25 de mai. de 2018

Han Solo: Uma história Star wars [Sem spoilers]

imagem de divulgação

Estreia: 24 de maio de 2018 (Brasil)
Diretor: Ron Howard
Música composta por: John Powell, John Williams
Roteiro: Jonathan Kasdan, Lawrence Kasdan
Duração: 2h15min.

O jovem Han Solo encontrá aventura quando se juntar a uma gangue de contrabandistas galácticos, incluindo um Wookie de 196 anos chamado Chewbacca. Endividado pelo gângster Dryden Vos, a equipe planeja um plano ousado para viajar ao planeta minerador Kessel para roubar um lote do valioso coaxial. Na necessidade de uma nave rápida, Solo encontrá Lando Calrissian, o dono da nave perfeita para a missão perigosa - a Millennium Falcon.

Antes de mais nada, esse filme não é para o fã conservador, esse filme é para quem está por dentro do universo expandido de Star Wars, para quem acompanhou a série animada Rebels, pois irá entender o aparecimento de um personagem específico, e também estará mais familiarizado com o ritmo inicial do longa, e terá algumas referências. Mas, isso não significa que a pesssoa que nunca assistiu s.w não vá se divertir, pois irá e muito. 

Ao decorrer do filme vemos situações que vão transformando o jovem Solo no que conhecemos em Uma nova esperança, seja devido a um diálogo com Beckett, seu "mentor", ou com outros personagens que cruzam o caminho do protagonista, situações que vão impactando-o de alguma forma.

O filme já começa com um ritmo de fuga e ação, com tomada de decisões rápidas e piadas logo de inicio. Os minutos iniciais lembram um pouco da segunda temporada de Rebels, inclusive a estética de cenário no espaço porto de Corellia. 

Pelo ritmo ser frenético, cenas que deveriam ter um pouco mais de tempo em tela, devido a carga dramática, não tem! sendo assim,  não passam o drama que deveriam, até mesmo algumas nuances passam um pouco despercebidas se o espectador não for atento.

Qi'ra (Emilia Clarke) e Han Solo (Alden Ehrenreich) [Via: Entertainment]
Han Solo: uma história star wars, não trás nada de tão extraordinariamente novo para a franquia, nem muita ousadia por parte do enredo, contudo a fotografia, figurino e efeitos especiais não deixam a desejar; me diverti bastante com esse filme, gostei dos novos personagens e amei ver os antigos com uma lente um pouco diferente.  Em contra partida, teve algumas piadas que não gostei muito, e teve momentos que senti que o filme ficou um pouco cansativo.

Quer conhecer mais sobre a história do contrabandista mais conhecido da galáxia? sobre  o percurso de Kessel, como Han conheceu Chewie e muita referência? então assista à esse filme. Todavia, se você é do tipo que só gosta dos filmes originais, e considera apenas os filmes e não se importa com o universo expandido, então esse filme não é para você.

Se você assim como eu, gostou de Beckett, prepare-se para o lançamento de uma Hq volume único  pela Marvel, que será  escrita por Gerry Duggan, contará as rixas de Enfys Nest contra o personagem e um pouco sobre sua origem.

18 de mai. de 2018

Oblivion

   

No ano de 2077, Jack Harper (Tom Cruise) trabalha como reparador de segurança em uma Terra deixada vazia e devastada após uma guerra com alienígenas. Jack tem duas semanas antes de sua missão terminar e ele se junta a seus companheiros sobreviventes em uma colônia distante.

Uma invasão alienígena, que ocorreu a dezenas de anos atrás destruíra a Lua, o que desencadeou uma devastação em boa parte do planeta, e resultou na morte de centenas de pessoas, os humanos remanescentes ganharam a guerra, mas perderam o planeta.

O conceito de realidade  desmorona após uma série de coisas inexplicáveis que perturbam a mente de Jack, como sonhos com  uma Nova York de 70 anos atrás, são memórias talvez? coisa que não deveria ocorrer, já que sua memória foi apagada para realizar sua missão. Somado a isso, temos  "aliens" destruindo as sondas de patrulha e comportamentos estranhos do próprio protagonista.

Aquela velha história de que o planeta está contaminado, desolado e precisa ser deixado, ou que o protagonista não tem memórias, além as da missão, é um dos pontos  que remeterá a  diferentes obras de FC, visto que Oblivion tem elementos que estão muito vigentes nos longas, e que também já foram bem explorados no livros de ficção científica, então algumas partes da trama fica fácil de deduzir, e o que não falta são referencias à cultura pop.




O longa é detentor de lindas imagens do planeta em ruínas, contrastes muito lindos entre floresta, deserto e gelo. Não tem o que reclamar da fotografia, com um cenário futurista pós invasão alienígena e avançada tecnologia, algumas não são muito estranhas e distante, outras totalmente insanas. Assim também como a trilha sonora, que é totalmente imersiva, maravilhosa, ligando o espectador com os personagens e a história.

Apesar do longa ter alguns problemas com o enredo, como a representação feminina e negra, e um triangulo amoroso clichê, etc. O filme vale a pena ser assistido e discutir com os amigos as partes incríveis e com alguns plot twists um tanto dedutíveis, já outros nem tanto.

É tão difícil  falar de Oblivion sem dar Spoilers enormes e estragar sua experiência,
por isso uma resenha um tanto vaga, então caso esteja interessado(a) assista ao trailer abaixo, já está disponível na Netflix.

Estreia: 12 de abril, 2013 (Brasil)
Direção: Joseph Kosinski
Box office: 286.2 milhões de dolares
Trilha sonora: M83, Joseph Trapanese, Anthony Gonzales

Classificação no Rotten Tomatoes
 

Ainda somos uma equipe eficiente? 

15 de mai. de 2018

Resenha: O médico e o monstro, de Robert Louis Stevenson

Ilustração de Mauro Cascioli 


O médico e o monstro é um dos maiores clássicos do terror psicológico, marcado pelo cientificismo da época vitoriana. O respeitado médico escocês, dr. Jekyll, faz pesquisas para entender os impulsos e os sentimentos humanos mais profundos, e acaba por criar uma droga que libera seus aspectos mais primitivos, o “animal” adormecido sob a capa do homem civilizado: no seu caso, ele assume a forma de mr. Hyde (do verbo hide, esconder, ocultar; mr. Hyde é a “versão oculta” do bom dr. Jekyll). 

Se Jekyll é um médico educado e dedicado a pesquisas que visam o bem-estar geral através do conhecimento, a “monstruosidade” de Hyde está, essencialmente, em sua entrega aos prazeres e à luxúria como um fim em si, por quaisquer meios, incluindo a força física. Basicamente enquanto Jekyll é o mais fino e prestigiado homem de Londres, um inglês impecável, Hyde é totalmente o oposto dos bons costumes ingleses e cristãos. 

Apesar da essência do enredo ser bem conhecido por todos, o suspense que compõe o livro é surpreendente, seguimos as investigações do advogado Utterson que nos leva a uma linha de raciocínio que parece plausível. 

Confesso que fiquei um pouquinho desapontada, pois esperava acompanhar os acontecimentos do ponto de vista de Henry Jekyll.  A narrativa não é linear, as vezes temos um salto no tempo, e perto dos capítulos finais temos a narrativa de outros personagens, seus pensamentos à respeito de "pequenos acontecimentos".

Ademais, do meu ponto de vista a história pode ser interpretada de diversas maneiras. Tudo pode-se tratar apenas da psique dos personagens, e um distúrbio psicológico do Dr. Jekyll, ou o doutor realmente  sintetizou uma droga que o transforma em um monstro, que é uma segunda pessoa, tanto física quanto psicologicamente, que se opõe ao doutor que é uma criatura fraca. Ao decorrer da leitura  não importa qual interpretação o leitor tenha, sempre vai chegar nos pontos principais do livro e no obvio derradeiro fim

Durante toda a leitura nos é omitido o ano dos acontecimentos, apenas sabemos que tudo ocorreu no século XIX, em uma Inglaterra vitoriana. Com um clima de suspense, características góticas, terror psicológico e ficção científica, o enredo é bem fluido e bem interessante, é uma leitura que recomendo a qualquer um, tanto ao leitor  de longa data ou para quem está começando agora, visto que é um dos grandes influenciadores da cultura pop. O livro possui um fundo religioso, tendo uma pitada de barroco, contudo o fator religioso as vezes é acentuado de mais, o que reflete a sociedade da época.



Título original: Dr. Jekyll And Mr. Hyde
Autor: Robert Louis Stevenson

Ilustração: Mauro Cascioli
Editora: Melhoramentos
Ano (publicação): 1886
Páginas: 112


12 de mai. de 2018

Resenha: Star wars: A missão do contrabandista, de Greg Rucka



Nesta história, que se passa entre Uma nova esperança (episódio IV) e O Império contra-ataca (episódio V), Han e Chewie precisam pilotar a Millennium Falcon numa missão ultrassecreta da Aliança Rebelde. Mas é claro que não será nada simples: na sua cola estão cruéis caçadores de recompensas e uma implacável oficial do Império. 


A contra gosto de estar envolvido na guerra cível contra o império, Han solo e Chewie embarcam em uma missão, o destino da viagem é Cyrkon, um planeta devastado e tóxico, para resgatar Ematt, o qual possui informações valiosas sobre os próximos possíveis destinos da Aliança Rebelde, sendo imprescindível seu retorno à Aliança.


Contudo, a missão não será fácil, já que o império está caçando os  Rebeldes pela galáxia, aliado a uma complicação maior: Solo e Chewbacca estão sendo procurados por diversos caçadores de recompensas, já que estão devendo Jabba the hutt, o maior criminoso da galáxia. 
Comandante Beck captura Solo. (Parte 3, páginas 131 e 132) 


 A missão do contrabandista explora de maneira divertida a personalidade de Solo e como ele lida com diversas situações, é Han Solo sendo Han solo. Sendo bem explorada as possibilidades do universo expandido de Star wars, Rucka trás uma história leve, engraçada com uma escrita muito fluida, reapresenta os personagens já conhecidos e introduz personagens novos que despertam bastante interesse, como a comandante Alecia Beck, que é cruel, determinada e implacável

A história não é nada tão gigantesco quanto destruir a Estrela da morte, todavia é uma missão muito importante, já que Ematt tem todo o tipo de informação sobre a Aliança rebelde, inclusive a localização de bases em potencial. É bem interessante o desenrolar do enredo,o leitor vai conhecer mais sobre Han e sobre os demais personagens que se sacrificam por uma causa maior. 

O livro é dividido em três partes e no início de cada parte há uma ilustração feita por Phil Noto, dizer que ficou lindo é pouco! A diagramação também está caprichada. Não encontrei erros de digitação. Esse livro realmente é uma jornada para O despertar da força, diferentemente de Uma arma de um Jedi, ele tem aquele "hãann então está ai". Leitura recomenda para os fãs de todas idades. 



Título origninal: Smugler's Run
Autor:  Greg Rucka 
Editora: Seguinte
Ano de publicação: 2015
Número de página: 198
Tradução: André Czarnobai
Inlustação: Phil Noto

Pontos positivos: Han solo, Chewbacca, a história

Pontos negativos: Muito curto :(

6 de mai. de 2018

Revolt


[Via: Adoro cinema]

Revolt é um filme de ficção científica, dirigido por Joe Miale. Foi escrito por Miale e Rowan Athale. É estrelado por Lee Pace (BO, o soldado com amnésia) e Bérénice Marlohe (Nadia) nos papéis principais. Estreou dia 17 de Novembro de 2017.

Um soldado das Forças Especiais Americanas que serve no Quênia sofre amnésia depois de ser deixado inconsciente durante uma batalha com máquinas alienígenas bípedes. Posteriormente, ele acorda em uma cela ao lado da cela de  Nadia, uma médica francesa que lhe diz que eles foram feitos prisioneiros por uma gangue de bandidos.

Revolt começa em meio ao caos da guerra no meio do continente Africano, que já era assolado por disputas politicas e ideológicas, agora tem uma invasão alienígena para lutar também. O protagonista é  um exímio soldado das Forças especiais americanas, que se encontra no meio de tudo isso, sem se lembrar absolutamente nada do seu passado, ou de sua última missão, muito menos do nome.

[Via: Adoro cinema]
O filme é muito vago, não conhecemos muito sobre o protagonista, que conforme a trama é desenvolvida vai tendo flashbacks do ataque e só, o personagem é linear, tem aquele espirito de soldado em busca da sua base. Nadia, é uma médica do exercito francês, que quer  sobreviver, contudo o que o filme transmite é o cliché da médica sexy, que logo de cara tem uma quedinha pelo protagonista e por isso embarca na "jornada em busca da base militar". Ela não é responsável por nenhum plano de fuga, um ponto de vista esclarecedor, nada que acrescente ao filme.

Ademais, muitos eventos não são explicados, são apenas jogados, o roteiro se perde mais ainda no meio do filme; tem um acontecimento em particular que me chamou atenção pela sua proporção [Não vou dar spoiler], mas é algo que pela lógica, não teria sobrado absolutamente nada,  nem mesmo a paisagem, muito menos as pessoas. É um somatório de coisas em que o torna massante, um cliché sem desenvolvimento com cenas repetidas.

Apesar do longa ter uma proposta  interessante de ficção científica militar, e ter bons nomes para os papeis principais, não trás nenhuma novidade, apenas mistura conceitos diversos da ficção, já bem conhecidos e explorados, tanto no cinema quanto nos livros,  faz uma salada temperada com romance instantâneo. Por não ter um bom desenvolvimento e lógica torna o filme um boring, para quem gosta de ficção científica vai se sentir em um constante Deja vu, mas caso esteja interessando(a) está disponível na Netflix.

Veja a classificação no Rotten Tomatoes 

4 de mai. de 2018

Vera Rubin e suas contribuições para a Física

 

Vera Cooper Rubin  foi uma astrofísica estadunidense, pioneira no estudo das curvas de rotação de galáxias espirais. Sua principal contribuição foi mostrar que a velocidade de rotação nas regiões externas destas galáxias é muito maior que aquela que seria produzida por suas estrelas. Essa discrepância é considerada uma das principais evidências da existência de matéria escura, material que corresponde a 23% da composição do universo.

No início da carreira de Rubin, só homens eram permitidos no Observatório Palomar, na Califórnia. O local era essencial para qualquer observação na região, ainda assim, as autoridades proibiam a entrada de mulheres por não ter "cômodos apropriados para elas".


"A fama é passageira, meus números significam mais para mim do que meu nome. Se os astrônomos ainda estiverem usando meus dados daqui a anos, esse é o meu maior elogio. ”

Rubin  estudou a distribuição de massa da galáxia de Andrômeda, por meio de análises das velocidades das órbitas das estrelas e os gases presentes a diferentes distâncias do centro galáctico. Constatando-se que as velocidades não iam de acordo com a Teoria de Newton (Gravitação universal), e as estrelas que estavam distantes do centro eram tão rápidas quanto as próximas. 


Essa é a galáxia de Andrômeda,  os pontinhos pretos são as sessenta e sete regiões H II a partir das quais foram encontradas as velocidades de rotação. [Via: Astrobites]


Após mais alguns anos de estudos, ao analisar outras galáxias , a astrofísica descobriu que algo além da massa visível era responsável pelo movimento das estrelas: a matéria escura, que é um  material que não emite luz e tem entre cinco a dez vezes mais massa do que uma galáxia luminosa, e sua presença pode ser detectada a parti dos efeitos gravitacionais sobre a matéria visível.
Gráfico de Velocidade em função da Distância: Curva de rotação de uma galáxia espiral típica: prevista teoricamente sem considerar a matéria escura, observada em a  (A A matéria escura pode explicar o comportamento quase horizontal da curva de rotação a grandes distâncias do centro da galáxia,  observada em  (B). [Via: Wikipédia]

A existência de matéria escura já havia sido proposta em 1933 pelo astrofísico suíço Fritz Zwicky, mas foi só mais de 40 anos depois, com a descoberta de Rubin, que sua existência pôde ser confirmada.
Curva de rotação da galáxia M33 [Via: Astrobites]
Esse último gráfico acima indica praticamente a mesma coisa que o anterior, contudo mais detalhado de uma curva de rotação da galáxia M33 (Galáxia do triângulo), onde as velocidades  são encontradas a partir de estrelas próximas e de gás longe. A linha pontilhada é a curva em que podemos realmente observar a grande diferença  causada pela massa extra, que é matéria escura.
Infelizmente, apesar dessa descoberta incrível  no campo da astrofísica, Rubin nunca recebeu um prêmio nobel por sua contribuição. 
Revista galileu 4 Fatos sobre Vera Rubin
Dark Matter even dark than once thought (Artigo em Inglês da Revista Sciencie Daily
Explicando sobre os efeitos da matéria escura Wikipédia
How one person discovered the majority of the universe  Astrobites


2 de mai. de 2018

Tag: Liebster Award



Pela primeira vez trago uma tag para o blog, que a Dora do Toca da lebre, me convidou à responder. A Tag compõem-se em escrever 11 fatos sobre mim, responder 11 perguntas de quem te marcou, escrever 11 perguntas para os futuros blogs indicados. 

11° Se deixar eu leio e assisto  filmes, desenhos e algumas séries o dia todo 
10° Adoro pizza 
9° Sou ovolactovegetariana
8° Sou produtiva em horários estranhos..
Uma certa parte da manhã sou produtiva, um pouquinho à tarde e mais produtiva durante a  noite. 
7° Coleciono brinquedos (não action figures) de Star wars 
6° Estou estudando alemão por conta própria 
5° Sou apaixonada pelo Egito
Sério, tenho uma coleção de livros sobre a religião, cultura, arquitetura e política  do antigo Egito. Quando era criança eu tinha assistido A múmia, o que despertou minha curiosidade e paixão. 
4° Adoro Assassin's creed 
3° Não gosto de Animes. 
 Polêmica no post! São pouquíssimos animes que eu gosto, já assisti todos os "consagrados", e não me prenderam. Todavia, gosto bastante de Yu-Gi Yo e Naruto
2° Procrastino de mais.. 
1° Amo Fantasia e Fantasia histórica


Perguntas do Toca da Lebre:

1- Qual o seu canal literário favorito?
Gosto bastante de "Vai ler um livro" e " Raposisses"
2- Se pudesse indicar um livro para quem está começando a se aventurar no mundo da literatura, qual você escolheria?
Trono de  Vidro da Saara J. Mass, apesar de ser um pouquinho grande, a leitura é extremamente fluida, foi o livro que me fez mergulhar de vez na literatura.
3- Qual está sendo a sua leitura atual?
O cerco em Lisboa, de José Saramago, e também as Hq's do tocha humana.
4- Se pudesse voltar no tempo, o que diria para o seu eu do passado?
Diria tanta coisa...  "dedique-se mais" "Seja você"
5- Qual é a sua adaptação literária favorita?
Senhor dos Anéis
Harry potter e o prisioneiro de Azkaban 
John carter entre mundos (Livro: A princess of Mars)
6- Qual foi o primeiro livro que você leu? (Ou o que você se lembra de ter lido)
Acho que foi ou Laços de família de Clarice Lispector ou Viagens de Gulliver para um trabalho de escola, quando eu tinha uns 13 para 14 anos, foi o primeiro livro que eu havia lido inteiro. 
7- Quais são as coisas que mais te faz feliz?
Olhar as estrelas, o pôr do sol  e  ver a felicidade das pessoas (fico contagiada com a felicidade alheia).
8- Quais são as suas 3 músicas favoritas?
9- Qual o presente mais legal que você já recebeu?
Acho que... minha primeira camiseta "nerd " era do flash, e coleção de quadrinhos do homem-aranha da década de 199o, aquelas HQ's que são pequenas, páginas de papel jornal com comerciais da DC e do instituto universal brasileiro nas páginas internas e que custava CR$ 25,00 (vinte cinco cruzeiros)😃 (sou mais nova do que você está pensando agora hahah)
10- Qual é o pior filme ou livro que você já assistiu ou leu?
Filme: 2012 (Nunca fiquei tão entediada e incomodada em um filme como esse) e Alien 3. Com livros ainda não tive uma experiência ruim. 
11- Prefere estar sozinho ou acompanhado? 
Depende, geralmente sozinha (por falta de gente que me entenda hahah), mas há momentos que gosto de estar acompanhada, por exemplo eventos, cinema. 

Minhas perguntas para os blogs 

1- Quem é sua inspiração no meio blogger? 
2- Qual seu gênero literário preferido?
3- Qual livro você indicaria para qualquer pessoa? 
4- Qual estilo musical ou movimento cultural você mais se identifica?
5- Qual é seu filme favorito? 
6- Qual série  que você conhece, mas quase ninguém assistiu?
7- A saga de livros que você mais gosta?
8- Um lugar que gostaria de viajar 
9- O evento mais épico que você foi? 
10- Seu game favorito
11- Qual universo da cultura pop que você mais ama? 


Não conheço tantos blogs, mas os que marquei são maravilhosos, se você gostou da tag sinta-se a vontade para responder também, depois deixe o link do seu post aqui nos comentários.

- Tery Belmont
- Nem te conto um conto 


1 de mai. de 2018

Vingadores: Guerra infinita [Sem Spoiler]



Thanos (Josh Brolin) enfim chega à Terra, disposto a reunir as Joias do Infinito. Para enfrentá-lo, os Vingadores precisam unir forças com os Guardiões da Galáxia, ao mesmo tempo em que lidam com desavenças entre alguns de seus integrantes.

Estávamos esperando por esse filme ha muito tempo, e finalmente ele saiu. Foram 10 anos, 18 filmes, e finalmente Thanos (um dos melhores vilões da Marvel) chega sem cerimonias, mostrando do que é capaz, ele tem um objetivo e fará o que for preciso para alcança-lo. Logo nos primeiros 20 minutos já nos deparamos com emoções fortes e cenas sombrias, vemos o quão poderoso é o vilão.

Guerra infinita é o tipo de filme que não se deve ser visto isoladamente, mas sim olhar para o MCU para entender o que está acontecendo em tela, e esperar pela continuação, visto que seu final obviamente é em aberto e precisa-se encontrar uma solução para tudo o que aconteceu e respostas para duvidas deixadas no ar.

Tudo nesse filme é espetacular, os personagens, já conhecido e outros que são introduzidos no filme, como Ordem negra, que faz estrago, mas tem pouco diálogo, e alguns nomes não são sitados, eles apenas estão lá fazendo o que deve fazer. Thanos é o personagem que está em todos os lugares, tem mais tempo de tela (como era de se esperar), ele é o personagem principal do filme, entendemos suas motivações, perdas e criamos um certo carisma por ele.

O alivio cômico, que ao decorrer do filme vai diminuindo, fica a cargo dos personagens que já tem essas características, como Guardiões da galáxia, Homem-aranha, uma cena cômica com a capa do doutor estranho. O potencial de alguns personagens é explorado, poderes que não tinham sido revelados nos filmes anteriores são mostrados; os romances  já conhecidos, são bem equilibrados e maravilhosos, como Wanda (feiticeira escarlate) e Visão.


Há momentos do filme que parece que os heróis vão triunfar e tudo vai ficar bem, como a batalha em Titan, há momentos em que é para se perder a esperança, há momentos de rir (efeito causado pelos Guardiões). As cenas em Wakanda são ótimas, a batalha é incrível e as cenas de alívio cômico é de maneira dosada, na medida do que se esperava para cada personagem. Thor, por exemplo, está surpreendente, divino como um deus do trovão deveria.

O final é desolador, destruidor de corações, pesado, é como qualquer fã já esperava, talvez com um fim  mais de desesperança e arrasador do que esperávamos. A cena pós créditos, muitos gostaram; no meu ponto de vista (baseado nos meus gostos e experiências) foi fraco, decepcionante, esperava algo há mais, todavia fiquei empolgada com a confirmação do personagem que aparecerá no próximo filme.


Se você já assistiu diga o que achou do filme.

25 de abr. de 2018

Resenha: O alienista, Machado de Assis

Pintura de Belmiro de Almeida Arrufos, 1887. Óleo sobre tela

A história fala sobre o Dr. Bacamarte, que era convencido de que é ótimo,  se casa com sua mulher, porque esta teria características mentais e físicas para conceber-lhe um filho, o que não ocorre e por isso ele se aprofunda em estudos, que naquela época eram pouco explorados, sobre a  loucura. Assim cria a Casa Verde, uma espécie de manicômio.

 Como todo obra machadiana, que trás crítica as sociedade do século XIX com temática da loucura, O alienista é um clássico literário sobre a psiquê. Qual é o limite entre a loucura e a sanidade? Essa é uma das questões centrais desta obra publicada originalmente como folhetim. O conto apresenta Simão Bacamarte, um estudioso que ao decorrer do conto o leitor se  questiona sobre a metodologia, a sanidade e a logica do protagonista. 

" A verdade é que, se todos os gostos fossem iguais, o que seria do Amarelo?"- página 27

Simão é um personagem linear bem questionável, que ao decorrer do livro  vemos claramente que ele é um personagem caricato. Enquanto os personagens secundários são tidos como pessoas normais da sociedade, para o alienista elas devem ser estudas, pois deve-se ter uma justificativa científica para alguém ser mesquinho, mentiroso, orgulhoso, corrupto ou até mesmo indecisa. 

Narrado por um observador, com uma linguagem de fácil entendimento, cheia de ironia, humor e antíteses; sendo que a obra é uma sátira ao cientificismo que esteve muito presente nas obras das últimas décadas  do século XIX. 

Ademais, algo interessante que Machado de Assis nos traz é a obsessão, o protagonista é obcecado pela ciência, um paralelo com nossos dias são pessoas obcecadas com religião, costumes, dogmas, trabalho, vícios e etc.  O livro mostra que o fanatismo por algo pode ser mais prejudicial do que imaginamos; paixões movem nossas vidas, Machado nos questiona, o quanto somos dominados por tais paixões, o quanto somos fanáticos? 

Sobre a obra 
O Alienista é uma célebre obra literária humorística do escritor brasileiro Machado de Assis. Muitos o Consideram um conto, mas a maioria dos críticos e especialistas o consideram uma novela por causa da sua estrutura narrativa. Ganhou várias  adaptações, dentre elas uma de 1970 "Azyllo muito louco," dirigido por Nelson pereira Santos. E uma adaptação literária: O Alienista Caçador de Mutantes (2010), de Natália Klein, parte da série Clássicos Fantásticos da Editora Lua de Papel. Nessa versão, a Casa Verde aprisiona vítimas de mutação, causadas pela queda de um disco voador em Itaguaí.
Uma das diversas capas do livro 

Autor: Machado de Assis
Editora: Ciranda cultural
Número de páginas: 64
Ano de publicação: 1882
Revisão: Letícia Lívia Teixeira e Fernanda Magalhães

Pontos positivos: Críticas sociais, narrativa e questionamentos sobre a obsessão.

Pontos negativos: Muito curto


Considerações finais 
Sou apaixonada pela literatura Machadiana, narrativa, linguagem, críticas sociais, humor, sátira, tudo isso e um pouco mais Machado de Assis trás em suas obras, e esse conto não é diferente, sua estrutura é fluida e fácil de ler, o personagem apesar de ser linear é intrigante, você quer ver até onde o fanatismo pode leva-lo. Sendo assim é essencial a leitura, devido  não somente ao peso cultural, mas também por toda crítica social desenvolvida com maestria na trama.

22 de abr. de 2018

Série: Rebels (Star wars)

[Imagem de divulgação 4° temporada]
Rebels é uma série de Star wars produzida em CGI pela Lucasfilm e a Lucasfilm Animation. Situada 14 anos depois de Star Wars: Episódio III - A Vingança dos Sith e cinco anos antes de Star Wars: Episódio IV - Uma Nova Esperança, em que o Império Galático quer dominar a galáxia e caçar os últimos cavaleiros Jedi mostrando o crescimento da Aliança.

A série começa com as forças Imperiais ocupando um planeta remoto, governando com punho de ferro e oprimindo os seus habitantes. Um pequeno grupo de insurgentes decidem se revoltar contra o sistema imperial e roubam para dar aos necessitados, combatendo as intermináveis tropas de stormtroopers: os extraordinários membros da nave Ghost. 

Há principio a série tem um tom mais cômico e leve, conhecemos os personagens e suas vidas, gradativamente vemos  as consequências dos acontecimentos de A vingança do Sith,  com o passar dos episódios nos aprofundamos mais  no sofrimento da galáxia; vemos a perspectiva não de personagens famosos e conhecido pelo grande público, mas sim de uma criança, e pessoas que tiveram que  amadurecer rápido de mais para lidar com a vida sob o comando do Império. 

Kanan Jarrus (3° Temporada)



"Foi diferente para mim, Ezra. Tudo era diferente naquela época. Tudo o que resta agora é a força."




―Kanan Jarrus

A cada temporada,  os personagens mudam drasticamente, aqui não tem aquele problema que encontramos em algumas série que deixam o personagem linear. Há também, espaço para todos os protagonistas, coadjuvantes e até personagens já conhecidos da série The clone wars, que fecham seus arcos em Rebels. 

Kanan Jarrus, que foi um padawan durante as guerras clonicas, têm um amadurecimento tanto espiritual, quanto emocional muito grande, sendo uma espécie de farol para os demais personagens, sempre vendo à frente do momento presente. Vários aspectos de Kanan são impresionantes, inclusive  o mais notável é sua conexão com a força, o quanto ela aumenta da segunda para terceira temporada.  
Ezra Bridger (4° Temporada) 

Também  Ezra Bridger, que torna-se  aluno de Kanan,  tem um desenvolvimento mais drástico e visível. A história de Bridger já começa muito triste, vive nas ruas de Lothal desde os 7 anos de idade, sobrevivendo atraves de pequenos furtos e vivendo em um local abandonado. É incrível ver o amadurecimento tanto espiritual, quanto emocional, ver como ele se relaciona com os demais personagens e a importancia que ganham em sua vida.




"Eu estive nas ruas desde que eu tinha sete anos, está bem? Se eu acreditasse que meus pais estavam vivos, se eu acreditasse que eles iriam voltar e me salvar, eu nunca teria aprendido a sobreviver."  ―Ezra Bridger

Um dos destaques da série são as personagens femininas, tanto do lado dos mocinhos, quanto do lado do Império, tem ótimos desenvolvimentos, relevância na história, cada uma com sua motivações e razões. Hera Syndulla, Sabine Wren, Ahsoka tano, The seven sisterArihnda Pryce dentre outras personagens, fazem parte significativa na trama. 
Hera Syndulla 

Hera Syndulla é uma das protagonistas,  não só cativa pela sua inteligencia e destreza (e ser a melhor piloto da galáxia), mas também pelo seu altruísmo, Hera -ouso-me a dizer-  tem qualidades de um Jedi, pronta a ajudar não somente sua tribulação, que são seus amigos, mas também a galáxia ou o maior número de pessoas possíveis. Com envolvimento muito forte na vida dos personagens e tomada de decisões, sendo a  capitã da Ghost, sente-se responsável pela segurança de todos e anseia fazer parte de algo maior. 

"Se tudo que você faz é lutar por sua própria vida, então sua vida não vale nada!"―Hera Syndulla

Portanto, esses são só alguns dos personagens os quais fazem a diferença. Os episódios não são apenas uma aventura espacial, nem sempre termina com final feliz, a série mostra que pessoas estão morrendo por lutar contra o Império e também estão morrendo por "não fazer nada", trás questões sociais altamente discutíveis. Como vimos em Os últimos Jedi, são heróis mortos, que não podem ser líderes. Mostrando  o sacrificio que é feito, a perda de amigos, familiares, a perda da inocencia e da infância, percebe-se que a série é mais profunda do que parece.

 E como todo fã de Star wars gosta de ver: O treinamento Jedi,  o quanto isso aproxima o aluno do mestre, e entendemos o quão poderosos são alguns personagens queridos, assim também como o desenvolvimento desse poder.

A série é altamente recomendada para fãs de todas as idades, seja fãs mais recentes ou não. Há um somatório de coisas boas que vão desde trilha sonora (magnífica) a personagens, enredo, as cores da série, a  nuance entre partes ainda não exploradas da galáxia e o derradeiro entre a vida e a morte, momentos de alto conhecimento e meditação, exploração.  

14 de abr. de 2018

O que é Space Opera?



É um sub-gênero da ficção especulativa ou ficção científica que enfatiza a aventura romântica, cenários exóticos e personagens épicos. Em 1941Wilson Tucker, autor do gênero, cunhou o termo de maneira pejorativa, em um artigo publicado em um fanzine e definiu "space opera" como todo tipo de ficção científica aventuresca meio esgotada e eivada de clichês.


Na atualidade é  comumente usado para significar um conto de aventura espacial com destaque em personagens ousadamente delineados, drama e especialmente, ação. Criadores das primeiras "space operas" neste sentido, foram E. E. Smith, com suas séries Skylark e Lensman; Edmond HamiltonJack Williamson; e posteriormente Leigh Brackett, conhecida como "A rainha da space opera". 



Características 
Uma "space opera" geralmente se situa no espaço exterior ou num planeta exótico e distante. Em muitos casos, para manter a história num passo acelerado, uma espaçonave pode voar distâncias quase ilimitadas num curto espaço de tempo.
Os planetas geralmente possuem atmosferas similares à da Terra, e formas de vida exóticas, os alienígenas geralmente falam inglês, algumas vezes com sotaque, ou a mesma língua do protagonista, seja qual for. As máquinas em "space operas" frequentemente incluem (além das espaçonaves), armas de raios, robôs e carros voadores, um cenário bem parecido com Coruscant de Star wars, na verdade Star wars é Space Opera.
Coruscant, planeta capital da república, posteriormente do Império galático. (Star wars)

O plano de fundo de uma "space opera" pode variar consideravelmente em plausibilidade científica. A maioria das "space operas" violam convenientemente as leis  da física postulando algum tipo de viagem mais rápida que a luz. Muitas  divergem ainda mais, e não raramente usam de  forças paranormais, magia, ou vastos poderes capazes de destruir planetas, estrelas e galáxias inteiras, e temos mais uma das características da Space Opera, a fantasia.

Sob este aspecto, os cenários marcianos, venusianos e lunares das histórias de Edgar Rice Burroughs seriam romances planetários (e dos mais antigos), bem como as histórias com Eric John Stark, de Leigh Brackett,  inicialmente passadas em Marte, e a tira de jornal Flash Gordon de Alex Raymond, talvez o mais conhecido do genêro.

Entre os primeiros exemplos de proto-space opera, estão Star ou de Cassiopée (1854) de Charlemagne Ischir Defontenay e Lumen(1872) de Camille FlammarionEdison's Conquest of Mars de Garrett P. Serviss (1898), The Struggle for Empire: A Story of the Year 2236 (1900)

O gênero se tornou muito popular a partir dos anos 1960 e 1970, graças a franquias como Star Trek, Perry Rhodan e Star Wars posteriormente. 

Começando com The Centauri Device de M. John Harrison em 1975, certo número de escritores, principalmente britânicos, começaram a reinventar a "space opera". Esta nova "space opera", evoluiu por volta da mesma época que o cyberpunk emergiu e foi influenciada por ele, é muito mais sombria, afasta-se do padrão de 'triunfo da humanidade' da "space opera tradicional"(referente as primeiras do genêro), envolve tecnologias mais novas e tem uma caracterização mais forte do que a antiga "space opera".
Capa da Imagination Science Fiction (abril de 1958), com uma ambientação dramática, comum nas primeiras space operas .
Alguns exemplos de Space operas na literatura 

As séries Skylark (1928–1965) e Lensman de E. E. Smith
Série da Fundação de Isaac Asimov
A série Elevação de David Brin
A série Legend of the Galactic Heroes de Yoshiki Tanaka. 


Filmes que são de  Space opera e talvez você não sabia 

Andromeda
Babylon 5
Dark Matter
Firefly
Guardians of the Galaxy (melhor exemplo )
The Expanse, série disponível na Netflix, baseada na série de livros de mesmo nome
Space Battleship Yamato
Star Trek
Star Wars



Leia esse post!

RECEBIDOS DE NOVEMBRO| livraria UNESP

 Cada livro que escolho sempre é bem pensado, sempre são livros que estou com muita vontade de ler, certamente são aqueles que sei o quanto ...