quer consertar sua relação amorosa, uma esposa que deseja ler uma carta do marido com Alzheimer, uma irmã buscando entender um rompimento familiar e uma mãe que nunca conheceu sua filha. Em todas essas tramas, o livro trata com muita delicadeza de temas como amor, amizade, reconciliação e perda. No geral foi uma boa leitura para passar o tempo, mas não achei um livro extraordinário, muito menos quero continuar a série. 

Enfim, esse foi mais um post para registrar esse balanço no desafio literário, espero que em 2026 eu consiga, apesar de toda loucura que a minha vida costumar ser, dar conta das metas e também de fazer resenha de todos os livros lidos ao longo do ano. Sim, é um baita desafio esse (de fazer resenhas), mas isso vai me mover a estar mais presente para essa leitura, mais determinada e empolgada também.


26 de dez. de 2025

Coleção Georges Simenon | Parceria Editora UNESP

Kit que recebi da editora UNESP: Uma ecobag, marcador de páginas, uma lupa, um guia de leitura e o livro.

É com um imenso prazer e muita alegria que escrevo esse post, hoje! Desde que me entendo por blogueira literária sempre desejei obter uma parceria com alguma editora que conversasse com meu gosto literário e minha personalidade, e finalmente ela veio!!! A editora UNESP me enviou um grande lançamento, um exemplar que faz parte da coleção do autor Georges Simenon, um dos autores mais respeitados do século XX, e que será lançada  não somente algumas obras, estamos falando de uma coleção que abrangerá TODAS as obras do autor. O objetivo da editora é ampliar o acesso aos escritos de Simenon no Brasil, além de consolidar outro capítulo na história da própria editora. 


Trata-se de um projeto ambicioso, afinal será 10 anos de publicações cuidadosamente editadas e trabalhadas para chegar até nós leitores. Será dividido em duas séries, inauguradas agora com os dois primeiros volumes de cada uma delas, a cada semestre teremos uma nova fornada de livros do autor que vai da década de 1930 à 1980. Teremos disponível a série policial do autor, que segundo a crítica especializada transcende os clichês do gênero, Maigret é investigador da alma humana, e também teremos a tradução dos "romances duros", os quais são narrativas mais sombrias e existenciais, é um mergulho na solidão, no fracasso, nas paixões proibidas e nas obsessões. 



Por sua vez, entendemos que a genialidade do autor encontra-se na versatilidade, navegando com maestria por dois estilos distintos, são intrinsecamente ligados pela profundidade psicológica e pelo realismo brutal. Simenon explora os dilemas da existência, revelando a fragilidade e a complexidade que nos define como humanos. Nesse primeiro volume que recebi da editora, Comissário Maigret, Volume 1, nos deparamos com os traços que se tornaria marcas registradas do personagem: a perspicácia, a empatia e a capacidade de farejar os segredos mais íntimos de cada caso. Nesse volume está reunido 4 romances: Pietr, o letão; O finado sr. Gallet; Um crime na Holanda; e A cabeça de um homem.




Georges Simenon foi um escritor belga de língua francesa, um romancista de uma extensa e extraordinária produção: escreveu 192 romances, 158 novelas, além de obras autobiográficas e numerosos artigos e reportagens sob seu nome e mais 176 romances, dezenas de novelas, contos e artigos sob 27 pseudônimos diferentes. O projeto da Editora Unesp é para dez anos de publicações cuidadosamente editadas, divididas em duas séries: Os romances e outros escritos e Comissário Maigret.


17 de dez. de 2025

RECEBIDOS DE NOVEMBRO| livraria UNESP

 Cada livro que escolho sempre é bem pensado, sempre são livros que estou com muita vontade de ler, certamente são aqueles que sei o quanto irão me impactar a ponto de mexer com alguma coisinha dentro de mim e, em certos aspectos, coisinhas das quais a primeiro momento nem saberei explicar direito...Como você já percebeu, estou bem atrasada com esse post, inclusive irei fazer sobre os livros de dezembro em breve, mas vamos focar nessa lista atual.


Nesse post trago mais recebidos em parceria com a  Livraria Unesp, localizada no número 108, Praça da Sé, Centro, São Paulo. Como sempre digo por aqui, é sempre com muita alegria e empolgação que trago os livros dessa parceria, poder escolher os títulos é extremamente importante para mim. Lembrando que temos cupom de desconto de 15% com: jessica15. Aproveitem para adquirirem seus exemplares com desconto!


Escrito às vésperas do colapso da Bolsa de Valores de Nova York (1929) e publicado em Viena no ano seguinte, O mal-estar na civilização é uma penetrante investigação sobre as origens da infelicidade, sobre o conflito entre indivíduo e sociedade e suas diferentes configurações na vida civilizada. Este clássico da antropologia e da sociologia também constitui, nas palavras do historiador Peter Gay, “uma teoria psicanalítica da política”. Na tradução de Paulo César de Souza, que preserva a exatidão conceitual e toda a dimensão literária da prosa do criador da psicanálise, o livro proporciona um verdadeiro mergulho na teoria freudiana da cultura, segundo a qual civilização e sexualidade coexistem de modo sempre conflituoso. A partir dos fundamentos biológicos da libido e da agressividade, Freud demonstra que a repressão e a sublimação dos instintos sexuais, bem como sua canalização para o mundo do trabalho, constituem as principais causas das doenças psíquicas de nossa época.

Escolhi esse livro por todo seu contexto e importância para a literatura das áreas mencionadas, além disso, acredito que ler algo do Freud, um dos grandes nomes que mudou o pensamento ocidental completamente, é sempre bom para a bagagem intelectual e cultural. 



Escrito com uma voz única, O álbum branco é um mosaico jornalístico e ensaístico do cotidiano americano de uma época fundamental para os Estados Unidos e o mundo. Um dos maiores clássicos do gênero, seu poder de surpreender e informar o leitor se mantém igual mesmo após décadas de sua publicação original.

Escolhi junto à livraria essa obra por conta de duas resenhas incríveis e que de algum modo senti que irá tocar-me em algo que também não saberei explicar de início e precisarei de algumas páginas do meu diário para escrever e refletir sobre...Sim, já estou prevendo uma resenha extensa sobre essa obra. 


O surgimento de Perto do coração selvagem, em 1943, causou grande impacto no cenário literário brasileiro, proporcionando à autora aclamação imediata da crítica e de seus colegas escritores.

Houve quem encontrasse no livro a influência de Virginia Woolf, ao passo que outros apostavam em Joyce, seguindo a falsa pista da epígrafe da qual Clarice pinçou seu título: "Ele estava só. Estava abandonado, feliz, perto do coração selvagem da vida." Ambos os grupos estavam errados, apesar do uso do fluxo de consciência pela escritora estreante a justificar tais correlações. Ocorre, no entanto, que esse havia sido um achado natural e espontâneo para Clarice Lispector, que admitiu como única influência neste caso O lobo da estepe , de Hermann Hesse. Não em termos estilísticos tampouco por se identificar com o caráter do protagonista, mas sim por compartilhar com ele e, sobretudo, com Hesse, o desejo imperioso de romper todas as barreiras e ultrapassar todos os limites na busca da própria verdade interior. Anseio personificado pela personagem central, Joana, com uma expressão que se tornou célebre: "Liberdade é pouco. O que desejo ainda não tem nome."

Íntima e universal, destemida e secreta, Joana "sentia o mundo palpitar docemente em seu peito, doía-lhe o corpo como se nele suportasse a feminilidade de todas as mulheres" e ela destoava do sistema patriarcal em que se encontrava inserida da mesma forma que Clarice se distanciava da literatura de seu tempo, ainda dominada pelo regionalismo e o realismo. Ambas, autora e protagonista, eram forças divergentes, porém não dissonantes, já que introduziam uma nova musicalidade, uma harmonia própria, poética e triunfal, na aspereza circundante, enquanto buscavam "o centro luminoso das coisas" sem hesitar em "mergulhar em águas desconhecidas", deixando o silêncio e partindo para a luta. Deste embate à beira do íntimo abismo, Joana torna-se uma mulher completa e Clarice, uma escritora singular e inimitável.

Acho que nem preciso falar o porquê de ter escolhi a Clarice, afinal uma grande mulher, uma grande autora da nossa literatura e extremante avassaladora! Estou extremamente ansiosa por essa leitura, estou feliz em dizer que finalmente estou de férias e espero que tudo ocorra bem, irei me planejar para passar dias apenas lendo e respirando...Uma férias merecida depois desse ano conturbado que passei e tive a oportunidade de registrar algumas coisinhas por aqui.


15 de dez. de 2025

Livros que ganhei de presente de Natal (adiantado)

Lembro que na minha adolescência eu não gostava de nenhum tipo de livro que fosse "religioso", seja de qualquer segmento, lembro-me de nem querer saber do esoterismo, inclusive...Mas ele sempre esteve permeando meus caminhos e leituras de alguma forma, e hoje sou uma colecionadora desse tipo de material também. Acho maravilhosa nossa capacidade metamórfica! Eu amo essa característica em mim também: poder me transformar, reformular e mudar quando e sempre que eu quiser e sentir necessidade!


Bom, nesse post trago alguns dos presentes que recebi da minha irmã, já considero presente de natal tudo o que ganho em dezembro, o qual é um dos meses que acho mais mágico (só fazendo uma leve digressão, considero que todos os meses são mágicos, mas cada um a sua maneira, e dezembro sempre tem cheiro de anis estrelado, canela, cravo e sabor de panetone). Enfim, estou empolgada com essa postagem! 

13 de dez. de 2025

Hair | Uma peça envolvente e comovente

Devido ao final do semestre na faculdade, não consegui ter energia para esse espaço, tão maravilhoso que é esse pedacinho da internet, nessas semanas. Peço desculpas para minhas leitoras e leitores. Aqui me faz tão feliz e realizada!! Enfim, vamos falar de uma peça que assisti em novembro com o pessoal da faculdade...Eu Nem sabia do que se tratava a priori e foi uma grata surpresa! 

 No final de semana do dia 15/11 assisti ao musical Hair, e me surpreendi demais!! Precisei digerir tudo o que vi, as músicas, tudo o que senti e a pura arte e emoção que é esse espetáculo. Simplesmente me apaixonei pelo elenco e suas potências e presenças de palco. Hair é um clássico da contracultura dos anos 60 (estreou na Off-Broadway em 1967, então me senti absolutamente realizada por poder assistir depois que entendi sua dimensão)!


Hair’ é mais do que um espetáculo de teatro. Ao longo das últimas décadas, se tornou um ícone e uma das principais referências do movimento cultural e comportamental que mudou o mundo nas décadas de 60 e 70. Após estrear em um pequeno teatro off-Broadway em 1967, o musical se tornou um acontecimento teatral sem precedentes, deu origem a um filme homônimo, a uma série de montagens ao redor do mundo e gerou uma legião de fãs de diversas gerações. Quase 60 anos se passaram e essa  nova versão brasileira de ‘Hair’ comprovar que, realmente, esse fenômeno não tem data de validade!

Leia esse post!

RECEBIDOS DE NOVEMBRO| livraria UNESP

 Cada livro que escolho sempre é bem pensado, sempre são livros que estou com muita vontade de ler, certamente são aqueles que sei o quanto ...